BLUES PROJECT – LIVE AT THE CAFÉ A GO GO – VERVE FOLKWAYS 1966, E OUTROS DISCOS MEMORÁVEIS.

BLUES PROJECT foi banda semiobscura fora de certas rodas. É FOLK-BLUES-ROCK na veia, e ao velho estilo. E LIVE AT CAFÉ AU GO GO é um CULT – CLÁSSICO IMPRESCINDÍVEL, lançado em 1966. E, por caminhos que só DEUS sabe, também foi lançado no BRASIL!
Meninos e meninas, se vocês querem sentir o que uma banda legal fazia ao vivo, em meados dos anos 1960, e em local pequeno – umas 400 pessoas -, então esse é o disco!
Conhecidos por comparativamente poucos, tornaram-se item de colecionadores e memória afetiva dos ROCKERS e, principalmente, de quem gosta de BLUES.
E TIO SÉRGIO gosta!
Americanos de Nova York e, para o contexto, é interessante notar que são todos descendentes de judeus. E tocavam muito! A história firma que iniciaram carreira no “CAFE AU GO GO”, boate-clube de Nova York e, três meses depois, a casa ficava entupida de gente para vê-los!
Banda com seis membros, incluído o vocalista TOMMY FLANDERS, que participou apenas de umas faixas desse LP; revelou três músicos excelentes, que fizeram carreira: DANNY KALB, guitarrista excepcional, um tanto minimalista e imensamente BLUESY; STEVE KATZ, também guitarra, e cantor de voz lindíssima; e um dos fundadores do BLOOD SWEAT & TEARS, grupo de JAZZ ROCK primordial, com outro membro dos BLUES PROJECT:
AL KOOPER, tecladista e produtor histórico, participou em discos de BOB DYLAN (em “Like a Rolling Stone” é dele o solo de órgão).
Esteve, também, com HENDRIX e outros diversos vários. E, descobriu e produziu o LYNYRD SKYNYRD, onde participou em faixas como “Sweet Home Alabama” e “Free Bird”.
AL KOOPER é grande o suficiente para não ser ignorado! É “Dr. HONORIS CAUSA” em música pela BERKELEE SCHOOL!
“LIVE AT CAFE A GO-GO” é disco sensacional! Navega entre o FOLK, o ROCK e o BLUES; mescla o elétrico e o acústico, tem performances individuais de tirar o fôlego.
Você não ouvirá versão de “SPOONFUL” melhor do que esta aqui! E vai cair em dois pés (claro, quem escuta esses caras não é quadrúpede!!!!rsrsr ) com “THE WAY MY BABY WALKS”; “BACK DOOR MAN” ; “WHO DO YOU LOVE” e as treze restantes…
BLUES PROJECT gravou outros discos excelentes, como PROJECTION, o segundo, em 1967. E outros aqui postados, inclusive a excelente coletânea dupla.
ANDY KULBERG, baixista e flautista; e ROY BLUMENFELD baterista, também na formação original do BLUES PROJECT, formaram em 1969, o SEATRAIN. O grupo forjou interessante simbiose “FUSION” de FOLK, BLUES e ROCK PROGRESSIVO. E foram produzidos por GEORGE MARTIN – ahhhh, vocês sabem quem é!
Meninos e meninas, moços e moças e velharada geral inclusa: quem não tem BLUES PROJECT na discoteca não passa de ano em ROCK’N’ROLL!!!!
Tentem!
