TRÊS DISCOS IMPERDÍVEIS: ROXY MUSIC, GRAND FUNK, LOUIS ARMSTRONG & ELLA FITZGERALD

SABEM O QUE ELES TÊM EM COMUM? NADA! E O TIO SÉRGIO GOSTA DOS TRÊS DISCOS POR MOTIVOS DIFERENTES.
“ROXY MUSIC” – “AVALON”, DISCO ESSENCIAL DA ELEGÂNCIA POP QUE DEFINIU OS ANOS 1980. QUEM JÁ VIVIA, EM 1982, NÃO PASSOU POR ELE SEM NOTAR. E É UM CLÁSSICO!
“GRAND FUNK RAILROAD”, “WE’RE AN AMERICAN BAND”, 1973, BANDA ESCULACHADA PELOS CRÍTICOS E AMADA PELA GAROTADA. ESTE É UM DE SEUS DISCOS MAIS BEM PRODUZIDO. “PERO”, SEM ALIVIAR A PORRADA. UM MITO!
“ELLA FITZGERALD E LOU ARMSTRONG”: “”ELLA E LOUIS”” . A ESTÉTICA VOCAL DOS NEGROS, SUAS IDISSINCRASIAS, DIVERSIDADE, INTERPRETAÇÃO ÚNICA, ELEVADAS AO ESTADO DA ARTE.
SE VOCÊ ENTENDE O PORQUÊ ADONIRAM BARBOSA FOI GÊNIO, COMPREENDE NO ATO O PORQUÊ DE “LOUIS ARMSTRONG” TAMBÉM TER SIDO.
OUVI OS TRÊS PARA ESQUECER A POLÍTICA. ..
POSTAGEM ORIGINAL 09/04/2018
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Rodrigo Marques Nogueira, Elvio Paiva Moreira e outras 12 pessoas

MÚSICA DE VANGUARDA PLENA DE CLIMAS E SUGESTÕES: UM ROTEIRO IMAGINÁRIO PARA A VIAGEM DO ROCK PROGRESSIVO À NEW AGE.

