JANIS SIEGEL – A CULTIVADORA DE PÉROLAS

Ela é parte do excelente JAZZY/POP sofisticado e talentoso grupo vocal americano MANHATAN TRANSFER.
Quatro cantores capazes de elevar em nível máximo COLE PORTER, JONI MITCHELL, DJAVAN, SLY & THE FAMILY STONE, TOM JOBIM, e tantos outros: sabem cantar tudo!
JANIS tem carreira solo tão virtuosa e versátil quanto em grupo. Vai muito bem com trios, quartetos e outras formações. E ajusta em estado da arte sua voz expressiva e controlada, bela e quente, ao piano de FREDDIE HERSCH.
Aliás, tenham o prazer em conhecê-lo. FREDDIE é músico e artista de altíssima qualidade. Arranjador de bom gosto, capaz de realçar repertórios extensos e inusitados, dando-lhes a tintura jazzística adequada e imprescindível aos que procuram seu talento e competências.
Os discos aqui postados são todos recomendáveis. Relaxantes sem serem vulgares; e melodiosos sem pieguices. São gravações em alto nível artístico e técnico – seguramente!
O meu predileto é “SLOW HOT WIND”, de 1989, em que SIEGEL & HERSCH iluminam compositores modernos como JAMES TAYLOR, JULIA FORDHAN, JUDY COLLINS outros vários. Escolheram músicas e repertório pouco usuais. E muito interessantes. TIO SÉRGIO garante.
Um instigante bálsamo para esses tempos vorazes e doentios. Descubram e curtam! Valem a pena!
POSTAGEM ORIGINAL: 29/05/2021
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HORACE SILVER , ENTRE O BE-BOP E O HARD BOP, ENXARCADO POR FUNK E BLUES

Estão aqui talvez uns 30% do que HORACE TAVARES DA SILVA produziu. Não se percam por este nome. Ele era americano, nasceu em 1928,e morreu em 2014. Seu pai era de CABO VERDE.
JOHN MAYALL em uma de suas passagens pelo Brasil, comentou que cruzou com HARACE SILVER nos bastidores do festival que participaram. Eram velhos conhecidos. E, claro, o BLUES os aproximava.
SILVER passou 28 anos na BLUE NOTE RECORDS . Muito tempo para um jazzista de sua geração. E muitos o consideram compositor melhor do que pianista.
Sei, lá. É notório seu capricho no lado melódico, daí ter composto uma série de STANDARDS, “DOODLING”, OPUS THE FUNK e PEACE, entre vários.
HORACE SILVER influenciou pianistas como RAMSEY LEWIS e LES McCANN, notórios cultores de ritmos e coisas mais funkeadas. Mas, também vanguardistas como CECIL TAYLOR.
Gosto dele; o lado BLUESY meio festeiro, tingido por algo meio DARK e GOSPEL e um toque seco, o tornam muito agradável e divertido.
Aqui está uma seleção bem substancial de discos do mestre. Esse box 12 CLASSIC ALBUMS 1953/1962, cerca bem a franga no terreiro, e é barato: uns R$ 140,00 MANDACARUS, na POPS DISCOS.
Mas, escutem antes de comprar.
Eu vou continuar comprando.
POSTAGEM ORIGINAL: 23/05/2023
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KRAUT ! – COLEÇÃO ESPETACULAR E IMPRESCINDÍVEL DO ROCK PROGRESSIVO FEITO NA ALEMANHA

Comprei os BOXES no espaço de uns 4 meses, porque bastante caros! Preços muito mais altos do que a média, por causa do excepcional trabalho para a sua realização.
A BEAR FAMILY RECORDS é a mais perfeita pesquisadora, preservadora e editora de quaisquer coisas relevantes do passado musical gravado. Não tem pra ninguém: não há produtos mais perfeitos, amplos, relevantes e bem feitos na indústria discográfica mundial. Obras de arte, sempre!
Os quatro BOXES, cada um com 2 CDS, foram baseados nas regiões geográficas da antiga “ALEMANHA OCIDENTAL”. E trazem livretos excepcionais com fotos, históricos, etc… em qualidade gráfica suprema. Mas pecam por um absurdo: o TEXTO É EM ALEMÃO. E ler “ozalemão” vamos combinar que não dá! Cadê a tradução para o inglês, PÔ!
Mesmo assim, as biografias completas de cada uma das 87 bandas e artistas que aparecem nas coletâneas, são diagramadas de forma que se ter acesso direto ao nome dos integrantes, e a fotos espetaculares de tudo o que gravaram. Ou seja, permite uma comunicação visual direta e imediatamente compreensível.
Os artistas escolhidos são incontestáveis. Mas, incompleto: não há nada dos 3 principais e mais famosos representantes do KRAUTROCK: KRAFTWERK, CAN e AMON DUULL- 2. Questões contratuais, essas coisas, impediram…
Fazem falta? Certamente; porém são bandas e discos de fácil acesso internacional, e a opção adotada é plenamente supletiva e vitoriosa.
