NOVIDADES NOVAS E VELHAS, QUE SE ACONCHEGARAM EM MINHA ESTATANTE.

FRUTOS DE ROLOS ENTRE AMIGOS, E QUE SERÃO APRECIADOS COM O TEMPO. ALIÁS, A MAIORIA EU JÁ CONHECIA; MAS EDIÇÕES JAPONESAS CONFIRMAM O MUST DO COLECIONISMO; ENTÃO…
1) “VASHTY BUNIAN”, 1970, ANOTHER DIAMOND DAY: CULT FOLK DA GRÃ BRETANHA. PEÇA ESSENCIAL DO COLECIONISMO DE DOIDOS COMO O “TIO SÉRGIO”, AQUI…
2) “SPOOKY TOOTH & PIERRE HENRY” CERIMONY, 1969: Rock ‘ELETROACÚSTICO”, emulando coisas do KRAUTROCK, e feito pela consagrada banda inglesa e um compositor francês de vanguarda. O vinil, que eu também tive, é CULT até o último pato morto no embornal….
3) DOORS: THE SINGLES, 2017: Tá, dispensa comentários; é duplo!
4) JOE SATRIANI, FLYING IN A BLUE DREAM, 1989: o atleta da guitarra em estado puro, mas em disco bem trabalhado nas melodias. É o meu predileto do cara! Que, se superou tecnicamente em cada obra lançada, tornando-se “GUITAR HERO” incontrastável. Pra mim, basta este álbum!
5) MOUNTAIN, OVER THE TOP, 1995: Coletânea dupla abrangente da banda do “FAT BOY FROM QUEENS”…, o LESLIE WEST. Está aqui tudo o que é relevante, e algo mais… É o suficiente desse cantor gritalhão, de voz enorme; um botijão de gás peripatético e guitarrista de sutilezas e delicadeza incomparáveis! Vou manter os dois primeiros discos deles, e curtir esse aqui de montão!!!!
6) THE WHO, THE ULTIMATE COLLECTION, 2002: Por aqui, o essencial reproduzido em estilo e qualidade, como os nossos irmãozinhos do extremo oriente costumam fazer. Tudo é de classe; a começar pelo estojo do CDS – aliás, são dois cds! Enfim, irresistível. Fortalece a coleção da banda…
7) HUMPLE PIE, THUNDERBOX, 1974: a banda clássica, mas sem o PETER FRAMPTON. No lugar, está o ótimo guitarrista DAVE CLEMPSON. É Hard Rock /Blues na veia, como se espera. E um dos que faltavam na coleção do TIO SÉRGIO. Enfim;
8/9 KING CRIMSON: LIVE IN TORONTO, 2016 e LIVE IN CHICAGO, 2017. AMBOS DUPLOS. Pois, é!!! A formação e estética do novo CRIMSON, com as três baterias. É o que eu desejava, e muito!!!! Vou apreciar. Eu já escrevi sobre esta fase ultra espetacular, para mim além da crítica; diferenciada e vanguardista. Está próxima do extremo de sofisticação que o ROCK, ou seja lá o que isto for, pode nos brindar. Vai maturar mais um tempo na “adegadiscoteca” pro TIO SÉRGIO se sentir um pouco mais capaz para decifrar os acepipes.
Só por esses dois duplos, eu já me sinto PIMPÃO e VIAJANTE!
Quem sabe, no futuro eu dê notícias sobre essa trempa toda!
É isso!
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PRETA! PRETA! PRETINHA! PRETÕES, PRETOS E PRETINHOS! A GENTE VAI OUVIR COMO É LEGAL SER NEGÃO (OOOPSS!) ALÉM DO SENEGAL!!!

Pronto! tem coisa que ainda não ouvi, mas já gostei!
Como assim, TIO SÉRGIO, SEU entediado metido a entendido? Você não vai perpetrar calúnias irrefletidas sobre a turma aí, né?!
Não! Vou não!
Vou é explodir de pimpão por ter discos do pessoal, aí!
Alguns chegaram mais ou menos por agora. Outros, moram nas estantes em muito boa companhia faz décadas. E diversos desde tempos imemoriáveis! Tem quase de tudo, nessa bacalhoada. Mas, basicamente SOUL e R&B; e BLUES também. Porque ninguém é de ferro!
AIN´T NOBODY BLUES, com “JIMMY WITHERSPOON”, é uma seleção de BLUES não óbvios, gravados em MONO, portanto coisas mais antigas. “ISAAC HAYES” gravou em 1979, …TO BE CONTINUED, no crepúsculo da grande produção da SOUL MUSIC dos anos 1970. Ainda há traços de PSYCHEDELIC SOUL misturados a BURT BACHARACH. Acho que foi a primeira vez que vi escrita a palavra RAP. Era para continuar ouvindo, sugere o título. Eu prossegui.
“GIL SCOTT-HERON & BRIAN JACKSON”: WINTER IN AMERICA é o disco clássico deles. HERON é tido como um dos pioneiros da consciência negra na música. Está aí THE BOTTLE e outras pérolas. E mora por aqui faz tempo. Deem, também, boas vindas aos dois!
“ALLEN TOUSSAINT”, traz gravações espetaculares artística e tecnicamente, feitas pelo grande pianista, arranjador, e X TUDO da BLACK MUSIC de New Orleans. Um must imperdível! Um território vasto, integrador de estilos e sutilezas.
“JOHNNY TAYLOR” foi destacado SOULMAN da ATLANTIC RECORDS, fase áurea em 1967. Quem não o conhece, comeu leite condensado na casa do BOLSONARO!
“GREGORY PORTER” é da nova geração do R&B. Sucesso merecido. Canta muito; e seu repertório é bem escolhido. E disco e tecnicamente bem realizado. É fácil encontrar. E vale a pena!
“TEMPTATIONS”, históricos e veteranos, coligindo gravações de SOUL PSICODÉLICO DO GRUPO. É sensacional e indispensável! Traz grandes músicas e HITS, como BALL OF CONFUSION, PSICHEDELIC SHAKE; I CAN´T GET NEXT TO YOU, e mais umas vinte igualmente formidáveis! Quem não gostar, vai ficar assistindo a discursos de LULA por cinco horas seguidas!!!
“MARVIN GAYE” era um monstro em vários sentidos. Pessoa repulsiva, e cantor e compositor celestial. Contradição somente possível entre humanos; e nos COMBOS imperfeitos que todos somos. Aqui, Coletânea da fase SONY. Tem SEXUAL HEALING, e um monte de coisas legais.
