CURVED AIR & SONJA KRISTINA LINWOOD, MARTHA ARGERICH, PAPPANO E OUTROS SUPERDOTADOS VIAJANTES

QUEM SABE INICIAR PELO SUBLIME PARA ALCANÇAR O MUITO BOM?

TALVEZ SEJA PRETENSIOSO, MAS NÃO É SEMPRE QUE DAMOS DE CARA COM O MAGNO, E MEIO SEM QUERER.

NOITE DESSAS, SONO FALTANDO, “ORDENHANDO” A TELEVISÃO PAREI EM PERFORMANCE INESQUECÍVEL DE TRÊS GÊNIOS ACOMPANHADOS POR UM BANDO DE SUPERDOTADOS DA “ACADEMIA NATIONALE DE SANTA CECILIA”.

Os três, com jeitos, caras, visuais e performances de gênios, são MARTA ARGERICH, pianista do mais alto nível; SIR ANTONIO PAPPANO, maestro e pianista inglês, que absurdamente eu nunca ouvira falar!!!. E MISCHA MAISKY, violoncelista classe mundial.

Pois bem; em recital recente e magnífico transmitido pelo canal “PEOPLE AND ARTS!” dois pianistas, PAPPANO e ARGERICH fazendo maravilhas sobre os teclados. A “troupe” da retaguarda era não menos que precisa e prodigiosa. E MISCHA tirando um som explêndido no VIOLONCELO!

Executaram versão de “O CARNAVAL DOS ANIMAIS”, de “SAINT SAENS”, combinando à divertida, expressiva e genial “voz” dos animais a técnica e requinte de todos eles. Sem que sejam, é claro, tocam como fossem “atletas de seus instrumentos”, tal a intensidade!

Mas tio Sérgio, onde você quer chegar?

Cheguei: “O CARNAVAL” é peça em que se ouvem diversos animais – elefante, pássaros, etc… – com a dimensão “quase visual” que um instrumento musical pode oferecer.

Se você quiser “escutar” a expressão “visual” de uma ideia, no ROCK PROGRESSIVO existem aos montes. Lembro aqui “SEE-SAW”, no segundo disco do “PINK FLOYD”, “A SAUCERFUL OF SECRETS”, de 1968, onde você “vê” um “balanço desses de jardins da infância” voando, indo e vindo.

Os MOODY BLUES, no quarto LP “TO OUR CHILDREN”…, 1969, fazem, na primeira faixa, uma abertura com melotrom, órgão, etc… expressando o lançamento de um foguete, até ele atingir o espaço; e, depois, a reprodução musicada do “silêncio”!!!

A mesma coisa fez o CURVED AIR, no SECOND ALBUM, de 1971, com JUMBO, canção em que o violinista DARRYL WAYS e o tecladista FRANCIS MONKMAN, ambos formados no ROYAL COLLEGE OF MUSIC, descrevem a viagem no “super-avião”, com a leveza e as nuances para expressar o conforto da volta para casa. Sensacional, reconfortante e… tenso…

O CURVED AIR foi concebido por WAYS e MONKMAN, que se encontraram por acaso em uma loja de instrumentos musicais em Londres. Divergiam muito entre si e, mesmo assim, conseguiram forjar um conceito, ajudados também pelo bom baterista de nome uma tanto improvável: FLORIAN PILKINGTON-MIKSA, e vários baixistas que por lá passaram. Eles formaram um grupo que se tornou a base do futuro, e tinham vários instrumentais já produzidos, antes de mudarem o nome.

Mas o CURVED AIR realmente surgiu quando SONJA LINWOOD entrou para a banda. Cantora, ela fazia parte do elenco da peça “HAIR”. E sempre usou do lado “atriz” para integrar sua performance ao grupo. Além de moça bonita e de presença marcante, a maioria das letras foram compostas por ela.