Entre as 87 faixas, todas remasterizadas, há várias com mais de 6 minutos. Estão aí 24 de bandas muito conhecidas, como TANGERINE DREAM, EMBRYO, GURU-GURU, PASSPORT, TRIUNVIRAT, LUCIFER FRIENDS, NOVALIS, BIRTH CONTROL, JANE, FRUMPY, ELOY, NEKTAR e KHARTAGO. Não vou citar todos.
As restantes 63 músicas são igualmente representativas, relevantes, e fazem uma cartografia do KRAUTROCK inédita, abrangente e integradora. Por enquanto, não escutei a tudo. Vou fazê-lo aos poucos. É audição difícil, truncada; é “alemão e racionalista” demais para um velhinho já não tão da pesada, feito eu…
A BEAR FAMILY lançou mais dois “BOXES” DUPLOS, com os grupos e artistas da EX-ALEMANHA ORIENTAL! Portanto, mapeamento concluído! CHUCRUTE para todo lado…
É preciso relembrar a espetacular e ainda subestimada participação de BRIAN ENO na consolidação da vertente. Ele tangencia a tudo isto, mas é inglês, portanto…
A concepção de ENO na FASE BERLIM de DAVID BOWIE, 1977/1980; audível nos LPs: LOW, HEROES, LODGER, STATION TO STATION, STAGE – é enunciadora dos novos tempos. Ou alguém ainda duvida que a MÚSICA DE BASE ELETRÔNICA domina progressiva e inexoravelmente, o cenário musical dos últimos quase 50 anos?
Ahnnn, hoje o CONCEITO DE KRAUTROCK é mais abrangente. Então, “aproveito o ensejo” para também recomendar o BEAT e o ROCK PSICODELICO ALEMÃO.
Ouçam THE BOOTS, e principalmente THE LORDS – PSICODELIA de alto nível, mais para o estilo INGLÊS do que para o AMERICANO.
A coleção KRAUT! é matéria para MESTRADO em ROCK ´n´ ROLL. E quem não buscar acesso não ganha o título de “MESTRE”.
Vá atrás. É imprescindível!
POSTAGEM ORIGINAL: 27/05/2021
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BILLY COBHAM – CINCO PRIMEIROS DISCOS SOLO, GRAVADOS ENTRE 1973 E 1975 – ORIGINAL ALBUM SERIES

Estou entre os que não gostam muito de bateristas e percussionistas como líderes de grupos.
Não há razão objetiva; e não é de meu feitio alegar platitudes do tipo “gostos e cores não se discutem”. Porque é falso: cores existem em relação às outras; e não são tão específicas, porque há incontáveis matizes, e vasto etc… Como escolher?
E os gostos são preferências ainda mais difíceis de pontuar, já que tudo tem uma base e mil possibilidades.
Eu simplesmente não aprecio bateristas como líderes de bandas. E talvez por preconceito. Já que alguém em nível dele tem de ser reconhecido entre os melhores. E bateristas e percussionistas são essenciais na música popular moderna.
COBHAM nasceu no PANAMÁ e esteve com muita gente. É baterista preciso, cheio de recursos, e muito requisitado. Tocou, na década de 1970, em discos de MILES DAVIS. Participou da MAHAVISHNU ORCHESTRA, de JOHN McLAUGHLIN, uma das principais implementadoras da FUSION.
Os cinco discos neste pequeno BOX deram poder de fogo para BILLY. O primeiro deles, SPECTRUM, é considerado clássico no gênero, e é o mais “ROCKER” entre todos. Estão lá o guitarrista TOMMY BOLIN, depois no DEEP PURPLE; o excelente baixista LELAND SKLAR, rodado ad-infinitum na música, principalmente no FOLK e no POP; e JAN HAMMER, nos teclados. Claro, vocês os conhecem!
Na sequência, os discos foram se definindo cada vez mais na FUSION, mas com “sotaques” do FREE JAZZ, e o colorido enorme da palheta musical norte americana. Muito bons!
Estão presentes em sua discografia músicos em nível dos irmãos BRECKER: MICHAEL e RANDY, nos sopros. E guitarristas como de JOHN ABERCROMBIE e JOHN SCOFIELD, entre os melhores dos últimos quarenta e tantos anos. Sem falar nos demais músicos. Afinal, craque procura craque…
Para resumir, se você gostar de FUSION, e esse BOX aparecer em sua frente a preço baixo, não perca.
É isso. Eu e muita gente se diverte bastante bastante com o BILLY COBHAM!
POSTAGEM ORIGINAL: 07/05/2023:
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JOHN PIZZARELLI: A ARTE DE SER COOL USANDO VOZ PEQUENA.

Eu gosto muito do cara!
E não só eu; o mundo e PAUL McCARTNEY, também. Ele tocou guitarra no disco do EX-BEATLE gravado em 2012, “Kisses in the Botton”. Em troca, PAUL o instigou a gravar um repertório de músicas dele no estilo JAZZ digamos…pizzarelliano. E deu em “MIDNIGHT McCARTNEY”; um hit internacional.
