JERRY LEE LEWIS (1935/2022) – “CONFUSION WILL BE MY EPITAPH”!!!!!!

Talvez JERRY LEE LEWIS não tenha se apercebido da existência do KING CRIMSON, e menos ainda de seu letrista, PETE SINFIELD. Pensando melhor, quem sabe, sim. Porque na geração de ROCKERS que o sucederam, literalmente todos são seus fãs…
Agora, a capacidade que JERRY LEE demonstrou a vida inteira para criar confusões, não pode ser subestimada.
Sempre esteve onde a onda quebra. Às vezes, surfou; geralmente se afogou; foi socorrido; foi estigmatizado; mas voltou.
Bebeu muito; rezou mais ainda; quase foi em cana por causa de Impostos não pagos, fugindo da AMÉRICA por 4 anos, até conseguir resolver seus rolos.
Ele gostava de armas, e deu uns tiros pelaí; chegou a ameaçar ELVIS PRESLEY de morte! E foi preso em frente à GRACELAND, em 1976. Eles eram amigos!!!
E acabou falindo, mesmo sobrevivendo…
Enfim, a vida de JERRY LEE LEWIS foi um compêndio de insensatez mesclada com certa genialidade artística, e talentos explícitos. Era quase um autodidata no piano – que tocava com estilo e proficiência!
Se você recordar de ELTON JOHN, no início de carreira, verá alguém tentando barbarizar no piano, fazer malabarismos cênicos…
KEITH EMERSON, ELTON, e até LITTLE RICHARDS!, eram meninos comportados perto de JERRY LEE LEWIS – que tocava com os pés, as mãos, o ombro, pulso e qualquer parte do corpo disponível. Subia no instrumento, espancava o teclado, chegando próximo do que fazia na guitarra PETE TOWNSHEND. E tudo isso sem perder o senso musical…Era um showman fantástico!
JERRY LEE LEWIS conseguiu a proeza de mesclar o R&B dos negros, através de sua esfuziante mão esquerda, a responsável pelo BOOGIE dançante que imprimia ao piano. A mão direita o integrava ao COUNTRY e o HILLBILLY dos brancos, criando híbrido que é a quintessência do ROCK AND ROLL clássico; sua mão direita era ROCK puro! Ele tinha uma apurado senso melódico.
JERRY LEE sempre foi cantor excelente, de voz belíssima e clara; potente, afinadíssima e versátil, que se adaptava com perfeição ao ROCK, ao GOSPEL, ao BLUES; e, obviamente à COUNTRY MUSIC !
Em resumo bastante defensável, JERRY LEE LEWIS e CHUCK BERRY juntos já seriam suficientes para definir tudo o que é o ROCK AND ROLL
Chamar o nosso “preclaro’ e amado de contraditório, complexo, ou quaisquer definições que pudessem trazer alguma coerência para defini-lo em poucas palavras, é uma impossibilidade aguda.
Eu vou tentar aproximação cautelosa.
JERRY LEE LEWIS era cristão. Conhecia a Bíblia, e a lia reverencialmente. Ele e ELVIS PRESLEY eram da ASSEMBLEIA DE DEUS. Sabiam cantar as músicas gospel. Já ROY ORBISON E CARL PERKINS e JOHNNY CASH eram BATISTAS…
JERRY LEE era primo de JIMMY SWAGGART, um dos primeiros “Malafaias”…ooopps, “tele-evangelistas” … nas TVS americanas.
Era profundamente religioso e temente a Deus! Um americano branco, bastante ignorante, que certamente hoje votaria em DONALD TRUMP.
Porém, JERRY L. LEWIS vivia em crise existencial. Dizia ter criado, e fazia um tipo de música furiosa que, achava ele, iria carregá-lo para o inferno! Compensou gravando muita música GOSPEL.
Faz sentido? “DEFINITIVAMENTE TALVEZ”, responderiam os irmãos LIAN e NOEL GALLAGHER, que não transmitiam qualquer paz de espírito, mesmo tendo montado uma banda turbulenta chamada contraditoriamente…OASIS…
JERRY LEE LEWIS gravou a primeira vez, em 1952. Tinha 16 anos! Explodiu na cena POP entre 1956 e 1958, com alguns dos 30 TOP TEN HITS, que teve durante a carreira: CRAZY ARMS, WHOLE LOTTA SHAKIN´GOING ON, GREAT BALLS OF FIRE…
JERRY meteu-se em confusões insólitas com mulheres. A saga começou muito cedo. Ele teve sete esposas, algumas “simultaneamente”; e casos e causos vida adentro…
Casou-se aos 16 anos, em 1952, com a filha de um pastor. E largou a mulher por causa de música e farras. Foi para o altar novamente meses depois “encorajado” pelos irmãos da “outra” noiva, JANE MITCHUM, que o escoltaram até a Igreja com uma SHOTGUN, aquela espingarda de dois canos e bem… vocês imaginam…
Ainda não divorciado, lá por 1957 casou-se secretamente com a prima-irmã de 13 anos, que ele dizia ter quinze. Mas, jornalistas ingleses descobriram durante turnê, em 1958, que ela tinha 13 anos mesmo! Espoleta o nosso JERRYNHO, heimmm ?!?!?!
E deu em confusão: ela com quinze anos poderia ter casado, se ele estivesse “desimpedido”… Ele estava com 22! E assim, JERRY LEE foi o primeiro artista “cancelado” da música moderna. Uns doze anos antes do SIMONAL; e uns trinta antes do LOBÃO – que também, amalgamou-se à prima menor de idade; mas dançou por causa de política, e porque é boquirroto …
Ahhh, MAYRA GAILE BROWN, a priminha, era filha do baixista da banda! E, anos depois, teve seu livro sobre a relação dos dois filmado: THE GREAT BALLS OF FIRE, com DENNYS QUAID e WYNONA RYDER – adivinhe no papel de quem?