KRISTINA é uma figura ao mesmo tempo típica e diferenciada no ROCK INGLÊS. Começou tocando e cantando FOLK. Gostava de DUSTY SPRINGFIELD, BUFFY SAINTE-MARIE, INCREDIBLE STRING BAND e DONOVAN! Um arsenal estilístico de forte impacto.

Ela tem voz pequena, mas afinada, expressiva, delicada e clara! Treinou muito e a ponto de tornar-se, depois, professora de técnica e empostação vocal. Canta muito bem – e dizem que até hoje!

Para o CURVED AIR ela trouxe outras bagagens. SONJA gostava da voz “fantasmagórica” de JANE RELF, na primeira formação do RENAISSANCE – com quem o CURVED AIR sempre concorreu na mesma pista no ROCK PROGRESSIVO. Algo entre o FOLK, o CAMERÍSTICO e até o SINFÔNICO.

SONJA KRISTINA foi influenciada, inclusive, pela “improvável” DOROTHY MOSCOWITZ, cantora alternativa de voz doce e ácida de banda cult e de único disco, lançado em 1968:

“THE UNITED STATES OF AMERICA”, americano., claro, está entre os pioneiros do ROCK DE VANGUARDA. Experimental e algo melódico, combinando PSICODELIA, violino e eletrônica. Uma banda que faz música de nome “I WON´T LEAVE MY WOODEN WIFE FOR YOU, SUGAR”, precisa ser redescoberta. Vocês concordam?

Este background formou a cabeça de SONJA e a base do CURVED AIR, na mistura em parte inspirada pelos também americanos “FLOCK” e “IT´S A BEAUTIFUL DAY”. E até o JEFFERSON AIRPLANE, em sua transição para JEFFERSON STARSHIP. Todos já usavam o violino, mesmo que em contexto mais FOLK / COUNTRY ROCK.

O CURVED AIR era craque no palco. Mas, principalmente em estúdio. Talvez porque músicos bem formados em conservatórios e universidades.

As sequências construídas internamente em cada música fluem. As passagens engendradas tema-solos-tema ou riffs; e as finalizações soam perfeitas. Pra não dizer da complexidade dos arranjos, em permanente conexão ao ROCK.

É muito bom observar YOUNG MOTHER e PEACE OF MIND, do “SECOND ALBUM”, 1971, por exemplo. E não deixem de escutar o disco de estreia, também em 1971, AIR CONDITIONING: o primeiro “PICTURE DISC” da história, objeto cult e de coleção; onde está o clássico predileto do público: “VIVALDI”. E procurem o excelente terceiro LP, PHANTASMAGORIA, 1972.

Os três formam a série mais criativa entre os sete discos que lançaram!

Depois do terceiro disco, os desacordos entre DARRYL WAY e FRANCIS MONKMAN levaram à desintegração da banda. E sobrou KRISTINA, que recompôs o grupo com o prodígio do violino, EDDIE JOBSON, de apenas 17 anos, e o tecladista KIRBY GREGORY, para gravar AIR CUT, em 1973.

A carreira de SONJA tornou-se algo instável. Ela conta que, em 1974, estavam todos duros. Aliás, sempre foram. Empresários, ficavam com a maior parte da grana, e a carga absurda de impostos na Inglaterra da época faziam músicos e outros profissionais trabalharem loucamente e dobrado para manterem-se.

Ela foi, ainda com a banda existindo, auxiliar de escritório e, depois, “croupier” no PLAYBOY CLUB!!!! Um acinte!!!!

No final, KRISTINA já casada com STEWART COPLAND, baterista do grupo, que depois formou o POLICE com STING e ANDY SUMMERS, voltou vez por outra aos palcos como atriz, fez um mestrado ligado à área da música, tornou-se professora de canto, e gravou alguns discos solo. Entre eles, MASK, considerado muito interessante.

Seja como for, o CURVED AIR reformou-se e existe até hoje com certo sucesso nos circuitos de shows mundo afora.