“ARTHUR CONLEY ” é tipo um WILSON PICKETT menos dotado (oooppsss, cuidado com as definições, TIOOO!!) também era da ATLANTIC , lá por 1967. TIO SÉRGIO gosta e recomenda. Aqui, CD japonês em MONO…
E algumas palavras sobre “DINAH WASHINGTON”, Ahhhhhhhhhh, todo mundo conhece a “malcriada genial”! Ela sempre instiga verbete maior, e “A ROCKING GOOD WAY” é coletânea lançada pela perfeccionista BEAR FAMILY RECORDS. DINAH sabe cantar de tudo! Tem voz pessoal e afinada, com fraseado e senso de ritmo perfeitos.
É um espetacular álbum de R&B; e também traz alguns ROCKS; coisas ferinas, ou pesadas; outras melodiosas. Mas sempre muito bem cantadas. E lá estão algumas babas imperdíveis como UNFORGETABLE e WHAT A DIFERENCE A DAY MAKES”, que a levaram ao topo das paradas, na década de 1960 – e à perene fama que consolidou.
O CD estava no topo da minha fila, e foi “imposto” pelo meu amigo FABIO DEAN. Então, NÃO TEM ERRO! Foi sendo ouvido com paixão! Tio Sérgio gostou: Pode comprar que é ótimo!
“OTIS REDDING”: SINGS SOUL!!! Autodefinidor. No topo da essência do melhor que ele fez, e que já foi feito.
“THE FIVE ROYALS” , estão no GRAMMY, e no HALL OF FAME do ROCK, e tudo o mais que uma banda clássica de DOO WOP mereceu. Cheio de HITS e de músicas que você já ouviu com outros, discotecas e rádios afora. A Edição também é da BEAR FAMILY RECORDS. Melhor é implausível!
“DON COVAY”: MERCY! KEITH RICHARDS é fã! Tio Sérgio e você também! É clássico da ATLANTIC RECORDS, 1964.
Finalmente, URAL THOMAS & THE PAIN. Disco de 2018 de um experimentado R&B/SOUL SINGER, na linha mais clássica, e até recentemente desconhecido.
Já ouvi o disco inteiro umas 4 vezes! Contém música chamada “SMOLDERING FIRE”; SOUL espetacular e sensual. Fez parte da trilha sonora da minissérie THE INDUSTRY! Embalou cena de sexo das mais sedutoras dos tempos atuais.
Vocês gostarão de tudo!!!! Aposto “dois real”! Não percam!
POSTAGEM ORIGINAL: 21/04/2023
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NEIL YOUNG – SERÁ QUE ELE VALE ALGUMA COISA? É NOTÍCIA VELHA, MAS INTERESSANTE!!!!!

“NEIL YOUNG” VENDEU 50% DOS DIREITOS SOBRE SEU “CATÁLOGO MAIS ANTIGO” DE MÚSICAS E GRAVAÇÕES, PARA A HIPGNÓSIS, UMA EMPRESA DE INVESTIMENTOS.
OS CARAS PAGARAM O PREÇO DE $150 MILHÕES DE DÓLARES!!! , UNS R$ 900 MILHÕES DE MANDACARUS!!!
NOTEM: ELE MANTEVE O CONTROLE SOBRE OUTROS 50%!!!! CONTINUAM SÓ DELE!
O CATÁLOGO ANTIGO INTEIRO, E VASTO ETC… ESTÁO SENDO RELANÇADOS.
É ASSIM QUE FUNCIONA: “OS MALDITOS CAPITALISTAS!” VÃO DISSEMINAR O “SACRO-SANTO CANADENSE” FEITO VÍRUS!!!
QUE TAL?
POSTAGEM ORIGINAL 23/04/2021
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ROCK DE GARAGEM, BUBBLEGUM E BEATNICKS… E OS ENSINAMENTOS DE DOSTOIÉVSKI PARA ANTROPÓLOGOS E MUSEÓLOGOS.

Para mim, parte da década de 1960 trouxe dias menos sombrios. Mesmo que imersos na DITADURA MILITAR. Motivo?
Eu era jovem, perambulava entre a consciência política ainda não adequadamente despertada, e o interesse ascendente em coisas culturais. E comecei a prospectar e colecionar discos de ROCK!
No início dos 1970, resolvi melhorar o meu inglês e comecei a procurar curso para fazer. Fui em duas escolas de referência, em São Paulo: a CULTURA INGLESA e a UNIÃO CULTURAL BRASIL – ESTADOS UNIDOS. Assisti aulas promocionais em ambas. Escolhi a CULTURA INGLESA.
Pois bem; foi quando rolou o que vou descrever. E por consequência, a minha “inflexão” e posterior “reflexão” ética (nossa, TIO SÉRGIO, manera aí!).
Eu tive em vinil a maioria dos discos da postagem. Todos bem legais: tive os FUGS, grupo FOLK BEATNIK ALTERNATIVO, inaudível para os mais sensíveis; até os HUMAN BEINZ, protopsicodélicos dançantes criadores, em 1968, de clássico dos bailes daqueles tempos em diante: Quem não conhece “NOBODY BUT ME”, não foi jovem em 1969!
E há dois discos contidos no CD dos BUCKINGHAMS, excelente banda contratada pela COLUMBIA RECORDS. São pequenas joias POP gravadas em 1967 e 1968. E, mais importante, foi a primeira intervenção de JAMES WILLIAN GUERCIO, produtor requintado. E o criador do “JAZZ – ROCK”, antecessor da “FUSION”, que se consolidou como expressão do enorme “MIX” de conceitos que passaram a ser o dia-a-dia da criatividade musical.
A criação de GUÉRCIO foi muito contestada na época, e algo além… Principalmente pelos JAZZISTAS e JAZÓFILOS mais clássicos. GUERCIO foi um inovador da linguagem musical POP! No fundo, instaurou possibilidade para artistas de alto nível se reciclarem frente às mudanças do mercado. Creiam; não é pouca coisa!
Com os BUCKINGHAMS, ele esboçou e produziu o que depois desenvolveu com o BLOOD, SWEAT & TEARS, e o CHICAGO TRANSIT AUTHORITY, dois sucessos merecidos e retumbantes! Procure ouvir!!
Na contramão, trago os SHADOWS OF KNIGHT e a CHOCOLATE WATCH BAND, bandas do mais ( im ) perfeito ROCK DE GARAGEM da História! Imprescindíveis, também.
