ESPIRAL DO TEMPO: MATEUS ASATO E MARTIN MILLER SESSION BAND

TIO SÉRGIO É VELHO. MAS, NÃO É VELHACO E MUITO MENOS DESATENTO DO NOVO QUE CAMPEIA PELAÍ:
OUÇO, OBSERVO; GOSTO; E PENSO.
A MINHA TURMA DE ORIGEM, OS CLÁSSICOS DO ROCK DA DÉCADA DE 1950; TODOS REFLETIDOS DAQUELE MOMENTO AVANTE, PARA OS SIXITIES, SENVENTIES, E DALÍ BEYOND; FINALMENTE FORAM SUPLANTADOS PELO TEMPO, ABRINDO ESPAÇO PARA GENTE NOVA.
SEM QUAISQUER CONDENSCENDÊNCIAS, E APENAS PELO VAGAR DO TEMPO.
ENTÃO, PARA OS ATENTOS, SE OLHAREM PARA O ATUAL RESSURGIMENTO DOS ‘OLDIES”OBSERVARÃO QUE A TURMA DA DÉCADA DE 1980 COMPÕEM A REFERÊNCIA.
ASSIM, OBSERVEM ESTA EXCELENTE BANDA DE ESTÚDIO ALEMÃ, QUE TEM ACOMPANHADO MUITA GENTE, PRINCIPALMENTE BRASILEIROS. ELES REALÇAM “LARI BASÍLO” E O “MATEUS ASATO”, AMBOS DAQUI, O HOSPÍCIO DO SUL, E GUITARRISTAS EM ASCENÇÃO NO POP/ROCK INTERNACIONAL E ADJACÊNCIAS.
JÁ POSTEI VÍDEOS COM A “LARI”. HOJE MANDO MATEUS, QUE É DO MATO GROSSO DO SUL, E TOCA COM BRUNO MARS ENTRE VÁRIOS.
PENSEM NA ESPIRAL DO TEMPO: ELA SEMPRE SE DESLOCA.
AS REFERÊNCIAS E CONVERSAS HOJE SÃO OUTRAS.
DESFRUTEM!
POSTAGEM ORIGINAL: 31/08/2024
Martin Miller & Mateus Asato - Head Over Heels (Tears for Fears Cover)

JIMMY RUSHING – BLUES SINGER SUPREMO!

ESTE É O CARA!
NÃO TERÍAMOS VAN MORRISON, MICK JAGGER, ERIC BURDON E TANTOS OUTROS, SEM O ESTILO ABERTO DE CANTAR DO JIMMY RUSHING.
ELE ERA UM “BLUES SHOUTER”; “POLPETONE” CANTANTE, BAIXINHO, MAS EXTREMAMENTE VASTO, LARGO, DAÍ SEU APELIDO “MISTER 5X5”, TAMBÉM NOME DE MÚSICA DE SEU REPERTÓRIO.
SUA VOZ ERA TÃO POTENTE QUE SE SOBREPUNHA AOS METAIS DA ORQUESTRA, O QUE LHE RENDEU A FAMA DE SER O MAIOR “BLUES SHOUTER” DA HISTÓRIA.
JIMMY É UM DOS OITO JAZZISTAS HOMENAGEADOS COM SELO PELO CORREIO AMERICANO. UM PORTENTO!
ELE CANTOU ATÉ 1970. GRAVOU COM MUITA GENTE, E AQUI QUATRO EXEMPLOS ENTRE TANTOS QUE O PRETÃO NOS BRINDOU.
EU RECOMENDO ESSE DISCO COM O “DAVE BRUBECK QUARTET,” DE 1960. É UM PRIMOR DE ARTE E TÉCNICA! EXIBE O CONTRASTE E A INTEGRAÇÃO ENTRE QUATRO MÚSICOS PORTENTOSOS, MAS ACADÊMICOS, E A SENSIBILIDADE BLUESY , RUEIRA E BALADEIRA DESSA CRIATURA ÍMPAR, O “JIMMY RUSHING”!
HOJE TIO SÉRGIO, QUE DESFRUTOU MERECIDAMENTE A TARDE, E ESTÁ DE BOM HUMOR.
PORTANTO, OUVIR “JIMMY RUSHING” É UM TRIBUTO AO SUBLIME NO MEIO A TANTA CHATEAÇÃO E MEDIOCRIDADE.
DESFRUTEM; EMPANTURREM-SE!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 30/08/2018
Nenhuma descrição de foto disponível.