JOHN PIZZARELLI é ótimo guitarrista, capaz de emular WES MONTGOMERY e DJANGO REINHARDT; dar vida nova aos BEATLES; gravar TOM WAITS, JONI MITCHEL, NEIL YOUNG, BRIAN WILSON, além de um monte de autores novos.
Sua voz pequena e bem postada, herdeira de estilistas como CHET BAKER e JOÃO GILBERTO, casa suavemente com imenso repertório.
Ele não é um mestre da interpretação. Mas, vai do POP ao JAZZ. E sua versatilidade disciplinada, estudada, e ao mesmo tempo COOL e relaxada, traz achados sobre quaisquer autores que escolha gravar. Ele não tem discos ruins. Todos são prazerosos e tecnicamente muito bem gravados.
Recentemente, PIZZARELLI revisitou o fundamental disco de FRANK SINATRA e TOM JOBIM. Não escutei; mas as críticas foram boas. Tá na lista, e um dia vai aparecer em casa…
Vários músicos jovens, como ele, perceberam ser preciso ir além dos clássicos. E PIZZARELLI não se limitou a fazer eternamente o AMERICAN SONG BOOK tradicional. Muito bem comparando, a tocar os eternos e geniais CHICOS e JOBIMS do cancioneiro americano. Mesmo assim, sempre dá nova perspectiva à grande canção americana com arranjos que tangenciam a tradição, mas sempre modernos e de excelente gosto.
Na imensa discografia de PIZZARELLI não faltam COLE PORTER, GERSHWIN, JOHNNY MERCER e muita MÚSICA BRASILEIRA. Aliás, há discos dedicados somente a ela. E, complementando, JOHN PIZZARELLI cai bem em quaisquer festas e reuniões. Seus discos são dançáveis, cheios de balanço. E ele é COOL, POP e MODERNO.
Aqui, alguns entre os quase 40 álbuns que já gravou. Inclusive o icônico com as músicas dos BEATLES. Tudo muito bem e muito bom. De vez em quando PIZZARELLI passa por aqui no Brasil e América Latina, e a turma vai assisti- lo.
JOHN PIZZARELLI, é filho do grande músico, BUCK PIZZARELLI. Ele cresceu rodeado da fina flor do JAZZ , e ilimitada adjacência. JOHN é rapaz de bem, trabalhador incansável, e vem construindo obra relevante, que muita gente ainda vai gostar. Ele é um futuro “clássico” para outras gerações.
Não perca; “se perca’ nos discos que ele gravou!
POSTAGEM ORIGINAL 23/05/2023
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KING CRIMSON: HEROES – EP AO VIVO, e OUTROS GATOS PINGADOS NA DISCOTECA

Pois, é; TIO SÉRGIO É FUCEIRO – como quase todo mundo por aqui. Para discos, música, livros, essas coisas…, eu me comporto feito um GATO que “SUPERVISIONOU” o churrasco que assei no quintal, uns 30 anos atrás: dei mole e o bichano queimou a pata na grelha tentando pegar um peixe… E, mais rápido do que a língua da GLEISI HOFFMANN, o felino escalou o muro e foi comer na casa do vizinho…
O TIO prospecta na internet e consegue achar coisas muito legais; às vezes a preços abaixo da linha da ganância. Parte do aqui postado é assim. De vez em quando, agindo feito aquele gato, eu me estrepo por causa do risco que “arrisco”. Aí estão alguns discos que ainda não ouvi direito, misturados a velhos conhecidos em novas edições.
Começo por gratíssima surpresa que chegou por $ 8,00, com tudo incluído. Acima, e o primeiro à direita, está O EP. “HEROES”, do KING CRIMSON. Cinco faixas ao vivo, adequadamente gravadas em BERLIM, VIENA e PARIS durante a turnê de 2016. Pra variar, MEL COLLINS, GAVIN HARRISON, TONY LEVIN, PAT MASTELLOTO e FRIPP estão em plena forma criativa.
Quatro músicas são cantadas pelo guitarrista JAKKO JAKYZIK, de voz clara que ressoa a GREG LAKE: “EASY MONEY”, “STARLESS” e duas versões deliciosas do clássico HEROES, em arranjo muito próximo do original, onde ROBERT FRIPP e sua guitarra despontaram e pespontaram à época. A gravação comemorava 40 anos, e sua inclusão foi homenagem ao BOWIE, que falecera em 10 de janeiro de 2016.
Agora, os gatos pingados:
1) THE ARTWOODS, “LIVE AT KLOOKS KLEEK”. É show abaixo da linha da pobreza artística, gravado em 1965. Se a carrocinha passar em frente ao prédio, é capaz de me carregar para um centro de controle de zoonoses! Estou indignado e enraivecido! A performance deles está anos – luz aquém da excelente banda que nos legou “ART GALERY”, em 1964; um clássico da era BEAT! O LIVE custou muito caro e não vale o quê o gato excretou depois de papar o peixe….