Mas, aqui estão dois originais que foram salvos pelo TIO SÉRGIO da “extinção por maus tratos e tortura”. Explico em partes, como recomendam os princípios da dissecção…ooopss, what porra it´s that, TIO SÉRGIO? – pô, disse metaforicamente, é claro:
“THE MUSIC EXPLOSION” foi uma das invenções da dupla de empresários, JERRY KASSENTEZ e JEFFREY KATZ, que produziu e vendeu como chicletes músicas comerciais dançáveis do final dos 1960 até meados dos 1970. A banda gravou um LP ( que tive o “original massacrado”… ) e vários SINGLES. “A LITTLE BIT OF SOUL”, 1967, estourou! Curiosamente, o LADO B, “I SEE THE LIGHT”, é garageira radical e matadora! Eu escuto até hoje! Vou contar a história do “salvamento” desse LP logo mais…
O duo K&K foi um dos criadores do chamado “BUBBLEGUM”. Subgênero meio fake, festeiro e juvenil, que legou “artistas montados sob encomenda”, que transitavam entre as bandas e projetos da dupla e no grande entorno.
Ficaram quase famosos grupos como “1910 FRUITGUM CO.” e “OHIO EXPRESS”, notórios frequentadores das trilhas sonoras dos bailinhos e paradas de sucesso. Ambos gravaram muitos SINGLES de sucesso. Só que o primeiro álbum do “OHIO”, é imperdível: puro GARAGE ROCK!!!
O maior sucesso da era do BUBBLEGUM foram os ARCHIES, criados por “DON KIRSCHNER”, concorrente fortíssimo. Mas, “KASSENETZ & KATS” eram os caras! Depois, se envolveram em outras formas de ARTE POP, CINEMA, e etc…
Outro disco que “salvei” foi KICKS, com PAUL REVERE & THE RAIDERS, banda de verdade que andava mais ou menos por ali.
Transitavam do POP radiofônico ao ROCK DE GARAGEM com tudo o que uma… digamos… “BOYS BAND DA PESADA” poderia fazer de melhor! Tinham imenso FAN CLUB, e um grande “TEEN IDOL” , o cantor MARK LINDSAY. Tocavam bem; e a sonoridade e produção da COLUMBIA RECORDS garantia o restante!
PAUL & THE RAIDERS gravaram mais de 30 SINGLES de sucesso, e alguns álbuns que ficam bem em qualquer coleção de BEAT e GARAGE ROCK. Ouçam no álbum KICKS a cheia de pique CORVAIR BABY, que vale o disco.
Agora, vou narrar os salvamentos e a ressurreição. Durante um mês frequentei a UNIÃO CULTURAL, mas “não a escolhi”. Por lá, havia uma discoteca gerenciada por uma senhora que tratava os discos como o BOLSONARO trata os opositores; e LULA cuida da lógica.
Olhando a pequena estante, enxerguei dois LPs jogados, sujos, capas vilipendiadas; claramente manuseados com o desdém estúpido dos desinteressados: “KICKS”, de PAUL REVERE & THE RAIDERS, e “A LITTLE BIT OF SOUL”, do MUSIC EXPLOSION. Eram vistos como lixos descartáveis…
Uma tarde, houve o “descolamento e, ao mesmo tempo, o deslocamento” dos objetos. Acho que por desmaterialização que só o CAPITÃO KIRK, da nave ENTERPRISE, fazia na época… Ainda não havia a “INTERNET DAS COISAS”. Acho que a combinação de magia e tecnologia fez os discos migrarem para a minha coleção…
Eu tratei bem deles. Foram lavados, curados, capas recompostas, entre diversos atos de afeto. Hoje, tenho quase certeza de que sobrevivem por aí.
O que nos leva aos ensinamentos da ARQUEOLOGIA, da ANTROPOLOGIA e de DOSTOIÉVSKI:
Um ANTROPÓLOGO americano respondeu para o colega ARQUEÓLOGO mexicano, que lhe havia questionado sobre os “males do imperialismo, e os desvios das riquezas culturais de seu país para outros locais.
Ele simplesmente disse:
“Você está certo. Nós e outros tiramos daqui e de vários lugares parte de suas relíquias, e as levamos para Museus. Foram, também, para coleções particulares metade do patrimônio arqueológico “removido”.
“Mas, eu te pergunto, disse ao colega: O quê aconteceu com a outra metade?”
E o professor mexicano respondeu constrangido:
“pois, é; perdeu-se ou foi destruída…”
E um grande dilema ético se instalou: Roubar, mas preservar? Ao invés de “respeitar” e perder um passado relevante e precioso? Uma escolha de Sofia?
Durante muito tempo, senti-me um transgressor por causa da materialização daqueles discos em outro lugar… Depois, li CRIME E CASTIGO, de DOSTOIÉVSKI. É sobre a racionalização de um crime hediondo; um assassinato cometido pelo personagem principal contra uma criatura nefasta e deletéria.
Considerando as devidas proporções, eu sou o RASKOLNIKOFF do colecionismo. Eu e muita, mas muita gente, né pessoal?
Por agora, é isso!
POSTAGEM ORIGINAL 21/04/2022
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PRESTIGE RECORDS – BOX SENSACIONAL – E OUTROS DISCOS ORIGINAIS

É interessante observar o capitalismo democrático, onde a maioria decide por votos os destinos políticos de um país. Um contraponto curioso aos milhões de pequenos, médios a grandes empreendedores, quase autocracias que tocam os negócios orientados pela visão de seus donos.
Assim é a democracia liberal. Onde prevalece a liberdade individual e de empreender. Sem a iniciativa privada seria impossível a criação de gravadoras como a PRESTIGE, VERVE, BLUE NOTE, ECM, BISCOITO FINO, entre muitas e muitas várias.
É a diversidade equilibrando a concorrência, opiniões e poderes. É tão importante quanto a criação e a criatividade dos artistas.
GRAVADORA BOUTIQUE de alto nível, a PRESTIGE foi criada em Nova York por BOB WEINSTOCK, um colecionador de discos – claro, como sempre! -, que aos 20 anos de idade vislumbrou a chance. Começou gravando e prensando os discos, inicialmente vendidos pelo correio, e depois virou também lojista.
Ler os livretos dessas coleções é uma delícia!
Este, por exemplo, vai fundo em poucas páginas, e recorda engenheiros, gente do marketing, funcionários e os vários que fizeram a gravadora prosperar em ESTADO DA ARTE.
É difícil saber o quê é melhor no catálogo artístico. Se os “LEADERS”, gente como COLTRANE, MILES, GENE AMMONS. Ou os “SIDERS”, músicos em nível de ART BLAKEY, KENNY BURRELL, PERCY HEATH, e incontáveis.