CHUCK BERRY – ENSINAMENTOS EM AULA MAGNA: A GUITARRA DO MESTRE DESDE O ROCK AND ROLL ATÉ O ROCK ALTERNATIVO

Há frase feita e mal elaborada sobre as relações de poder em uma sociedade moderna. Alguns afirmam e disseminam que TUDO É POLÍTICA.
ERRADO! A política está em tudo, mas nem tudo é política. É obvio e lógico. Ou não?
É feito CHUCK BERRY. Nem todo ROCK é consequência direta do jeito do mestre tocar guitarra. Mas, CHUCK está em vários desenvolvimentos e sonoridades.
Os clássicos fundadores do ROCK AND ROLL: ELVIS PRESLEY, BILL HALEY, CHUCK BERRY, LITTLE RICHARDS, JERRY LEE LEWIS e a influência decisiva de JOHNNY CASH semearam escolas. E arrastaram outros tantos e significativos.
Se ELVIS é o cantor supremo do estilo, CHUCK é o cara seminal do instrumento chave para todo sempre: a GUITARRA.
Claro, ela evoluiu de CHUCK a VAN HALEN, a SATRIANI e muitos outros.
Porém, sem o jeito de CHUCK tocar não teríamos os ROLLING STONES, e nem os BEATLES. E, acho, nem os KINKS.
O que seria dos BEACH BOYS da primeiríssima fase sem CHUCK? Eles até plagiaram o mestre! ‘SURF IN USA”, por exemplo…Tá, depois se acertaram…
Para ficar apenas no pátio da escola, a turma seguidora de BERRY energizou o BEAT ROCK, tanto o inglês como o americano. E do mundo inteiro, também.
Ou não?
Haveria a SURF GUITAR do início dos anos 1960 sem CHUCK BERRY? Ouçam os TRASHMEN, ou quem vocês quiserem…
E o jeito garageiro de tocar dos TROGGS? E deles ao posterior refinamento dos PUB ROCKERS tipo DAVE EDMUNDOS, e DR. FEELGOOD, para focar apenas os filhos da “PÉRFIDA ALBION”?
Vamos chamar o STATUS QUO, cerca 1971/1972?
Ouçam o LP. “PILEDRIVER”, principalmente BIG FAT MAMA e PAPER PLANE? Sem falar em ROADHOUSE BLUES, que vocês sabem quem também gravou…
Se aquilo tudo não for o glorioso CHUCK BERRY nas cordas, o TIO SÉRGIO vai bater bumbo em escola de samba!!!!
Pra adoçar a pílula contaminando pensamentos mais diabólicos e diabéticos, que tal juntar CHUCK aos BEACH BOYS e ao STATUS QUO?
Teríamos os RAMONES e THE CLASH. Que tal?
Quer dizer, nem tudo é o tio BERRY, claro! MAS, CHUCK É TAMBÉM A BASE DO PUNK. E, depois, de alternativos tipo GREEN DAY.
Ou TIO SÉRGIO bebeu “MUDDY WATERS DEMAIS”?
E “siga prosseguindo”….ooopsss!
Vá à tua adega e pegue uma garrafa de SONIC YOUTH, e gele adequadamente. Ponha na taça, sinta o “bouquet”. E deguste:
SONIC YOUTH é o BLEND fino de CHUCK BERRY com o compositor erudito contemporâneo de “guitarradas” GLEN BRANCA.
E mais não digo: se nem todo ROCK é CHUCK BERRY, ainda assim ele está em quase tudo o que foi feito.
CHUCK BERRY FIELDS FOREVER!!!!
POSTEGEM ORIGINAL: 26/08/2023
Pode ser uma imagem de 7 pessoas e texto
Todas as reações:

Sergio Luiz Simonetti

O QUE É BOM, É BOM! O QUE É RUIM, NÃO PRESTA.

POSTEI DOIS DISCOS DESCONHECIDOS DA MAIORIA: O PRIMEIRO DO ROBERTO CARLOS, “LOUCO POR VOCÊ ” , RUIM A PONTO DO RONALDO BÔSCOLI DIZER PARA ELE DESISTIR DA CARREIRA! MAS, É ITEM DE COLEÇÃO MUNDO AFORA.
EU TENHO UMA EDIÇÃO EM CD FEITA NO PANAMÁ. PRA VOCÊS TEREM UMA IDEIA,…O CARA QUE ME VENDEU TINHA UM PAPAGAIO NO OMBRO BERRANDO “CURRUPACO”, CURRUPACOPAPACO”… PIRATA DO TIETÊ…
O OUTRO CD É DIFERENTE. FOI GRAVADO AO VIVO POR UMA UMA CANTORA QUE ANDA POR AÍ, MAS NÃO ROLOU. O DISCO É PERTO DO ESPETACULAR. TANTO O INSTRUMENTAL COMO A PERFORMANCE DA MOÇA!
NOS ANOS 1990, SILVANA STIEVANO LANÇOU ESTE “POR PURO AMOR”. SHOW EXCELENTE, COM MÚSICAS SENSACIONAIS DE COMPOSITORES NÃO TÃO CONHECIDOS, TALVEZ COM EXCEÇÃO DO PAULINHO DA VIOLA E DE TOM JOBIM. O DISCO AGRADA GERAL PELO BOM GOSTO. É DELICIOSO E RECOMENDO, MESMO SABENDO QUE É DIFÍCIL ENCONTRAR.
MAS, TIO SÉRGIO, O QUE TEM UM DISCO A VER COM O OUTRO? NADA, UÉ! PUBLIQUEI JUNTOS APENAS PARA JUSTIFICAR A MÁXIMA CAIPIRA DO TÍTULO DA POSTAGEM!
POSTAGEM ORIGINAL: 24/08/2017
Nenhuma descrição de foto disponível.

SAMBALANÇO TRIO – REENCONTRO – 1965 GRAVAÇÃO ORIGINAL SOM MAIOR – REEDIÇÃO SOM LIVRE – 2005

Estava quieto no escritório tratando de coisas tidas como sérias, quando recebi um Zapp de meu amigo Fábio Dean, dizendo maravilhas sobre esse disco. Principalmente no aspecto técnico.
O Fábio não é exatamente pródigo em elogiar. É bem mais jovem do que eu, mas sabe ouvir música – e muito, muito bem! É incisivo e lógico nos comentários; não tem débitos emocionais com o passado, como eu e o Silvio, o pai dele – meu grande amigo há décadas e interlocutor nessas coisas de música, política, vida…
O Fábio comentou sobre a excelência técnica da edição japonesa, pelo selo BOMBA. Estava impressionado com o PALCO SONORO conseguido em um disco gravado em 1965, pela SOM MAIOR do Brasil! E com a pureza do som e a consistência da arte desenvolvida pelo trio. Discasso!!!
Eu tenho o CD há anos e fui localizar.
A minha edição faz parte dos projetos que CHARLES GAVIN, o baterista dos TITÃS, realizou. Trabalho quase antropológico recuperando gravações originais imprescindíveis da MPB, principalmente da Bossa Nova.
Quem não desfrutou o empenho de CHARLES, perdeu muito. Mas talvez ainda esteja em tempo para buscar pelaí. Um grande acervo de discos excelentes foi relançado, no final dos anos 1990 e início de 2000. Ele fez a curadoria, produziu, recolocou, e cuidou da parte técnica. Reapresentou o passado com o máximo que a tecnologia podia conceder. Há coisas imprescindíveis! Entre os quais, esse disco.
Pois bem, eu perscrutei se a edição japonesa não era a mesma gravação fruto das repescagens de Gavin. Deve ser.
E seja como for… Meninas, meninos e adjacências, eu vi! e ouvi! A edição da SOM LIVRE é formidável! O piano de CESAR CAMARGO MARIANO está perfeitamente mixado em stereo quase natural na caixa esquerda; a bateria de AIRTO MOREIRA está na direita; e, principalmente, o exuberante e impecável baixo de HUMBERTO CLEYBER, surge ao centro, mas de maneira mágica, atrás da bateria. E todos funcionam integrados como poucas vezes ouvi em gravações feitas por aqui! A mágica remixagem foi feita por LUIGI HOFFER, no D.M.S STUDIO, no Rio de Janeiro.
A qualidade geral do som e da remasterização, é de nitidez demolidora. O PALCO SONORO está entre os melhores que ouvi em gravações nacionais. 55 anos depois, a excelente captação original se expôs em ESTADO DA ARTE para ser apreciada!
O repertório é de bom gosto indiscutível “SAMBA-JAZZ” como sempre se soube fazer aqui em PANDEBRAS!!!! ooooooooooPSS!
E com direito de a gente perceber que NANÃ de “MOACIR SANTOS”, têm um quê de TAKE FIVE de “DAVE BRUBECK”…
Encontrem este CD por aí.
É fundamental em qualquer discoteca de gente grande!
POSTAGEM ORIGINAL: 24/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