2) MIKE SMITH, “IT´S ONLY ROCK ´N´ ROLL”, 1990. “Pout pourri” de clássicos do ROCK AND ROLL feito pelo vocalista do DAVE CLARK FIVE – entre os melhores “crooners” de seu tempo -, com pegada mesclando BEAT e R&B. É disco para completistas; ou indicado aos que gostam de “GOING BACK HOME”, disco de ROGER DALTREY e WILKO JOHNSON. Pepita a ser considerada.
3) SOFT MACHINE, “BUNDLES”, 1975, álbum clássico na intersecção entre o ROCK PROGRESSIVO e FUSION JAZZ; com pitadas de PHILLIP GLASS. A edição é japonesa, SHMCD de alta qualidade. E CARAVAN, “NONE OF YOUR BUSINESS”, 2021, que ainda não ouvi, mas “Sei que vou te amar”, como filmou o JABOR! São duas bandas de CANTERBURY, cidade e ambiente musical que definiram estilo preciso no ROCK.
4) SPOOKY TOOTH e PIERRE HENRI, “CEREMONY”, 1969. VANGUARD ROCK mesclando MÚSICA ELETROACÚSTICA e ROCK PESADO. Disco imperdível e ultra colecionável, edição japonesa em SHMCD, que voltarei a ouvir com interesse e a redobrada “paixão da razão”!
5) GURU GURU GROOVE, disco experimental de 1969, nos primórdios do KRAUTROCK. Não escutei ainda. “Só relei a orelha”… e vou devagar. Pode ser um “andor”, carregando um santo de barro. É um trio alemão de guitarra, baixo e bateria, totalmente imbuído do marmóreo propósito de arruinar minha sanidade já mínima… Hummm!!!! Saberei.
6) LEE RANALDO, “BETWEEN THE TIMES AND TIDES”, 2012. Ele é um dos guitarristas do SONIC YOUTH, a extraordinária, criativa e vanguardista sem ser chata NOISE GUITAR BAND americana. Ele fez esse disco pesado, mas “amenamente dosado” com certo retrogosto do SHOEGAZE. O clima é algo lírico/onírico resvalando o DREAM POP. Dois estilos vizinhos naqueles tempos entre 1980 e 2010 – e talvez beyond. É ROCK pra valer, e o TIO SÉRGIO está gostando muito!!! Vê aí, pô!
7) LANA DEL REY – “VIOLET BENT BACKWARDS OVER THE GRASS”, 2021. É uma coleção de poesias escritas e narradas pela algo pachorrenta gatona canora… Há discreto acompanhamento instrumental. Eu não sabia o que era. Mas, custou tão barato que, sei lá… Vai enclausurar-se em minha discoteca, porque eu gosto da moça.
POSTAGEM ORIGINAL: 25/05/2024
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THE WHO E ROGER DALTREY: JORNADA INTENSA E GLORIOSA

Eu me lembro da circunstância em que cheguei ao meu primeiro SINGLE do THE WHO. Foi em 1968. Por algum jeito, contatei um cara que possuía o primeiro LP. dos “ELECTRIC PRUNES” – ‘I HAD TOO MUCH TO DREAM”, 1967, e queria vendê-lo. Ele morava no bairro do Planalto Paulista, em SAMPA, e perto de onde vim morar uns 12 anos depois. E hoje, também mora por lá o FERNANDO HADDAD – ah, vocês o conhecem…
Cheguei; e lá estava o LONG PLAY em MONO, hoje raro de dar soluços! Comprei junto com outros dois SINGLES fenomenais: “TIME FOR LIVING” dos “ASSOCIATIONS”; e, principalmente, “I CAN SEE FOR MILES” com “THE WHO”.
Bom, se vocês acham “MY GENERATION” pesada e violenta, então ouçam a versão mono de “I CAN SEE FOR MILES”: É demolidora! E no lado B, está a ode à masturbação que PETE TOWNSHEND compôs: “MARIANNE WITH THE SHAKING HANDS” . Não preciso descrever a especialidade da guria moça com os rapazes… Duas músicas sensacionais!
TIO SÉRGIO já conhecia o primeiro LP deles, lançado por aqui em 1966, “THE WHO SINGS MY GENERATION”. Era do meu amigo Silvio Dean. Disco de estreia, em 1965, com KEITH MOON destruindo na bateria, e JOHN ENTWISTLE detonando o baixo. Os dois formaram uma das melhores cozinhas do ROCK.
E claro, PETE TOWNSHEND na guitarra. Trio pesado, violento, em mescla de BEAT e R&B. No vocal ROGER HENRY DALTREY, o fundador da banda, moleque agitado, briguento; e que havia sido expulso da escola. No entanto, como é comum, quando encontrou a mulher certa, Heather, no segundo casamento; e criou juízo para sempre…
Dia desses, postei dizendo que DALTREY é mau cantor. Talvez eu tenha exagerado. Mesmo porque isso não importa. THE WHO é banda completa em si mesma, vívida, clássica, histórica. E o conjunto da obra recomenda qualquer esforço para colecioná-los.