POSTAGEM ORIGINAL:16/08/2023
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HÉLÈNE GRIMAUD, PIANO: WARNER RECORDINGS – ERATO – 1995/2001 – 6 CDS BOX SET. VÁRIOS COMPOSITORES E MAESTROS

HÉLÈNE GRIMAUD, PIANO / NITIN SAWHNEY, ELETRÔNICA: WATER TRANSITIONS – DEUTSCHE GRAMMOPHON, 2016
CERTA MADRUGADA, ANOS ATRÁS DEPAREI-ME, NO CANAL 648 DA NET, COM O RECITAL DE “HÉLÈNE: E :SAWHNEY” CHAMADO “FOREST & BEYOND”. A PERFORMACE FOI BASEADA NO DISCO “WATER”, E REALUZADA EM UM DOS MAIS MODERNOS TEATROS PARA CONCERTOS DA ATUALIDADE: O ESPETACULAR, DO PONTO DE VISTA TÉCNICO E ARQUITETÔNICO, “ELB-PHILARMONIE HALL”, EM HAMBURGO, ALEMANHA.
NÃO FUI DORMIR…
“HÉLÈNE GRIMAUD” É UMA GÊNIO EXPLÍCITA; E ARROJADA EM SUAS IDEIAS. DIZEM DELA QUE ATÉ QUANDO ERRA O RESULTADO É “INTERESSANTE”; E, MUITAS VEZES, MAGNÍFICO! FRANCESA, HÉLÈNE É FORMADA NO CONSERVATÓRIO DE PARIS, E TEM CARREIRA DE SUCESSO HÁ QUASE QUATRO DÉCADAS. ELA JÁ TOCOU POR AQUI.
HÉLÈNE JÁ TOCOU POR AQUI. TEM 58 ANOS E, ALÉM DE TALENTOSA, É MUITO BONITA!
GRAVOU – POR ENQUANTO – MAIS DE 40 ÁLBUNS PARA O ÁPICE ARTÍSTICO DO MUNDO ERUDITO, COMO A “DEUTSCHE GRAMMOPHON”, “DENON” E “TELDEC”.
SEU REPERTÓRIO E INTERESSE VÃO DE “GERSHWIN A PHILLIP GLASS”; E FEZ VÔOS POR “BACH, LISZT, DEBUSSY, BARTÓK E BOULEZ.
NESTE MAGNÍFICO BOX COLIGINDO GRAVAÇÕES FEITAS NA “ERATO”, ELA EXECUTA PEÇAS DE PIANO SOLO, OU ACOMPANHADA POR DIVERSOS MAESTROS E ORQUESTRAS. HÉLÉNE GRIMAUD VIAJA POR RACHMANINOFF, BEETHOVEN, BRAHMS, SCHUMANN, STRAUSS, GERSHWIN SIDERANDO EM BARTOK”.
A MOÇA DE “OLHOS DE LEOA” JÁ FOI REGIDA POR “KURT MAAZUR”, “CLAUDIO ABBADO”, “VLADIMIR ASHKENAZY”, “DAVID ZINMAN”, “KURT SANDERLING”, “DANIEL BAREMBOIM”; E GENTE NO MESMO NIVEL, EM CONCERTOS MUNDO AFORA, ONDE FOI A SOLISTA.
A PROFICIÊNCIA E ECLETISMO DE HÉLÈNE GRIMAUD SÃO IMPRESSIONANTES!DESENVOLVEU DEDILHADO SUAVE, NÃO AGRESSIVO, LEVE COMO SUA APARÊNCIA QUASE ANGELICAL.
NAS HORAS VAGAS, ( EXISTIRIAM? ) HÉLÈNE GRIMAUD ADMINISTRA UMA FUNDAÇÃO PARA PRESERVAR OS LOBOS E SEUS HABITATS. OS “PETS” DISCREPAM DE SUA PIANÍSTICA… ENIGMAS NA EXISTÊNCIA DE UMA SUPERDOTADA…
O CD “WATER” É UM ASSOMBRO CRIATIVO. HÉLÈNE MESCLA OBRA DO COMPOSITOR DE MÚSICA ELETRÔNICA E ARREDORES, “NITIN SAWHNEY”, “WATER – TRANSITION de 1 a 7”, COM A PIANÍSTICA DE “BERIO”; “TAKEMITSU”; “FAURÉ”; “RAVEL”; “ALBENIZ”;”LIZT”; “JANACEK” E “DEBUSSI”, O RESULTADO É IMPERDÍVEL; QUASE POP, INUSITADO?!?!