GRAVADORA ELENCO 1963/1966; 1969: A PRIMEIRA GRAVADORA BOUTIQUE DO BRASIL

Nós, os colecionadores, somos caçadores e mercadores de ilusões.
Quem olha de fora não tem ideia do que nos fascina. Não sabe do “pré-sal” imenso, recheado por discos esquecidos, ou inviabilizados comercial ou artisticamente por tantos e tontos motivos. Obras formadoras de banquetes culturais que jamais serão repetidos.
Querem exemplo?
Entre os originais lançados pela gravadora ELENCO há um disco de TOM JOBIM, VINÍCIUS DE MORAES e JOÃO GILBERTO chamado “ENCONTRO”. Jamais foi relançado!
Depois da morte dos três é quase impossível que os detentores do espólio permitam ou se interessem. Principalmente na edição original – que é para poucos!
Não vou citar. Mas quase a metade do que foi lançado originalmente sob este selo, nem de longe veio a público novamente. Acreditem: tem ouro puro no Acervo.
A ELENCO foi criada por ALOYSIO DE OLIVEIRA, que entre várias coisas produziu o seminal “CHEGA DE SAUDADES” de JOÃO GILBERTO. Currículo melhor, impossível!
Porém, a origem da gravadora respondeu a duas realidades de mercado. 1) A MPB tradicional, pré BOSSA NOVA, fora ultrapassada e marginalizada; 2) O conceito de BOSSA NOVA, enquanto moda – e não como fora internacionalmente interpretada, espécie particular e simbiótica ao JAZZ , também estava em crise por aqui.
O que tínhamos ou teríamos, então?
Foi quando surgiram os BEATLES, e o POP INTERNACIONAL que desaguaria na JOVEM GUARDA, concorrentes fortes e excludentes do que estava acontecendo.
ALOYSIO sacou a oportunidade surgida para acomodar o melhor da MPB TRADICIONAL, como ARACY DE ALMEIDA e DORIVAL CAYMMI, com os que estavam sendo excluídos das grandes gravadoras, como SYLVIA TELLES, AGOSTINHO DOS SANTOS, e mais os que ainda estavam em atividade e com algum sucesso, TOM JOBIM, ROBERTO MENESCAL, EDU LOBO…
A intenção encoberta era dar uma resposta à ODEON, que o dispensara. E seguir com o melhor na tradição e na vanguarda.
ALOYSIO DE OLIVEIRA criou a ELENCO, em 1963: foi a PRIMEIRA GRAVADORA BOUTIQUE DO BRASIL. E ele a levou até 1966, com 60 LPS lançados!!!!
A história ainda não está completamente explicitada. Mas, como não tinha grana, o empreendimento foi financiado por CELSO FROTA PESSOA, padrasto de TOM JOBIM; e por um dono de vários “NIGHT-CLUBS” no RIO DE JANEIRO de sobrenome RAMOS.
Vingou. Até onde poderia ir, claro…
ALOYSIO um bom aluno, observou GRAVADORAS como a BLUE NOTE e a VERVE, e percebeu que se distinguiam por dois elementos onde os americanos sempre foram craques: MARKETING e e identidade visual, DESIGN. O conceito das capas da ELENCO seguiam as MESMAS CORES, TENDÊNCIAS e DESIGNS.
E ALOYSIO também implantou uma certa similitude na produção dos discos, expondo o que era brasileiro nos artistas, a modernidade que representavam; o que se comunicava muito bem no exterior. Tornou a gravadora parte do contemporâneo.
Em 1968, a ELENCO foi vendida para a PHILIPS, hoje POLYGRAM, que manteve por certo tempo o nome, até desativa-lo de vez, em 1984. Para vocês terem ideia de alguns absurdos! chegaram a gravar discos de cantores como Francisco José, sob o sacrossanto nome ELENCO. Mas, esses não interessam…
Os discos que juntei até hoje, e expus aqui, foram os que saíram em CD mundo afora.
Percebi que o primeiro LONG PLAY do EGBERTO GISMONTI, lançado em 1969, já sob a nova administração, não segue o padrão de cores original. Que pena! Ou seria uma contravenção?
Para mim, não importou. Juntei ao box que eu mesmo fiz, para acondicionar o que der e vier desse “REPASTO CULTURAL ÚNICO e INIGUALÁVEL” ( pronto; cunhei frase brega, antimoderna, mas perfeitamente definidora).
Procurem VINIS e CDS da ELENCO, são colecionáveis até o infinito!
POSTAGEM ORIGINAL: 23/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

