SONNY STITT: SEGUIDOR DE CHARLES PARKER. 

Discografia imensa e variada, que vai do BEBOP ao FUNK JAZZ. A sonoridadeé rebuscada, como a de PARKER. E comandando a banda, SONY STITT tem aquele jeito de falar de negão malandro. É a linguagem do final dos anos 1950. E mais não digo, por falta de elementos e tempo. Ele é um HIP!!!
Mas ouçam esses discos aqui, principalmente “STITT PLAYS BIRD”, de 1963, com reedições às pencas “pelaí”. Esta foi lançada em 2003, e remasterizada como se deve! A gravação original é da ATLANTIC RECORDS.
SONNY está com músicos em nível de JOHN LEWIS, JIM HALL e CONNIE KAY, pesquisem o que eles tocavam… E não vou dizer em homenagem a quem foi gravado o disco, vocês sabem…
Também não percam, se acharem nas garimpagens, “ONLY THE BLUES”, gravado para a VERVE, 1957, em companhia de nobres como OSCAR PETERSON, HERB ELLIS, RAY BROWN e ROY ELDRIDGE! Não queridos, queridas e querides!!! TIO SÉRGIO não vai identificar os instrumentos que a turma dele tocava. É lição de casa e cai em vestibular para enteder de JAZZ.
Há outros dois ótimos discos nesta postagem, que anos atrás estiveram em catálogo aqui em PATÓPOLIS.
SONNY STITT é para os que mais ou menos acompanham as polêmicas sobre estilos e técnicas desenvolvidas por COLTRANE e PARKER. São escolas diferentes e concorrentes. É pra ouvir e curtir de cabeça aberta, e mente corrediça feito cachoeira.
Desfrutem!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/05/2023
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RUSH – THE STUDIO ALBUMS – THE ATLANTIC YEARS 1989/2007 – 7 CDS BOX SET

O RUSH tornou-se uma das melhores bandas de ROCK da História, porque uniu características indispensáveis para trabalhar e ter sucesso:
1) FOCO, estudo e observação dos detalhes;
2) PERSISTÊNCIA, PERFECCIONISMO e COMPETÊNCIA na busca de um estilo e linguagem próprios;
3) Junte isso à PAIXÃO, ao TALENTO, e uma segura administração da SORTE – sempre indispensável;
Quem consegue e faz isto, se põe no caminho certo. O RUSH conseguiu e fez!
O grupo se formou em TORONTO, em 1968. Mas, só foi gravar em 1974. O primeiro álbum, “RUSH”, ainda foi com o baterista, JOHN RUTSEY. No segundo disco, FLY BY NIGHT, assumiu a bateria NEIL PERT , e a formação clássica com GEDDY LEE, baixista e vocal, e o guitarrista ALEX LIFESON projetou de vez a banda.
Iniciaram muito bem, porém anódinos. Nos primeiros discos eram mais um trio de HARD ROCK disputando com o “TRAPEZE”, “WEST BRUCE & LAING”, o “BUDGIE”… Mas de olho no “CREAM”, e admirando “JIMI HENDRIX EXPERIENCE”. Escutavam, claro, “HUMBLE PIE” entre vários. Afinal, bons “livros e professores” também são fundamentais.
E, aos poucos, encontraram voz própria migrando para o ROCK PROGRESSIVO, ou o que lá seja o compósito criativo que desenvolveram e os levou à fama. O “RUSH” vendeu mais de 65 milhões de discos; fizeram discografia de 20 álbuns, só em estúdios. Sempre foram excepcionais AO VIVO; e gravaram mais oito álbuns em concertos mundo afora, e vídeos e montes de etc… mais, em diversos formatos.
NEIL PERT dominou o topo do “ranking” como melhor baterista de ROCK, entre 1980 e 1986. Além de ser o compositor da maioria das letras excelentes que fizeram. GEDDY LEE esteve entre os grandes baixistas, na mesma época. ALEX LIFESON, é bom guitarrista, mesmo não estando no nível técnico dos colegas. Os três são artistas e profissionais impecáveis.
Por isso, o “RUSH” desfruta merecida fama muito bem demonstrada,
e chegou ao ROCK AND ROLL HALL OF FAME, em 2013. Estavam no palco DAVE GROHL e TAYLOR HAWKINGS, do “FOO FIGHTERS”, que fizeram o “discurso de indicação e posse”.
A turma do “METALLICA” e do “DREAM THEATRE”, e incontáveis outras bandas, por décadas a fio vêm agradecendo, penhoradamente, a existência e a influência dos mestres.
E nós também agradecemos!
O BOX chegou em casa, tempos atrás, graças à FADINHA MASTERCARD que, apesar dos correios e da confusão na economia internacional, possibilitou que o TIO SÉRGIO o comprasse por $ 35,00 BIDENS, uns R$ 190 MANDACARUS. Valem cada cent….oooops centavo!
É artefato prático e bonito. Os CDs estão em formato MINI-LP, e as capas foram feitas em materiais lamentáveis, como hoje é usual. São bem gravados, e sem faixas bônus. Também acompanha um livreto “infrabásico”; ridículo para artigo de pretensão bem maior: só letras, nenhum texto ou quaisquer informações pertinentes!!!! É lamentável. Por que? Ora, pois, pois!