Todos por lá militaram nos 21 anos de existência da gravadora; e até que o “selo” fosse vendido para a “FANTASY RECORDS”. E, daí em diante ganhou o mundo através de reedições diversas e imprescindíveis!
WEINSTOCK orientou o estilo para o HARD-BOP, e o que foi descrito como “DISTINCTIVE BOP, fronteiras com a VANGUARDA de gente como ERIC DOLPHY. E foi fundo no “SOUL – JAZZ” revelando organistas da estirpe de GROOVE HOLMES, JACK MCDUFFY e SHIRLEY SCOTT. Tudo com muito balanço, e festeiro até hoje!
BOB WEINSTOCK, gravava e gostava de JAMS-SESSIONS; incentivava a espontaneidade e a “SELF-EXPRESSION ESTILÍSTICA”, digamos.
Por isso, há poucos takes alternativos nas gravações. Foram, também, pouquíssimos os cantores e cantoras. Curiosamente….
Mas, lá estiveram ETTA JONES e ANNIE ROSS.
Gravou, também, MOSE ALLISON – um dos inovadores do vocal “JAZZY”, como CHET BAKER e JOÃO GILBERTO. Em resumo, alta classe eternizada em conta-gotas nas coleções de quem gosta.
Este BOX tem um pouco de todos, e abre apetites e ouvidos. E cada CD traz a estampa e a evolução dos selos originais.
Postei, também, alguns discos originais, entre 1956 e 1969, alguns remasterizados no Japão, para serem relançados. A PRESTIGE é o fino do fino, entre vários finos e refinados contemporâneos, ou não.
É tudo muito legal de ouvir e colecionar!
Recomendo pra valer!
POSTAGEM ATUALIZADA 21/04/2025
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JOHN LYDON, A LENDA, “P.I.L. METAL BOX” & BEYOND

P.I.L. – THE METAL BOX, 1979 – É A EVOLUÇÃO ARTÍSTICA DE JOHN LYDON – O DIFERENTE!
Eu sempre quis ter esse disco. Uns trinta anos atrás, consegui uma cópia em vinil com a embalagem metálica em mau estado. Eram 3 LPs de 12 polegadas, em rotação 45RPM. Tempos depois, passei para frente… Eu havia aderido aos CDS – fazer o quê!
Agora, comprei essa edição japonesa com três CDs, como a original em vinil. É muito bem remasterizada. A produção gráfica deixa a desejar, porque o texto só vem escrito na língua dos irmãozinhos de olhos puxados… Escutei vários dias para tentar escrever alguma coisa que valha a pena.
Gostei. É obrigatório reconhecer que JOHN LYDON melhorou muito enquanto artista e profissional. Foi criando obra consistente e diferenciada. Na foto, um EP em vinil de 12 polegadas, gravado ao vivo em NOVA YORK, em 2010. Comprei porque achei que seria barato. Não foi… Mas não ouvi; não tenho Pick -up.
A edição de MARÇO 2025 da revista RECORD COLLECTOR traz JOHN LYDON na capa. Matéria imensa, que não li toda. São 14 páginas, espaço somente reservado para gente como BOWIE, McCARTNEY, ou de igual quilate ou fama. É longuíssima entrevista abordando a vida, perrengues a música. Mostra capas de discos que ele gosta, etc…
Mas confesso: eu mal sabia por onde começar a falar sobre o ex – ROTTEN e sua aventura artística; a fama e mística nada recônditas no UNDERGROUND. E e de sua importância para o ROCK após o advento do PUNK. JOHN LYDON, com o P.I.L. – “PUBLIC IMAGE LIMITED” – é considerado o iniciador do PÓS – PUNK, em 1978. Então, fui em drágeas, homeopaticamente.
Mas TIO SÉRGIO, o que é esse tal de PÓS-PUNK?
É vasto Universo expandido abarcando tantas e variadas tendências que se entrelaçam, contradizem, ou reafirmam; talvez bastasse dizer que da NEW WAVE, passando pelo TECHNOPOP, ROCK INDUSTRIAL, MÚSICA EXPERIMENTAL ELETRÔNICA, ROCK ALTERNATIVO, e até o GRUNGE, é tudo obviamente PÓS-PUNK.
E LYDON com o P.I.L. flerta inclusive com sobreviventes meio tortos do KRAUTROCK, tipo o “CAN”; e remanescentes do PROGRESSIVO como “PETER HAMILL” e o “VAN DER GRAAF GENERATOR”. E sem deixar de lembrar do “KING CRIMSON”, cujo álbum RED foi encontrado no CD player de KURT COBAIN – o “GRUNGE” primordial com o NIRVANA -, quando ele se suicidou.
De certa forma, todos de algum modo foram aliciados para orbitar esse “AMPLO RÓTULO RELUZENTE”!
Você tá maluco de vez, TIO SÉRGIO?
Acho que não. Mas muita gente sustentaria que sim… Eu só exponho a controvérsia.
Estão na formação da música do “P.I.L” desde o “CAPTAIN BEEFHEART”; lascas de “ALICE COOPER”; e “JOHN CALE” do VELVET UNDERGROUND. E tudo amalgamado ao GOTHIC ROCK, confeitado por levadas do REGGAE, e coisas de WORLD MUSIC distorcidas via o guitarrista NICK SCOPPELITS, e baixistas alternativos, como BILL LAZWELL; e JAH WOBBLE – e seu ritmo e andamentos marcantes e repetitivos.
E para arrematar, bem azeitado por “DANCE MUSIC MEIO TRIBAL”; misturada nessa “fritada” ROCK do “suis – generis” KEITH LAVENE, estilista da guitarra, de som cortante até os nervo, como bisturi; e pontiagudo – penetrando ouvido adentro feito agulha!
Tudo isso embalando as letras de LYDON, cantadas por ele de maneira peculiarmente estudada e – pasmem!!! – “afinada”: porque cheia de estilo e personalidade, controlando as dissonâncias, interpretando e dando sentido ao trabalho da banda – que é boa e sustenta o impactante e criativo caos gerado!
Pra tentar resumir de outro jeito, fiz um apanhado de conceitos e adjetivos usados para definir a música do “P.I.L”: DARK, ANSIOSA, RITMICAMENTE REPETITIVA, FRIA, AVANT GARDE, DISSONANTE, ABSTRATA, NIILISTA, SARCÁSTICA, HIPNÓTICA, RUDE, ETÉREA, MISTERIOSA, CATÁRTICA e NOTURNA!”