Passou mundo afora, em 1989, foi um grande sucesso, e alavancou mais uma vez a carreira de JERRY LEE. A trilha é algo insossa. E o repertório em boa parte foi regravado.
Tudo considerado, “Bacobufos” iam e vinham, mas ele recuperou-se entre 1960 e 1970. E reinventou-se.
Em 1964, gravou em HAMBURGO, na Alemanha, onde os BEATLES e várias bandas inglesas tocaram antes da fama, um disco reverenciado como entre os melhores shows ao vivo da História da música POP/ROCK, e etc…!
JERRY LEE LEWIS LIVE AT HAMBURG STAR CLUB é fogo, suor e ROCK AND ROLL. Em plena forma, JERRY LEE e os ingleses NASHVILLE TEENS incendeiam a plateia em performance avassaladora!!!!
Alguém escreveu que “não era um disco ao vivo”. “Mas, a cena de um crime!” Um massacre; uma convulsão contínua!!!!
Lá por 1968, LEE LEWIS entrou de cabeça na COUNTRY MUSIC, e teve, no decorrer da carreira, nada menos do que 17!!! TOP TEN na parada da revista BILBOARD!
Críticos disseram que JERRY é o criador do “HARD COUNTRY”, que tem nada a ver com pauleira. É música “não-neandernthalesca”; letras, canções e produção de melhor qualidade, comparativamente ao ramerrão simplório que infesta a música COUNTRY americana, e sua irmã postiça, e nosso “encosto pátrio”, a “SERTANEJA-FAKE”…
( Cala a boca, tio SÉRGIO, e vai atazanar os “bolsonarentos” e “PeTizes”. Porque de música você entende nada…)
Mas, em 1973 ele foi a LONDRES consagrado e gravou um dos melhores “Discos-Tributos” já feitos: JERRY LEE LEWIS – THE LONDON SESSION, originalmente um vinil duplo, que também saiu no Brasil. É um verdadeiro conclave da nata do ROCK INGLÊS!
Os que participaram estavam no auge, ou chegando a ele. PETER FRAMPTON, RORY GALLAGHER, MATHEW FISHER, KENNY JONES, ALVIN LEE, GARY WRIGHT e ALBERT LEE, para citar alguns. E, claro, o próprio KILLER, também em boa forma.
Talvez o último momento memorável da longuíssima carreira de JERRY LEE tenha sido em “THE CLASS OF ´55”, que reuniu os quatro grandes sobreviventes do ROCK AND ROLL CLÁSSICO: JERRY LEE LEWIS, CARL PERKINS, ROY ORBISON E JOHNNY CASH.
Foi gravado em 1986, e com a participação de JOHN FOGERTY, DAVE EDMUNDS, JUNE CASH CARTER, RICK NELSON e músicos de primeira linha do COUNTRY. É muito agradável, bem produzido e gravado no estúdio da SUN RECORDING. Põe CULT e EMBLEMÁTICO nisso!
Em algum momento da década de 1990, eu o assisti no antigo PALACE, casa de shows em São Paulo. Foi bagunça memorável! Teve gente subindo e sendo expulsa do palco, enquanto a banda enganava esperando JERRY, que deu um show curto e mediano. O KILLER estava completamente alcoolizado!
Houve confusão na plateia.
Na minha frente, uma garota subiu no ombro do namorado.
E um moço, com certeza sobrinho de “ÁTILA, O HUNO”, deu ultimatum pra folgada.
O namorado não gostou, e respondeu torto.
O emissário do “MONGOL” não teve dúvidas: dedo indicador em riste, mirou no… no… no… “Marquês do Rabicó” da malcriada e deu-lhe “dedada” exemplar!
Um berro! moça colocada no chão! e começou briga quase generalizada. Os seguranças “ajudaram” o filhote de Átila e o namorado indignado a pensar um pouco melhor na próxima vez!!! (se houve…)
Vejam só: comecei com PETE SINFIELD e terminei quase no pátio da penitenciária!!!
Realmente, “CONFUSION WAS HIS EPITAPH”.
É estonteante trilhar ou tentar buscar tudo o que JERRY LEE LEWIS gravou ou fez. Foram 121 ÁLBUNS ORIGINAIS; 290 EPS e SINGLES; 660 COLETÂNEAS e 22 VÍDEOS! Que tal?
A veneranda e espetacular gravadora BEAR FAMILY tem os seguintes BOXES do KILLER: SUN RECORDS, com 18 CDS e 623 FAIXAS; SMASH RECORDS: 166 FAIXAS concentradas em 8 CDS. E MERCURY RECORDS, 10 CDS e 226 TRACKS!!!! São 1015 MÚSICAS compiladas!!!!
É overdose até para fanático! Porque coligem “apenas” mais ou menos as fases áureas…Mas, com a morte de JERRY, certamente haverá material para trazer à luz nos tempos vindouros.
Para mim, bastam os discos que postei, e destaco o da primeira foto em cima, lançado pela BEAR FAMILY, na coleção ROCKS, com as 33 faixas essenciais!!!
É coletânea espetacular, e abrange todas as fases, gravações ao vivo e etc…
Para o céu JERRY LEE LEWIS certamente irá. Não sem antes
circundar o purgatório, fazer um bate-e-volta, só para pegar impulso e ascender ao PARAISO.
Que ele finalmente sossegue, e tenha paz. Ele é inesquecível!!!!
Amém!
POSTAGEM ORIGINAL: 04/11/2023
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HERBIE HANCOCK – OUTROS CICLOS DE UM GÊNIO!