O papo aqui não é sobre exímios solistas, ou exibidores da libido em onanismo tátil exuberante.
Nenhum dos citados é JIMMY SMITH, RICK WAKEMAN, BRIAN AUGER, WALTER WANDERLEY, KEITH EMERSON ou ARI BORGER…
Está por aqui gente criativa que usa teclados para harmonizar, criar CLIMAS, escorar músicas feito vigas. São mais que operários. Atuam para o processo, talvez sejam mestres de obras…
Eu suponho que a primeira música “esvoaçante” que ouvi foi TELSTAR, gravada pelos ingleses TORNADOS, em 1962. Produção do lendário mago JOE MEEK. O trabalho de teclado emula o suposto som de um foguete/satélite se deslocando. Foi o primeiro ROCK ESPACIAL A QUE TIVE ACESSO. Procurem conhecer.
Pois bem; até que em 1967, o PINK FLOYD causou um “SUSTO POP” com série de SINGLES PSICODÉLICOS. O principal delesfoi “SEE EMILY PLAY”. Um passo adiante estabelecendo de vez o ROCK “LISÉRGICO” feito na INGLATERRA.
O clássico álbum do FLOYD, também de 1967, “THE PIPER AT THE GATES OF DAWN” , confirmou o ROCK EXPERIMENTAL do GRUPO – o primeiro a se apresentar com um SISTEMA DE SOM “QUADRAFÔNICO”, tornando os SHOWS experiência sensorial de amplo espectro.
Porém, o álbum inglês que trouxe a sensação de VIAGEM ESPACIAL CONTÍNUA, um deslocar-se embalado pelo som além do ambiente foi, em minha opinião, “A SAUCERFUL OF SECRETS”, lançado em 1968. É disco de transição do PINK FLOYD. Em 3 faixas ainda participa SYD BARRETT, seguindo mais ou menos a sonoridade dos SINGLES e do PRIMEIRO LONG PLAY.
E as outras quatro já são com a formação clássica: GILMOUR, WRIGHT, WATERS & MASON, tendendo para o estilo que os consagrou. Em texto da época, um crítico considerou o disco uma “SINFONIA EM CONSTRUÇÃO” – o que faz todo o sentido.
Se nos transportarmos para o célebre “ATOM HEART MOTHER”, o inigualável disco das vacas, lançado em 1970; a primeira parte pode ser considerada espécie de SINFONIA POP.
Em “A SAUCERFUL”… está presente a combinação de efeitos sonoros, LOOPS de fitas gravadas, uso de FEEDBACK, CÂMARAS DE ECO, e a parafernália instrumental criativa da banda… É, talvez, o primeiro disco trazendo música de “FICÇÃO CIENTÍFICA”, disse o referido crítico.
O PINK FLOYD usou recursos e técnicas dos experimentos do compositor alemão de MÚSICA ELETROACÚSTICA, “KARLHEINZ STOCKHAUSEN”; que também inspirou os BEATLES em detalhes do SGT PEPPERS (1967) – mas não a ponto de tornar a obra uma referência explícita da vanguarda eletrônica.
Interpretando de jeito peculiar o mestre alemão, o PINK FLOYD se propôs a criar e administrar um BLEND SONORO de maneira a conjugar os sons com direção e clareza. As músicas têm começo, meio e fim, como determina o manual da boa música POP. Mas, com evoluções baseadas na revolução descoberta pela música ELETROACÚSTICA.
Enquanto gravavam a faixa que dá nome ao disco, “A SAUCERFUL OF SECRETS”, comenta-se que uma voz saiu da cabine de controle no estúdio berrando: “Tá legal, pessoal. Depois dessa música vamos voltar ao trabalho sério…”
O FLOYD é marco na criação de músicas “CLIMÁTICAS”. Escutem “REMEMBER A DAY”. E principalmente, “SEE-SAW” – canção totalmente “expressionista”, em que se “vê” na MÚSICA o movimento de um balanço desses de parquinho infantil…
E pra conseguir este efeito, o tecladista RICK WRIGHT foi fundamental!
Espetacular!
MOODY BLUES – TO OUR CHILDREN, CHILDREN´S, CHILDREN`S – 1969 .
ALBUM CONCEITUAL, EXPERIMENTAL E TREMENDAMENTE POP!
O disco sucedeu “A THRESHOLD OF A DREAM”, 1969, outro LP de sucesso, como os anteriores “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; e “IN SEARCH OF THE LOST CHORD”, 1968. Foi inspirado na viagem à lua feita no mesmo ano pelos astronautas americanos. É um show de tecnologia de estúdio, de qualidade na gravação; e de performance da banda como um todo.
Para a primeira faixa, “HIGHER AND HIGHER”, a NASA emprestou a gravação do SOM do lançamento do foguete. Mas o grupo achou de baixa qualidade para ser usada em um disco. E refizeram tudo em estúdio. Trabalho magnífico!
MIKE PINDER é o destaque conceitual do DISCO. Pilota o MELOTRON e o ÓRGÃO com milimétrica competência. Ele foi um magnífico construtor de CLIMAS SONOROS!
O som do ÓRGÃO nos passa a nítida sensação do arranque e a subida da nave; do aumento de velocidade; o alcance da altitude, e até atingir o silêncio no espaço. E PINDER trabalha e pontua com o MELOTRON o tempo todo as diversas etapas desse viagem.
No decorrer do LP, há momentos de música e sons pesados; outros leves, oníricos, românticos; e foram emulados até os supostos andar dos astronautas fora da nave, no espaço. Percebe-se a velocidade, as mudanças de ritmo, a calma, e a sensação de paz. Tudo bastante expressivo e sugestivo.
O tecladista cria uma narrativa sólida na base das músicas. E favorece a performance instrumental coletiva. E, principalmente, a diferenciada e aclamada harmonia e qualidade vocal da banda. Todos cantam bem: o guitarrista JUSTIN HAYWARD, o flautista RAY THOMAS, e o baixista JOHN LODGE. O baterista GREAME EDGE geralmente declama os textos e as poesias, frequentes nas composições do grupo.
TO OUR CHILDREN… é um disco experimental coeso, bonito e melodioso. Às vezes resvalando para o excesso de “açúcar”…
Eu duvido que os criadores da “NEW AGE MUSIC” não tenham curtido os MOODY BLUES à exaustão. Esse lado reforçando o melódico é uma das características do subgênero.
Mais bem expressando a tese, os MOODIES sempre souberam trabalhar letras. Às vezes ingênuas; e algumas românticas de rasa substância. Escapistas nem sempre, mas em linha com o público da banda: pessoas em busca de amor, esperança, paz, misticismo e visões alternativas light naqueles tempos conturbados. Ouvi-los é relaxante, divertido, e interessante. E culturalmente instigante.
Os MOODY BLUES foram muito famosos, fizeram diversos discos importantes, e se tornaram sucesso de vendas, crítica e público. Tiveram e ainda têm legiões de fãs mundo afora! Porém, foram desprezados pela turma da pesada; eram tidos como POP DEMAIS pela média da turma do ROCK. Hoje, mais bem compreendidos, estão em convivência pacífica com a História.
Eu os adoro!
E cada um com seu passivo.
O PINK FLOYD sempre foi uma banda CEREBRAL. Não eram construtores de emoções, como os MOODY BLUES. E essa contenção de sentimentos que não afloram, tornam audições prolongadas algo cansativas. Entorpecem.
Eu acho que ambos deveriam contratar as remixagens e remasterizações de seus discos junto a craques como STEVEN WILSON – um especialista em PROGRESSIVOS. Ou, quem sabe, algum japonês ou alemão que detenha conhecimento, tecnologia de ponta, e sensibilidade minuciosa para ouvir detalhes.
Bandas do nível deles PRECISAM testar perspectivas e visões alternativas da própria obra.
Seria o caso?
A SAGA DO TANGERINE DREAM: DE FÃS DO PINK FLOYD A INSPIRADORES DA “NEW AGE MUSIC”
Ouvir o TANGERINE DREAM em seu primeiro álbum, ELETRONIC MEDITATION, 1970, é retornar ao PINK FLOYD no lusco-fusco temporal entre as ideias de SYD BARRETT e as as experimentações em UMMAGUMMA, 1969. Parece que tentam descortinar caminhos.
É bom lembrar que a sombra de STOCKHAUSEN, JOHN CAGE, BERIO e XENAQUIS se deita sobre todo o ROCK PROGRESSIVO ALEMÃO; Ooopppsss o reverenciado KRAUTROCK!
Aliás, continua ora turvando, e ora descortinando todo o POP ELETRÔNICO CONTEMPORÂNEO, não é professora JOCY DE OLIVEIRA?
Um dos visuais mais sugestivos do UNIVERSO DO ROCK são as fotos da parafernália de teclados, gravadores e etc… do TANGERINE DREAM. E não apenas em estúdio. As imagens principalmente de palcos, SHOWS, nos levam para uma expectativa de algo inusitado que virá…
Estamos todos dentro de um laboratório, quem sabe uma nave espacial. Se a vida não está boa aqui na terra, talvez uma turnê para fora do imediato alivie ansiedades? Uma viagem com o cérebro, à partir do teatro exposto no palco, e através da música?
Esta circunstância e constatação também pode ser aplicada ao PINK FLOYD. Entre 1967/1970, voar já era era preciso ( em dupla sentido…) e possível.
Mas, revela um possível problema:
Esta tentativa de fuga da realidade talvez seja outro EFEITO COLATERAL NÃO PREVISTO, mesmo sendo consequência da música palpável, concreta, intelectualmente urdida e fria criada pela turma de STOCKHOUSEN & CIA?
Se isto for verdade, quando essas inovações deram vida ao KRAUTROCK, no início da década de 1970, espanaram feito parafuso gasto em direção ao imprevisível! O que foi pensado para ser concreto e tátil, tornou-se etéreo. E hoje é quase virtual!
Seria? (Cuidado com as palavras, TIO SÉRGIO…)
KLAUS SCHULZE, CHRISTOPHER FRANK, EDGAR FROESE e PETER BAUMAN, são músicos chegados e preparados para tecnologia eletrônica. E a ponto de FROESE – que se dizia inspirado artisticamente por HENDRIX, STOCKHAUSEN e XENAQUIS – ter construído vários instrumentos específicos para a banda. E sua técnica de LOOPS e MIXAGENS DE TAPES, é considerada base para os modernos SEQUENCIADORES.
Literalmente, os quatro formaram a base e manobraram a nave TANGERINE DREAM, garantindo que voasse, criasse os CLIMAS e perspectivas musicais inesperadas, carreira afora; muitas vezes intermitentemente, e com muita troca de tripulação.
O único que permaneceu a até morrer, foi EDGAR FROESE; que orientou o substituto para que o grupo permanecesse… Mas, o fato é que de discípulos e pesquisadores de música dura e concreta, tornaram-se um dos pioneiros da NEW AGE MUSIC – que busca a essência do etéreo, da procura pelo místico, por certa religiosidade laica e por um bem estar pessoal que elide – mesmo por uns momentos – a crítica e a realidade.
Mas, seria isso mesmo?
E se for, eu tenho nada, nadinha contra! PETER BAUMAN não por acaso fundou uma das primeiras gravadoras especializada no gênero!
Do trabalho dessa gente toda, chegamos aos fundamentos instrumentais do HIP-HOP, aos D.J.s, e às RAVES!
E na outra ponta, encontramos ENYA, LOREENA MCKENNITT e incontáveis melífluos refrescantes…, possíveis frutos de ensinamentos que passaram certamente pelos MOODY BLUES, e o RENAISSANCE ( OOOPSS, é claro! ). E facilitaram, inclusive, o surgimento da moderna WORLD MUSIC – “DEAD CAN DANCE”, e a nossa brasileira pouca lembrada e CULT “MAE EAST”, para ficar na superfície…
Se for possível resumir, PINK FLOYD, MOODY BLUES e TANGERINE DREAM, fizeram um “MÈNAGE A TROIS”, que deu “BOM”!
Muito bom!
TEXTO ORIGINAL 07/04/2023
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PINK FLOYD – “SEE EMILY PLAY”- 1967 : PALHAÇADA E VINGANÇA!!!