A CURVA TABURELLO DA MODERNIDADE: ENTRE O ROCK PROGRESSIVO, O ERUDITO DE VANGUARDA E O JAZZ FUSION

O JAZZ MODERNO e toda a sua construção sofisticada durante a década de 1950, desembocou na cachoeira letal do FREE JAZZ e, depois, no JAZZ AVANT-GARDE; estilos desconstrutores de melodias. E levaram junto a GRANDE CANÇÃO AMERICANA e seus ícones ELLA, BILLIE, SARAH, DINAH…O esgotamento criativo desses e outros grandes artistas colocou ponto final em uma era.
Pensando melhor, ponto e vírgula; e tudo isso ao mesmo tempo em que o ROCK AND ROLL vinha se consolidando, e quase caiu! Mas firmou-se, a partir de 1962, com BEAT ROCK dos ingleses, criado por artistas como os BEATLES, ROLLING STONES, e vasta e vasta entourage que, imediatamente, o revigorou também na América.
Outro mundo; outras hipóteses, novas desilusões. Em meados dos anos 1960, o que ficara conhecido e rotulado como “JAZZ” entrou em decadência comercial e ameaçou sair de moda…
Há centenas e centenas de discos lançados entre 1965 e 1970, feitos por jazzistas de verdade, que procuraram explorar o terreno do POP, do ROCK e das babas musicais daquele momento; mas com técnica, talento e qualidade.
Não eram exatamente FUSION; estavam, talvez, próximos ao LOUNGE. Mas, haviam deixado de ser JAZZ…Para mais bem redefini-los, quem sabe tenham se tornado uma espécie de “TRANSJAZZASSEXUADO” ( tá siderando, TIO SERGIO? )
Exemplo? WES MONTGOMERY em seu disco “California Dreaming…” E, como ele há incontáveis.
Entretanto, um dos artífices da revolução do moderno JAZZ, o trompetista MILES DAVIS, entrou de cabeça na criação de um híbrido com elementos do POP e a sofisticação experimental do JAZZ MODERNO e do AVANT-GARDE.
MILES, em 1958 fizera “KIND OF BLUE”. A obra definidora, e talvez definitiva, do último refinamento melódico e musical. E propôs “IN A SILENT WAY”, em 1969; e, lançou “BITCHES BREW”, em 1970.
E um reerguimento do conceito de JAZZ deu-se daí em frente: a FUSION.
Não foi nada pacífico. A crítica especializada em JAZZ odiou! Aquilo era ROCK, carimbaram…
Foi, claro, atitude reacionária e saudosista, a meu ver. Afinal, o que se poria no lugar do passado, que se revelara explorado ao extremo? “Exangue” – para usar palavrinha antipática e pedante.
O que seria viável comercialmente e ao mesmo tempo sofisticado?
E foi a grande COLUMBIA RECORDS, que assumiu o risco em larga escala, a ponto de promover e levar ao sucesso uma série de bandas e artistas, que transitaram em diversos níveis nesse lusco-fusco entre o JAZZ, o BLUES e o ROCK.
Que tal o “CHICAGO TRANSIT AUTHORITY”? ‘ELECTRIC FLAG’ e ‘BLOOD SWEAT & TEARS”? Também promoveram a FUSION de MILES DAVIS; a MAHAVSHNU ORCHESTRA, com JOHN McLAUGHLIN; e mais o RETURN TO FOREVER, de CHICK COREA e FLORA PURIN. Investiram no WHEATHER REPORT, de JOE ZAWINULL, WAYNE SHORTER e JACO PASTORIOUS; e em THE FLOCK, de JERRY GOODMAN.
E não deixaram de lado a “FUSION BLUES / PROGRESSIVA” de JEFF BECK, em seus vários momentos. E algum POP ROCK sofisticado, como THE BUCKINGHAMS.
Todos mais ou menos nessa nova linhagem / linguagem sonora, forjaram e garantiram este Universo em transformação.
O enorme nicho desbravado pela COLUMBIA RECORDS seguiu e prosperou em outros visionários.
Na Alemanha, em meados da década de 1970, surgiu e ainda permanece a já lendária gravadora ECM. Eclética simbiose de estilos e propostas que mantêm como norte apenas a alta qualidade dos artistas e obras…
Agora, onde entra o ROCK PROGRESSIVO?
Em tudo, é claro”! do SINFÔNICO AO ELETRÔNICO; das origens do JAZZ ao BLUES expandido, passando pela MÚSICA CLÁSSICA, pelo ERUDITO DE VANGUARDA; por formas sofisticadas de FOLK; e até da MPB!
É conversa para outros bares e outras postagens. Mas, fica a pergunta: o que são realmente bandas como o CREAM, o SOFT MACHINE, o CARAVAN, o GENTLE GIANT, o KING CRIMSON e o PROCOL HARUM? E artistas como FRANK ZAPPA e DAVID SYLVIAN, e quem sabe BJORK?, para ficar em tão poucos.
Respondo: são formas e propostas de FUSIONS variadas, VANGUARDAS e ROCK PROGRESSIVO, tudo junto ao mesmo tempo agora e sempre.
A viagem do JAZZ ao ROCK, do FUSION ao PROGRESSIVO e ao KRAUTROCK bate em “guard-rails”; sofre e causa acidentes.
Uma autêntica e infinita CURVA TAMBURELLO ESTÉTICA superada perigosamente, a cada volta, a cada era, ou proposta estética.
Desafie-se a ousar. Curta muito e verifique!
Ou discorde, quem sabe.
POSTAGEM ORIGINAL: 20/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.

JOHN MAYALL – O MAIS IMPORTANTE E COMPLETO BLUES MAN QUE A INGLATERRA PRODUZIU!