Postei recentemente um excepcional BOX contendo a fase na COLUMBIA RECORDS desse artista inquieto e irrequieto. HERBIE HANCOK provavelmente só se equipara a MILES DAVIS em versatilidade, buscas e atitudes de realizar.
Ambos fizeram trajetórias algo próximas: estiveram na BLUE NOTE RECORDS, um dos berços do JAZZ MODERNO. HERBIE sentou teclas por lá entre 1962 e 1969, legando CINCO DISCOS na linha do chamado JAZZ MODERNO. Para gravar, desfrutou talentos de gente insuspeita, técnica e artisticamente, como DEXTER GORDON, FREDDIE HUBBARD, BILLY HIGGINS, DONALD BYRD, HANK MOBLEY, GRANT GREEN e RON CARTER. Ahhh, há outros, diversos vários…
WATERMELON MAN, um clássico/standard do JAZZ-FUNK, é composição dele, e foi lançado em seu primeiro álbum, “TAKIN´OFF”, de 1962.
O menino já chegou chegando! Os LONG PLAYS, na BLUE NOTE, tiveram as contracapas assinadas por críticos de JAZZ históricos, feito NAT HENTOFF, IRA GITLER e LEONARD FEATHER. E o TIO SÉRGIO sublinha que esta gente não gastava neurônios com medíocres. Podem apostar…
Haja vistas a criação da trilha sonora para o filme de MICHELANGELO ANTONIONI, BLOW UP, 1966/1967. É só um aperitivo! HERBIE HANCOCK sempre esteve muito acima da média. É um superdotado!
Além de pianista à beira do prodígio é, também, formado em engenharia elétrica, e participou no desenvolvimento de teclados eletrônicos, e outros babados que ajudaram a revolucionar a música contemporânea.
MILES DAVIS e HERBIE HANCOCK cruzaram talentos na COLUMBIA RECORDS, nas décadas de 1960 e 70. Gravaram muito juntos. Porém, evoluíram paralelamente. Ambos fizeram JAZZ ROCK e FUSION JAZZ de alta qualidade.
Entre 1972 e 1984, HANCOCK gravou 31 albuns por lá! É a fase mais conhecida de sua imensa produção!
MILES DAVIS e HERBIE HANCOCK pesquisaram e criaram música AFRO – EXPERIMENTAL – cada um de seu jeito.
Há pequena e seleta discografia de HANCOCK, na WARNER RECORDS, focando uma espécie de FUSION AFRO -JAZZ. São três discos gravados entre 1969 e 1972: “FAT ALBERT ROTUNDA”, MWANDISHI, e CROSSING – todos na foto.
A carreira dele se ampliou mais ainda, nos últimos 40 anos. E, de certa forma, retorna/avança ao JAZZ INSTRUMENTAL CONTEMPORÂNEO. Fez música menos experimental. Com certeza, um sinal de maturidade, e prosseguiu sem perder a vivência da melhor música e repertório contemporâneos.
HANCOCK gravou, inclusive, obras para a histórica VERVE RECORDS; e aqui postei 5 CDS. Alguns parte do ciclo de “TRIBUTOS” mais técnico e artístico que ouvi na vida!
Em 1994, organizou ANTONIO CARLOS JOBIM & FRIENDS
Estão lá SHIRLEY HORN, JOE HENDERSON, GAL COSTA craques que tais, e se apresentaram no FREE JAZZ FESTIVAL, EM SÃO PAULO.
É mais uma comprovação de que o JAZZ e BOSSA NOVA dialogam e se imbricam muito bem!
HERBIE gravou, também, dois tributos a MILES DAVIS. O primeiro, em 1994, com WAYNE SHORTER, RON CARTER, e TONY WILLIANS. E fez outro, em 2002, celebrando DAVIS & JOHN COLTRANE. Estão lá MICHAEL BRECKER, tenor; ROY HARGROVE, trompete; o baixista JOHN PATITUCCI e o baterista BRIAN BLADE. Alto nível, “por supuesto”.
Em 2007, lançou “RIVER, THE JONI LETTERS”, disco exuberante dedicado a JONI MITCHELL; ao piano, HERBIE apazigua um pouco a música densa e tensa que ela compõe. Participam a própria JONI, NORA JONES, LUCIANA SOUZA, LEONARD COHEN, e CORINNE BAILEY RAY. É aula magna de modernidade musical e sensibilidade apurada!
Procurem conhecer outros discos excelentes: THE NEW STANDARDS, 1996, onde HERBIE fez versões dos BEATLES, NIRVANA, STEVIE WONDER, e vários artistas mais recentes. E, também , o duo com o saxofonista WAYNE SHORTER, lançado em 1997.
TIO SÉRGIO vota que bastariam os tributos a MILES, JONI e TOM JOBIM para consagrar qualquer artista. HERBIE HANCOCK foi além, muito além… Sempre além!
Jamais deixem passar batidos quaisquer discos feitos por este notável, eclético, e imprescindível gênio moderno.
É crime contra o desenvolvimento intelectual e a sensibilidade musical.
Corram atrás!
POSTAGEM ORIGINAL: 05/11/2023
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HERBIE HANCOCK – BLUE NOTE YEARS – 5 CDS – 1962 / 1969

HERBIE É PIANISTA PRODIGIOSO: TOCOU O “CONCERTO No. 26 DE MOZART,” ACOMPANHADO PELA “CHICAGO SYNPHONY ORCHESTRA”, COM ONZE ANOS DE IDADE! SÓ ISSO.
AQUI, O INÍCIO DE CARREIRA QUE ULTRAPASSA 60 ANOS. “HERBIE HANCOCK” CONTINUA VIVO E ATIVO! E ALÉM DE PIANISTA COMPLETO, E UM INOVADOR DO “JAZZ”, ELE FOI UM DOS CRIADORES DA “FUSION” E DO “FUNK-JAZZ”.