Foi o SINGLE de maior sucesso na primeira fase da banda, ainda com SYD BARRET na guitarra. Foi lançado em 1967; e também no Brasil pela FERMATA. Fato relevante na luta contra bizarrice recorrente, porque fora do BEAT convencional, ou da simples breguice.
A edição brasileira é colecionável no MUNDO INTEIRO. É raríssima, preciosa e muito difícil de ser encontrada URBE ET ORBI… Este SINGLE é obra de arte reconhecida. Reafirma de certa forma a PSICODELIA INGLESA, que já se esboçava. É magia e tecnologia pura, para aqueles tempos!
Há o uso de câmaras de eco e outras conhecimentos de estúdio; em parte também utilizados em “TELSTAR”, produzido pelo “mago” JOE MEEK, e gravada por THE TORNADOS, em 1962 . E pelo americano por DEL SHANNON, em THE BIG HURT, 1966.
Talvez um ano depois do FLOYD, o SMALL FACES lançou outro SINGLE matador: “ITCHCOO PARK”, juntando o vocal R&B de STEVE MARRIOTT, com o experimentalismo PSICODÉLICO nascente. É nitidamente inspirado no que fez o PINK FLOYD. São quatro clássicos com ARTIMANHAS de ESTÚDIO que fizeram essas músicas “VOAR”!
Eu tive acesso irrestrito ao COMPACTO do PINK FLOYD a vida inteira. Quem o comprou foi meu eterno amigo SILVIO DEAN.
Na época, colecionávamos os discos juntos, numa espécie de COOPERATIVA que implantamos desde o momento que nos conhecemos, em junho de 1967, no ginásio – hoje ENSINO FUNDAMENTAL 2, eu acho. A falta de grana pode ser poderosa força motriz…
Hoje, eu, ele e o filho dele, FÁBIO, continuamos “parças” e amigos discutindo, convivendo, trocando e emprestando discos uns para os outros. O SILVIO e o FÁBIO são totalmente responsáveis pela continuidade de minha paixão por música. Ambos também colecionam apaixonadamente!!!
“SEE EMILY PLAY” e outros SINGLES do PINK FLOYD são fundamentais. Estão neste CD, que faz parte do excepcional e belo BOX, “SHINE ON”, lançado em 1992, coligindo a produção da banda nos primeiros 25 anos de existência, entre 1967 e 1992!
Um espetáculo a parte!
Vamos à MOLECAGEM e a SACANAGEM:
EM 1968, EM UM PROGRAMA DE RÁDIO EM SÃO PAULO, O LOCUTOR GARANTIA TER NA DISCOTECA QUAISQUER DISCOS QUE OS OUVINTES PEDISSEM.
ELES PROCURAVAM E TOCAVAM. NO FINAL, SORTEAVAM UM DISCO QUALQUER ENTRE OS PARTICIPANTES.
MEIO DE SACANAGEM LIGUEI PRÁ LÁ. O PROGRAMA ESTAVA NO AR, É CLARO.
ATENDERAM;
– LOCUTOR: QUAL É O SEU NOME?
– EU: SÉRGIO;
– LOCUTOR: E O QUE VOCÊ QUER OUVIR?
– EU DE GOZAÇÃO: “SEE EMILY PLAY”, COM “THE PINK FLOYD”…
– LOCUTOR: VAMOS PROCURAR; MAS ENQUANTO ISSO, O PEDIDO DE NOSSA OUVINTE “ESPERMAURA”: “WANDERLEY CARDOSO”…
– LOCUTOR: AGORA, VAMOS OUVIR WALDICK SORIANO, PEDIDO DA FIEL OUVINTE “ROSINHA”…
– LOCUTOR: ESTAMOS PROCURANDO A MÚSICA PARA O OUVINTE SÉRGIO. ENQUANTO ISSO, ROBERTO CARLOS PARA A “CACILDA MARTA”…
– LOCUTOR: AGORA, ALTEMAR DUTRA PARA NOSSA QUERIDA OUVINTE DE SEMPRE, “LEOFRÍGIDA”…
O PROGRAMA FOI PASSANDO E, NO FINAL, O LOCUTOR LEMBROU:
-“NÃO ENCONTRAMOS A MÚSICA PARA O OUVINTE SÉRGIO!
POR ISSO, ELE VAI GANHAR UM PRÊMIO DE CONSOLAÇÃO. PODE PASSAR E RETIRAR AQUI NA RÁDIO, DEPOIS DE QUINTA FEIRA.”
– EU MORRI DE RIR; E MEU TIO JULIANO FOI LÁ BUSCAR O MEU “CONSOLO”.
ERA UM COMPACTO SIMPLES: “PINGO NO SAMBA”, COM LUCY LESSA! A “,MINHA CARA E GOSTO” ! AHH, o@Ayrton Mugnaini Jr. conhece o disco e o autor!!!!
VINGANÇA AO DENTE!
POSTEGEM ORIGINAL 06/04/2023
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GETZ & GILBERTO – VOLUME 1 – VERVE – 1963 STAN GETZ, JOÃO GILBERTO, TOM JOBIM & ASTRUD GILBERTO

A FUSION entre a MPB modernizada pela BOSSA NOVA com o JAZZ, que STAN GETZ representava, nos EUA, viralizou e assolou o mundo feito pandemia.
Não, BOSSA NOVA não é JAZZ; mas SAMBA refinado ao ponto do improviso jazzístico. É LOUNGE sem ser MUZAK; é jovial sem ser barulhenta. A BOSSA NOVA é subgênero espetacular! Veio pra ficar, e permanece.
No Brasil, era música de jovens sofisticados da classe média, principalmente a carioca. Mas quando invadiu os EUA, foi posicionada como POP refinado para consumo de massa.
Que bom para TOM, JOÃO, ASTRUD e aqueles todos que participaram daquela “GLOBALIZAÇÃO DA M.P.B”!
Vamos recordar que a BOSSA NOVA expandiu-se paralela ao surgimento para o sucesso da nova geração do ROCK: BEATLES, ROLLING STONES e outros grupos, como ANIMALS, DAVE CLARK FIVE, etc… Fica bastante claro na TRILHA SONORA rara de um filme para os adolescentes daqueles tempos: “GET YOURSELF A COLLEGE GIRL”. Que além de pôr lado a lado a BOSSA NOVA e o BEAT traz, também, o JIMMY SMITH TRIO, expoente do “SOUL – FUNK – JAZZ” instrumental e dançável. E o repertório escolhido ressalta o lado ensolarado da década de 1960!
Para mais bem localizar o fenômeno, TIO SÉRGIO recorda uma historinha, que foi narrada por RUY CASTRO em “CHEGA DE SAUDADE”, o seu grande livro sobre a BOSSA NOVA.
Vai em minhas palavras:
O LP “GETZ e GILBERTO”, disco seminal na expansão da BOSSA NOVA pelo mundo, lançado no começo dos 1960, virou sucesso internacional contínuo… E deixou tanto STAN, como JOÃO GILBERTO, muito ricos: GETZ adquiriu mansão de 16 quartos nos arredores de NEW YORK. E JOÃO comprou uma COBERTURA na AV. VIEIRA SOUTO, no Rio de Janeiro!
Mas ASTRUD GILBERTO, que no álbum cantou a ‘desconhecida’ GAROTA de IPANEMA, também lançada em SINGLE de sucesso avassalador, recebeu apenas o cachê oficial do Sindicato dos Músicos: $24 dólares!!!!
Tudo muito justo e equânime, como a gente vê. Porém, não chorem por ela! Foi abertura para carreira de sucesso internacional. E a sutil, charmosa e interessante cantora ASTRUD deve ter aproveitado muito.
Quem não tem os CDs de GETZ e os GILBERTOS com o TOM JOBIM será reprovado em música popular!
É obrigatório!
POSTAGEM ORIGINAL: 22/03/2022
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VANILLA FUDGE – WHRE IS MY MIND? – ATCO/ ESOTERIC – BOX SET – 1967/ 1969