Deu pra sacar?
Provavelmente, porra nenhuma!
Ou quem sabe alguma coisa se depreenda nessa maçaroca diferenciada e cativante…
JOHN LYDON levou o grupo em um crescendo de fama e performance pelos primeiros quatro discos do P.I.L. Depois, ele e banda ao tentar fazer o quinto, chamado de simplesmente ALBUM, se desentenderam. E como havia mais grana para produzir, LYDON saiu do alternativo geral e contratou gente famosa e craque:
GINGER BAKER e TONY WILLIANS na bateria. STEVE VAI, na guitarra e LEON SHANKAR, violino. E junto com BILL LAZWELL, na produção e no baixo, gravaram rapidamente o disco. Ninguém foi creditado nos encartes ou capas, mas todos ganharam bem…
O álbum ficou espetacular!
LYDON já passou dos 69. Esteve com a mesma mulher, a ex -modelo NORA FORSTER de 1979 até 2023, quando ela morreu de ALZHEIMER, aos 80 anos. Ele deixou de fazer shows durante bom tempo para cuidar dela. Pouco depois, seu empresário e amigo desde o começo, JOHN “RAMBO” STEVENS, também morreu, o que o pôs fora de rumo. Antes, ele também se tornara íntimo do tecladista KEITH EMERSON, um suposto antípoda estético – não eram…. Foram vizinhos na Califórnia. E JOHN foi dos primeiros a chegar para o ver o amigo que havia se suicidado. É um cara ético, como a gente percebe nos três casos
Li coisas surpreendentes para um indivíduo tido como drogado e maluco… O que se sabe de verdade, é que fuma loucamente; bebe cerveja LAGER, e torce pelo ARSENAL.
LYDON pode ser muita coisa, mas irracional e ingênuo não é! No decorrer da vida, demostrou ser um cara comunicativo e excelente relações públicas. Ele é muito esperto e inteligente. Li que a sua fortuna é imensa! Um ativo de 245 milhões de dólares: perto de um R$ 1 BILHÃO E MEIO DE REAIS!!! mais ou menos. Você leu corretamente! hummmm!!!!!
Devemos acreditar? ROBERT SMITH ( THE CURE ) muito mais ativo e famoso, e de carreira contínua e bem sucedida, teria um ativo de $ 44 milhões de dólares… O salto cósmico na riqueza de LYDON cheira improvável… Mas, vai saber, né! Por quê ele mentiria, atraindo o fisco contra si mesmo?
Anos atrás, ele perdeu ação contra os SEX PISTOLS, porque se opôs a licenciar as músicas da banda para uma série feita sobre eles… Ainda assim, faturou $ 5 milhões de dólares com a cessão…
Ao contrário da maioria dos punks, JOHN LYDON sempre foi e permanece um eclético e antenado amante de música. Não o compare ou confunda como STEVE VICIOUS, colega nos SEX PISTOLS.
JOHN LYDON gosta de COLTRANE, adora MILES DAVIS, e os citados que o influenciaram, entre muitos e muitos outros. JOHN aprecia RAY DAVIS, NEIL YOUNG e BRYAN FERRY. Sua coleção de discos é imensa e, segundo ele, impossível de ser transportada de LONDRES, onde tem casa, para MALIBU, na Califórnia, onde passou a morar.
Ele está em plena atividade. Eu o assisti com a banda no YOUTUBE, não muito tempo atrás. Entrou na “vibe” de seus pares de geração, THE CURE, SIOUXIE, NEW ORDER, etc… no mesmo tipo de som, algo “PROG” que, no caso dele, faz todo sentido estético.
Enfim, este é um breve perfil de JOHN LYDON, um artista e homem um tanto longe do que aparenta ser! Eu recomendo que ouçam este rebelde surpreendente! O interesse pela obra dele vem aumentando. Vale tentar.
POSTAGEM ORIGINAL 20/04/2025
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“ERA UMA VEZ EM HOLLYWOOD”, DE TARANTINO, E A TRILHA SONORA DO LADO B DA CONTRACULTURA AMERICANA

A discografia aqui postada é pequena, porém reluzente. No filme de TARANTINO, estão mais de trinta músicas. Alguns pingentes preciosos dos MAMA´S & THE PAPAS, PAUL REVERE & The RAIDERS, VANILLA FUDGE, e BOB SEGER e BUFFALO SPRINGFIELD também.
Vêm mesclados com HITS MENORES e ainda onipresentes, mas quase desconhecidos fora dos E.U.A, tipo “SNOOPY X RED BARON, dos ROYAL GUARDSMEN; “SUMMERTIME”, na versão SOUL cheia de estilo, feita por BILLY STEWART; e coisas dos BOX TOPS, LOS BRAVOS, GRASS ROOTS, entre acepipes do POP AMERICANO DA DÉCADA dos 1960, que cito mais à frente…
Os interessados na CONTRACULTURA daquela década precisam assistir ao filme de TARANTINO; vez por outra rola nos canais da HBO. É uma “HISTÓRIA CULTURAL”, quase “ANTROPOLÓGICA” do LADO B dos tempos do “PAZ E AMOR”: A violência excessiva e injustificável, levada ao paroxismo com naturalidade absurda. É defeito repugnante bem americano…
GRAHAN GREENE, o grande escritor inglês, dizia que os americanos são interessantes, porque capazes de cometer as maiores atrocidades com leveza e inocência na alma! Pura verdade!!!
As caras de “bolachas” de LEONARDO DI CAPRIO e BRAD PITT, os atores principais, em performances antológicas, esconde a imensa disposição para perpetrar violências em legítima defesa, ou porque simplesmente foram provocados.
Esta SUBCULTURA DA VIOLÊNCIA EXTREMADA permeia a obra de TARANTINO, e os filmes de CHARLES BRONSON, SCHWARZENEGER, entre tantos e vários. Está nos BANG-BANGS, na imensa produção de filmes de GUERRA, nas SÉRIES POLICIAIS. E na manutenção da PENA DE MORTE em país democrático e “civilizado”!
Nem vou levar o papo para a POLÍTICA, e o significado último e nada encoberto da ascensão da EXTREMA DIREITA por lá – e mundo afora, também, sejamos justos… Há um CANO FUMEGANTE COMO “HIPÓTESE DE MÉTODO NA RESOLUÇÃO DE CONFLITOS”. Quaisquer conflitos…
E também na pesquisa de armas para destruição em massa, sempre em nome da ciência e das melhores causas. Observem o excepcional filme “OPPENHEIMER”, ganhador do OSCAR, em 2024, o desenvolvimento de vários personagens, e a posterior crise de consciência do personagem principal, horrorizado consigo mesmo e suas responsabilidades!