HÉLÈNE FAZ-ME LEMBRAR UMA HISTORINHA: NO DIA DA POSSE PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA, “FLORESTAN FERNANDES”, O GRANDE SOCIÓLOGO, MESTRE E ORIENTADOR DE “FERNANDO HENRIQUE CARDOSO”, DISSE NO OUVIDO DELE: “EU NÃO CRIO GATOS; CRIO TIGRES”!!!
HÉLÈNE, BELA E FERA, FAZ GRANDE MÚSICA E LITERALMENTE CRIA LOBOS!!!
NÃO PERCAM!
POSTAGEM ORIGINAL:16/08/2023
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OS PRIMEIROS ÁLBUNS CONCEITUAIS DA HISTÓRIA?

A revista “RECORD COLLECTOR” no mês de julho de 2017, pinçou o que teriam sido os dois primeiros discos conceituais da história:
Esqueçam MOODY BLUES, “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; ou THE WHO, “TOMMY”, 1969; ou álbum clássico dos PRETTY THINGS, “S.F.SORROW”; e mesmo SARGENT PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND, dos… ahh, vocês sabem de quem…
O papo é reto; o primeiro foi:
1) MANHATTHAN TOWER, criado pelo maestro e arranjador GORDON JENKINS, que trabalhou com nata musical do JAZZ e do POP desde a década de 1940 até os 1970. Foi lançado pela DECCA RECORDS, em 1946, em um álbum duplo com dois 78 discos de rotações.
Um tema em cada lado, sobre a vida em um bloco de aptos em Nova York: tem jazz, narrações, barulhos de carros, buzinas e declamações. tudo compondo uma suíte musical integrada. É um disco conceitual, sem dúvidas! E muito interessante e inovador. Tio Sérgio tem em CD, para gáudio de si mesmo, e para desfilar pimpão para os amigos. HUM…..
Com o lançamento dos Long Plays, em 1948, a obra foi posta neste novo formato, muito mais adequado para proposta como esta.
2) CALIFORNIA SUITE, foi composta e gravada por MEL TORMÉ, em 1949; e retomou a proposta de JENKINS já dentro da nova tecnologia. Ele cantou sobre a CALIFÓRNIA e suas modernidades . O som é considerado POP , antecipando de alguma forma o que aconteceria uns 18 anos mais tarde.
O passado é imprescindível para entendermos o presente . E desconfiarmos, sempre, que se recria muito mais do que realmente se cria.
É Tema para infinitas discussões.
Procurem pelaí nos YOUTUBES!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/08/2017
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CLIFF RICHARD – FASE ROCK AND ROLL – BOX COM 5 CDS, FINAL 1959 A 1963 – E TRILHA SONORA DE “SUMMER HOLIDAY”, 1962

Com quem vocês pensam que estão lidando?
CLIFF RICHARD é o ELVIS PRESLEY da Inglaterra. Teve carreira semelhante à dele e a de ROBERTO CARLOS: todos começaram no ROCK e migraram para o POP.
“SIR” CLIFF RICHARD continua vivo, vivíssimo! Vendeu mais de 250 milhões de discos! Foram cem ( escrevi cem! ) COMPACTOS ou SINGLES de sucesso, e mais de 50 LONG PLAYS!
Ele é “CAVALEIRO DO IMPÉRIO BRITÂNICO”, por ter prestado excelentes serviços à cultura. Está na companhia de PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, BRIAN MAY, JEFF BECK e GARY BROOKER ( o vocalista do PROCOL HARUM ), entre vários.
Gostaram?
Aqui está um BOX daqueles baratos com 5 CDS, parte de sua fase ROCK AND ROLL. E observem na foto o primeiro LONG PLAY de CLIFF, gravado ao vivo em estúdio em 1959, acompanhado pelos “SHADOWS”, a seminal banda de ROCK INSTRUMENTAL britânica, quando ainda se chamavam “DRIFTERS”.