Uma ideia genial que precisou apenas de 25 meses para ser consolidada em cinco álbuns de estúdio e um duplo ao vivo!
Trabalho intenso e memorável, com repercussão enorme na História da música popular contemporânea. Muitos🤩🤩 confundirão uma banda que “recriou clássicos e standards ” do POP/ROCK de maneira integralmente original, como uma COVER BAND qualquer. Não é isso.
GEORGE HARRISON carregava o primeiro álbum do VANILLA FUDGE para qualquer festa ou encontro com amigos. Ele achava a versão (recriação?) que fizeram para “ELEANOR RIGBY” obra prima. Eu convido vocês para escutarem, também, “TICKET TO RIDE”, para ficar apenas nos BEATLES!
Eles abriram diversas vezes para um admirador, e foram muito influenciados por ele: JIMI HENDRIX. E KEITH EMERSON, naqueles tempos com THE NICE, e KEITH RELF, dos YARDBIRDS, todos admiravam o VANILLA FUDGE! E observo que MARY WILSON, uma das SUPREMES, adorou a versão de “YOU KEEP ME HANGING ON”, clássico original das moças, na MOTOWN, em 1966.
O criativo tecladista MARK STEIN; o guitarrista VINCE MARTEL, e a magnífica, consagrada e “VERY HEAVY” cozinha do baterista CARMINE APPICE, com o baixista TIM BOGERT, fizeram a gravação em “take único” – que entrou nas paradas quase do mundo inteiro, e reorientou o futuro do ROCK! Ahhh, detalhe fundamental: todos cantavam de maneira proficiente. O que não fica nítido no futuro “BECK, BOGERT & APICCE”, em 1973, porque JEFF BECK nunca soube cantar! E a memória me atiça: saiu no BRASIL, na mesma época, versão imperdível, em italiano, com a ótima I RIBELLI; um decalque explícito do VANILLA FUDGE!
Foi comum batizar grupos musicais com nomes de bichos. Pra começar, THE ANIMALS. E havia os BYRDS, os… BIRDS; depois os SPARROWS, que viraram STEPPENWOLF, e muitos que a cabeça de papel do TIO SÉRGIO se recusa a recordar. Então, os meninos de NEW JERSEY adotaram o nome THE PIDGEONS… ahhh, não vou traduzir…
STEIN estudava piano clássico, mas se ligava no POP. Ganhou um órgão HAMMOND B-3 do pai, e começou a explorar o instrumento. Claro, não como JIMMY SMITH tocava. Mas do jeito que assistira fazer o “italiano” FELIX CAVALIERI, cantor e tecladista dos RASCALS, e grande sucesso naquele momento: um som mais distorcido, encardido, que juntava à sua voz de cantor negro de RHYTHM´N´BLUES, para criar outra simbiose juvenil: o BLUE EYES SOUL!
Para completar a receita, eles gostavam de outra banda emergente daqueles cantos, influenciada pelo “BEAT / R&B, com fermento PSICODÉLICO: THE VAGRANTS. Nos 4 ótimos SINGLES que ouvi atentamente, já havia integração entre órgão e guitarra, soando ao PSICODÉLICO a caminho do PROGRESSIVO. E lá despontava um guitarrista gorducho que virou gordão, muito diferenciado e técnico: LESLEY WEST!
Resumo detalhado, opa: RASCALS + VAGRANTS+STEIN e o resto da banda, resultaram no som do VANILLA FUDGE.
A banda estava integradíssima e tocando suas recriações de hits conhecidos, quando o produtor GEORGE “SHADOW” MORTON, que havia gravado as SHANGRI-LAS, JANES IAN entre vários, os descobriu. E gravou em “TAKE ÚNICO” “YOU KEEP ME HANGING ON”. Nas palavras de ‘CARMINE APPICE”, “foram os 7,30 minutos que mudaram a minha vida”. De fato.
SHADOW levou a gravação para a ATLANTIC RECORDS, e o chefão AHMET ERTGUN adorou e os contratou imediatamente para o selo de vanguarda ATCO. Mas impôs que trocassem o nome para outro mais atualizado. Eles estavam em um clube onde costumavam tocar, quando uma garota de outra banda local veio com “VANILLA FUDGE”: baunilha e chocolate; branco e preto integrados. A música “negra” em comunhão com a “branca”; SOUL+ROCK PESADO + MÚSICA ERUDITA. Um achado! E neste BLEND expandiram o alcance da banda.
Refizeram músicas dos ZOMBIES, SONY & CHER, CURTIS MAYFIELD, COLE PORTER, LEE HAZLEWOOD, DONOVAN. Além de material original. Eles são, também e principalmente, uma banda de ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO. Usam muito bem enxertos de MÚSICA CLÁSSICA em tudo. O resultado é fascinante! Quem não conhecia os originais, achava que as composições eram todas “novas”!
O álbum “THE BEAT GOES ON”, 1968, é um álbum experimental, conceitual e pretencioso: segundo eles, fala sobre a trajetória da música popular por “TRÊS SÉCULOS”, dividido em 4 fases, acomodadas em 12 faixas… Sei lá, confesso que ainda não escutei.
Há muita coisa ainda para eu conferir. Mas gosto bastante das que já conheço.
O VANILLA FUDGE antecede em gravações seus notórios seguidores ou influenciados. O BLUE CHEER, o IRON BUTTERFLY, o STEPPENWOLF e a primeira fase do DEEP PURPLE aconteceram à partir de 1968.
O BOX contém 9 CDS e um livreto simples, informativo e bem escrito, com fotos, etc… Em CDS individuais, estão as duas versões, a MONO e a STEREO, acrescidas de SINGLES, e de algumas faixas bônus. O primeiro álbum, “VANILLA FUDGE”, e o segundo, “THE BEAT GOES ON” – com a capa dupla original -, são ambos de 1967, e saíram nas duas versões. “RENAISSANCE”, 1968; “NEAR THE BEGGINING” e ROCK & ROLL, 1969 ; e os dois volumes ao vivo “LIVE AT FILLMORE WEST”, 1 JANUARY, 1969, são todos gravados em STEREO.
O grupo em sua formação original terminou em 1970. Foram intensos 25 meses. Eles se cruzaram outras vezes. E no início deste século, os quatro voltaram a tocar juntos. Hoje, APPICE, MARTEL e STEIN, e o baixista PETE BREMY continuam levando o VANILLA FUDGE para frente. TIM BOGERT deixou de excursionar em 2010, e faleceu em 2021.
Mesmo sem ter ouvido completamente, TIO SÉRGIO recomenda esse BOX. Os caras foram mais importantes do que se imagina.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/03/2025
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FRANK SINATRA: “SONGS FOR YOUNG LOVERS”, 1953 & “SWING EASY”, 1954. CAPITOL, MONO.