Dei uma “ouvida” em PRESTO e COUNTERPARTS. E já conhecia ROLL THE BONES, o melhor entre eles. Os restantes pretendo encarar aos poucos…
Mas o que “salta aos ouvidos” é a melhora na qualidade da voz de GEDDY LEE. Amadurecida, ficou mais agradável, mais contida e bem postada. E menos agreste; perdeu aquela entonação juvenil . Deixou de ser “galinácea”. Ele está cantando melhor.
Ouvi com mais atenção, por curiosidade arqueológica, o disco de COVERS que fizeram: FEEDBACK. É bem instrutivo. Traça de certa forma as inspirações originais da BANDA.
SUMMERTIME BLUES, de “EDDIE COCHRAN””, combina a versão do “BLUE CHEER” com a do “WHO”. É muito bom, pesado, marcante!
Mas, a versão original de “COCHRAN” continua imbatível.
Há versões decentes de HEART FULL OF SOUL e SHAPES OF THINGS, dos “YARDBIRDS”; THE SEEKER, também do “WHO”; SEVEN AND SEVEN IS, original do “LOVE”; e CROSSROADS, emulando o “CREAM”.
Verteram, também, MR.SOUL e a espetacular FOR WHAT IT´S WORTH – uma das maiores canções libertárias em todos os tempos! – ambas gravadas originalmente pelo “BUFFALO SPRINGFIELD”.
Tudo considerado, é um BOX decente, colecionável e com preço adequando. E vai fazer a alegria dos fãs do “RUSH” – banda que o TIO SÉRGIO, aqui, também gosta. Mas, não prefere…
POSTAGEM ORIGINAL: 14/05/2022
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ELLA FITZGERALD, HAROLD ARLEN, BILLY MAY E NORMAN GRANZ. E O B.B. KING COM ISSO?

Um de meus fascínios é observar o mundo da música de um metafórico terraço, vendo passar a história da intensa, contraditória, rica e diversificada produção artística entre mais ou menos 1955 E 1962.
O período talvez esteja para a MÚSICA o mesmo que a virada do século XIX para o XX esteve para a FILOSOFIA, ARTES PLÁSTICAS, CIÊNCIAS, ARQUITETURA… O melhor que a razão e a criação humanas haviam chegado – e se instalado.
ELLA FITZGERALD já era cantora suprema no início dos 1950, quando gravava para a DECCA. Sua enorme sensibilidade e técnica estavam meio limitadas por repertório um tanto popularesco, e produções aquém de sua genialidade como cantora e intérprete.
Foi em 1954, quando entrou de sola NORMAN GRANZ, empresário e produtor, e conseguiu negociar e contratar ELLA para a VERVE RECORDS.
Ele talvez tenha sido o primeiro a incentivar a definição do que viria a ser o JAZZ como gênero moderno e autônomo. Algo diverso e à parte das criações musicais da BROADWAY, e do RHYTHM’ AND BLUES imperante na música negra.
NORMAN GRANZ percebeu a grandeza de ELLA FITZGERALD, e providenciou o fino entre os músicos, e a elite de arranjadores e orquestradores para destacar e construí-la como estrela.
Trouxe gênios ou perto disso, comoDUKE ELLINGTON, BILLY STRAYHORN, NELSON RIDDLE, BILLY MAY…, e organizou os famosos e imprescindíveis SONGBOOKS, gravados à partir de 1955.
O primeiro deles foi o “THE COLE PORTER SONGBOOK”. Mas, vou concentrar atenção em “HAROLD ARLEN”, que tinha fama imprecisa de ser um compositor de “BLUES”.
Mas, não apenas isso, é claro. Seu foco maior eram peças e musicais para a BROADWAY.
Ele compôs a clássica “OVER THE RAINBOW”, por exemplo; que faz parte deste disco. Mas ELLA e o maestro BILLY MAY não gostaram do resultado. A escolha para o disco foi imposta por NORMAN GRANZ…
O repertório aqui é uma OVERDOSE DE STANDARDS do BLUES, aqui em sua concepção “JAZZÍSTICA”: “STORMY WEATHER”. “BLUES IN THE NIGHT”, “COME RAIN OR COME SHINE”, “ONE FOR MY BABY”, “I GOT THE RIGHT TO SING THE BLUES” … e várias de igual nível formando álbum excepcional.
As gravações remasterizadas para essa edição em 2001, estão em absoluto estado da arte! E foram realizadas em poucas sessões, quase todas feitas em janeiro de 1961. A produção com TINTURA JAZZY de NORMAN GRANZ, é o Topo do TOP, claro!
ELLA estava com 42 anos e no auge de seu domínio técnico e expressão artística! A voz de pureza e doçura absolutas, a dicção perfeita, e a compreensão das letras e interpretação, estão em nível de poucos cantores de quaisquer épocas!
Mrs. FITZGERALD é a minha cantora predileta entre as imprescindíveis SARAH, BILLIE e DINAH WASHINGTON.
BILLY MAY, o arranjador e maestro deste SONGBOOK, contou que ELLA era tímida, algo insegura, tremendamente crítica, e tinha ouvido musical perfeito.
Foi fácil trabalhar com a Deusa; que acertava no primeiro “take”, mas não se conformava e sempre pedia outros…. Era comum após o término das gravações os músicos, todos do mais alto nível artístico, aplaudirem de pé!
A orquestra e os arranjos de BILLY MAY são absolutamente sensacionais! Os metais tocam à perfeição; a bateria e o baixo BLUESY são precisos e requintados.