SE NÃO BASTASSE, HANCOCK É ENGENHEIRO ELETRICISTA FORMADO. O QUE EXPLICA A INCRIVELMENTE AMPLA PARAFERNÁLIA DE TECLADOS QUE CONSEGUE TOCAR EM ALTO NÍVEL DE PROFICIÊNCIA.
CHAMA-LO DE GÊNIO É JUSTO, E OBRIGAÇÃO.
TENTE.
POSTAGEM ORIGINAL: 05/11/2021
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BYRDS – COMPLETE COLUMBIA RECORDINGS – BOX SET E ROGER McGUINN E OS 50 ANOS DE “SWEETHEART OF THE RODEO”

ROGER McGUINN deu entrevista onde esclarece fatos, conta casos e comenta sobre seus discos e dos lendários BYRDS, a banda que fundou, em 1964, e levou até o final, em 1972.
A curiosidade suprema é que DAVID CROSBY, CHRIS HILLMAN e ROGER McGUINN foram recomendados à COLUMBIA RECORDS por ninguém menos do que MILES DAVIS!!!!
ROGER conta que na gravação do primeiro álbum, “Mr. TAMBOURINE MAN”, lançado em 1964, só ele participou, junto com músicos de estúdio.
Aliás, profissionais que formavam o lendário WRECKING CREW. A elite que deu base e consistência ao POP/ROCK americano, durante os anos 1960. Portanto, McGUINN fez o álbum com gente do calibre de LARRY KNECHTEL, pianista; o baterista HALL BLAINE; e a baixista CAROL KAYE, e vários da mesma “laia”!!!
Na entrevista ele ressalta que a influência dos BEATLES e de BOB DYLAN era total. E, nos demais discos, foi a banda mesmo que tocou: o baterista MIKE CLARKE; o baixista CHRIS HILLMAN – e o lendário e CULT vocalista GENE CLARK, em algumas faixas.
McGUINN comenta que no seminal álbum “5th DIMENSION”, de 1966, os BYRDS juntaram o BEAT FOLK que desenvolveram com as influências de RAVI SHANKAR e JOHN COLTRANE – músicos que adoravam e escutavam sem parar! E deu no “RAGA-ROCK”: “música oriental” entremeada por ROCK PSICODÉLICO. A espetacular “Eight Miles High” foi muito inspirada por esses dois gênios!
A primeira guinada ao COUNTRY foi concebida quando escutaram RINGO STAR cantando “Act Naturally”, de BUCK OWENS, gravada pelos BEATLES, em 1965, no álbum “HELP”.. Mas foi a saída de DAVID CROSBY e a entrada de GRAM PARSONS que orientou de vez a banda em direção ao COUNTRY ROCK.
O polêmico, CULT e clássico incontestável Long Play “SWEETHEART OF THE RODEO”, de 1968, decepcionou os fãs habituais E, também, foi barrado pelo pessoal do COUNTRY TRADICIONAL. Porque não era uma coisa nem outra, mas a FUSÃO dos dois gêneros!
Hoje, é considerado marco do moderno COUNTRY ROCK e orientação principal dos EAGLES, TOM PETTY, e passando por muitíssimos diversos vários por gerações…
McGUINN também admite que os BYRDS eram ótimos em estúdios, onde teciam ideias, e havia tempo para executá-las. No entanto, eram ruins de palco – faziam concertos decepcionantes.
Melhoraram assustadoramente com a entrada de CLARENCE WHITE, na guitarra. ROGER considera que, ao VIVO, bastavam 4 músicas e o público já estava conquistado! A banda ressuscitou.
WHITE morreu atropelado por um caminhoneiro bêbado! Mas gravou e legou cinco 5 álbuns com os BYRDS.
Em carreira solo, ROGER McGUINN trabalhou várias vezes com BOB DYLAN; e conta que as turnês eram divertidíssimas. Foi, inclusive, parceiro de TOM PETTY.
No ano 2000, Chegou a excursionar em uma banda e levantar recursos para “CARIDADE LITERÁRIA” – sei lá o que isto quer dizer!!! – com o escritor de suspenses e terror, STEPHEN KING!!!
Em 2018, ROGER McGUINN fez turnê comemorativa para os 50 anos de “SWEETHEART OF THE RODEO”. E, aos 79 anos, lançou disco onde regravou alguns tops dos BYRDS e outras coisas mais.
TIO SÉRGIO acha que entre os seus discos prediletos gravados pelos BYRDS, está “YOUNGER THAN YESTERDAY”, lançado em 1967. É álbum magnífico e cheio de experimentações; e traz a participação fantástica de HUGH MAZEKELA, na época marido da cantora MIRIAN MAKEBA. Ele faz um solo espetacular de sax soprano, na primeira faixa, “SO YOU WANT TO BE A ROCK´N´ROLL STAR”, em contraponto com a guitarra de ROGER!
Ouçam! Os dois tocam em tal sintonia, que fiquei uns 40 anos para descobrir “que não era outra guitarra”!!!!!
Álbum também inesquecível é ´”THE NOTORIOUS BYRD BROTHERS”, 1968, gravado no limite da perfeição técnica, e com sonoridade igualada por poucos artistas de sua geração!
McGUINN conta, rindo, que a sua primeira composição foi gravada pelo ELVIS PRESLEY australiano, JIMMY HANNAN, no início da década de 1960. E ainda lhe rende SEIS DÓLARES por ano! De GRÃO EM GRÃO…
No mais, vai muito bem, obrigado! É casado com a mesma mulher, Camilla, há mais de quatro décadas. Está orgulhoso e satisfeito por pertencer ao “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”. Ele é uma glória algo discreta na música popular contemporânea. E os BYRDS estão entre as melhores bandas americanas de todos os tempos!