DOIS LPS DE 10 POLEGADAS EM UM CD. ENTRE OS MELHORES QUE FRANK GRAVOU. A VOZ EM FORMA, REPERTÓRIO COM BALADAS MAIS SOFISTICADAS E COMPOSITORES COMO RODGERS & HART; OS GERSHWINS, VAN HAUSER… EM RESUMO: PRIMEIRO TIME ENTRE OS CLÁSSICOS DA MÚSICA POPULAR.
QUANDO SINATRA FEZ O DISCO, HAVIA CHEGADO A UM ACORDO COM A “CAPITOL RECORDS”. IMPÔS À GRAVADORA O QUE SE TORNOU UM ESPERTO PADRÃO PARA A ÉPOCA DOS NASCENTES LONG PLAYS: REPERTÓRIO DIFERENCIADO NOS ÁLBUNS, MAS GRAVAR E LANÇAR SINGLES EM QUANTIDADE PARA SEU PÚBLICO MAIS TRADICIONAL E FIEL. A NASCENTE ERA DO ROCK ABUSOU DO CONCEITO. E DEU CERTO: MASSIFICOU ARTISTAS E TENDÊNCIAS
AS GRAVAÇÕES, AQUI EM MONO, REPETINDO OS DISCOS ORIGINAIS DA ÉPOCA, FORAM BEM TRABALHADAS EM 20 BEATS PARA O LANÇAMENTO EM CDS. APROVEITARAM A BOA CAPTAÇÃO, E FIZERAM REMASTERIZAÇÃO TRANSPARENTE E SEM “DIGITALITE”.
É PARA A TURMA QUE CURTE O POP VINTAGE DO MAIOR CANTOR POPULAR DA HISTÓRIA.
NÃO DEIXE DE CONHECER. PENSANDO MELHOR, PROCURE POR AÍ. COLECIONAR FRANK SINATRA É O “MUST” ENTRE OS MELHORES!
POSTAGEM ORIGINAL 20/03/2020
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BOB DYLAN e JOHN MAYALL´S BLUESBREAKERS: HISTÓRIA SENSACIONAL!!!

Nos dias de hoje, ninguém está infenso de ser visto, fotografado e flagrado, por causa do imenso arsenal “pró fuxicos” à disposição de todos; há celulares, fotografias, câmaras de vigilância e o vasto etc… que nos assegura e, ao mesmo tempo nos expõem perante o mundo.
Em outros tempos, certos fatos ou histórias poderiam passar batidos, se não houvessem testemunhas e, mais importante, comprovação do que aconteceu.
TIO SÉRGIO trouxe para vocês historinha verdadeira, comprovada, envolvendo em tempos pretéritos os dois grandes ícones. Ela é significativa para entender que o somos: mulheres e homens profissionais, ou não; mas gente comum. Todos tiramos melecas do nariz, e nem sempre estamos atentos ao “hipotético, ou potencial”, que pode nos surpreender feito avalanche!
HUGH FLINT, bom baterista que esteve no fundamental “JOHN MAYALL featuring ERIC CLAPTON”, lançado em 1965, contou para a revista RECORD COLLECTOR o seguinte fato:
Em meados de maio de 1965, BOB DYLAN estava na Inglaterra com a “entourage”, acompanhado por ALBERT HAMMOND, seu empresário; e TOM WILSON, um mago engenheiro de som que “criou” o FOLK ROCK eletrificando a FOLK MUSIC.
BOB DYLAN era artista ainda não famoso, mas em ascensão; e assistiu na TV INGLESA a uma performance de JOHN MAYALL´S BLUESBREAKERS, e ficou fascinado! Empresários acertaram que MAYALL e banda acompanhariam DYLAN – o que era muito comum com músicos vindos da América. E marcaram uma gravação conjunta.
Em 12 de maio de 1965, foram para o estúdio. ERIC CLAPTON, recém chegado à banda, era o único que “ouvira falar de DYLAN”. MICK FLEETWOOD, FLINT e MAYALL, não sabiam dele. Todos eram do BLUES, e não do FOLK. Mas, trabalho é trabalho, então… BOB DYLAN entrou no estúdio, apresentou-se, e disse para quem estivesse á juntar-se à “festa” com a sua turma … Havia vinhos de montão…
Muito tempo depois, DYLAN entrou no estúdio, e disse: “Vocês me acompanham”… Sentou-se ao piano e começou a tocar… A banda, nem reagiu… Ele reclamou, “e aí, pessoal”? E foi quando HUGH FLINT observou meio ironicamente, que talvez DYLAN nunca tivesse tocado com um GRUPO; e perguntou em que “tom seria”; pediu contagem ( 1,2,3,… ) para todos entrarem no tempo correto … Tudo óbvio. DYLAN disse que não precisava, que bastava acompanhá-lo…. Tentaram; e foi fracasso total. DYLAN interrompeu a sessão furioso, e abandonou tudo…
Bem, mas foi verdade, TIO SÉRGIO? Foi. HUGH FLINT conseguiu e guardou os “TAPES” da gravação. A ironia se consumou rapidamente: entre 15 de junho e 01 de agosto de 1965, DYLAN gravou o clássico absoluto e seminal “HIGHWAY 61 REVISITED”, onde está “LIKE A ROLLING STONE”, pedra fundamental da modernidade, a música que revolucionou a música popular moderna… DYLAN é PRÊMIO NOBEL DE LITERATURA, jamais esqueçam.
Hoje, todos são fãs de DYLAN, e o “COULSON, McGUINESS & FLINT” lançou, em 1972, um disco todo só com músicas de BOB DYLAN. O MANFRED MANN gravou, na década de 1960, várias composições do bardo, que sempre os considerou a banda que mais bem o representava no POP.
POSTAGEM ORIGINAL: 27/03/2025
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CONGRESSO NACIONAL E A DEMOCRACIA. E ALGUNS DISQUINHOS MUITO LEGAIS!!!!