A gente ouve tudo com nitidez cristalina; cada instrumento em seu lugar. E quando as cordas participam jamais caem no lacrimoso ou flertam com o brega. É o suprassumo da grande canção americana, que não é JAZZ, mas POP no estamento mais alto!
Mas, TIO SÉRGIO, o que faz B.B.KING por aqui?
Eu penso que ELLA, MAY e GRANZ trouxeram o BLUES NA CONCEPÇÃO JAZZÍSTICA ao APOGEU, nessas gravações. B.B.KING pegou o remo, e foi um dos que o apresentou para o reino do ROCK, e ajudou a desenvolver a fama, contribuindo para defini-lo como estilo autônomo. É curioso observar como B.B.KING em 1950, lembra os ROLLING STONES, em 1964… Ou não?
Mas, não esqueçam: sempre foi B.B.KING ORCHESTRA. E ELLA FITZGERALD fez, também, parte da mesma geração.
Se tudo isso não te convenceu, saiba que a capa original de “ELLA FITZGERALD SINGS THE HAROLD ARLEN SONG BOOK”, é uma ilustração feita por HENRI MATISSE, e sob encomenda…
Desfrute, consiga e mantenha na discoteca. Melhor não há!
POSTAGEM ORIGINAL: 13/05/2020
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MÚSICA BOA EM MATERIAL DE BAIXA QUALIDADE!!!!!

SÃO TRÊS EXEMPLOS: “JOHN COLTRANE” – BLUE WORLD – 2019
“DIANA KRALL” – THIS DREAM OF YOU – 2020.
E “LAZAR US” – TRILHA SONORA DE MUSICAL COMPOSTO POR DAVID BOWIE, 2016
CLARO, “DIANA” E “COLTRANE” SEMPRE SÃO BONS E AGRADÁVEIS. CHEGARAM EM MINHA CASA COMPRADOS DIRETAMENTE DA UNIVERSAL MUSIC.
PORÉM, O MOTIVO DA POSTAGEM É A PÉSSIMA QUALIDADE MATERIAL DAS CAPAS!!!! O PAPELÃO É TÃO FINO E FRÁGIL, QUE RASURARAM QUANDO TENTEI RETIRAR OS DISCOS!!!!!
DOIS PRODUTOS VERGONHOSOS! E COM UM DETALHE: DIANA É NACIONAL; E COLTRANE IMPORTADO. AMBOS SELO “VERVE”, QUE POR DÉCADAS, FOI SINÕNIMO DE QUALIDADE”.
FUI ENGANADO, TAMBÉM, NA COMPRA DE UMA PICHINCHA: A TRILHA DE UM MUSICAL COMPOSTO POR “DAVID BOWIE” E “ENDA WALSH”, CHAMADO “LAZAR US” . É UM ÁLBUM DUPLO, E FOI LANÇADO PELA “SONY MUSICA”, EM 2016. SÓ QUE OS CDS SÃO DE TAL MANEIRA “FINOS”, QUE PARTIRAM AO MEIO QUANDO TENTEI RETIRAR DAS “GRARRAS” DA EMBALAGEM!!!! UM ABSURDO QUE JAMAIS VI ACONTECER!!! É ÓBVIO, EU NÃO CONSEGUI OUVIR!!!!
É INACREDITÁVEL A QUE PONTO CHEGARAM AS GRANDES GRAVADORAS!
POSTAGEM ORIGINAL: 11/05/2025

NOUVELLE – FREE BOSSA – 2000

É o núcleo do incensado e já extinto NOUVELLE CUISINE, sofisticado grupo de JAZZ de São Paulo, com discografia pequena, porém marcante.
Sobraram três craques da formação inicial, o excepcional clarinetista LUCA RAELE; GUGA STROETER, no vibrafone e MAURICIO TAGLIARI, na guitarra. No lugar de CARLOS FERNANDO entrou a cantora ESTELA CASSILATTI sem grande brilho, mas eficiente .
O disco é bastante agradável, mesmo errático e indefinido. De STANDARDS JAZÍSTICOS a DORIVAL CAYMMI; passando por DUKE ELLINGTON, APOLO 9, OTIS REDDING… e terminando em “MULHER RENDEIRA”, de ZÉ do NORTE.
São ótimos compondo TEXTURAS de VANGUARDA. GUGA e LUCA trabalham de jeito moderno CLÁSSICOS do JAZZ; e ousam por saborosos descaminhos pelo TRIP-HOP: procurem ouvir “SAIR do AR”, que é jovial, bem humorada, e ainda atual.
Vivo tocando em casa…
O disco vai legal em FESTAS. Porque tudo é de bom gosto e até inusitado. Se encontrarem por aí a bom preço vale o risco!
POSTAGEM ORIGINAL 09/05/2020
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JOHN COLTRANE – ATLANTIC YEARS – 1959 – 1962/1964

Foi assim: as sessões de gravação foram todas realizadas entre 1959 e 1961. E de lá saíram os LPS GIANT STEPS, COLTRANE JAZZ, BAGS & TRANE, MY FAVORITE THINGS, OLÉ COLTRANE, COLTRANE PLAYS THE BLUES, THE AVANT GARD – COLTRANE E DON CHERRY.
Todos foram lançados entre 1959 e 1964, e relançados “AD NAUSEAN” em todos e quaisquer formatos imagináveis nos 64 últimos anos!. Um acervo artístico memorável! “GAUDIO MAGNO”, diriam os vaticanistas!!!