MOVING ON – LIVE – POLYDOR RECORDS , 1973
FOI GRAVADO NO LENDÁRIO WHISKY A GO GO, EM 1973, SE NÃO ME ENGANO. É IMPERDÍVEL PELA CONCENTRAÇÃO DE MÚSICOS DO JAZZ MAIS PRÓXIMOS AO BLUES – ENQUANTO VARIANTE JAZÍSTICA. ARTISTAS EXCEPCIONAIS E SHOW DINÂMICO E DE ALTO NÍVEL TÉCNICO-ARTÍSTICO. VALE A PENA COMPRAR O CD – OU O VINIL !
MAYALL É, ANTES DE TUDO, UM GRANDE BAND LEADER E DESCOBRIDOR DE TALENTOS. E AGE COMO UM HISTORIADOR, QUEM SABE ARQUEÓLOGO, GRAVANDO O BLUES EM TODAS AS VERTENTES POSSÍVEIS.
É, TAMBÉM, COMPOSITOR PROLÍFICO. SUA CARREIRA É PLENA DE MEMÓRIAS E HISTÓRIAS TRANSFORMADAS EM BLUES, COMO SE ESPERA DE UM AUTÊNTICO “BLUESMAN”.
JOHN MAYALL É OUSADO E NÃO SE INTIMIDA COM TOQUES DE VANGUARDA. FREQUENTOU OS MAIS DE “CINQUENTA TONS DO BLUES”. PARA O PRAZER DE TODOS NÓS, E AMPLIANDO A HISTÓRIA DA MÚSICA, SEMPRE GRAVOU COM PROFICIÊNCIA E ARTE. AINDA É UM WORKAHOLIC CONVICTO.
NÃO VOU ESTICAR A CORDA DE MINHA ADMIRAÇÃO POR ELE. MAS, EXISTEM POUCOS ARTISTAS TÃO DEDICADOS E COM OBRA TÃO COMPLETA E ABRANGENTE NO CAMPO DO BLUES E SUAS ADJACÊNCIAS.
OS DISCOS DE JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS PARA A GRAVADORA DECCA, NOS ANOS 1960, SÃO TODOS DIFERENTES ENTRE SI. FORAM DO SOLO À PROEMINÊNCIA DOS TRÊS SUPER GUITARRISTAS INGLESES QUE LANÇOU AO ESTRELATO, ERIC CLAPTON, PETER GREEN E MICK TAYLOR. FEZ, TAMBÉM, DOIS ÁLBUNS FUNDINDO O BLUES COM O PSICODÉLICO PROGRESSIVO: “BLUES FROM LAUREL CANYON” E “CRUZADE”, ENTRE 1967 e 1968. E GRAVOU DISCOS AO VIVO, E ETC…
TUDO O QUE MAYALL FEZ E FAZ É MUITO BOM E COLECIONÁVEL!
NOS ANOS 1970, MAYALL MUDOU PARA A GRAVADORA POLYDOR E FOI EXPLORAR TERRITÓRIOS PRÓXIMOS AO JAZZ E AO BLUES, SUAS FUSÕES E TRABALHOS SEMI -ACÚSTICOS MEMORÁVEIS. MUITA CRIATIVIDADE!
O DISCO DA FOTO É DESTA FASE: UM SENSACIONAL SHOW AO VIVO GRAVADO COM UMA “ORQUESTRA” – CONCEITO DESENVOLVIDO NOS ANOS 1950, QUE OS GRANDES ´”RHYTHM´N´BLUES MEN” AMERICANOS DESENVOLVERAM. AGREGARAM À BASE ELÉTRICA NAIPE DE METAIS. É O FINO.
OS GRANDES COMO FREDDIE KING, ALBERT KING, ENTRE VÁRIOS, CONSTRUÍRAM “ORQUESTRAS” PARA ACOMPANHÁ-LOS.
QUANDO B.B.KING ESTEVE POR AQUI PELA PRIMEIRA VEZ, EM 1978, FOI ANUNCIADO COMO “THE B.B.KING ORCHESTRA”! EXCEPCIONAIS!!!!
NA DÉCADA DE 1980, MAYALL FOI GRAVAR NA “ABC RECORDS” E MANTEVE ESTA LINHA. MAS COM “SABOR” MAIS ACENTUADAMENTE AMERICANO, SE CONSIGO PROPOR… FICOU DIFERENTE; E É MUITO BOM, TAMBEM. OUTROS TEMPOS E OUTRAS FORMAS.
MUDOU, TAMBÉM, NOS ANOS 1990, RETORNANDO AO FORMATO DE PEQUENO GRUPO, PRIORITARIAMENTE.
NO ATUAL SÉCULO JOHN MAYALL PROSSEGUE ATIVO E SÓLIDO, MAS TALVEZ SEM A CRIATIVIDADE DE ANTES. TAMBÉM PUDERA: ESTÁ COM 89 ANOS!
FOFOCAS NO DECORRER DOS TEMPOS DIZIAM QUE ELE QUE ERA UM GRANDE COLECIONADOR DE REVISTAS PORNÔ. PORÉM, O QUE SE SABE DE VERDADEIRO, E CONFIRMADO, É QUE LUTOU NA GUERRA DA COREIA E INICIOU A CARREIRA NA MÚSICA QUANDO PERTO DOS TRINTA ANOS – O QUE É RARO E PRECIOSO!
E SEMPRE TRABALHOU MUITO E PESADO! ERIC CLAPTON CONTA QUE OS “BLUESBREAKERS” TOCAVAM QUASE TODA NOITE EM CIDADES VARIADAS E A QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA. IAN E VOLTAVAM NO MESMO DIA. HAJA VITALIDADE!
JOHN MAYALL SEMPRE FOI TIDO COMO GRANDE PERFORMER AO VIVO. GRAVOU MUITOS DISCOS EM SHOWS VARIAOS. ELE CONTOU, EM ENTREVISTA, QUE NÃO VENDIA MUITOS DISCOS, MAS FEZ, ENTRE OS ANOS 1960 E 2000, CERCA DE 200 CONCERTO AO VIVO POR ANO!!! MUITA SAÚDE, TALENTO E BOA VONTADE!
EU O ASSISTI AO VIVO, EM SÃO PAULO, NO INÍCIO DOS ANOS 1980. ELE É FANTÁSTICO, NO PALCO! ENERGIA ESCORRENDO PELOS POROS. FEZ SHOW COM MAIS DE DUAS HORAS, E RETORNOU PARA AJUDAR A DESMONTAR OS INSTRUMENTOS E DAR AUTÓGRAFOS!!!!!!!! EU TENHO O MEU!!! MÚSICO E QUASE ATLETA.
SEI LÁ EXATAMENTE QUANTOS DISCOS E DVDS POSSUO DELE. ESTÃO PERTO DE SESSENTA E AINDA FALTAM. E, RECENTEMENTE, LANÇOU UM DUPER BOX COM 35 CDS ABRANGENDO AS FASES NAS GRAVADORAS “DECCA E “POLYDOR”, HOJE CONTROLADAS PELA “UNIVERSAL MUSIC”. INFELIZMENTE, É CARO DEMAIS PARA MIM!
AFIRMO QUE JOHN MAYALL É MAIOR E MAIS IMPORTANTE QUE A PRÓPRIA FAMA; E CERTAMENTE SE MANTERÁ RECONHECIDO E FESTEJADO NO FUTURO. SOU FÃ HÁ MAIS DE 50 ANOS E VOU CONTINUAR.
PROCUREM DISCOS, QUALQUER DISCO, DESSE GRANDE MAESTRO DO BLUES! O MAIS IMPORTANTE BLUESMAN QUE A INGLATERRA PRODUZIU.
PODEM COMEÇAR POR ESTE AQUI!
POSTAGEM ORIGINAL: 21/08/2018
Nenhuma descrição de foto disponível.