TIO SÉRGIO, um eterno fã, sente-se algo chateado por nunca ter estado na presença dele! 😢E muito honrado por vê-lo ativo, firme, forte. ROGER sempre fez o que achou melhor: é um cara livre e independente.
Não percam.
POSTAGEM ORIGINAL: 02/11/2018
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BYRDS – ORIGINAL SINGLES – A’s & B’s SIDES – 1965/1971 – MONO – COLUMBIA RECORDS – JAPANESE EDITION

Sempre digo que os nossos irmãozinhos de olhinhos puxados têm racionalidade própria, e seguem lógica estrita e cortante.
É o seguinte: se é para fazer direito, reproduzem o original no estado da arte. E original quando se fala de SINGLES da década de 1960 é fazê-los em MONOAURAL. E ponto.
Mas, TIO SÉRGIO, porque não editar em STEREO se já havia tal possibilidade?
Porque os “MASTERS ORIGINAIS” foram gravados em MONO. E o resto são mágicas de estúdio.
Em compensação, a captação original é da COLUMBIA RECORDS, garantia de qualidade a toda prova. Portanto, o impacto sonoro é impressionante.
Está tudo lá no lugar certo. Os instrumentos com recortes nítidos, em que você percebe todas as nuances, a intencionalidade dos artistas é decifrável a cada faixa, e inteireza de cada música se expõe.
TIO SÉRGIO é velho. E nessas coisas concorda com certo conservadorismo. Para tirar dúvidas, procurem a gravação do SINGLE original “I CAN SEE FOR MILES”, por THE WHO, 1968. Comparem as versões em MONO e STEREO.
Em MONO há um soco direto na boca do estômago!
Aqui, é mais ou menos a mesma coisa. O impacto de ouvir grandes clássicos, como MR. TAMBOURINE MAN e TURN, TURN, TURN é grandioso.
Deixando esse papo de lado, aqui está o repertório para quem pretende ser apresentado aos BYRDS. Todos os 26 SINGLES e respectivos lados B. São 52 músicas que abrangem quase 8 anos de trajetos e trajetórias. Apenas duas são em STEREO…
Vão do BEAT ao FOLK ROCK, passam pela PSICODELIA, em arranjos e inovações tecnológicas, e outras coisas aprendidas no JAZZ e na MÚSICA ORIENTAL. E desaguam no COUNTRY ROCK, que eles criaram, diferenciando do que era feito no COUNTRY, tradicional ou modernizado.
Está tudo aqui! Nove canções de BOB DYLAN, parceiro dileto; uma série de clássicos compostos por ROGER McGUINN, GENE CLARK, CHRIS HILLMAN. Há coisas de CAROLE KING, KIM FOWLEY e CLARENCE WHITE.
E, também, músicas tradicionais rearranjadas com mestria por ROGER McGUINN – que vai “além tudo” com sua mágica guitarra RICKENBACKER – que foi introduzida no ROCK pelos ingleses THE SEARCHERS, em 1962, e adotada pelos BYRDS como uma das marcas históricas da banda.
Os irmãozinhos de olhinhos puxados mais uma vez produziram artefato popular, e muito bem feito. A começar pelo estojo plástico de alta resistência e beleza, e a própria qualidade dos CDS em si. E trazem, também, livreto com as letras das músicas em inglês e japonês, datas, e etc…
Mas o texto é em japonês. Língua que o TIO SÉRGIO falava, lia e escrevia corretamente. Até que, 71 anos atrás, esqueceu por completo e nunca mais atinou…
A versão dos “brotherzinhos” japônicos é muito boa. Mas, qualquer outra que contenha este repertório atenderá ao gosto da maioria.
Procurem escutar e saber…
BYRDS é indispensável.
POSTAGEM ORIGINAL:02/11/2023
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DOIS ALBUNS CONCEITUAIS PIONEIROS: MANHATTAN TOWER , de GORDON JENKINS, 1956. E NIRVANA UK (1967-1971) THE STORY OF SIMON SIMONPATH

A busca pelo “paraíso” pôs em choque os dois NIRVANAS.
Quando o NIRVANA AMERICANO, aquele de KURT COBAIN e DAVE GROHL, surgiu em 1987 no Estado de Washington, e invadiu o planeta; o NIRVANA INGLÊS já havia sido recolhido aos verbetes de enciclopédias do ROCK.
O sucesso do primeiro despertou a ganância do segundo. Processo, indenização de 100 mil dólares e um acordo para os dois usarem o mesmo nome. Os ingleses acrescentaram o UK…
Havia motivos. Apesar dos ingleses terem aparecido pouco, gravaram um disco hoje CLÁSSICO DO ROCK CONCEITUAL – por assim dizer: “THE STORY OF SIMON SIMOPATH”, 1967. Aqui, em excelente versão com bônus, livreto e etc…
É uma história “infantil” muito bem contada. Tem início, meio e fim; e bom entrecho onde cada música refere-se a um momento da narrativa.
Em linhas gerais, fala de um garoto que desejava ter asas para poder voar. E terminou encontrando a garota ideal em um outro mundo, onde tornaram-se rei e rainha do Paraíso Perdido…
É bobagem, claro. Mas o desenrolar da coisa é interessante.
Mas TIO SÉRGIO, o disco é musicalmente bom? Mais ou menos, em minha opinião. As músicas são bastante óbvias e os cantores medianos demais…
Porém, tem o “doce sabor da época”: é SUNSHINE POP mesclado por ROCK-BARROCO, alguma orquestra, uns toques de FOLK INGLÊS + PSICODELIA. É mais para colecionadores do que para os habitantes mais exigentes do mundo POP-ROCK.