Há detalhe fundamental. Para alguns, é o fino do fino que “TRANE” produziu. Na opinião do TIO SÉRGIO, JOHN COLTRANE sempre fez música em “ESTADO DE SUPRASSUMO”!!!! Hum…. frase um tanto superlativa…
Eu venho comprando COLTRANE no decorrer de décadas. Muitas vezes, vendendo depois; trocando, errando, latindo pra lua de raiva de ter vendido, e essas infantilidades que colecionadores cometem.
Esta é a minha última safra. Incluindo dois CDS comemorando os 50 anos da ATLANTIC RECORDS. Sei que haverá outras. Aliás, já comecei: edições em LONG PLAYS com vinil azul… ainda não ouvi.
Vou contar, e a maioria de vocês não acreditará. Este pequeno e excelente BOX na foto, contém toda a produção em CDS do genial JOHN… Só que sem as capas originais. Há excelente livreto, fotos, textos; e com surpresa interessante: um dos CDs traz takes alternativos em um estojo imitando as CAIXAS de FITAS de GRAVAÇÃO de ESTÚDIO!!! Sensacional!!!!
Consegui o BOX anos atrás.
Sabem como?
Fazendo merda!
Eu o troquei por BOX magnífico de LPS lançado no início do século atual pela ATLANTIC via RHYNO RECORDS. Cada disco com sua capas original; prensados em vinil de 180 gramas!!!!!!!!!!!
Isto foi no tempo em que PATÓPOLIS, e o mundo inteiro, queriam apenas CDS. Inclusive eu! TIO SÉRGIO foi otário e vulgar…
Pois, bem; como a volta do cipó de aroeira no lombo de quem pensou errado é uma constante, hoje vale baba imensa e não está mais disponível!
Em compensação, esta série de LPS tem sido relançada pela enésima vez; e agora também em uma coleção europeia muito simpática chamada DOL: THE BLUE COLLECTION. Porque – bidu! – os discos vêm prensados em VINIL AZUL. Hoje chegou outro deles, e custou em torno de $ 20,00, uns R$ 100,00 mandacarus. Ouvi dizer que o som é medíocre. Mas, que se… sou cavalheiro…
TIO SÉRGIO, você não passa de um “esperma ensandecido”! (metalinguagem médica para PORRA LOUCA!!!). Pra que vinil, se você não tem pick-up?
Porque sim! seus bobões!!!
É bonito demais, eu estou velho, sai da minha conta, e vocês não têm nada a ver com isso!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 04/05/2023
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DUSTY SPRINGFIELD: ALIÁS, MARY CATHERINE ISABEL BERNADETTE O’ BRIEN 1939/1999

O NOME IMPONENTE, “BRITISH”, BATIZOU A GAROTA DE CLASSE MÉDIA QUE ESTUDOU A VIDA INTEIRA EM COLÉGIO DE FREIRAS. MARY ERA TÍMIDA, DISCRETA, EXIGENTE E MAIS OU MENOS CONTINUOU ASSIM ATÉ O FINAL DA VIDA.
AH, IA ESQUECENDO! APRESENTO A VOCÊS A MAIOR CANTORA POPULAR DA INGLATERRA EM SUA GERAÇÃO: “DUSTY SPRINGFIELD” – QUE TAMBÉM ESTÁ NO “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”.
Muitos dizem que teve carreira de sucesso, mas errática. Outros, quem sabe fãs ou simplesmente observadores, afirmam que ela era eclética, talentosa, e muito acima da média! DUSTY SPRINGFIELD simplesmente podia cantar “tudo”!
O BOX da foto traz 98 faixas, em mais de 5 horas de música; texto, fotos e tudo o que forma o espectro por onde a moça transitou!
São mais de 16 LONG PLAYS, e incontáveis SINGLES E EPs gravados, em atividade que se estendeu por quase 40 anos, com algumas interrupções longas, e sumiços voluntários.
A moça era gentil, mas geniosa; algo insegura, e trabalhadora determinada. Dizem que compassiva e bem humorada.
Mas da vida pessoal se sabe apenas o que ela deixou que transparecesse. Ou talvez, não! Desconfio que era gay. Outros, também. Mas, e daí!
No BOX acima, gente importante como PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, CAROLE KING, CLIFF RICHARDS, KAREN CARPENTER, os PET SHOP BOYS e um montão confirmam que “BERNADETTE” era o fino!
Cantoras em penca de várias gerações dizem ter sido influenciadas por ela. E é verdade! Procurem por aí.
Disseminaram as línguas ofídicas que a mocinha de convento tocava violão; e uma vez ensaiou coleguinhas e futuras freiras para cantarem BESSIE SMITH! Hummmm…
Borbulhou repressão contida, porém eficiente. Gente como a cantora americana não era boa influência para virginais – supostamente (?) – religiosas e reclusas moças…
DUSTY tinha potência de voz, facilidade para cantar e interpretar acima de qualquer suspeita. Seu timbre original, entre o deliciosamente rouco e o levemente metálico, talvez deva ser descrito como elegante e suave seda negra. ( Nossa, TIO SÉRGIO!!! O que você quer significar com isso? )…
Claro, não passou despercebido da gravadora PHILIPS, onde estreou com um amigo e o irmão no trio vocal THE SPRINGFIELDS, em 1961, na época bem conhecidos no POP.