JOHN MAYALL – LIVE 1964/1972 – “DERAM” & “POLYDOR” RECORDS

“JOHN MAYALL” É O MAIS IMPORTANTE E COMPLETO ‘BLUESMAN” QUE A INGLATERRA PRODUZIU!
SEU INTERESSE, CONHECIMENTO E A QUANTIDADE VASTA DE PERSPECTIVAS, ESTILOS E FRONTEIRAS QUE EXPLOROU, E GRAVOU, ENTRE O BLUES, O JAZZ E O ROCK, PODE SER CONSIDERADA ÚNICA, HISTÓRICA.
HÁ POUCOS ARTISTA, EM QUALQUER ÉPOCA, QUE TENHAM CRIADO UM LEGADO TÃO ENCICLOPÉDICO, PESSOAL E SIGNIFICATIVO. DESSE PONTO DE VISTA, ELE ESTÁ AO LADO DE “MILES DAVIS”, “DAVID BOWIE”, “CAETANO VELOSO” E “PAUL McCARTNEY”.
JOHN MAYALL É UM GÊNIO? CERTAMENTE É! SEU VOCAL É LIMITADO, ALGO CHATO E MUITAS VEZES NÃO DÁ CONTA DO RECADO. TALVEZ LEMBRE UM POUCO O TIMBRE DE “BOBBY BLUE BLAND”.
PORÉM, É UM NOTÓRIO SUPERDOTADO: É OUSADO E ACERTIVO, E WORKAHOLIC CONVICTO, ATÉ HOJE, AOS QUASE 90 ANOS!
MAYALL É, ANTES DE TUDO, UM GRANDE BAND LEADER E DESCOBRIDOR DE TALENTOS. ABRE ESPAÇO AOS MAIS JOVENS E AOS COMPETENTES, EM GERAL. CRESCE JUNTO E ATRAVÉS DOS TALENTOS QUE PRESTIGIA.
ELE TAMBÉM AGE COMO UM HISTORIADOR, QUEM SABE ARQUEÓLOGO.
POR SER COMPOSITOR PROLÍFICO, TEM CARREIRA PLENA DE MEMÓRIAS E HISTÓRIAS TRANSFORMADAS EM BLUES, COMO SE ESPERA DE UM AUTÊNTICO “BLUESMAN”. EM LEITURA LIVRE, SUA TRAJETÓRIA DE VIDA, EXPERIÊNCIAS E LONGEVIDADE, POSSIBILITAM ANALISA-LO SOB PERSPECTIVA SOCIOLÓGICA.
TALVEZ?
OS DISCOS DE “JOHN MAYALL & THE BLUESBREAKERS” PARA A GRAVADORA DECCA, NOS ANOS 1960, SÃO TODOS DIFERENTES ENTRE SI. VÃO DO SOLO À PROEMINÊNCIA DOS TRÊS SUPER GUITARRISTAS INGLESES QUE LANÇOU AO ESTRELATO, “ERIC CLAPTON”, “PETER GREEN” E “MICK TAYLOR”.
O PRIMEIRO QUE FEZ PARA A “DERAM”, EM 1964, “JOHN MAYALL PLAYS JOHN MAYALL”, FOI TOTALMENTE GRAVADO AO VIVO EM UM DOS “CLUBES TEMPLO” DA INGLATERRA, O “KLOOK´S KLEEK. É O BLUES/R&B TÍPICO DA ÉPOCA, COMO OS FEITOS PELOS “ANIMALS”, “ROLLING STONES”, “YARDBIRDS” E TANTOS MAIS. ESTÁ LÁ “JOHN McVIE”, BAIXISTA, DEPOIS FAMOSO NO “FLEETWOOD MC”.
OBSERVEM, TAMBÉM, O “PRIMAL SOLOS”, COM PERFORMANCES, NA DÉCADA DE 1960 DE “ERIC CLAPTON”, “MICK TAYLOR” E ATÉ “JACK BRUCE”!
“MAYALL” NUNCA SE INTIMIDOU COM TOQUES DE VANGUARDA. FREQUENTOU OS MAIS DE “CINQUENTA TONS DO BLUES”, PARA O PRAZER DE TODOS NÓS, AMPLIANDO A HISTÓRIA DA MÚSICA EM DOIS ÁLBUNS “FUNDINDO O BLUES COM O ROCK PSICODÉLICO PROGRESSIVO”: “BLUES FROM LAUREL CANYON” E “CRUZADE”, ENTRE 1967 e 1968.
HÁ DISCOS AO VIVO DESTA FASE NA FOTO, COMO “THE DIARY OF A BAND, VOL. 1 E 2”, 1967/1968. ELE VEM COM “MICK TAYLOR”, NA GUITARRA E OUTROS COBRAS INGLESES.
“JOHN MAYALL” FEZ VÁRIOS E DIFERENCIADOS SHOWS AO VIVO, A PARTIR DE 1969, QUANDO MUDOU PARA A GRAVADORA “POLYDOR”; FICOU POR LÁ ATÉ 1975.
O PRIMEIRO DISCO DELES É O HISTÓRICO E DEFINIDOR “THE TURNING POINT”. FOI GRAVADO NO FILLMORE EAST, EM NOVA YORK, EM JULHO DE 1969. É TOTALMENTE ACÚSTICO, E TRAZ GRANDE NOVIDADE: NÃO HÁ BATERIA! “JON MARK”, GUITARRA; “STEVE THOMPSON”, BAIXO; “JOHNNY ALMOND”, SOPROS, JUNTARAM-SE A ‘MAYALL”, QUE FEZ O VOCAL E TOCOU HARMÔNICA.
É DISCO FUNDAMENTAL DAQUELES TEMPOS. E PODERIA TER SIDO FEITO, TALVEZ UNS TRINTA ANOS DEPOIS, PARA A “M TV”!!!! IMPERDÍVEL!
NESTA NOVA FASE, “MAYALL” FOI EXPLORAR OUTROS TERRITÓRIOS PRÓXIMOS AO JAZZ E AO BLUES. PERSISTIU EM FUSÕES E BUSCA DE ORIGINALIDADE. E ALÉM DO SEMI – ACÚSTICO MEMORÁVEL, CRIOU MAIS DOIS ÁLBUNS SENSACIONAIS; E GRAVADOS AO VIVO COM “ORQUESTRA”:
HÁ O ESPETACULAR “JAZZ BLUES FUSION”, DE 1971; SHOW COALHADO DE CRAQUES AMERICANOS PRÓXIMOS AO JAZZ, COMO O TROMPETISTA “BLUE MITCHELL” E O GUITARRISTA “FREDDY ROBINSON”, ENTRE VÁRIOS.