Cercado e coberto é misto de CIRCO e HOSPÍCIO. Se colocado sobre rodas vira CAMBURÃO, e leva a grande maioria dos habitantes direto pra delegacia.
E boa parte ficaria por lá mesmo…
Falar mal dos políticos é ESPORTE RADICAL em qualquer país. A torcida os vaia, porque eles fazem por merecer. E a gente nunca erra quando os coloca sob suspeitas. Eles aprontam demais! É só observar…
Mas o que se há de fazer?
Sem eles a DEMOCRACIA não aflora. E a política bruta estupra a maioria de nós, em vez de…uma suave e sedutora defloração… ( Vai dizer bobagem assim lá no sambódromo, TIO SÉRGIO!)
Porém, o CONGRESSO é o ESPELHO da DEMOCRACIA e da BRASILIDADE. Não duvide, é fato comprovado. Lá convivem santos e decaídos; prostitutas e padres; boçais e intelectuais; burros e casmurros; os ideológicos, os lógicos e os antológicos… E todos misturados a parlamentares que são “verdadeiros” pâncreas, rins, fígados e estômagos…, de tão FISIOLÓGICOS… Aliás, a maioria… E lá se ouvem gritos, suspiros e ssssussurros; e as falas dos mentirosos, dos falaciosos, dos justos e dos brutais…
É LUGAR DE GENTE LIVRE COMO UM PÁSSARO, SEM RUMO FEITO PARDAL e IRRESPONSÁVEL COMO… UM DEPUTADO FEDERAL! OOOPA!!!!!!!!!! E, assim, onde passa um boi, passa a boiada… ou a gente monta uma churrascaria. Fiquemos, pois, com o CONGRESSO.
O tipo humano que você não encontra nesse CONDOMÍNIO PECULIAR – nem procurando com telescópio ou microscópio – é o INGÊNUO. Desses o céu e o inferno estão cheios! No CONGRESSO NACIONAL os síndicos barram na porta. E eles não resistem a um mandato e nem à próxima eleição… É uma das regras do jogo, e do CONDOMÍNIO…
A perfeição prática da DEMOCRACIA é admitir a imperfeição constatável em cada cidadão, e das próprias INSTITUIÇÕES. Portanto, Ela é a salvação; sempre. O segredo nós tentamos aprender, mas adianta pouco: é não ter ilusões; e tomar conta dessa boiada marota.
Ainda assim, é melhor garantir os direitos e obrigações cidadãs, em vez de lutar por SALVADOR DA PÁTRIA, ou por uma PUTINIZAÇÃO, BOLSONARIZAÇÃO, ou até pior: TRUMPIZAÇÃO, autoritarismos “pseudo-salvadores” do momento…
Como vai, vai ruim. Mas sem democracia e seu representante maior, o CONGRESSO, pode ter certeza de que vai piorar.
Mas TIO SÉRGIO, WHAT FUCKING PORRA IT´S THIS? Você escreve sobre o CONGRESSO NACIONAL, e enche a foto com discos legais?
É isso mesmo, sobrinhos! Quando eu falo sobre vida e política, trago ao ao ao; ou au, au, au? proscênio um aluvião de discórdias. Sou acossado “OVER, UNDER, SIDEWAYS, DOWN”, lembrando a música sensacional dos YARDBIRDS, com JEFF BECK na GUITARRA… E quando posto sobre música chego a ter quase unanimidade pelaí…
Então, espertinho e populista como também sei ser, lembrei de ADONIRAN BARBOSA e ponhei acá uns CDS que andam rodopiando na estante feito bolinha na roleta do cassino…
Não ouvi direito nenhum deles, acho… Quem sabe algum dia eu escreva sobre os mais interessantes.
POSTAGEM ORIGINAL 01/03/2025
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Luciano Douglas R. S. Silva, Davidson Senomar e outras 4 pessoas

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Davidson Senomar

“Bem por ae” (É isso, ae, como diz esse povo exuberante da extraordinária “Sampa”), Serjão.
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Ayrton Mugnaini Jr.

“Chat GPT, escreve um texto imitando Sérgio de Moraes.”
Autor

Sérgio de Moraes

É possível. Por mais que eu tente preservar minha individualidade . E estilo também…🤣