No final de 1963, iniciou carreira solo por lá mesmo. Grande parte de suas gravações foram orientadas pelo produtor JOHN FRANZ, e o maestro e arranjador IVOR RAYMONDE – pai de SIMON RAYMONDE, do COCTEAU TWINS – um craque responsável também pelo sucesso dos WALKER BROTHERS, e por gravidade, também SCOTT WALKER.
FRANZ E IVOR tinham estilos de produção muito reconhecidos no BRITISH POP . E lançaram discos de muito sucesso entre 1963 e 1966.
Então, destacaram a voz de DUSTY, que normalmente cantava “alto”, evidenciando seu timbre único. TIO SÉRGIO sempre acha que a voz e interpretação dela sobressaem quando não exagera. Seja como for, a maioria das músicas são de qualidade e muito agradáveis.
DUSTY foi sucesso de público e crítica mais até do que de vendas. Seu repertório atingia os quadrantes do POP, do R&B e da SOUL MUSIC. Gravou BURT BACHARACH, CAROLE KING, e um monte de HITS e compositores da melhor música negra americana.
Foi do POP/BEAT/ inglês, resvalou na ERA DISCO, no TECHNOPOP, etc… com estilo, elegância e qualidade vocal únicos. Legou, também, em 1969, um álbum clássico do POP/SOUL/R&B: DUSTY IN MEMPHIS. Disco produzido por um dos luminares da BLACK MUSIC AMERICANA, JERRY WEXLER, e acompanhado pelos melhores músicos de estúdios da ATLANTIC RECORDS. O mesmo time que consagrou WILSON PICKETT, ARETHA FRANKLIN, OTIS REDDING e tantos e tontos diversos.
DUSTY IN MEMPHIS é o disco de DUSTY SPRINGFIELD para realmente se ter na discoteca! É impecável, essencial e consagrador. Ela cantando no auge da forma, da interpretação e da voz, sob produção impecável e refinada. Confirmou a fama de maior cantora de “SOUL MUSIC” da Inglaterra; é “vero”; e pegou de vez!
Mas é rótulo insuficiente. DUSTY foi mais do que isso: grande cantora POP no mais amplo significado e abrangência do termo!
Para comprovar, em 1987 os PET SHOP BOYS a chamaram para gravarem “WHAT I DONE TO DESERVE THIS?”, single de sucesso internacional, e o segundo maior êxito na carreira dela. Uma guinada certeira ao DANCE TECHNO POP.
DUSTY, dos anos 1980 em diante, continuou gravando com diversos produtores e compositores; novos ou tradicionais. Seguiu carreira algo errante e infrequente, mas formou acervo discográfico curioso, variado e relevante na música moderna.
Seu estilo único é a chave; exala o charme e o porquê…
Mas por atrás desse talento havia um submundo mental próximo do purgatório, e habitado por demônios e comportamento irascível, e até odioso.
Nos estúdio, ou durante os ensaios, atirava nos músicos e técnicos o que tivesse às mãos, quando erravam, ou ela não gostasse do que estavam fazendo! Voavam xícaras, copos, vassouras, etc.
CHRIS WELSH, famoso crítico e jornalista, contou que ela carregava consigo três perucas, batizadas como o nome das cantoras LULU, CILLA BLACK e SANDY SHAW, suas concorrentes diretas, no período áureo.
E quando entrava em fúria, atirava as perucas no chão e as pisoteava, gritando e xingando o nome das outras. DUSTY tinha um lado “mocréia” ( ou mocreia?) insuportável!
Na segunda metade dos anos 1990, DUSTY foi diagnosticada com câncer de mama. PAUL McCARTNEY conta que ele e ela já se conheciam. E se aproximaram muito naquela época, porque LINDA McCARTNEY também estava se tratando de câncer.
LINDA morreu em 17 de abril de 1998. E DUSTY SPRINGFIELD faleceu em 2 de março de 1999, quase aos 60 anos.
Foi no mesmo dia em que estava marcada cerimônia, no Palácio de BUCKINGHAN, onde ela iria receber da Rainha Elizabeth II a O.B.E – a comenda principal do Império Britânico. A mesma já recebida por PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, BRIAN MAY, CLAPTON e inúmeros vários…
DUSTY! Pra gente recordar pra sempre!
POSTAGEM ORIGINAL 10/04/2021
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JEFF BECK – LIVE! DVDS e CDS – SHOW DE ECLETISMO, TÉCNICA E ORIGINALIDADE

Dia qualquer, entrei na padaria perto de casa e pedi Coca Cola e um sanduíche de alguma Mortadela razoável – tem de todo tipo, algumas lixo puro. Preço: R$ 21,00!!! Estava mais ou menos…
Fim de semana seguinte fui à POPS DISCOS, a loja que frequento e das poucas que sobrou em São Paulo, e comprei o BLUE RAY do JEFF BECK, “LIVE IN TOKYO”, gravado em 2014. Custou R$ 25,00.
Um produto completamente original e lacrado, som e imagens de primeira qualidade. Pra resumir, a tecnologia, os impostos, o desenvolvimento de produto, a performance espetacular de um gênio e seus músicos; mais a durabilidade quase indefinida do objeto, e tudo o mais que é preciso para fazer um artefato desse nível, custou um dólar a mais!