No Brasil, saiu com o título de “ROCK TURBULENTO”, no início dos anos 1960. É disco raro, precioso e colecionável!
Também da foto edição limitada em CD, lançada em 2003, de uma TRILHA SONORA de filme em que CLIFF participou. A produção é o fino: fotos, poster, texto e tudo o que justifica o evento. “SUMMER HOOLIDAY” foi saiu em 1962.
THE “SHADOWS” gravou dezenas e dezenas de LONG PLAYS. Eles e os VENTURES ( americanos ), são o fundamento da guitarra no ROCK: os Rifs, solos e forma de tocar influenciaram, e influenciam ainda hoje, a produção do ROCK e do POP.
“CLIFF e os SHADOWS” foram parceiros muitas e muitas vezes.
Se querem ouvir como se faz e fez ROCK AND ROLL, na Grã Bretanha antes dos BEATLES, este é o disco! Meninas esgoelando, pererecas em chamas, e outras “atitudes selvagens tradicionais”, também foram gravadas.
É impecável, vibrante e alguém já escreveu o lugar comum: aumenta que isso aí é ROCK AND ROLL!!!!
Incontestável!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/08/2023
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STEPHEN STILLS – CARRY ON – BOX COM 4 CDS. RHYNO / ATLANTIC E WARNER RECORDS – 2013

A TURMA DO ROCK SABE QUEM ELE É. UM PERSONAGEM
ESSENCIAL PARA O “BUFFALO SPRINGFIELD” E “CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG”; FEZ PUJANTE CARREIRA SOLO E PARCERIAS.
STEVE NÃO É UM QUALQUER. É SUJEITO DETERMINADO, GUITARRISTA BRILHANTE, CANTOR EXCELENTE, ESTILISTA IDENTIFICÁVEL, E COMPOSITOR PROLÍFICO.
ESTÁ ESCRITO NO LIVRETO DESTE SENSACIONAL, BEM CRIADO E PRODUZIDO BOX; QUE PERCORRE OS INTENSOS PASSOS DE SUA CARREIRA, QUE STILLS FOI MUITO BEM EDUCADO EM COLÉGIOS CATÓLICOS. É UM HOMEM CULTO E GRANDÍSSIMO PAPO POR SUA INTELIGÊNCIA ABRANGENTE.
STEPHEN É UM TALENTO AMERICANO, REFINADO POR ESFORÇO E PROFUNDO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA DA MÚSICA CONTEMPORÂNEA. ESTEVE NO AUGE QUANDO A NOVA MÚSICA VINDA DOS ANOS 1960 SE CONSOLIDOU.
STILLS FEZ E FAZ CONSTANTEMENTE! É UM ARTESÃO; EM SEU PRIMEIRO DISCO SOLO ESTAVA LÁ, ENTRE OUTROS, JIMI HENDRIX. SEM FALAR QUE COMPÔS UM DOS CLÁSSICOS DA DÉCADA DE 1960, “FOR WHA IT´S WORTH”, COM O BUFFALO SPRINGIFIELD. FEZ, TAMBÉM, “SWEET JUDY BLUE EYES”, COM “CROSBY, STILLS & NASH”, EM HOMENAGEM À SUA NAMORADA NA ÉPOCA, A CANTORA FOLK ESPETACULAR “JUDY COLLINS”!
STEVIE FEZ E FAZ ACONTECER ATÉ HOJE! E NAS VÁRIAS CONFIGURAÇÕES DAS QUAIS PARTICIPOU, COMO “MANASSAS”, EM 1973, RESTOU SABORZINHO QUE INFLUENCIOU OS “DOOBIE BROTHERS”, E ATÉ OS “EAGLES”.
RESUMINDO, NO DECORRER DA CARREIRA, STIILS SEMPRE ENTREGOU MAIS DO QUE TRANSPARECEU. ENTÃO, VAMOS ESCUTÁ-LO COM MAIS FREQUÊNCIA E O IMENSO RESPEITO QUE DESPERTA E MERECE.