Recentemente estiveram no BRASIL junto com o RENAISSANCE, de ANNIE HASLAN; ambos na vida dura e contínua da saga do ROCK.

Por aqui, agradaram e não importa o que proporcionaram. São ícones; e nós eternos carentes de música criativa.

Tentem.
POSTAGEM ORIGINAL: 13/06/2024

ROD STEWART – TRÊS GRANDES MOMENTOS

Claro, é o velho ROD “THE MOD” STEWART, para a turma do ROCK e adjacências.

Certa vez, alguém perguntou se tenho discos do “MAICONDIAKSON ( o popular MIGUELZINHO JACKSON ) e do RODESTRUDE” . Do ROD eu tenho. Do MICHAEL só faixas em miscelâneas.

Aqui, parte dos discos das melhores fases dele. Com JEFF BECK GROUP, FACES e os três primeiros discos solo – quando começou a subir no mundo pop.

De bônus uma curiosa coletânea de SINGLES de meados dos anos 1960, com a participação de LONG JOHN BALDRY ( batizou o JOHN para o ELTON que todos sabemos ). Está ali PETER BARDENS , o fundador de CAMEL, a cantora inglesa JULIE DRISCOL, depois TIPPET, e outros. Há, inclusive , coisas com orquestra no estilo WALKER BROTHERS!!!

Também na foto um show ao vivo, de 1964, com o STEAMPACKET – grupo efêmero onde estavam o tecladista BRIAN AUGER, JULIE DRISCOL e o blues singer BALDRY, todos parte da futura nata do BLUES/JAZZ da cena londrina .

Para mim, STEWART deixou de ser artista interessante por volta de 1975. Tornou-se POP no limite do dispensável.

Fujam de seus discos de STANDARDS DE JAZZ e da grande música americana, lançados na década de 1990. São abomináveis! !!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 13/06/2019

FRANÇOISE HARDI: A MORTE DE “FRANCISQUINHA”, A FRANCESA DOS SONHOS

BELA, CHARMOSA, E CANTA MUITO BEM ( NO PRESENTE, PORQUE PERENE ).

ELA SEMPRE ESTEVE PRÓXIMA ÀS VANGUARDAS. E, COMO ARTISTA, DAVA DE DEZ NA CONCORRÊNCIA DE SEU TEMPO DE GLÓRIA – ANOS 1960 EM DIANTE E ATÉ UNS CINCO ATRÁS.

SYLVIE VARTAN, SUA CONTEMPORÂNEA, JAMAIS FEZ SOMBRA A SEU TALENTO ECLÉTICO. EM BELEZA TALVEZ EMPATASSEM; EM TALENTO, INTERPRETAÇÃO E CHARME, NÃO!

FRANÇOISE HARDI FOI UM MISTO DE “NARA LEÃO” E “RITA LEE”; SOFISTICAÇÃO E REBELDIA EM DOSES CORRETAS. E SEMPRE ESTEVE NO LUGAR CERTO, ONDE O JOGO ESTAVA SENDO JOGADO…

“FRANÇOISE” “NAVEGOU” ASTROS E MASTROS, DE “SERGE GAINSBOURG” A MICK JAGGER”, PARA NÃO ESTENDER MINHA INDISCRIÇÃO… E TRANSITOU DO “BEAT” AO “BLUR” E AOS “PET SHOP BOYS”; PASSOU PELA “BOSSA NOVA”, CRIANDO COM “TUCA”, ÓTIMA VIOLONISTA BRASILEIRA, JEITO MUITO PRÓPRIO E BEM SUCEDIDO. E DESAGUOU, AO FINAL DOS 1990, NO “POP ROCK ALTERNATIVO”, SOANDO MAIS OU MENOS COMO O ATUAL”REVIVAL” DA TURMA DOS 1980: PESADA, CHEIA DE VERVE E CHARME.