Como dizem os economistas versados em Shakespeare, algo de muito podre acontece no reino dos preços relativos no Brasil…
Nesse DVD, JEFF BECK continua o que talvez algum ouvinte desatento diga ser mais do mesmo. Não é. A nova banda que ele montou com os excelentes JONATHAN JOSEPH, bateria; NICOLAS MEYER, guitarra; e RONDHA SMITH, a excepcional ex-baixista que acompanhava o PRINCE, tocam parte do repertório clássico de BECK. Porém, sem os teclados. O que deixa o som fica mais compacto e pesado.
Em linhas gerais, é um mergulho ampliado, agora em teatro imenso, o TOKYO DOME CITY HALL. Um concerto sob o silêncio e atenção dos japoneses, que respeitam os artistas, e aplaudem muito somente ao final de cada música.
É o contrário do que acontece por aqui. No show de JACK BRUCE, em São Paulo, outro músico de gênio, um bando de bocós berrava e avançava sobre a fileira de cadeiras e o corredor central do Teatro Bradesco, cena de agressividade típica de torcida organizada em campos de futebol. Coisa de gente boçal!
Se comparados à outra performance espetacular do mago, no clássico “PERFORMING THIS WEEK AT RONNIE SCOTT´S”, lançado em 2009, as diferenças ressaltam. A performance é mais JAZZY. Os excepcionais VINNIE COLAIUTA, baterista; a quase menina TAL WILKENFELD no baixo, e o tecladista JASON RABELLO criam estrutura mais sutil, mais voltada à FUSION; e talvez com abertura para o PROGRESSIVO. E vamos incluir a presença de ERIC CLAPTON; de JOSS STONE, excelente cantora de R&B; e da “muito diferente” IMOGEN HEAP, uma estilista cantando! É show inesquecível!!!! Portanto, DVD imperdível!
Conheci o som de JEFF BECK em 1967, na casa do meu amigo SILVIO DEAN, quando por aqui foi lançado o “HAVING A RAVE-UP”, dos YARDBIRDS. Disco/evento imperdível!!!
No lado A do LONG PLAY está BECK na guitarra solo. E o primeiro SINGLE que ele gravou com com o grupo: “HEART FULL OF SOUL”, 1965. E mais outras músicas imperdíveis. No segundo lado quem toca é ERIC CLAPTON, ao vivo, em outra performance antológica, lançada em 1965 como “FIVE LIVE YARDBIRDS” – um E.P. cult e colecionável:
THE YARDBIRDS Foi a primeira banda inglesa que adorei à beira do fanatismo. Ainda idolatro, e sempre os colecionei. Acho que fui o primeiro a escrever sobre eles, no Brasil, lá por 1977…
JEFF BECK é um eclético soberbo! Ele pode tocar “TUDO”. Simplesmente. Procurem o DVD “JEFF BECK ROCK´N´ROLL PARTY, honouring LES PAUL”. Para quem está acostumando com ele na FENDER, precisa ver o que faz ao vivo com uma “GIBSON LES PAUL”!
O DVD é show no “IRIDIUM JAZZ CLUB, NOVA YORK”, em 2010. BECK é o convidado principal, claro. A banda de apoio é excelente. Vão do ROCKABILLY ao R&B. E JEFF vai de SHADOWS a GENE VINCENT; passa por montes de músicas de “LES PAUL”, e acompanha uma cantora e intérprete sensacional que eu só conhecia de nome: IMELDA MAY! A moça arrasa no ROCKABILLY, com estilo e voz adequados! E arrebenta no R&B!!! O show além de uma festa de ROCK AND ROLL clássico, explica os caminhos que JEFF BECK cruzou, e porque chegou em nível tão alto!
Antes de tudo, JEFF BECK FOI um guitarrista de ROCK – e “BEYOND” – originalíssimo, que reinventa e domina seu instrumento a cada performance. Foi um criador de sons e sonoridades. Seu “FINGERPICKING GUITAR”, tocar só com os dedos e sem palheta, é perfeito. Em concerto ele se concentra totalmente. Daí, as execuções brilhantes. JEFF foi profissional de altíssima performance. E um artista que combinava, equilibrava, peso e lirismo.
Em 1973, BECK juntou-se ao baixista TIM BOGERT e ao baterista CARMINE APPICE, ex-integrantes do CACTUS, banda de HARD ROCK AMERICANA. Era intenção antiga que não havia progredido porque BECK sofrera sério acidente de automóvel, que o deixou fora de atividade por um ano e meio.
Quando ele se recuperou, gravaram um CD controvertido. A ideia era mais ou menos seguir o que fizera o CREAM e o WEST, BRUCE & LAING, mas cruzando R&B, HARD ROCK e resquícios da PSICODELIA. Eu acho que não deu certo, porque nenhum dos três conseguia cantar.
Porém, gravaram um álbum duplo ao VIVO, no JAPÃO, que se tornou CULT e colecionável. A insuficiência dos vocais foi compensada pela performance instrumental exuberante. O BECK, BOGERT & APPICE serviu para BECK dar a guinada definitiva na carreira.
Em 1975 GEORGE MARTIN, famoso por sua ligação com os BEATLES, produziu para a EPIC RECORDS o álbum “BLOW BY BLOW”, que levou JEFF BECK a outra perspectiva artística.
O interessante é que a EPIC era filiada à COLUMBIA RECORDS, que desenvolvia projetos com FUSION JAZZ e outras vanguardas, como o ROCK PROGRESSIVO.