Se você quer saber a intensidade do grupo no palco, ouça “THE WHO LIVE AT LEEDS”, 1970, gravado na fase áurea da banda.
E veja, inclusive, a imortal apresentação no “FESTIVAL DE WOODSTOCK”, 1969, com “WE´RE NOT GONNA TAKE IT” ( SEE ME, FEEL ME), que até hoje me dá arrepios, tal a eletricidade e a violência da performance! Foi gravado depois deles esperarem 9 horas para subir ao palco, sem comida, no meio do barro, excrementos e bebidas ruins. Experiência rascante, trágica, mas que suplantaram com emoção… É uma das grandes performances do ROCK!
ROGER DALTREY é um ser humano forte, resiliente, corajoso. Nasceu em 1944, durante a segunda guerra mundial, sob intenso bombardeio alemão. Em 2015, ele estava desenganado no Hospital, com meningite viral. Havia se despedido dos amigos e da família. Está curado! É um sobrevivente acostumado a intempéries e lutas. ROGER é casado com a mesma mulher há quase 50 anos, Heather; eles têm 8 filhos!!!! Volúpia não faltou….
DALTREY é um vencedor!
Em 2019, já totalmente recuperado, DALTREY gravou versão orquestral ao vivo de TOMMY, considerada excepcional e inovadora. Foi arranjada pelo maestro DAVID CAMPBELL, que é pai do cantor/compositor prodígio BECK. A performance vocal de ROGER é tida como excelente!
THE WHO teve carreira atribulada, e quase romperam definitivamente duas vezes. A ideia de DALTREY, que no início dava as cartas na banda, era seguir a linha R&B do primeiro disco. Mais ou menos como no excelente disco dele com WILCO JOHNSON, do DR. FEELGOOD, feito em 2014. Mas, o estilo de composição de PETER TOWNSHEND não ia muito por aí…
Com o sucesso do single “MY GENERATIOM” excursionaram exaustivamente pelo Reino Unido. Geralmente faziam como JOHN MAYALL descreveu: iam 200Km, 300km além, e voltavam na mesma noite! No dia seguinte, outra turnê. Coisa que só jovens aguentam. E é aí que entram as drogas.
Em 1966, gravaram um álbum ainda um tanto desprezado: “A QUICK ONE”. Degrau além do primeiro disco; e flerte mais direto com o ROCK PSICODÉLICO. As músicas são quase todas de TOWNSHEND; e lá está o esboço do que pode ser interpretado como MINI-ÓPERA, a faixa título. Ensaio geral para o que viria a ser TOMMY.
Em 1967, lançam “THE WHO SELL OUT”, outra experiência conceitual em clima da PSICODELIA vigente, e que relançado em BOX super bem-produzido com 5 CDS e adornos outros. É caro, bem caro!
PETE TOWNSHEND disse que ao entrar para o WHO achava que tinha ido para uma gangue. Quase! Quebrou 35 guitarras, só em 1967. Prejuízo imenso, que DALTREY reprovava – mas entendia que era parte da “imagem que estavam construindo”.
ROGER comenta que a zoeira, e quartos de hotéis arrebentados foram ideia e “performance” de KEITH MOON, que achava a destruição “um ato criador, uma obra de arte”. “Conceito” que trouxe para o grupo muita confusão, e quase os levou à falência. DALTREY disse que nunca participou daquilo tudo…
Em 1968, lançaram uma quase coletânea com singles recentes e faixas retiradas do disco anterior. “MAGIC BUS – THE WHO ON TOUR”, tem capa linda e é LP CULT, e muito legal de se ter na coleção.!
Finalmente, a obra definidora e definitiva da banda. PETE TOWNSHEND vinha elaborando um CONCEITO que havia sido usado em “S.F.SORROW, o principal disco da banda inglesa “THE PRETTY THINGS”, de 1967; que foi tido como a primeira “ÓPERA ROCK” da história. Porém, na real, é um álbum CONCEITUAL.
PETE já havia flertado com a ideia.
Em 1968, tecnicamente falidos e endividados, resolveram arriscar. TOMMY foi gravado em 1969, e a primeira performance integral ao vivo da banda deu-se no RONNIE SCOTT´S JAZZ CLUB, em Londres em 02 de maio do mesmo ano. Que “sacra ironia”. Obra que revigorou o ROCK divulgada em CLUBE DE JAZZ!!!!
O disco estourou no Reino Unido e na América. Foi lançado e relançado no mundo inteiro; e salvou THE WHO e os trouxe para o grau de importância artística que ainda hoje desfrutam.
Visto sob perspectiva “histórico-sociológica”, na época o disco parecia uma brincadeira infanto – juvenil. A história de um garoto cego, surdo e mudo que se torna campeão de pebolim (?) . Mas foi muito além!