GARY BROOKER, BANDLEADER, E A FORMIDÁVEL SAGA DO PROCOL HARUM

Escrever sobre a convivência de 54 anos é, ao mesmo tempo uma honra, e a visão da minha própria finitude.
A partida recente de GARY BROOKER, em 19 de fevereiro de 2022, me faz pensar nisso. A cada morte de alguém significativo eu acelero o caminhar em direção ao inevitável…
Não gosto de pieguices. E muito menos dos sentimentos mal definidos aflorados – e que sempre assolam.
Procuro o tempo inteiro tornar as impressões inteligíveis. Mas, não abro mão de viajar por mim mesmo durante a confecção do texto.
Então, vou ziguezaguear em busca da memória de emoções soterradas. Nunca é apenas a história que me interessa. Mas, como a vivi – e ainda vivo! E, parafraseando a turma dos anos 1970, o texto que saiu é um MORRETÃO, de tão longo; e a minha sentida homenagem à companhia que ele me fez e ainda fará.
A DESCOBERTA E O MITO
Lá por setembro de 1967 – acho ou invento – ouvi falar do PROCOL HARUM pela primeira vez.
Eu era “office boy” na diretoria de um banco que não existe mais há décadas, o NOVO MUNDO. E a secretária de um figurão passou uma lista de discos, o lugar onde comprar, e uma grana rombuda – ao menos para mim…
Recomendou tomar cuidado, conferir o troco e trazer a nota fiscal.
Missão dada, missão cumprida.
A loja eu não lembro mais o nome. Era de esquina; grande, tradicional, e durou talvez até o meio da década de 1990. Ficava na Rua Direita, próxima à Praça da SE’ , no centro de São Paulo.
Os discos? Eu recordo de LPs de três artistas: THE MAMAS & THE PAPAS; FRANK SINATRA e MATT MONRO;
E, também, o inesquecível compacto do PROCOL HARUM, “A WHITER SHADE OF PALE”. Estava tocando, quando cheguei. Era hit estourado! Achei bonito, diferente.
A conjunção astral da “poesia” de KEITH REID, letrista exclusivo da banda, com a música de GARY BROOKER e MATHEW FISHER, resultou em canção de amor em versos sujeitos a várias interpretações; mais climas e sugestões misturados a um certo mistério tipicamente inglês.
A parte instrumental foi baseada em “AIR ON THE G STRING”, de BACH, com destaque absoluto e indissociável para o ÓRGÃO HAMMOND de FISHER, e o vocal BLUESY de GARY BROOKER.
E consolidou-se um fenômeno que ultrapassou a seguinte história contada por PETER BROWN, quando entregou a letra de “SUNSHINE OF YOUR LOVE” – a canção símbolo do CREAM – para JACK BRUCE compor a música.
PETE fez o seguinte comentário: “Cara, esta vai pagar o aluguel da gente para o resto da vida”!
Pagou e ainda paga!
Agora, imaginem “A WHITER SHADE OF PALE”, peça sofisticada em plena transição entre o ROCK PSICODÉLICO e o PROGRESSIVO, e totalmente inserida no clima “hippie” daqueles tempos, com trajetória histórica e muito mais popular????
A canção tomou dinâmica própria, e tornou-se fenômeno cultural de proporções avassaladoras: acima de dez milhões de SINGLES vendidos; mais de mil regravações; milhões de discos vendidos, em vários formatos e épocas!
E, glória suprema: é a canção mais executada em todos os tempos no REINO UNIDO!
Com “BOHEMIAN RAPSODY”, do QUEEN, ambas foram eleitas os melhores SINGLES da história por aqueles recantos!!!!
A HISTÓRIA E O RITO
O PROCOL foi sucessor modificado dos PARAMOUNTS, que gravou e atuou entre 1963 e 1965. Era uma “BEAT BAND” inglesa na linha do R&B de grupos como ROLLING STONES, MANFRED MANN, ARTWOODS e tantos e vários. Tiveram pouco sucesso, mas eram bem legais!
O PROCOL HARUM foi estruturado sobre o núcleo voz, piano, órgão, guitarra; e, claro, imprescindíveis baixo e percussão.
O diferencial da banda sempre foi a integração conseguida com magistral competência pelo uso de orquestra e coro. O PROCOL HARUM esteve entre as poucas bandas que fizeram a transição do BEAT ROCK à PSICODELIA, como THE ZOMBIES e os HOLLIES; e, daí para o ROCK PROGRESSIVO, tais quais os MOODY BLUES e o MANFRED MANN (EARTH BAND).
A figura principal, o líder, era GARY BROOKER; bom pianista e arranjador, além de belíssimo e versátil cantor de R&B, SOUL, e BLUES, cujo timbre vocal lembrava RAY CHARLES, seu ídolo supremo.
BROOKER sempre deu o colorido suis-generis e notável às várias formações do PROCOL, onde imprimiu a sua personalidade marcante por tudo o que fizeram, inclusive um pouco de FOLK. Ele e banda desaguaram principalmente no ROCK PROGRESSIVO em suas variadas formas.
Mas, não pensem que era uma banda do “AMOR, O SORRISO E A FLOR”. Ao contrário: a música é lúgubre e pesada. A sonoridade em geral tende ao grave, e ao sujo. O órgão de MATHEW FISHER, ou sucessores, lembra JON LORD, no DEEP PURPLE; distorcido, “sério”.
E a guitarra de ROBIN TROWER até hoje, mais de meio século após ter saído da banda, mantém “aquele som” algo solene e “discreto”; e sem humor…
Para ter uma ideia, o biógrafo da banda disse que MATHEW FISHER saiu porque não aguentava mais letras sobre morte, caixões, naufrágios e desgraças em geral!
O PROCOL HARUM ideologicamente estava longe do FLOWER POWER. Entre 1967 e 1973 chegou à fase áurea. Gravaram 7 LONG PLAYS magníficos: PROCOL HARUM, 1967; SHINE ON BRIGHTLY e A SALTY DOG, 1968; HOME, 1970; IN CONCERT WITH EDMONTON SYMPHONY ORCHESTRA, 1971; BROKEN BARRICADES, 1971; e GRAND HOTEL, 1973.
Durante a saga tiveram de enfrentar concorrência em nível do FOCUS, THE NICE; EMERSON, LAKE & PALMER; KING CRIMSON, JETHRO TULL, RENAISSANCE, YES, GENESIS, os MOODY BLUES, e diversos que souberam muito bem o que fazer com a inspiração da música clássica – e além dela. Era mundo e tempo de gigantes!
O excelente guitarrista ROBIN TROWER que, aos poucos, vinha assumindo maior protagonismo, saiu para bem sucedida carreira solo, em 1971. E permanece firme e relevante! E lúgubre!
O RITO, A SAGA E O DECLÍNIO
O PROCOL HARUM perseguiu a fusão entre o melhor da base legada pela BLACK MUSIC, principalmente o vocal de BROOKER, e as diversas possibilidades do ROCK PROGRESSIVO. Era mais SINFÔNICO do que EXPERIMENTAL.
Em seus discos havia “MINI SINFONIAS”, como “For Liquorice Joe”, “Conquistador”, “Quite Rightly So”, “Fires”, “A Salty Dog”, “Wreck of the Hasperus”, “Whaling Stories”, “Shine on Brightly”, “Broken Barricades”, “The Worm & the Tree”, etc….
Inclusive “HOMBURG”, o SINGLE que sucedeu ” A WHITER SHADE O PALE…”, em 1967. Música belíssima, e ainda mais densa e interessante. A letra espetacular descreve o fim de um caso amoroso, abandono e a depressão!
É a minha predileta em toda a discografia!
O pessoal do QUEEN e do WHO eram fãs do PROCOL HARUM!
GARY BROOKER conta que BRIAN MAY lhe explicou que na estrutura de “BOHEMIAN RAPSODY”, o QUEEN comprimiu várias ideias para caberem em 6/7 minutos de gravação”; bem ao estilo do PROCOL HARUM. E que a ideia do grande hit do QUEEN foi inspirada em WHALING STORIES, do álbum HOME, 1970, quarto LP do PROCOL.
PETER TOWNSHEND falou coisa semelhante sobre “TOMMY”. Não a ideia de uma ÓPERA ROCK, ou melhor, ÁLBUM CONCEITUAL. Mas, que a estrutura geral foi baseada em “IN HELD TWAS IN I”, faixa longa e PROGRESSIVA do LP SHINE ON BRIGHTLY, de 1968, o segundo e, para mim, o melhor LP da banda.
Ouvindo com atenção, é perfeitamente perceptível. Não são plágios ou cópias, mas a forma criada para o desenvolvimento de cada projeto, e os diversos elementos em comum.
Coisa típica de quem estudou o que existia e se inspirou. É comum nas artes; e recorrente na vida.
O PROCOL continuou fazendo bons discos, mas sem a criatividade anterior. EXOTIC BIRDS AND FRUIT, 1974; E um retorno ao PROGRESSIVO “modernoso”, “ma no troppo”, incluindo sintetizadores em SOMETHING MAGIC, lançado em 1977.
Houve uma quase exceção ao estilo em PROCOL’S NINTH, 1975, um passo em direção clara ao R&B, com a produção dos consagrados JERRY LIEBER & MIKE STOLLER, grandes “fazedores” de hits na BLACK MUSIC.
Não é de estranhar. Em meados da década de 1970, tanto SANTANA quanto BOB MARLEY faziam sucesso e influenciavam cabeças e paixões. Tudo se intercomunica, se a gente prestar devidas atenções….
A revista RECORD COLLECTOR perguntou a GARY BROOKER, em junho de 2009, qual o melhor show que ele havia assistido na vida?
Resposta na lata: BOB MARLEY & THE WAILERS, AT LONDON HAMMERSMITH ODEON!
TIO SÉRGIO explica: o REGGAE é música negra de base. É o R&B em fusão como o “jingado” latino!
Então, nesse nono LONG PLAY estão PANDORA BOX, uma “GUAJIRA” cubana algo… hum… “PROG”; e uma versão matadora BEAT/R&B de “EIGHT DAYS A WEEK”, single clássico dos Beatles. Entre outras músicas todas tendendo ao R&B e SOUL.
Ora, no vocal há GARY BROOKER, um BLACK SINGER de primeira linha!
GARY BROOKER colocou o PROCOL HARUM em “stand by”, em 1978. E saiu para carreira solo, e diversas contribuições em discos de outros artistas: esteve com GEORGE HARRISON, THE HOLLIES, KATE BUSH, ALLAN PARSONS, etc.., e principalmente, ERIC CLAPTON, de quem era amigo íntimo de fazer pescarias juntos. GARY salvou CLAPTON da morte por consumo de drogas. É verdade!
BROKER gravou 3 discos solo em estúdio: “NO MORE FEAR OF FLYING”, 1979; “LEAD ME TO THE WATER”, 1982; e “ECHOES IN THE NIGHT”. Todos, claro, pescando na fonte do R&B, mas cozinhados na “modernidade”. Há, também, um disco ao vivo raro, em edição limitada e já esgotada.
Em 1991, o PROCOL HARUM retomou a carreira com THE PRODIGAL STRANGERS; Em 2003, saiu THE WELL´S ON FIRE; e o último, NOVUS, foi lançado em 2017. Como sempre, bons e coerentes com a história da banda. E, seguindo talvez um “auto conselho”, vieram à luz espaçados no tempo para ver no que dava…
SHOWS AO VIVO E RESURREIÇÃO
Sempre foi no palco que o PROCOL HARUM comprovou a excelência. Algo não muito comum na seara do ROCK PROGRESSIVO, mais dado a pesquisas, complexidades e até frescuras.
A banda fez shows espetaculares!
BROOKER foi profissional exigente e grande BANDLEADER. Sabia fazer a banda render o máximo, e destacar a beleza musical contida em cada obra. Está evidente em quaisquer dos shows, sempre variados, densos e instigantes. Há muitos disponíveis em vários formatos.
O primeiro disco ao vivo, e quinto LP do grupo, existe apenas em VINIL E CDs. “IN CONCERT WITH THE EDMONTON SYMPHONY ORCHESTRA”, gravado no CANADÁ, 1971, é sensacional para dizer o mínimo!
A qualidade da captação, mixagem e produção é em estado da arte. A integração total da banda com a orquestra e o coro é um primor técnico e artístico! GARY BROOKER, como sempre, está em excelente forma. E detalhe curioso: o vocal estava mais adequado ao ROCK PROGRESSIVO, por assim dizer…soa menos BLUESY.
Os dois DVDS da foto são MONUMENTAIS: a modernidade lavrada para o eterno.
Em “LIVE AT THE UNION CHAPEL”, 2004, é a banda “pura”, sem acompanhamento de orquestra. Música popular em estado da arte. Viva e pulsante. Eles conseguem sair de um ROCK PROGRESSIVO, “SHINE ON BRIGHTLY”, para uma deliciosa e dançável GUAJIRA CUBANA, em “PANDORA BOX “, com refrescante naturalidade!
No decorrer do DVD, o repertório PROGRESSIVO vai desfilando magistralmente; e há sessão de BLUES e ROCK de todos os tipos. Tudo realizado em alto nível técnico e artístico. O guitarrista GEOFF WHITEHORN, BROOKER, FISHER e o restante da banda dão show!
Em outro DVD, a banda vem acompanhada por ORQUESTRA SINFÔNICA E CORO, em concerto nos jardins de um CASTELO NA DINAMARCA.
“IN CONCERT WITH THE DANISH NATIONAL ORCHESTRA & CHOIR”, foi gravado em 2009. É de beleza plástica e musical, comprovando a histórica compatibilidade à proposta artística da banda conseguida ao longo de quase 50 anos.
A música do PROCOL HARUM é densa, pesada, e suporta arranjos orquestrais. Mas, não tem profundidade para transcender o ROCK. Tudo fica evidente em um projeto curioso, lançado em 1995, pela gravadora BMG:
“SYMPHONIC MUSIC OF PROCOL HARUM”, traz a formação da época: BROOKER; GEOFF WHITEHORN, guitarra; DAVE BRONZE, baixo; MARK BRZEZICKI, bateria. Estão Juntos com orquestra regida por NICHOLAS DODD, e pelo velho conhecido da turma do ROCK PROGRESSIVO, o tecladista e maestro DARRYL WAY.
Há convidados ilustres, como o grande flautista JAMES GALWAY; os guitarristas ANDY FAIRWEATHER-LOW e ROBIN TROWER.
E, curiosamente, TOM JONES canta SIMPLE SISTER, música pesada e algo tétrica que fala sobre “tosse comprida”, um flagelo sanitário na metade do século XX. Ficou bom? Talvez…
MEMÓRIA E CULTO
GARY BROOKER recebeu o título de “SIR”. Em 2003 foi indicado para o “ORDER OF BRITISH EMPIRE”, como ELTON JOHN, PAUL McCARTNEY, JIMMY PAGE, JEFF BECK. Vários artistas também já receberam.
Perguntaram a GARY onde esperava estar quando se aposentasse?
Ele respondeu: “em algum lugar quente, com a minha mulher”.
GARY conheceu a suíça FRANÇOISE RIEDO, a FRANKIE, em 1965. E se casaram, em 1968. Não fizeram filhos. E, permaneceram juntos até a morte dele.
Ele saiu do palco para o nosso eterno pesar e memória.
GARY BROOKER.
POSTAGEM ORIGINAL: 27/02/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