Estavam no “CAST” da COLUMBIA artistas em nível de MILES DAVIS, WEATHER REPORT e a MAHAVSHNU ORCHESTRA, do guitarrista JOHN McLAUGHLIN. BECK foi orientado para a FUSION. E os discos que gravou são todos principalmente instrumentais. Em 1977, foi lançado JEFF BECK with JAN HAMMER GROUP – músicos da CENA FUSION e próximos a McLAUGHLIN. O disco exemplifica bem o estilo da época e a opção do artista.
BECK circulou por todos os cantos da modernidade musical, do FUNK à SOUL MUSIC; ao HEAVY, e à FUSION; do R&B ao BLUES; ao PROGRESSIVO ao ELETRÔNICO. Ele cita compositores CLÁSSICOS em várias de suas composições ou performances. Procurem escutar o que ele fez em 1968 com “LOVE IS BLUE”, a baba orquestral de PAUL MAURIAT. Mas, não sem antes ouvir o “seu” BECK´S BOLERO ( de RAVEL). E aproveite para ouvir com atenção “NESSUN DORMA”, de PUCCINI, no CD EMOTION & COMMOTION, 2010. É o articulado ecletismo de JEFF em demonstração explícita.
Em minha opinião, JEFF BECK há muito ultrapassou HENDRIX em técnica e inventividade. A obra dele não é muito extensa, mas é importante e original. E o estilo e sonoridade que criou foram seminais para a evolução do ROCK antes de HENDRIX. Eu tenho a impressão de que muitas vezes BECK realizava fusões dentro das fusões que fazia. Mudava a direção dos solos, dos ritmos, de um estilo musical para outro; criava coisas novas inesperadamente…
JEFF BECK foi um gênio produtivo e operante. Ele está duas vezes no “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”. A primeira com os YARDBIRDS. A outra pela carreira solo. Além da música, ele gostava, entendia e colecionava automóveis. E montava carros de corrida e competição. Tinha oficina em casa; e era respeitado no meio automobilístico por seu conhecimento de motores, veículos, essas coisas…
Ele morreu quase repentinamente de MENINGITE BACTERIANA aos 78 anos, em janeiro de 2023. JOHNNY DEPP com quem ele vinha gravando e excursionando o acompanhou até o final.
E nós sentiremos a falta dele pela eternidade.
POSTAGEM ORIGINAL: 30/04/2024
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DISCO MUSIC E SEU TEMPO. DANÇAR? QUEM? EU?????

Lá por volta de 1975, daí e por ali TIO SÉRGIO, “gostante” do ROCK e do BLUES, e estudando CIÊNCIAS SOCIAIS na USP, encarnava ( ou será “ENKARMAVA”) um projeto de intelectual esquerdista, e devidamente “achante” de sua superioridade.
Claro, fazia parte do meu suposto charme um quê de arrogância, e concessão aos “não conscientes” e aos “não iniciados” em meus saberes e relutantes convicções.
Então, como é que eu poderia gostar de um troço daqueles?
“Nor fucking, man”, se é que dá pra escrever assim! Podiam me passar na máquina de fazer salsichas que eu não iria a uma DISCOTHEQUE!!! E não fui mesmo! E a Angela também odiava tais ambientes…
Lembro que em meio a papos-cabeça, certo dia na mesa de um bar próximo da USP, um colega defendeu a tese de que a BATIDA “DISCO” tinha sido “cientificamente planejada” pelos americanos para alienar a classe trabalhadora!!!
Daí, o mundo de JOHN TRAVOLTA e o vasto etc… POP não passaria de lixo fulgurante, gestado na “GRINGOLÂNDIA” para entorpecer a juventude, e manter o imperialismo urbe et orbe! Éramos assim! Ingênuos, militantes e bem intencionados!
Claro, o mundo inteiro, de norte a sul, de cabo a rabo, do Oiapoque a Marilena Chauí – na frase memorável do falecido jornalista DANIEL PIZA – ouvia e dançava aquilo. Menos eu, …ahnnn…nós…
Eu resisti bravamente; fanaticamente! E a tal ponto que um dos primeiros artigos que escrevi para a REVISTA MÚSICA, onde eu colaborei, na década de 1970, foi uma resenha largando a lenha em RUMOURS, do FLEETWOOD MAC!!!!
Tenho vergonha até hoje só de lembrar! Fiz uma catilinária burra, mal pesquisada e mal escrita, sobre um dos maiores clássicos da MUSICA POP em todos os tempos!
E os caras publicaram! Meu Santo Colombino!!!! Eles publicaram!!!
“RUMOURS” vendeu como chicletes – nas palavras de um crítico americano. E continua vendendo. Merecidamente. E eu devo a mim mesmo fazer outra resenha, e avaliar com mais correção e sobriedade um disco adorável e imperdível!! E, claro, limpar a minha consciência.
Mas, TIO SÉRGIO, que porra era aquilo de DISCO MUSIC?
Ora, apenas uma das formas possíveis e dançáveis do RHYTHM´N’ BLUES. Elementos de música negra acoplados àquela batida repetitiva e identificável; vez por outra acrescido de instrumentação eletrônica, como fizeram no chamado EURODISCO, do final dos anos 1970 Mas que se expandiu “ad-infinitum” com reflexos até hoje, no POP.
Você se recordam de GIORGIO MORODER? E do MEGA-HIT das pistas de dança, DON´T LET ME BE MISUNDERSTUD, com o SANTA ESMERALDA? E da sempre dançante e adorável DONNA SUMMER – hoje ícone inconteste?