No entanto, há outro motivo “histórico” : o disco é mais um daqueles tidos como “o primeiro” disco conceitual. Porque saiu um mês antes do “THE DAYS OF FUTURE PASSED”, dos MOODY BLUES, 1967 – o que é irrelevante, já que a gestação deste levou muito tempo até desaguar. E, claro, foi lançado antes de TOMMY ( THE WHO ) ARTHUR ( KINKS), discos artística e historicamente importantíssimos.
Mas, interessante mesmo é observar que o PRIMEIRO DISCO digamos CONCEITUAL, é um misto de JAZZ, POESIA e GRANDE CANÇÃO AMERICANA, concebido aos poucos, e com versão definitiva gravada em 1956, pelo autor e maestro GORDON JENKINS, e foi batizado por MANHATTAN TOWERS. A obra conta história da vida de um jovem, em seu cotidiano e vida no condomínio onde morava – um conjunto de prédios em NOVA YORK.
É artefato inovador. Há música variada, monólogos, diálogos e efeitos sonoros acerca do tema. E o mais surpreendente: primeiro, foi gravado em 78RPM; depois relançado em SINGLES; e, no advento do LP, foi completado e definitivamente lançado. É o disco da postagem.
A versão de JENKINS está sendo considerada o PRIMEIRO DISCO CONCEITUAL DA HISTÓRIA DA MÚSICA POPULAR. É muito instigante e surpreendente. Portanto, TIO SÉRGIO recomenda que vocês procurem nas plataformas virtuais e ouçam…
Porém, também há outra versão / gravação do grande cantor MEL TORMÉ , nos anos 1950… O que é mais uma prova de que, mesmo sem querer, quase tudo o que está por aí deriva de algo original já concebido no passado.
MANHATTAN TOWER é essencial para incrédulos e colecionadores.
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/11/2022
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“WE’RE AN AMERICAN BAND” – A JOURNEY THROUGH THE USA HARD ROCK SCENE – 1967/1973 OU: “COMO É DIFÍCIL TRANSCENDER O ÓBVIO”!!!!

Temos aqui 62 faixas de HARD ROCK americano selecionadas criteriosamente. Entre elas, dezessete clássicos inequívocos.
Não, não duvido que a imensa maioria vá na direção do HARD ROCK.
No entanto, é importante saber que quase nada existe em estado puro. Tudo contém História, percurso; portanto, influências e interferências. O fundamental é o conceito: não existe HARD ROCK sem o BLUES como baliza.
Três CDS compõe o BOX bem concebido. Traz livreto explicativo com biografias, etc… É instigante miscelânea de bandas e artistas talvez imprescindíveis: os organizadores trafegaram por sete anos da História. Desde origens identificadas com o PSICHEDELIC ROCK, até chegar ‘a definição mais clara do que é considerado, hoje, o HARD ROCK!
Mas, TIO SÉRGIO, dá uma luz para nós, pô!
Claro, sobrinhos.
Em primeiro lugar, não há como criar tanto o HARD ROCK, o PROGRESSIVO e o HEAVY METAL, sem considerar o que foi ditado pelo ROCK PSICODÉLICO, entre 1967 e 1969.
Os clássicos dessa transição, VANILLA FUDGE, IRON BUTTERFLY, BLUE CHEER, STEPPENWOLF, SPIRIT e FRIJID PINK são facilmente identificáveis. Não eram PROGRESSIVOS e nem METAL: eram claramente ROCK PSICODÉLICO PESADO, algo mais próximo ao HARD ROCK. Mas quase ultrapassando os ditamos do BLUES! Pois, é: não fosse o “quase”, seria contra-senso questionável
Então, como concebê-los?
O jogo fica mais claro, e, também mais complicado à partir de 1969. Temos ALICE COOPER, MOUNTAIN, Z.Z.TOP, CACTUS, BLUE OYESTER CULT, DUST, JAMES GANG e aquela banda que todos gostamos e conhecemos… Como se chama mesmo?
Mas, TIO SÉRGIO, aqui aparecem doideiras pesadas, anteriores e posteriores, fazendo muito barulho. Bandas como QUICKSILVER MESSENGER SERVICE, BLUES MAGOOS, HUMAN BEINZ; e até o reverenciado MUDDY WATERS – inequívoco clássico do BLUES… E, também, ARTHUR LEE, TOD RUNDGREN, LOVE… E, para jogar gasolina e nitroglicerina na lenha, MC5 e STOOGES!!!! E tudo classificado como HARD ROCK?
Pode? E, se não não pode, o que fazer?
Pode, sim, defendo eu. São fronteiriços e contemporâneos. Então, compõem a explicação.
Ahhh, e tem mais, muito mais. Um montão de gente “sabida”, mas não tão “reputada”. E pencas de desconhecidos “siderantes” pelo espaço/tempo do POP ROCK . Eu também os incluiria na feijoada…
Uma nota pessoal: finalmente consegui uma faixa que me persegue desde o final da década de 1960. Não era tão difícil, mas foi postergada feito precatório: THE BUBBLE PUPPY, com HOT SMOKE AND SASSAFRASS – psicodelia pura, que saiu por aqui também. É algo reverenciada e muito lega!
Não comprei o LP original, de 1968, -acho. E agora já posso ouvir em casa…
O fato é que não dá pra deixar de lado a imensidão de bandas “legais”, mas com talentos limitados. Gente que mal transcendeu o elementar, mas frequenta o imaginário de colecionadores com o TIO SÉRGIO, e muitos que conheço na rede, pelas ótimas postagens que fazem
Para resumir, é BOX bem legal! A edição é da nobre GRAPEFRUIT RECORDS, ingleses dedicados e conhecedores. Aconselho a vocês prospectarem. O produto não é tão caro. Uns $35,00 BIDENS/TRUMPS, com extorsão fiscal e tudo o mais incluídos.