O mundo caminhou em direção ao desenvolvimento do lazer, trabalho e outras formas de integração com os equipamentos eletrônicos. Não há menino ou menina que não saiba mexer, ou não se fascine com vídeo games e outros apetrechos e aplicativos do mundo eletrônico e, hoje, virtual.
Todos somos agentes e pacientes dessa realidade. O detalhe é que PETER TOWNSHEND a transformou em saga artística; viu primeiro.
THE WHO sempre foi percebido como a mais inglesa entre as bandas de ROCK. Há discussões e divergências.
THE KINKS, por exemplo, sempre cantaram a vida cotidiana do inglês médio com ironia e texto normalmente superiores. É deles outra obra conceitual contemporânea a TOMMY, e talvez mais passível ainda de encenação: “ARTHUR: THE DECLINE AND FALL OF BRITISH EMPIRE” . É terrivelmente sarcástica, divertida e crítica. Mas talvez não tenha alcançado a grandeza que merece, porque ainda “BEAT” demais na formulação musical, para tempos que já eram outros. O som já era ultrapassado.
THE WHO, na mesma época, estava transcendendo a PSICODELIA. Daí para frente, o caminho se abriu para DALTREY, TOWNSHEND, ENTWISTLE & MOON.
“WHO´S NEXT”, de 1971, é a primeira incursão que realizaram no ROCK PROGRESSIVO. E, talvez seja o disco preferido do pessoal da nova geração que os coleciona. É ROCK PESADO, criado também por sintetizadores e outros instrumentos que fizeram prevalecer bandas como KING CRIMSON, YES, GENESIS e infindáveis. É OBRA CLÁSSICA POR EXCELÊNCIA.
Outro clássico, QUADROPHENIA, mais um projeto grandioso de TOWNSHEND prospectando a própria memória de MOD adolescente, veio ao mundo em 1973. Envolveu orquestra e arranjos sofisticados; decididamente mais ROCK PROGRESSIVO do que o anterior. E também foi sucesso de crítica e público; manteve a banda na midia. E virou filme.
O caminho continuou para eles. E outras memórias deverão ser tecidas por quem mais bem os acompanhou. ROGER DALTREY há pouco tempo vinha trabalhando em script para um filme sobre KEITH MOON. Não sobre THE WHO, mas a respeito de um baterista suis-generis e indivíduo inigualado naquele mundo coalhado por doidos e visionários, onde todos eles fizeram parte excencial.
LONG LIVE ROCK!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 23/05/2021
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MATEMÁTICAS DO ROCK, SEGUNDO TIO SÉRGIO

EQUAÇÕES:
1) (BEACH BOYS + STATUS QUO ) = “RAMONES”.
2) ( MOODY BLUES + DEPECHE MODE ) = “DE/ VISON”
VOCÊS DIRÃO: O “TIO SÉRGIO BEBEU?” NÃO, SOBRINHOS, ELE CONTINUA BEBENDO…
CONSIDEREM: A MÚSICA POP É FEITA POR SIMBIOSES, INFLUÊNCIAS, ADMIRAÇÕES RADICAIS E PESQUISAS. ENTÃO, DOIS PITACOS:
1) SE VOCÊ PEGAR O “STATUS QUO” NA FASE “PILEDRIVER”, 1971, E JUNTAR COM A LEVADA “SURF SESSENTISTA” DOS “BEACH BOYS”, VOCÊ PARIU OS “RAMONES! PRA CONSTATAR, OUÇA “PAPER PLANE” COM O “STATUS QUO”. É TUDO O QUE OS “RAMONES” QUERIAM FAZER E CHEGARAM BEM PERTO!
2) DEPOIS, PENSE EM ELETRÔNICA E MELODIA.
THE MOODY BLUES”, ÁLBUM “TO OUR CHILDREN’ S, CHILDREN’S CHILDREN”, LANÇADO EM 1969, BEM NA TRANSIÇÃO ENTRE A “PSICODELIA” E O “ROCK PROGRESSIVO”, ESTÁ ‘PRENHE’ DE MÚSICAS IMERSAS EM MEL! PORÉM, É OBRA DE ALTO NÍVEL, FEITA COM MELOTRONS, VOCAIS ESVOAÇANTES, EXPERIMENTAÇÕES DIVERSAS, E A SOFISTICAÇÃO QUE SEMPRE OS DISTINGUIU.
AÍ, VOCÊ MISTURA COM O “DEPECHE MODE” NA FASE” “A BROKEN FRAME “, DE 1982. O RESULTADO É O “TECHNO-DREAM-POP”: DOS ALEMÃES “DE/VISION”.