E O MEU PREDILETO ENTRE TODOS: O SHOW NO LENDÁRIO “WHISKY A GO GO”, EM 1972. “MOVING ON” É IMPRESCINDÍVEL PELA CONCENTRAÇÃO DE MÚSICOS DO “JAZZ” MAIS PRÓXIMOS AO BLUES, ENQUANTO VARIANTE JAZÍSTICA. O SHOW É DINÂMICO, E DE ALTO NÍVEL TÉCNICO-ARTÍSTICO. E COM DIREITO A PERFORMANCE À PARTE DE “LARRY TAYLOR”, UM DOS MELHORES BAIXISTAS DA HISTÓRIA. VALE A PENA COMPRAR O CD – OU O VINIL !
É INTERESSENTE NOTAR QUE ESTE CONCEITO “ESPECÍFICO DE ORQUESTRA”, FOI DESENVOLVIDO NOS ANOS 1950, PELOS GRANDES “RHYTHM´N´BLUES MEN” AMERICANOS. QUER DIZER: AGREGARAM À BASE RITMICA E À GUITARRA E BAIXO ELÉTRICOS, O NAIPE DE METAIS. É O FINO! DELES EXPANDIU-SE, TAMBÉM, OS ARRANJOS PARA A SOUL MUSIC, NA DÉCADA SEGUINTE.
GRANDES”BLUESMEN” COMO FREDDIE KING E ALBERT KING, CONSTRUÍRAM “ORQUESTRAS” PARA ACOMPANHÁ-LOS.
QUANDO “B.B.KING” ESTEVE NO PELA PRIMEIRA VEZ, EM 1978, FOI ANUNCIADO COMO “THE B.B.KING ORCHESTRA”!
EXCEPCIONAIS!!
EM 1975, MAYALL FOI GRAVAR NA “ABC RECORDS” E SEGUIU ESTA LINHA, PORÉM COM “SABOR” MAIS “ACENTUADAMENTE AMERICANO”, SE CONSIGO PROPOR… FICOU DIFERENTE; E É MUITO BOM, TAMBÉM. NOVOS TEMPOS E OUTROS MODOS….
ELE MUDOU, TAMBÉM, NOS ANOS 1990, RETORNANDO AO FORMATO DE PEQUENOS GRUPOS, PRIORITARIAMENTE. “CUSTO CUSTA”, PARA SER… MAIS PRECISO. MAS, É ASSUNTO PARA OUTRAS RESENHAS. HÁ POR AÍ TALVEZ UNS 40 DISCOS PARA OUVIR, E COMENTAR… O CARA É PROLIFICO!
NO ATUAL SÉCULO, JOHN MAYALL PROSSEGUE ATIVO E SÓLIDO, MAS TALVEZ SEM A CRIATIVIDADE DE ANTES. TAMBÉM PUDERA: ESTÁ COM 89 ANOS! E, RECENTEMENTE, DESMAIOU NO PALCO; ESTÁ BEM, E NÃO DÁ SINAL DE QUE VAI PARAR…
SEI LÁ EXATAMENTE QUANTOS DISCOS E DVDS POSSUO DELE. ESTÃO PERTO DE SESSENTA E AINDA FALTAM…RECENTEMENTE FOI LANÇADO UM SUPER BOX, COM 35 CDS, LIVRO, ETC…ABRANGENDO “SÓ” AS FASES NAS GRAVADORAS “DECCA E “POLYDOR”, CONTROLADAS PELA “UNIVERSAL MUSIC”.
É CARO DEMAIS PARA MIM!
FOFOCAS NO DECORRER DOS TEMPOS DIZIAM QUE “JOHN MAYALL” ERA UM GRANDE COLECIONADOR DE REVISTAS PORNOGRÁFICAS; PORÉM, O QUE SE SABE DE VERDADEIRO, CONFIRMADO, É QUE LUTOU NA GUERRA DA COREIA, E INICIOU A CARREIRA NA MÚSICA QUANDO PERTO DOS TRINTA ANOS – O QUE É RARO E PRECIOSO!
“MAYALL” SEMPRE TRABALHOU MUITO E PESADO! “ERIC CLAPTON” CONTA QUE OS “BLUESBREAKERS” TOCAVAM QUASE TODA NOITE EM CIDADES VARIADAS E A QUILÔMETROS DE DISTÂNCIA. IAM E VOLTAVAM NA MESMA NOITE. E, DURANTE O DIA, ELE POR MUITO TEMPO TRABALHOU COMO DESIGNER GRÁFICO…
HAJA VITALIDADE!
JOHN MAYALL SEMPRE FOI TIDO COMO GRANDE PERFORMER AO VIVO. GRAVOU MUITOS OUTROS DISCOS, E HÁ “TAPES” E DVDS COM SHOWS VARIADOS. CERTA VEZ, CONTOU QUE NÃO VENDIA MUITOS DISCOS; MAS FEZ, ENTRE OS ANOS 1960 E 2000, CERCA DE 200 CONCERTOS AO VIVO POR ANO!!! MUITA SAÚDE, TALENTO E BOA VONTADE!
ESPERO QUE ESTEJA RICO; ELE MERECE.
EU O ASSISTI AO VIVO, EM SÃO PAULO, NO INÍCIO DE 1980. É UM ARTISTA FANTÁSTICO, NO PALCO! ELETRICIDADE VAZANDO PELOS POROS. FEZ SHOW POR MAIS DE DUAS HORAS, E RETORNOU PARA AJUDAR A DESMONTAR OS INSTRUMENTOS.
ELE E BANDA VOLTARAM E DERAM AUTÓGRAFOS PARA QUEM PEDIU!!!!!!!! EU TENHO O MEU!!! É MÚSICO HISTÓRICO E QUASE ATLETA!
EM 2005, ELE RECEBEU A COMENDA DA ORDEM DO IMPÉRIO BRITÂNICO, COMO “PAUL McCARTNEY’, “GARY BROOKER’, “ELTON JOHN”, ‘CLAPTON’ E TANTOS MAIS. E MERECIDAMENTE!
EU AFIRMO QUE JOHN MAYALL É MAIOR E MAIS IMPORTANTE QUE A PRÓPRIA FAMA. SOU FÃ E COLECIONADOR HÁ MAIS DE 50 ANOS E VOU CONTINUAR.
ELE CERTAMENTE SE MANTERÁ RECONHECIDO E FESTEJADO NO FUTURO.
NÃO PERCAM! PERCAM-SE NOS DISCOS DELE!
POSTAGEM ORIGINAL: 21/08/2022
Pode ser uma imagem de 2 pessoas