Fica para outra conversa distinguir o HARD ROCK feito por ARTISTAS INGLESES do concebido e tocado pelos americanos. Há trilhas e descaminhos nessa mata perigosa….
Sei lá… é isso.
Ahhh, como chama mesmo aquela banda americana que todo mundo gosta?
POSTAGEM ORIGINAL: 01/11/2023
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HERBIE HANCOCK – COMPLETE COLUMBIA 31 ALBUM COLLECTION: 1972/1988 – 34 DISCOS

A obra de HERBIE HANCOCK é sideral para dizer o mínimo. Abrange inúmeras formas do JAZZ. Do HARD-BOP às FUSIONS eletrônicas; das incursões na MÚSICA AFRICANA ao piano CLÁSSICO; de MILES DAVIS a TOM JOBIM e JONI MITCHELL; do JAZZ ACÚSTICO às diversas VANGUARDAS pela qual transitou sua espetacular carreira e talento imenso.
Gravou na BLUE NOTE, na WARNER, na COLUMBIA entre algumas. Quantos discos? Não contei. Eu tenho mais de 40 e faltam alguns muitos… Pretendo ouvir e possuir todos! Se Deus e banco Itaú deixarem…
Não vou numerar ou nomear a turma com quem tocou. É estelar e incontável. E cito um projeto paralelo: a trilha sonora do seminal filme BLOW – UP, 1968, dirigido por MICHELANGELO ANTONIONI, que também é dele.
Prolífico, profícuo, moderno e genial músico!
Para ter ideia da versatilidade do cara, HERBIE tocou, usou e gravou com 48 tipos de teclados eletrônicos diferentes!
Criou conexões e anexos que, futuramente, foram usados nos sintetizadores Rhodes.
Ele era fluente nos instrumentos. E não por acaso: além de músico soberbo e ator eventual, HANCOCK era ENGENHEIRO ELETRICISTA. Sabia o que estava fazendo!
Trata-lo como superdotado é o minimo que se pode admitir!
A caixa da COLUMBIA, aqui presente, é parte central da obra dele. Eclética ao extremo! HERBIE gravou e fez de tudo em apenas 16 anos na gavadora!
O BOX é, digamos, simultaneamente popular, sofisticado e muito bem produzido. As capas de cada CD estão em formato de MINI-LPS. E, acompanha o BOX livreto ultra informativo com perto de duzentas páginas!!!
As gravações sempre em nível CBS/ COLUMBIA: alta qualidade na CAPTAÇÃO, MIXAGEM e na MASTERIZAÇÃO.
Quando saiu essa maravilha imperdível, em 2013, consegui trazê-la via “FADINHA MASTERCARD” e Amazon por $70 dólares! Hoje, nem ouso contar quanto estão pedindo…
Pasmem! Eu ainda não a escutei todinha. Faltam vários discos que tentarei ouvir durante o restante da minha vida.
Agora, se você gosta de piano acústico, HANCOCK é dos mais completos e pianistas All  around.
Se quiser um “maluco” inventor de sonoridades e influências em SAMPLERS de D.Js; no FUNK-JAZZ; ou em FUSIONS múltiplas e contemporâneas, apresento a vocês “o cara”:
HERBIE HANCOCK é superdotado e completinho…
NÃO PERCA!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/11/2019
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PINK FLOYD – ATOM HEART MOTHER. 1970: EM BUSCA DA EDIÇÃO ADEQUADA PARA OBRA DE ARTE POLÊMICA. E OS CONCERTOS NO “HAKONE APHRODITE FESTIVAL” JULHO 1971.

É o famoso, impressionante e CULT álbum, do ponto de vista do design e das fotos; e, principalmente, por causa da espetacular ATOM HEART MOTHER, que ocupa o lado A inteiro do Long Play original.
Eu e milhares, quem sabe milhões, adoramos esse disco! Para outros, é o “infame” ” DISCO DAS VACAS “… Os membros do PINK FLOYD, e muita gente mais, odeiam o disco!
Não é a primeira vez que o TIO SÉRGIO se debruça em torno desse enigma.
Mas por que não gostam?
No decorrer dos tempos, eu tive e ainda mantenho várias edições: Long Play, e alguns CDs.
A produção e a captação originais são boas. Inclusive mantendo o clima lúgubre, “enfumarado” – digamos – entranhado nos discos criados pelo PINK FLOYD.
As edições subsequentes à original foram mais ou menos semelhantes. As últimas atualizações vieram em 2016 e 2021. E, francamente, não trouxeram nada de novo, ou entusiasmante. Inclusive a que vou comentar.
Talvez falte certa mudança de perspectiva na percepção da obra, que já ultrapassou meio século. É possível que necessite da imersão total de alguém de fora e mais jovem. Um produtor craque próximo do ROCK PROGRESSIVO, e de preferência cria do “ocidente”- ambiente cultural onde o álbum foi gestado.
Tá bom. tá bom! Meu candidato para rever e atualizar o trabalho é o STEVEN WILSON…
ATOM HEART MOTHER é obra sofisticada, composta e orquestrada pelo maestro RON GEESIN, também coprodutor, e pessoa muito próxima a ROGER WATERS. São várias partes distintas, porém integradas ao todo da peça.
A presença da orquestra é ultra necessária ao conceito deste álbum. E, claro, há um coro espetacular, imprescindível para realizar os vocais sem letra definida. Resumindo, é ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO, que abarca outras distinções de vanguarda, como elementos inspirados na MÚSICA ELETROACÚSTICA.
Mas TIO SÉRGIO, com tudo isso incorporado onde estaria o problema?