“STEPHEN STILLS” É UM ARTISTA MUITO ACIMA DA MÉDIA; E UM POUCO ABAIXO NA MÍDIA – INFELIZMENTE!
POSTAGEM ORIGINAL: 17/08/2019
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ECM RECORDS – BOX SETS

A série é bem maior, e venho comprando aos poucos.
São geralmente os três primeiros discos de cada artista, e a produção gráfica é minimalista, aparentemente simples, com um livreto e três discos cada, mas sem as capas originais.
O efeito é frugal e lindo. E a música divina.
Colecionadores devem rezar sempre pelas gravadoras-conceito: BLUE NOTE, HARVEST, PRESTIGE, VERTIGO, VERVE, ECM e outras. São orgulho e diversão para a vida inteira!Nenhuma descrição de foto disponível.
POSTAGEM ORIGIANAL: 17/08/2019

TANGERINE DREAM – DE 1967 ATÉ QUANDO AGUENTAREM…

ALEMÃES E CULTORES DA MÚSICA ELETRÔNICA DE VANGUARDA.
BASEIAM-SE NA MÚSICA ELETROACÚSTICA CRIADA POR “STOCKHAUSEN”, “PIERRE HENRY” , E ETC… E APROVEITO PARA LEMBRAR A PIONEIRA DO GÊNERO NO BRASIL, A PIANISTA, PROFESSORA E COMPOSITORA “JOCY DE OLIVEIRA”. FOI ELA QUEM EXIBIU PELA PRIMEIRA VEZ, E AO VIVO EM 1961, ESTA MÚSICA REVOLUCIONÁRIA AQUI NA PÁTRIA AMADA!
O “TANGERINE DREAM” INVENTOU A “AMBIENT MUSIC” E A “NEW AGE”; SÓ ISSO…. É PARTE INALIENÁVEL DO “KRAUTROCK”; E INSPIRAÇÃO PARA “BRIAN ENO”, E OUTROS TANTOS E TONTOS IMPOSSÍVEIS DE CATALOGAR, TAL A DIMENSÃO QUE A MÚSICA ELETRÔNICA TOMOU NA CULTURA CONTEMPORÂNEA!
MAS FICA “ENTRE O HIPNÓTICO E O TREMENDAMENTE CHATO”.
A FRASE PERFEITA É DA CRÍTICA DE CINEMA E INTELECTUAL AMERICANA “PAULINE KAEL”, PARA DEFINIR O FILME “2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO “, DE STANLEY KUBRICK. ELA ESCREVEU RESENHA CRÍTICA SEI LÁ QUANDO? 1969, TALVEZ ?…
O “TANGERINE DREAM” FAZ MÚSICA EXPERIMENTAL PARA CURTIR, MEDITAR, NANAR OU TRANSAR… E A SUA EXISTÊNCIA É INCONTORNÁVEL, IMPORTANTE E IMPRESCIDÍVEL!
PORÉM, MAIS IMPORTANTE DO QUE O “TANGERINE DREAM” SÓ OUTRO GRUPO ALEMÃO: O “KRAFTWERK”; MENOS CHATO E MUITO MAIS INFLUENTE.
“PÔ TIO SÉRGIO!!! EXPLICA ISSO MELHOR”!
ENTÃO, LÁ VAI: O “KRAFTWERK” FAZ MÚSICA RITMADA E DANÇÁVEL. E TORNOU-SE REFERÊNCIA PARA O “HIP-HOP”; A “DANCE MUSIC”; A “EURODISCO”, E SUBDIVISÕES AO LONGO DO TEMPO. É INFLUÊNCIA DIRETA PARA INCONTÁVEL LEGIÃO DE D.Js. QUE DOMINAM CLUBES, “RAVES” E SALÕES DE BAILE, MUNDO E UNIVERSO AFORA…
RESUMINDO: O POP ROCK ALEMÃO TAMBÉM PODE SER MALEMOLENTE, CINTURA SOLTA. O “KRAFTWERK” É REGISTRO CULTURAL PRÁ LÁ DE SIGNIFICANTIVO.