Há muitas coisas, e fatos passíveis de citação… Sem dizer sobre a hoje mais contida, mas ainda onipresente POLÍTICA DO BIG STICK, nas retóricas da guerra fria e antes dela, o “FALA MANSO, E MOSTRE O PORRETE”… E isto sempre dá ruim….
TARANTINO mescla referências culturais, como a ideia de LIBERDADE e AUTONOMIA DO INDIVÍDUO, criando um filme recheado de metalinguagens que vão de BRUCE LEE ao POP-ROCK, e às programações nas TVS e RÁDIOS daqueles tempos.
Fala do clima entre gente em decadência na INDÚSTRIA CINEMATOGRÁFICA; à CONTRACULTURA HIPPIE DESFIGURADA; da simples vagabundagem desaguando no líder de seita e assassino “diretor” de carnificina histórica, CHARLIE MANSON.
E nem preciso lembrar dos massacres gratuitos em escolas ou nas ruas, sempre motivados por “porra nenhuma”. A rebeldia sem causa transmutada em violência congênita!!!! É tudo bem americano! Eu prefiro a contenção e a cultura humanista da Europa…
QUENTIN TARANTINO tangencia ROMAN POLANSKY e sua “amoralidade pedófila”, e põe em cena a mulher de POLANSKY, a “STARLET”, SHARON TATE, assassinada pela seita de MANSON, em 1969. Essas coisas viraram referências mundiais dessa metamorfose doentia.
Tal geleia cultural desvela o B-SIDE americano e, no filme, explode na violência exagerada com seus extremos cômicos. Ou será que defender-se de alguém quase inoperante usando um “LANÇA-CHAMAS”, e depois tomando algumas com os vizinhos, pode ser considerado legítima defesa de alguém são?
No contexto americano, lembrando GRAHAN GREENE”, e demonstra TARANTINO”, é perfeitamente possível; quase normal; e foi recriado artisticamente de jeito magistral!
Do filme filtra-se uma TRILHA SONORA ORIGINAL. O bom e o ruim do lado a lado.
Estão também por lá, para rechear um pouco mais o pastel gorduroso, o DEEP PURPLE psicodélico do final dos anos 1960; um hit menor de NEIL DIAMOND; os ingleses CHAD AND JEREMY; JOE COCKER, ARETHA FRANKLIN, e os magníficos THE ASSOCIATION e SIMON & GARFUNKEL. Grandes músicas e artistas!!!!
E dá pra você escutar quase inteira “BUFFY SAINT MARIE”, uma boa FOLK SINGER, mas sub-JUDY COLLINS, cantando a belíssima “The Circle Game”, música de JONI MITCHELL…
E terminar desconfiando e com uma pulga de uns dois quilos atrás da orelha, que “AQUARELA”, versão de TOQUINHO e VINÍCIUS DE MORAES de música de um compositor francês, foi muito “inspirada” nela…
ASSISTAM ao filme; e OUÇAM A TRILHA!!!! Ah, e mantenham a sanidade!
POSTAGEM ORIGINAL 20/04/2023
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CLIMAX BLUES BAND – BLUES, PROGRESSIVE BLUES E R&B DE FESTA!

MEU PRIMEIRO CONTATO COM ELES, FOI EM 1978 DURANTE VISITA À “MODERN SOUND”, ESPETACULAR LOJA DE DISCOS QUE NÃO EXISTE MAIS. LÁ, COMPREI ALGUNS LONG PLAYS DOS CARAS. TODOS SENSACIONAIS!
FOI A PRIMEIRA EM QUE ESTIVE NO RIO DE JANEIRO. EU E MEU AMIGO PAULINHO CALDEIRA PEGAMOS A PONTE AÉREA, E FOMOS ASSISTIR AO FREE JAZZ FESTIVAL ( ACHO ), QUE ROLAVA NA CIDADE. A VIAGEM E OS CONCERTOS FORAM INESQUECÍVEIS ENCANTAMENTOS REGADOS A CHOPPS, CERVEJAS E FEIJOADA – DEVIDAMENTE “DERROTADOS” ANTES DE IRMOS PARA O MARACANÃZINHO! VOLTAMOS PARA SAMPA NO MESMO DIA – INFELIZMENTE!
A “CLIMAX BLUES BAND”, EXCELENTE BANDA QUASE DESCONHECIDA NO BRASIL; FAZ “BLUES-ROCK” MISTURADO COM “JAZZ”, “FUNK” &”R&B”. É QUASE UM “PROGRESSIVO PARA FESTAS”, ARRISCO DIZER. MAIS EXATAMENTE, É UM TIPO DE “FUSION DANÇANTE” E ALTO ASTRAL! O CENTRO DA “CLIMAX ” É O DUELO ENTRE O SAX DE “COLIN COOPER” E A GUITARRA DE “PETER HAYCOCK” .
É BOM LEMBRAR QUE “HAYCOCK”, ÓTIMO GUITARRISTA DE QUEM TENHO DISCO SOLO PERDIDO PELAÍ; TAMBÉM FOI O INCENTIVADOR E TOCOU EM GRANDE E FAMOSA TURNÊ “REVIVAL” CHAMADA “NIGHT OF THE GUITARS”, QUE GIROU O MUNDO, PASSANDO INCLUSIVE PELO BRASIL, EM 1989..
ALÉM DE PETER HAYCOCK, PARTICIPOU UMA PLETORA DE “GUITAR HEROES”, COMO “ALVIN LEE”, “ROBBIE KRIEGER”, “RANDY CALIFORNIA”, “LESLIE WEST”, “STEVE HOWE”, “JAN AKERMAN”, E A BANDA “WISHBONE ASH”. HOUVE OUTROS.
EU RECOMENDO BASTANTE OS DISCOS DA “CLIMAX BLUES BAND”. PRINCIPALMENTE “SENSE OF DIRECTION”, “PLAYS ON”, “STAMP ALBUM”, “RICH MAN”, QUE TANGENCIAM O ROCK PROGRESSIVO, MAS ARQUITETADO AO BLUES.
TALVEZ SEJA POSSÍVEL TER COMO REFERÊNCIA O QUE FEZ “JOHN MAYALL BLUESBREAKERS”, NO FINAL DA DÉCADA DE 1960, EM DISCOS COMO “BLUES FROM THE LAURELL CANION” “BARE WIRES” E “CRUZADE” – TODOS INFLUENCIADOS PELO ROCK PSICODÉLICO, E OUTRAS EXPERIMENTAÇÕES…
SERIA?