Há certo consenso de que o resultado de verter, ou reproduzir a suíte “A.H.M” em concertos ao vivo, foi insatisfatório. Durante as turnês, as orquestras contratadas não puderam ser mantidas, e mudavam constantemente, rompendo a unidade necessária entre orquestra, banda, e etc… Portanto, não conseguiram fazer shows em nível adequado.
Eu suponho que esses problemas devem ter aumentando em DAVID GILMORE, ROGER WATERS, RICK WRIGHT e NICK MASON a aversão pelo álbum, reforçando a ideia de um fracasso artístico.
Para o LONG PLAY seguinte, MEDDLE, lançado em 1971, foi mais bem desenvolvida uma peça original que tomasse um lado inteiro do álbum: ECHOES. A orquestra foi eliminada ; e, na obra inteira mantiveram a concepção de ROCK PROGRESSIVO e outras experimentações. E não esqueceram elementos do FOLK em algumas faixas.
Ou seja, confirmaram a transição após a fase psicodélica com SYD BARRETT, focando na vanguarda do ROCK daqueles dias. À partir dali, deram pra lá de certo, artística e comercialmente!
PINK FLOYD, NO JAPÃO – HAKONE APHRODITE FESTIVAL, 1971
O BOX JAPONÊS desta postagem contém a versão integral de estúdio de ATOM HEART MOTHER, atualizada em 2021. É igual às disponíveis no momento.
Mas o que motiva os colecionadores é o segundo disco, um BLURAY DISC onde estão os concertos do PINK FLOYD no festival; um documentário com FOOTAGE desde o Aeroporto, cheio de fãs, o translado em carro até o HOTEL, E etc. O filme original é de época, e o mais bem recomposto possível. É documento histórico para banda.
O BOX é bonito, atraente, bem concebido e com material impresso de boa qualidade. Custou o equivalente a $60 TRUMPS – dólares, é claro! Estão aqui livretinho com as várias fotos das VAQUINHAS da capa, junto com as letras em inglês, e algumas informações técnicas.
Há também, reprodução de POSTERS; outro livreto com texto em japonês sobre o evento ( acho que é isso… ), onde estão diversas fotos da banda, em várias situações.
Compõe o BOX mais um livreto com fotos de outros artistas que participaram do HAKONE APHRODITE FESTIVAL, a maioria japoneses – e o mais conhecido é o saxofonista SADAO WATANABE – também ligado à música brasileira.
Além do PINK FLOYD, atração principal, estiveram por lá a cantora FOLK americana “BUFFY SAINTE – MARIE”, e o grupo “bubblegum” “1910 FRUITGUM CO.” Pelas fotos, havia atrações para todos os gostos.
No entanto, o CONCERTO DO PINK FLOYD foi muito mal gravado e filmado. Coisa de amador.
ATOM HEART MOTHER , por exemplo, é uma verdadeira ruína estética. Dá pena ver GILMORE e WATERS cantando!!! Cansados e sem voz, balbuciando, já que não há letra guia na canção inteira. A performance da banda reflete a ausência de aparato técnico – artístico necessário para obra de tal porte.
É a prova de que não pode ser executada apenas por um quarteto. As outras faixas músicas que tocaram, inclusive ECHOES, saíram um pouco melhor, porque mais adequadas a um concerto ao ar livre. Porém, a qualidade do som é abaixo da crítica.
Tudo considerado, apesar de adorar o ATOM HEART MOTHER, confesso que não estou satisfeito com as edições disponíveis. Vou esperar que o STEVEN WILSON, ou algum amiguinho de olhinhos puxados, ou talvez um alemão recheado por chopps e “steinhaeger”, entre em algum estúdio, e recrie a edição adequada.
POSTAGEM ORIGINAL: 02/11/2025
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JANIS SIEGEL, CHERYL BENTYNE “POP SINGERS”DE ALTA QUALIDADE!

Seriam todos artistas de JAZZ? Acho que não.
Aliás, existem mesmo cantoras e cantores de JAZZ? Claro que sim; mas a discussão é infindável.
As cantoras populares que eu gosto são basicamente POP: ELLA. BILLIE, SARAH, DINAH, DIANA KRALL, PEGGY LEE, JULIE LONDON, PATRICIA BARBER, e vasto etc…, talvez sejam erradamente classificadas como JAZZ.
E, tanto quanto elas, já que sem pudores injustificáveis de serem POP, adoro JANIS SIEGEL E CHERYL BENTYNE – a metade feminina do MANHATTAN TRANSFER.
Gosto do grupo e, adoro principalmente JANIS SIEGEL. É Cantora completa e versátil; aberta a novos compositores e gente de outras terras. Inclusive, DJAVAN e IVAN LINS.
Ela é craque quando acompanhada por trios e quartetos. E memorável se apenas solo e com piano. Principalmente quando o pianista é o grande FRED HERSCH!
JANIS é o fino porque sempre recolhe e acolhe o melhor do que há pelo mundo. E, como discípula das grandes e dos grandes, sempre traduz o seu repertório para a melhor tradição americana do POP REFINADO.
Sentem, escutem e colecionem JANIS SIEGEL.
CHERYL BENTYNE é mais explicitamente POP. E, com certa grandiosidade que nos deixa desconfiados de ela sempre apostar contra a concorrência de menor nível: algo tipo “Hay pop singers? Então sou melhor”… Vale demais o risco de comprar os discos da moça!
Tudo isto para incentivar vocês a questionarem a força dos rótulos e suas abrangências. Se prestarem atenção, há muita arte passando desapercebida, porque não apreciada em seu contexto contemporâneo. Inclusive muita música boa quase envergonhada por não se encaixar em dogmas e formatos mais tradicionais.
Ser POP não é compor com a mediocridade. Não, mesmo!
POSTAGEM ORIGINAL: 28/10/2019
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