ENTÃO, RELAXEM; E APROVEITEM O “TANGERINE DREAM” E O “KRAFTWERK” DO JEITO QUE APRECIAREM.
POSTAGEM ORIGINAL: 09/08/2019/2024
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JACKIE CAIN & ROY KRALL: DUPLA VOCAL ESPETACULAR!

Mas como é possível, TIO SÉRGIO, você ter apenas três discos de JACKIE & ROY?
Você passou a vida juntando “rodinhas pretas e prateadas”; os conhecia há meio século porque houve disco deles lançado por aqui, e não fez nada?
Pois bem; Paciência! Eles formam dupla vocal de alto nível. E ROY é, também, ótimo pianista.
Em 56 anos de carreira, gravaram perto de 40 discos. Foram dos bares de JAZZ, à BROADWAY; aos BEATLES; passaram por TOM JOBIM e muita BOSSA NOVA. Fizeram percurso do “JAZZ POPIFICADO” ao POP JAZZIFICADO” – se me entendem… Cruzaram todas as tendências JAZÍSTICAS modernas, e da GRANDE CANÇÃO AMERICANA, também. Fizeram até disco FUSION espetacular “A WILDER ALIAS”, DE 1973!
JACKIE & ROY cantam muito! Têm repertório eclético, selecionado, e de bom gosto; desenvolveram técnica musical refinada; e gravaram com diversos craques da música popular contemporânea.
Ouvi no YOUTUBE outro disco sensacional: “SONG OF DORY & ANDRÉ PREVIN”: ela cantora; e casada com o famoso pianista e compositor. As versões feitas por JACKIE & ROY são espetaculares! Eu gostaria de conseguir um CD.
Pois é! Precisou o Rene Ferri e seu gosto refinado; e conhecimento enciclopédico mostrar vários vinis pra turma, para eu, mesmo chegando tarde, olhar mais atentamente esse duo imperdível!
Mea culpa; Mea maxima culpa! Pô, Ayrton Mugnaini Jr. !Cadê a revisão do meu latim latido feito vira-latas?
Os dois, marido e mulher, sempre estiveram muito próximos ao JAZZ, como ELLA, BILLIE, DINAH, SARAH, BENNETT, SINATRA e a geração deles todos. Deleite memorável! E de WHISKY, também…
ROY & JACKIE começaram em 1946. Gravaram pela primeira vez em 1955, e prosseguiram até a morte de ROY KRALL, em 2002.
JACKIE, loira voluptuosa e excelente cantora, só foi para o CELESTIAL CLUBE DOS ARTISTAS”, em 2014, aos 86 anos. Sobreviveu muito bem! Que ótimo!
Mas, quero comentar “THE WILDER ALIAS”, de 1973. O time que os acompanha é vindima de safra superior. HUBERT LAWS e JOE FARREL nos metais, STEVE GADD, na bateria, entre vários e consistentes músicos.
A direção é de DON SEBESKY; orquestrador envolvido em quase tudo! Nos estúdios operavam RUDY VAN GELDER e CREED TAYLOR. Tá bom assim? Um álbum um tanto fora do esperado, convenhamos! Porém, totalmente contemporâneo, e dentro de amplo contexto, quando foi gravado.
Será que nos lembra o “RETURN TO FOREVER”, na fase com FLORA PURIN cantando? Expõe, inclusive, um travo do que TOM JOBIM E BANDA fizeram no final de carreira. Para completar, esta edição é japonesa e da gravadora a cult CTI. É FUSION da melhor cepa!
Então, pessoal, procurem conhecer. E não percam outros discos desses dois. Percam-se neles!
RESENHAS MUSICAIS: 11/08/2023
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