U-2, R.E.M , e THE SMITHS: A CONSOLIDAÇÃO DO NOVO ROCK DOS ANOS 1980, E AS BASES PARA O ROCK ALTERNATIVO

Minha cronologia histórica para definir períodos do ROCK é um tanto diferente do que se vê por aí. Talvez seja pessoal demais e inadequada. E, claro, estilos e gêneros permanecem além das modas e modismos. E se acumulam, confundem, e misturam, enquanto a vida e os tempos seguem… Vou narrar minha perspectiva:
A música jovem rebelde dos anos 1950, o ROCK AND ROLL clássico, começou a tomar forma mais ou menos em 1948, e foi para o segundo plano em 1961.
Os anos 1960 e seu ROCK prototípico (o que é que é isso, TIO SÉRGIO!!!! ), o BEAT, começaram em 1962, e se transformaram por volta de 1966/1967; período em que os elementos definidores da sonoridade dos anos 1970 começaram a tomar corpo. A PSICODELIA, o ROCK PROGRESSIVO, mais o HARD ROCK e o HEAVEY METAL…, entraram em cena pleiteando a eternidade.
E seguiram até 1975/1976, quando iniciou-se, de fato, a música preponderante nos 1980; com o advento do PUNK e da variedade imensa de sonoridades surgidas com o ROCK ALTERNATIVO. Esse talvez tenha sido o período mais longo até então, gerando metamorfoses e alguns
flertes com o passado. Por volta de 1990, o GRUNGE e o BRIT POP ditaram estilo e, ao mesmo tempo, ajudaram a consolidar a já estabelecida tendência do ROCK ALTERNATIVO.
Entenderam? Hummm… talvez o correto seja dizer: me entenderam? ; quem sabe!
É um favor não cobrarem a imensidão de tendências que conviveram ou sobreviveram ao longo dos tempos, transformando o ROCK PROGRESSIVO, o HEAVY METAL e o HARD ROCK. E nem ouso citar e as mil faces e formas da MÚSICA NEGRA – o HIP-HOP incluído. porque configuram outros assuntos, requerem doses acima do que a minha insanidade, conhecimentos e curiosidade comportam.
Enfim; é uma a tese que esbocei…
THE SMITHS, U-2, e R.E.M são claramente as bandas que expuseram o novo ROCK surgido nos anos 1980. Então, vamos com alguma sociologia musical…
Os mais jovens, que por aqueles tempos ainda não existiam, talvez não saibam o impacto cultural que teve o surgimento dos SMITHS, em 1982 e nos anos subsequentes. Aqui, no Brasil, o lançamento de seus discos foi reivindicado quase aos berros pela crítica especializada!
Havia jornalismo de música informado sobre a modernidade, né@Fernando Naporano? Mas, em completo descompasso com a soviética sonolência das gravadoras nacionais.
A discografia, quase toda importada, e as poucas lojas ou espaços para essa nova música eram reduzidíssimos! Com a palavra@Rene Ferrie@Luiz CalancaAyrton Mugnaini Jr., viventes não burocráticos naquela era…
Os SMITHS, na minha opinião, fundiram e modernizaram o ROCKABILLY dos anos 1950, com o timbre de voz algo ROY ORBISON, de MORRISSEY. Aliás, figura emblemática da liberação gay. Ele é fã de cantoras POP como DUSTY SPRINGFIELD, CILLA BLACK, etc.
Os SMITHS duraram 5 anos com muito sucesso. JOHNNY MARR e MORRISSEY continuam por aí atuantes e significativos.
O R.E.M. é tido como a banda fundadora do ROCK ALTERNATIVO, coisa de rádios universitárias americanas e de gente insatisfeita com a mesmice, que excluía do cardápio VELVET UNDERGROUND, STOOGES, NEW YORK DOLLS, PATTY SMITH, e os macacos travessos de sempre.
Eles criaram sonoridade muito americana, emulando BYRDS, FOLK, COUNTRY e, claro, o PUNK; no fundo do poço de bandas como MINUTEMAN, BLACK FLAG e outros soberbos desconhecidos.
Como quase todos sabem, saíram do underground para o proscênio na esteira dessa nova onda. Fazer letras algo indecifráveis e com ares intelectuais, também ajudou. Para fins de necrológio, viveram entre 1980 e 2011. Para o meu gosto, a sonoridade americana demais é algo entediante. Mas vale; eles são fundamentais!
A mais bem sucedida banda pós anos 1970, e ligada diretamente ao som dos anos 1980 é o U-2. Mestres na administração de expectativas, lançaram comparativamente poucos discos, uns 22, em mais ou menos 43 anos de carreira.
Bons de palco e produção; e simultaneamente reincidentes ao som básico que sempre fizeram; mas inovadores,”up to date”, ao tempo de cada disco que lançou, o U2 é o maior fenômeno de massa provindo do que se poderia considerar ROCK ALTERNATIVO.
São mais de 170 milhões de discos vendidos, diversas coletâneas de singles e sucessos, shows ao vivo mundo afora; continua sendo referência de estilo nesses tempos de muito pouca mudança sonora. O U2 é a banda irlandesa de maior sucesso em todos os tempos!
Vocês dirão com certeza ao menos duas coisas:
A primeira delas, é que não comentei discos. E não mesmo! Dos três grupos, o único álbum de série que em mim causou alguma surpresa foi o “UNFORGETABLE FIRE”, 1984, do U-2 que, acho esteticamente o mais bem sucedido da carreira deles. Claro, devo estar defasado; aliás, com toda a certeza.
Gosto, evidentemente, de um monte de singles dos 3 grupos, mas não a ponto de comprar além do que mantive.
Mas, tio Sérgio! Nem uma fotinho de disco dos R.E.M?
Pois, é! Tive o “FABLES OF RECONSTRUCTION” e, talvez, alguma coletânea. Gravei, vendi tudo e comprei discos de JAZZ.
Não me fazem muita falta… Mesmo que, de tempos em tempos, pinte algum arrependimento.
Mas, não façam o que eu fiz!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/08/2020
Nenhuma descrição de foto disponível.