FRANCISQUINHA ERA (É) VERSÁTIL, ATUALIZADA, CURIOSA E COMPETENTE. POPULAR E PROGRESSISTA SEM SER VULGAR OU CHATA!

A COLETÂNEA, “MESSAGES PERSONNELS” FOI LANÇADA EM 2002, PELA “VIRGIN FRANÇAISE”. EU CONSEGUI NA EXCELENTE E SAUDOSA “NUVEM NOVE”, EM SAMPA. FIZ TROCA POR SUPERBOX DO “THE WHO!, E MAIS UNS MANDACARUS!

É AMBRANGENTE E MUITO BEM FEITA. TEXTO E SELEÇÃO MUSICAL SUPERIORES; QUALIDADE SONORA IMPECÁVEL, COM 74 MÚSICAS EM TRÊS CDS. É BOX BEM DESENHADO, TRAZ FOTOS E TUDO O MAIS QUE PRECISAMOS. AGRADARÁ URBI ET ORBI, ESPAÇO SIDERAL ADENTRO. APOSTO!

EU SIMPLESMENTE ADORO ESSA FRANCESA “IDEAL-TIPO” ETERNA E RELEVANTE. MAIS IMPRESCINDÍVEL DO QUE “BRIGITTE BARDOT”. PARA MIM, MADAME HARDI FOI MUITO ALÉM… ENTÃO, QUE TENHA LUZ E PAZ ETERNAS, E NÃO ESQUEÇA DA GENTE, OS MORTAIS CHOROSOS!

FRANCISQUINHA É O FINO! DIZENDO MELHOR: PERMANECE O FINO!
POSTAGEM ORIGINAL: 13/06/2024

MILES AND MILES AWAY: PARTE DA GRANDEZA DO TALVEZ MELHOR DE TODOS!

MILES TALVEZ SEJA “O GÊNIO” ENTRE OS GÊNIOS.

ESTOU COM PRESSA E VOU DIZER APENAS QUE, ENTRE 1948 E 1991 ELE INFLUENCIOU TODA – TODA MESMO! – CENA MUSICAL DO PLANETA.

NEM OS BEATLES, NEM TOM JOBIM, ELVIS, BOWIE, KRAFTWERK, E PODEM RECORDAR QUALQUER OUTRO, NINGUÉM FOI TÃO INOVADOR E CONTEMPORÂNEO DA VANGUARDA COMO ELE.

E COMO TRABALHOU, PRODUZIU, INOVOU E GRAVOU ESSA ENORMIDADE INCONTRASTÁVEL DA ESPÉCIE HUMANA!

ESCOLHI ALGUNS ENTRE TANTOS E TANTOS QUE VENHO COLECIONANDO, OUVINDO, REOUVINDO, DISCORDANDO, COMPREENDENDO, AMANDO!

TALVEZ BEETHOVEN? QUEM SABE MOZART? OU, SIMPLESMENTE MILES DAVIS! FECHO COM O NEGÃO!

PEGUEM UMA TAÇA DE VINHO E CALIBREM UM MILES QUALQUER NO STREAMING, NO CD PLAYER, NO PICK UP, O QUE SE QUISER OU ESCOLHER.

E BOM FINAL DE DIA, QUALQUER DIA, EM QUALQUER TEMPO, POR TODA A EXISTÊNCIA HUMANA NESTAS GALÁXIAS. ELE É INFINITO.
POSTAGEM ORIGINAL: 04/06/2024

ZOMBIES E COLIN BLUNSTONE – DO BEAT AO PSICODÉLICO PROGRESSIVO 1965/1968 –

“THE ZOMBIES” FOI UM GRUPO BEAT/R&B DA INGLATERRA. TEVE 2 GRANDES HITS, EM 1965, “SHE´S NOT THER” E “TELL HER NO”. GRAVOU VÁRIOS SINGLES E APENAS UM LONG PLAY NAQUELA FASE, E COLAPSOU.