A TURMA DO ROCK NÃO PODE PERDER POR NADA “FM/ LIVE”, PAULEIRA BRAVA GRAVADA EM NOVA YORK, EM 1974, NO “ACADEMY OF MUSIC”; O TEMPLO DE ALTERNATIVOS BARRA PESADA. É BLUES ROCK PESADO DA MELHOR ESTIRPE, EM LINHA COM O “HUMBLE PIE”, O “BAD COMPANY”, E OUTROS TANTOS E TONTOS.
FOI TAMBÉM NO “ACADEMY” QUE “LOU REED” GRAVOU OS SENSACIONAIS “ROCK’ N’ ROLL ANIMAL” E A CONTINUAÇÃO “LOU REED LIVE”, EM 1973. O LADO HARD ROCK, ETC… DO REED.
PROCUREM CONHECER A “CLIMAX BLUES BAND” NO INÍCIO DA CARREIRA, NO CLÁSSICO “CLIMAX CHICAGO BLUES BAND”, DE 1969. ELES MILITARAM NO “BRITISH BLUES” E FORAM CONTEMPORÂNEOS DO “SAVOY BROWN” , “FLEETWOOD MAC” “JOHN MAYALL’ S BLUESBREAKERS, E O “TEN YEARS AFTER”. COLEGAS DE CENA MELHORES ERA IMPROVÁVEL…
DEPOIS DA FASE “BLUES ROCK PROGRESSIVO”, DESAGUARAM NUM “R&B DANÇÁVEL”E FUNKEADO”. E, COM O TEMPO, ADERIRAM À DELICIOSA “FUSION” ENTRE O “FUNK”, O “BLUES”, O “R&B”, E SOTAQUES “DISCO” E “JAZZ POP”. PROCUREM “GOLD PLATED”, LANÇADO EM 1976, ONDE ESTÁ O GRANDE SUCESSO, “COULD´N GET IT RIGHT”, DANÇÁVEL ATÉ À BEIRA DO TÚMULO!
A “CLIMAX” ALEGROU A DÉCADA DE 1970/1980. E FOI SEGUIDA POR GRUPOS TIPO “AVERAGE WHITE BAND”, E TANTOS MAIS. A “C.B.B” FAZ A GENTE DANÇAR A FESTA INTEIRA. E, MAIS AINDA, A SE DELICIAR DE OUVIR MÚSICA BEM FEITA E ALTO ASTRAL!
NÃO PERCAM.
POSTAGEM ORIGINAL: 30/04/2017
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ROCK PSICODÉLICO DE LOS ANGELES – “WHERE THE ACTION IS!”, NUGGETS 1965/ 1968, RHINO RECORDS – 4 CDS BOX SET

Outro BOX interessante, porém menos luxuoso do que o seu “irmão” sobre SAN FRANCISCO. É parte de relançamentos do “PRÉ-SAL DO MODERNO ROCK AMERICANO”, os “NÃO HITS” amados pela turma que ia e vai além do MAINSTREAM.
É um misto de “CATA-LATAS” e “ANTROPOLOGIA MUSICAL” de uma época inigualável. Traz BOOKLET com FOTOS e TEXTO, é claro! É rescaldo para quem procura completude, clima, e outras visões.
O álbum original é um VINIL DUPLO, lançado em 1972, pela gravadora ELEKTRA. Foi produzido LENNIE KAYE, jornalista que lançou comercialmente pela primeira vez pepitas resgatadas do fundão do ROCK. É um MUST colecionável, que deu início às escavações “eternas” que fazem colecionadores e interessados nos ALTERNATIVOS DO UNDERGROUND. KAYE depois se tornou guitarrista da banda da poetisa e “FREAK-ROCKER” PATTY SMITH.
LOS ANGELES foi “Meca” de invenções e ecletismos; era um polo de ação e não de reflexão “teórica”. A mídia local demorou para sacar o que estava acontecendo. Houve, “por supuesto”, muita incompreensão dos conservadores.
A famosa “SUNSET STRIP” concentrava, na segunda metade dos 1960, clubes e bares onde a nata do ROCK AMERICANO testou fórmulas; juntou forças, e pôs meninos, meninas e adjacências pra curtir e dançar.
Futuras grandes bandas tocaram no “CIRO´S”, no “WHISKEY A GO-GO”, no “THE TRIP”… Depois, a cena espalhou-se, e os frequentadores deram fama a “VENICE BEACH” , “LAURELL CANYON” e “SAN FERNANDO VALLEY”- santuários da contracultura, do novo ROCK, e da vida alternativa.
A cena musical de LOS ANGELES dividiu-se em estilos e tendências muito mais amplos e detalhados do que a de SAN FRANCISCO.
No BOX, dá para identificar a força do “GARAGE ROCK”, com THE SEEDS, MUSIC MACHINE, ELECTRIC PRUNES, STANDELLS, BOB FULLER FOUR, entre incontáveis.
LOS ANGELES foi onde o “FOLK ROCK PSICODÉLICO” emergiu mais forte com os BYRDS, o LOVE, BUFFALO SPRINGFIELD, TIM BUCKLEY, TURTLES, MAMAS AND THE PAPAS, THE ASSOCIATION… e mais “inúmeros poucos”!
Cometas e estrelas ascendentes do futuro “ROCK PROGRESSIVO’ e do “ART ROCK”, como SPIRIT, IRON BUTTERFLY, CAPTAIN BEEFHEART e FRANK ZAPPA, também foram lançados de lá.
Assim como híbridos de BLUES E PSICH, como os DOORS; a fase psicodélica dos MONKEES; e ensaios heterodoxos dos BEACH BOYS, DEL SHANNON e até JAN & DEAN. Todos fizeram discos em “L.A” ou inspirados por lá.
Esta caixa é controversa. Há uma banda batizada com nome absurdo e impróprio para tempos de amor: THE GUILLOTEENS! E, também, UMA DAS MAIS BRILHANTES MICRO-MÚSICAS de toda a galáxia: “JILL”, com GARY LEWIS & THE PLAYBOYS – a beleza e a delicadeza do SUNSHINE POP concentrada em menos de dois minutos!!!! Joia perfeita!