JANIS JOPLIN : A PRIMEIRA GRANDE ESTRELA DO ROCK MODERNO – BOX OF PEARLS – COLUMBIA – 2005

A moça explodiu sobre o ROCK, no final dos anos 1960, feito míssil de múltiplas ogivas!
Espalhou música, iconoclastia, comportamento auto-destrutivo e criatividade, num cenário onde a concorrência era enorme e tão fulgurante quanto ela!
Foi da mesma geração e atuou ao mesmo tempo que LENNON e McCARTNEY, JAGGER e RICHARDS; viu os nascentes HEAVY METAL e HARD ROCK; o RHYTHM’N BLUES e a SOUL MUSIC; transitou da PSICODELIA para a mais avançada FUSION BLUES/POP com pontinhas do repertório do JAZZ atemporal. Esteve onde estavam JIM MORRISON, BRIAN JONES e HENDRIX. Viveu e morreu como eles.
“Who’s That Girl?” certamente se perguntaria MADONNA. Sua voz extensa, potente e rouca (Louca?). Sexy e selvagem; interpretação de jaguatirica no cio, e vigor de 20 e poucos anos em tempos de liberação e libertinagem. Cada ogiva um alvo certeiro. Em menos de cinco anos de carreira, JANIS JOPLIN entrou eternamente para para a História da música popular.
Ela gravou pouco e discos de qualidade um tanto desigual. Seu segundo disco, CHEAP THRILLS, 1968, vendeu no lançamento 1 milhão de cópias. Se o JEFFERSON AIRPLANE fundia o FOLK à PSICODELIA; o BIG BROTHER AND THE HOLDING COMPANY fazia o mesmo com o BLUES. Você não verá uma interpretação de SUMMERTIME tão explícita, vigorosa e destruidora como a que está nesse disco! E nem falo de “PIECE OF MY HEART ou “BALL AND CHAIN” . Não precisa…
Em 1969 saiu em carreira solo, montou a KOSMIC BLUES BAND. Irrepreensível, coesa e criativa com o guitarrista Sam Andrews, ex-BIG BROTHER; o espetacular baixista Brad Campbell; mais sopros e cozinha. Saíram em turnê e passaram pelo OLIMPIA de PARIS; encerraram com show inesquecível em LONDRES, no ROYAL ALBERT HALL lotado. Os BEATLES E STONES na plateia!
Voltando para os EUA, gravou o seu melhor disco, …KOSMIC BLUES…, a banda voando e amalgamando ROCK PSICODÉLICO, R&B, BLUES, SOUL e o que mais quiserem. Foi o ápice da performance em disco clássico, imprescindível e cult – tudo junto ao mesmo tempo para sempre. Antonio Molitor você não escutará um “To Love Somebody”, dos BEE GEES, em versão tão bluesy e sensacional como esta!
Se JANIS tivesse continuado provavelmente ROBERT PLANT e ROD STEWART teriam sido “menores”. E talvez tivéssemos mais garotas no ROCK.
JANIS JOPLIN foi a primeira ROCK-STAR do ROCK MODERNO.
POSTAGEM ORIGINAL: 22/02/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.