OPA! VOCÊS CONHECEM O DUO? COMEÇOU EM 1988, E PERMANECE. CHEGARAM A TOCAR ALGUMAS VEZES AQUI, NO UNDERGROUND DE “PATÓPOLIS”. O DISCO “FAIRYLAND”, LANÇADO EM 1996, É PEQUENA PÉROLA POP ESCONDIDA POR AÍ…
PROCUREM OUVIR, E PERCEBAM SE AS “CONJUNÇÕES CARNAIS” QUE O “TIO” PENSA EXISTIR NÃO SÃO ATOS DE SEXO PLENAMENTE CONSENTIDOS…
POSTAGEM ORIGINAL 21/05/2020
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Todas as reações:

Ayrton Mugnaini Jr., Elvio Paiva Moreira e outras 21 pessoas

JOHN LENNON E A INCOMPLETUDE

Vamos imaginar assim: você é uma pessoa inteligente e o teu amigo, também. Os dois se juntam e se tornam dupla genial, incontestavelmente genial!
Isto é possível? Será que duas pessoas muito talentosas, quando juntas podem transcender as próprias condicionantes e criar algo que as ultrapasse exponencialmente?
Acho que sim. Pensem em LENNON e McCARTNEY, e JAGGER e RICHARDS, só como exemplos. Sempre há outros, em quaisquer épocas.
A última vez que havia escutado um disco inteiro de JOHN LENNON foi há uns 40 anos. Provavelmente, próximo à data de sua morte. Estou retomando o interesse. Primeiro, foi relançada a coletânea POWER TO THE PEOPLE, THE HITS, com 15 de suas principais músicas, e vendida a preço da honra de alguns políticos…
Vale a pena manter.
Passaram a lançar os discos de série, em novas edições, e já a preço de mercado. Estou comprando aos poucos.
Qual a minha opinião sobre o que ouvi?
Tenho gostado; porém acho que LENNON envelheceu. O que não significa ter ficado ruim… Mas nem todo vinho evolui ao envelhecer…
Alguns vinhos são para serem bebidos jovens, como os “Verdes” portugueses, os “Beaujolais” franceses, e os “Labruscos” italianos, todos muito bons e agradáveis… A maioria dos artistas, também não envelheceram bem. A gente os “bebia melhor” quando eram jovens… Escutando o que vem sendo relançado, fragmentos de sua obra, percebo quase nenhuma evolução estritamente musical no decorrer da carreira solo. Por enquanto. Ainda faltam vários álbuns… Então, opino sobre esses
É interessante! JOHN começou PSICODÉLICO quando “todo o mundo” vinha migrando para o PROGRESSIVO, lá por volta de 1971. Ele permaneceu nessa espécie de PSICODELIA TARDIA, mesmo quando o HEAVY METAL e o PUNK passaram a dar as cartas. E, nos EUA, uma certa “involução” para o country começou a se destacar.
LENNON parece não ter sido “molestado” pelas diversas rupturas estilísticas nos tempos de sua carreira solo.
DAVID BOWIE, por exemplo, no espaço de dez anos saiu do PSICODÉLICO para o GLITTER; namorou a SOUL MUSIC; foi ao ART ROCK da fase Berlim ( +- 1975/1978 ). Depois, perscrutou um quase PUNK; flertou com a DISCO MUSIC, e seguiu em frente.
JOHN LENNON continuou, circulou, mais ou menos na mesma.
Estava na dele, é claro. Cada artista deve praticar suas convicções – ou avaliar suas limitações. No entanto, o olhar do tempo sempre revela a História e a trajetória.
O cartunista ANGELI certa vez disse que MILTON NASCIMENTO e JOHN LENNON são piegas. Eu concordo pontualmente. “IMAGINE”, talvez seu principal disco, é eivado por sentimentalismos explícitos e açucarados.
SOME TIME IN NEW YORK CITY revela a face militante, sua visão do mundo naqueles tempos. E também contém pieguices…
Talvez transpareça que o legado pelos BEATLES não encontrou sucessor no JOHN solitário. Aí, é discutível e argumentável, que o jeito mais BEAT, enxuto, está no JOHN LENNON & PLASTIC ONO BAND.
No entanto, JOHN sempre será JOHN; mesmo que traços tênues pareçam relegá-lo a esboço bem feito de um artista incompleto.
É preciso lembrar que a morte precoce e injusta ceifou a construção de carreira que, certamente, traria novas percepções e conexões. PAUL McCARTNEY continua formando acervo relevante… mesmo que prenhe de coisas secundárias…
O tempo refina vinhos de boas cepas e composição. Faltou a LENNON outras vindimas, que só muitos plantios e maturação revelariam a evolução e a qualidade.
A vida que lhe faltou é buraco eterno na alma das gerações que o sucederam. Resta investigá-lo melhor. E isto certamente será feito.
JOHN.
POSTAGEM ORIGINAL 21/05/2021
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B.B.KING E SEU LEGADO

A diversidade imensa de artistas e propostas à disposição do público, é parte do encanto de viver nos tempos atuais.
TIO SÉRGIO sempre foi um desviante, principalmente quando a estética e a arte estão envolvidas. Concordo com a subversão progressista de tentar enxergar o novo, abrir caminhos, ampliar horizontes; e usar das liberdades para agir e modificar. Eu sou amigo de fronteiras perigosas.