E melhor ainda, lembram-se da espetacular “SELF CONTROL”, em suas várias mixagens e SAMPLERS? Canção legal, ritmada e ultra dancável; e com letra climática, descritiva e bem – feita? Mais do que isto: sociológica: porque elucidativa da cultura DISCO e seus curtidores. É ONE HIT WONDER e clássico de LAURA BRANIGAN!
E, talvez, a melhor música da época?
Mas, a batida DISCO viajou bem mais longe. Está em HEART OF GLASS, com o BLONDIE; em I COULD´NT GET IT RIGHT, com a CLIMAX BLUES BAND; e, também, no sensacional CHIC, de NILE RODGERS e BERNARD EDWARDS. Ou em faixas do multissucesso SILK DEGREE, 1976, de BOZZ SCAGGS.
Também inesquecível em várias músicas do RUMORS, do FLEETWOOD MAC!!! E nas faixas DISCO que ressuscitaram os BEE GEES; e deixaram ROBERT STIGWOOD, também grande produtor de MARLEY a CLAPTON, mais rico ainda!!!
Quando assisti entediado a “OS EMBALOS DE SÁBADO A NOITE”, em algum canto repeti o que havia lido de um “resenhador” de filmes: TRAVOLTA seria um sub ator. E que tudo o mais, ele incluído, fosse para o inferno!
Errado! O TRAVOLTA já era bom; e depois se tornou grande ator.! Outra vergonha evidente e memorável que passei…
Mas, o tempo vai e a gente também… hoje, eu adoro “tudo isso que está aqui postado”. E mais um monte! Melhor, quase tudo… Recordo que a RHYNO RECORDS lançou, décadas atrás, BOX com vários CDS dedicados à DISCO MUSIC. Sumiram do mercado. Mas, quem sabe um dia eu ainda consiga pra mim. Tenho esperança…
Depois desse bafão por aqui, podem levar o TIO SÉRGIO para o frigorífico e passar na máquina de fazer salsichas!!!!
Vai sair Salsicha gorda…e ruim.
POSTAGEM ORIGINAL: 30/04/2022
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SEARCHERS – 1959/2019 – A SEGUNDA BANDA MAIS POPULAR DE LIVERPOOL

Acabaram de vez, em 2019.
Também, pudera! 60 ANOS aí, quase sempre em atividade. Os dois remanescentes, o guitarrista JOHN McNALLY, fundador do grupo; e o baixista FRANK ALLEN, por lá desde 1964, aposentaram-se por tempo de serviços prestados ao ROCK. Bons serviços!
THE SEARCHERS gravaram pouco, mas foram seminais para o BEAT ROCK. Tiveram influência direta nos BYRDS, nas BANGLES, e no BRIT-POP.
Trouxeram o som melódico das guitarras “RICKENBACKER” para o ROCK. Antes, eram muito usadas no FOLK e na COUNTRY MUSIC. ROGER McGUINN e sua turma…, os BYRDS, vieram depois.
Tiveram, também, fortes conexões com os RAMONES – grandes fãs da banda. MARK RAMONE tocou e gravou algumas coisas com eles.
Os SEARCHERS foram os “segundões” em Liverpool, entre 1962 e 1965, perdendo em fama apenas para…ahhh… vocês sabem quem!
Aliás, cometeram erro estratégico na carreira ao se recusarem a ser administrados por BRIAN EPSTEIN, empresário dos… ah vocês conhecem… No pacote, viria música composta por GEORGE HARRISON, e certinha para eles gravarem: “Don’t Bother Me”.
Paciência; perderam a oportunidade. Inclusive por isso mal sobreviveram ao BEAT. Gravaram ótimos SINGLES de transição, que se poderia chamar de PRÉ-PSICODÉLICOS – como quase todos os grandes concorrentes.
Porém, HOLLIES, MANFRED MANN, YARDBIRDS, STONES e os próprios BEATLES suplantaram o basicão e fizeram História em outras tendências do POP. Os SEARCHERS estancaram por ali.
Gosto e sempre gostei deles. Estiveram na ALEMANHA, no início dos anos 1960, como os BEATLES e tantos outros. E têm disco ao vivo gravado no “STAR CLUB” de HAMBURGO. Vibrantes!
Os SEARCHERS legaram DISCOGRAFIA PEQUENA e respeitável, parte dela na foto. Gravaram DEZENAS DE SINGLES e E.P.s – alguns de sucesso mundial; todos estão dispostos aqui em algumas COLETÂNEAS bem adequadas. E em todos os “CDS originais” de carrerira, há faixas bônus, B-sides, Out Takes, e versões de alguns HITS para outras línguas.
Fizeram poucos álbuns. “TAKE ME FOR WHAT I´M WORTH”, de 1965, é o meu disco predileto de todo o BEAT INGLÊS. E está entre os dez dos quais mais gosto. Não preciso dizer que os DISCOS DE VINIL dos SEARCHERS são colecionáveis e valiosos. As primeiras edições dificilmente são encontradas por aí! Estão nas mãos de colecionadores mundo afora.
No final dos 1970, rumaram para um tipo de PUB ROCK, e nele mantiveram a carreira em cassinos, pequenos teatros, cabarés e turnês de “oldies”. Permaneceram até encerrarem, em 2019, com show comemorativo.
Experimentem.
POSTAGEM ORIGINAL 28/04/2022
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