Porém, eu sinto falta de outro ícone da época e grande sucesso de público, os GRASS ROOTS, que poderiam participar com alguma coisa do primeiro ou segundo LP. E não entendo porque não incluíram um novaiorquino de sucesso internacional, e símbolo do POP dançável, e que fez lá carreira e discos históricos ao vivo: “JOHNNY RIVERS”! “LIVE AT WHISKEY A GO GO!, é um clássico!” -. Mas se quisessem, era só incluir “SUMMER RAIN” – FOLK PSICODÉLICO bem no clima daquela década.
Não devo perdoar a injustificável ausência de FRANK ZAPPA & THE MOTHERS OF INVENTION: o crossover entre a VANGUARDA e a ICONOCLASTIA juvenil.
Tudo contabilizado e ponderado, TIO SÉRGIO recomenda esse BOX para “ecléticos seletivos” e os completistas que andam por aqui. É para manter na coleção eternamente!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/04/2020
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Carlos Alberto Santos Rocha e Adalberto Dos Santos Cavalcante

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“CONFESSIN` THE BLUES”: E PARTE DO MEU PRIMEIRO TEXTO NO FACEBOOK!

São 5 LONG PLAYS de DEZ POLEGADAS, típicos do final da década de 1940 e início dos 1950. Traz 44 gravações originais, remasterizadas, e totalmente representativas do melhor BLUES já feito.
Estão aqui os principais artistas: MUDDY WATERS, B.B.KING, BUDDY GUY, HOWLIN`WOLF, ELMORE JAMES, SLIM HARPO, CHUCK BERRY, JOHN LEE HOOKER, ROBERT JOHNSON, JIMMY REED, BO DIDDLEY, e outros mais.
A seleção foi feita pelos 4 “ROLLING STONES” remanescentes à época: MICK JAGGER, RON WOOD, KEITH RICHARDS e CHARLEY WATTS. WOOD, que também é artista plástico, pintou a capa. E há FOTOS dos artistas homenageados; um libreto, e belos textos nas páginas internas do projeto.
A produção GRÁFICA é de alta classe: O BOX reproduz aqueles álbuns antigos que armazenavam diversos discos de de 78 RPM. Os mais jovens talvez não tenham visto. Mas eram normais no passado. Resumindo, é uma edição especial limitada feita pela B.M.G. / UNIVERSAL, e lançada em 2013.
Para a turma que está entre os 50 e os 75 anos de idade, gostar de BLUES era decorrência quase “natural” se você curtisse ROCK. É o meu caso. Eu adorava, e ainda gosto das variações do BLUES nos anos 1960, 1970, 1980 and “BEYOND”. Continuo comprando em CDs e DVDs, já que os coleciono, e os escuto até hoje.
O BLUES que gostávamos na época, não era o TRADICIONAL de ROBERT JOHNSON, JOHN LEE HOOKER, MUDDY WATERS, entre vários. Mas, sim, o BLUES ELETRIFICADO, a B.B.KING; e o modernizado que os ingleses, desde o início dos anos 1960, descortinaram para o mundo.
Pois é, o BLUES é música americana de raiz, antes mais associada ao JAZZ; mas recuperada, reverenciada, e trazida para o mundo POP por bandas inglesas dos anos 1960.
Se não fossem os ROLLING STONES, YARDBIRDS, FLEETWOOD MAC, ANIMALS, MANFRED MANN e infinidade de artistas até hoje em atividade; ícones como B.B. KING e toda a tradição americana teriam tido menos força e, quem sabe, influência bem menor. Muitos já estavam no ostracismo quando o BLUES ressurgiu forte na GRÃ BRETANHA.
Diz a lenda, que os STONES cruzaram com MUDDY WATERS, que pintava as paredes do estúdio, quando foram gravar na CHESS RECORDS, em 1964! Eles ficaram horrorizados! Um destino trágico para quaisquer ídolos em qualquer tempo!
O BLUES espalhou-se graças principalmente a JOHN MAYALL, o mais importante incentivador da geração de ingleses que fazia BLUES.
MAYALL é artista com dezenas e dezenas de álbuns gravados; literalmente acompanhou ou performou com quase todos os grandes nomes do BLUES, tradicionais ou contemporâneos, ingleses ou americanos.
Foi ele quem consagrou ERIC CLAPTON, em 1965; já considerado o melhor guitarrista da Inglaterra, desde os tempos com os YARDBIRDS.
Para saber mais quantos talentos JOHN MAYALL revelou, é só procurar no Google. Ele é um dos que ostentam a comenda de Cavaleiro do Império Britânico; ao lado de PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, JEFF BECK, JIMMY PAGE, e incontáveis.
Mas, por que o BLUES explodiu na GRÃ BRETANHA?
Provavelmente porque os jovens queriam música vibrante como o ROCK AND ROLL da primeira fase – ELVIS PRESLEY, CHUCK BERRY, etc…, mas estilo já meio para o decadente e sem perspectiva. Até que houve a explosão dos BEATLES e da chamada BRITISH INVASION, por volta de 1962/1964.
Grosso modo, na época e como hoje, diversas tendências conviviam. Os BEATLES seriam mais conectados ao ROCK e os ROLLING STONES ao BLUES…
Os clubes e pubs ingleses em geral apresentavam bandas de JAZZ.
Porém, o JAZZ é como a BOSSA NOVA: música urbana para jovens mais sofisticados. A garotada em geral queria agito. Daí o SKIFLE; e depois o BLUES dominou a cena: música mais simples que bate direto nos sentimentos. Tem guitarras elétricas; e combina com paqueras, farras e cervejas…
Pouco a pouco os locais onde se ouvia JAZZ foram migrando para o BLUES, que se revestiu de ROCK; e o resto é o que temos até hoje. Claro, houve renascimento do BLUES também nos EUA – mas no início, e curiosamente, também por influência e exemplo dos ingleses.
O BLUES chegou forte ao BRASIL no começo dos anos 1990, e permanece mais discretamente. Nós temos uma linguagem de POP e ROCK genuinamente nacionais. Mas não há BLUES com identidade brasileira, apesar de bons artistas como NUNO MINDELIS e ANDRÉ CRISTOVAM – que chegou a tocar uns tempos com JOHN MAYALL.
Hoje, no mundo inteiro o BLUES continua firme. Procurem escutar SONNY LANDRETH, JOE BONAMASSA, SUSAN TEDESCHI & DEREK TRUCKS, por exemplo. Sem lembrar do “imorrível” ERIC CLAPTON e da memória do imortal B.B.KING.
Há muito, mas muito mais a ser dito, e infinitamente mais para ser escutado. Portanto, o meu orgulho e honra em apresentar aqui este sensacional BOX!
POSTAGEM ORIGINAL 11/04/2023 e 2013
Pode ser uma imagem de toca-discos