Hoje, se gente curte ROCK, BLUES, MPB, RAP ou seja lá o que for, sem a limitação nacionalista, muito comum nas décadas de 1960 e 1970.
Claro! É explicável: sob ditadura você retorna para a defesa do que é mais legítimo na cultura popular e suas tradições. Gostar “só” de MPB era ato de preservação, e militância contra o autoritarismo.
Eu sempre gostei e preferi a música internacional – ROCK, BLUES e JAZZ – em relação à MÚSICA BRASILEIRA.
Eu sei o quê e o quanto perdi por minha ignorância e até preconceito! Da mesma forma, nacionalistas intransigentes de antes, que hoje também curtem e respeitam o legado de outros povos. Mudei; aprendi, sofistiquei meu gosto e incorporei a MPB MODERNA a meu dia-a-dia. No final, ganhamos todos com a amplitude, visão e tolerância. É civilizatório.
E tudo isso para falar do B.B.KING. Ele morreu há mais de uma década. Claro, como velho ROCKER e colecionador de discos, B.B. sempre caminhou ao meu lado…
No começo, não. B.B. KING ERA ÍDOLO DOS MEUS ÍDOLOS. E eu estava para a música dos 1950, como os PUNKS estiveram para o ROCK PROGRESSIVO na década de 1970; e a turma de hoje em relação ao que foi feito de 1980 para trás: ignorância e rejeição.
TIO SÉRGIO e muitos e muitos, achavam que os novos eram os nossos contemporâneos; e não a história traçada, geração após geração, que sempre desemboca na contemporaneidade de nossos sentimentos.
O novo é sempre o eterno movimento que a História nos traz… Mesmo que raramente alguém identifique com discernimento e clareza, o que nunca antes havia sido feito. E menos ainda o quê permanecerá.
Eu estava cego e surdo, é claro! e peço vênia a SANTO COLOMBINO, BUDHA, CRISTO e outros santos e gurus!!!!!!! Por isso, nas cinco últimas décadas vim convergindo para outros espectros, vivências alternativas – sejam em direção ao passado ou para o futuro…
Meu amigo FÁBIO DEAN, também colecionador de discos, especialista e profundo conhecedor do ROCK, BEAT, R&B… e tudo o que for sonoro dos 1950 até meados dos 1970 – e beyond! -, sempre defendeu a tese de que, no fundo, a rotulagem de estilos é apenas classificatória, para sucessores mais bem compreenderem.
Então, o que chamamos de ROCK, BLUES, DO-WOP, R&B…, na década de 1950 vinham todos embolados, muito próximos: ELLA FITZGERALD era perfeitamente possível de ser colocada lado – a -a lado com B.B.KING; e, se bobear, nos arredores de ELVIS PRESLEY.
É verdade, tenham certeza! Para escrever sobre isto, coloquei no CD player um disco do B.B.KING com gravações feitas entre o final dos anos 1940 até 1966, mais ou menos.
Uma delas, “Don´t get around much anymore”, de 1961, foi gravada com a sessão de metais e ritmos da ORQUESTRA de DUKE ELLINGTON. Quer mais? Consigam este pequeno BOX que traça a obra do KING de 1949 até 1962. Ou, o maior deles na foto, mais abrangente, porém, com menos gravações.
É argumentável que B.B.KING tenha sido o principal BLUESMAN da história; e o que mais bem representa a tendência do BLUES mais próxima ao ROCK. É a minha opinião.
B.B.KING gravou, até onde pude pesquisar, comparar e certificar, 60 albuns – claro, alguns já na era do CD. E mais 14 LONG PLAYS de COMPILAÇÕES, HITS e o escambau à oitava!
Legou, também gloriosos e catalogados 290 SINGLES – o primeiro deles, gravado em 1949!! Hey, BIG BROTHERS !!! eu escrevi 290! É só acessar um site chamado “45 CAT”. Herança incrível!
Existe um disco de B.B. com o ERIC CLAPTON, “Ridding with the King”. Não é grande coisa, mas vale a pena ter. E outro muito legal com a cantora de JAZZ BRANCA e CEGA, DIANA SCHURR. Ele fez muitos e muitos álbuns mais. Fiquem à vontade para descobrir!
O legado de B.B.KING como influência e mestria está por todo lado, nas mídias: Em JORNAIS, REVISTAS ESPECIALIZADAS, LIVROS, VÍDEOS, ETC…
Resta dizer que, se a guitarra é icônica e sempre identificável, mesmo que monocórdica; a voz do mestre ganhou força e expressão na maturidade, em meados dos anos 1960, e se manteve até grande parte de sua velhice. Esta voz e timbre, reconhecemos!
Talvez a minha única frustração tenha sido B.B KING não ter feito discos com JOHN MAYALL, seu contraparte inglês. Uma pena; e certamente falha histórica!
No mais, é e sempre será ” THE B.B.KING ORCHESTRA”!
É para ouvir pelo resto da vida, e “per omnia secula seculorum!”
POSTAGEM ORIGINAL: 16/05/2022
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