PORÉM, E O PORÉM É FUNDAMENTAL, CONSEGUIU REINVENTAR-SE DA MESMA FORMA QUE PARTE DE SEUS CONTEMPORÂNEOS, COMO OS BEATLES, HOLLIES, STONES, MANFRED MANN, MOODY BLUES… EVOLUINDO DO BEAT ORIGINAL PARA A PSICODELIA, E DAÍ PARA AS FRONTEIRAS DO ROCK PROGRESSIVO.

NESSE TRAJETO ACIDENTADO, FIZERAM VÁRIOS SINGLES MAIS EXPERIMENTAIS, E DESAGUARAM EM DISCO SEMINAL E REFERÊNCIA INESCAPÁVEL DO MELHOR POP JÁ FEITO: “ODISSEY AND ORACLE”, DE 1967.

O DISCO CRESCE DE IMPORTÂNCIA A CADA ANO QUE PASSA, E CERTAMENTE VOCÊS CONHECEM UMA DAS FAIXAS: “TIME OF THE SEASON”, QUE SEMPRE TOCA NAS RÁDIOS MUNDO AFORA.

“ODISSEY AND ORACLE” TEVE CARREIRA BASTANTE CURIOSA, SUBINDO FEITO FOGUETE DO UNDERGROUND PARA O RECONHECIMENTO DE CRÍTICA E PÚBLICO. TAMBÉM SAIU POR AQUI, NO FINAL DOS ANOS 1960.

A HISTÓRIA É CURIOSA, UM QUASE CONTO DE FADAS POP. E MAIS OU MENOS ISTO TAMBÉM ACONTECEU, NOS ANOS 1990, COM A BANDA BRITPOP “THE VERVE”.

THE ZOMBIES HAVIA ACABADO QUANDO O DISCO ENTROU, ESCALOU AS PARADAS, DEPOIS DE TER SIDO LANÇADO PELA “EPIC” NO HOSPÍCIO DO NORTE, POR INICIATIVA DO AMERICANO PRODUTOR, MÚSICO E ARRANJADOR “AL KOOPER”, QUE TEM FARO APURADO E HISTÓRIA IMPORTANTE: TOCOU TECLADO EM “LIKE A ROLLING STONE”, DE “BOB DYLAN”; E DESCOBRIU E PRODUZIU O GRANDE “LYNYRD SKYNYRD”, SINÔNIMO DO MELHOR “SOUTHERN ROCK”.

“ODISSEY ADN ORACLE” FOI TURNING POINT PARA A CARREIRA DO VOCALISTA “COLIN BLUNSTONE”, QUE ESTAVA TRABALHANDO COMO CORRETOR DE DE SEGUROS. E PARA TECLADISTA “ROD ARGENT”, QUE INICIAVA O CONCEITO DA FUSION ENTRE PROG E R&B, QUE O TAMBÉM HISTÓRICO E EXCELENTE “ARGENT”, DESENVOLVEU DURANTE A DÉCADA DE 1970, COM RAZOÁVEL SUCESSO.

O DISCO TORNOU-SE UM CLÁSSICO SEMINAL NA INTERSECÇÃO EVOLUTIVA ENTRE O ROCK PSICODÉLICO E O PROGRESSIVO, EXPLORANDO A VERTENTE TRAZIDA PELOS BEATLES EM “ELEANOR RIGBY”, E OS “ROLLING STONES”, EM “LADY JANE”. OU SEJA, O ROCK CONCEBIDO E APRESENTADO COMO MÚSICA DE CAMARA.

CLARO, ODISSEY & ORACLE FOI CRIADO, PORQUE “THE DAYS OF FUTURES PASSED”, 1967. DOS MOODY BLUES, ÁLBUM CONCEITUAL E CERTAMENTE O MARCO INICIAL DO PROGRESSIVO SINFÔNICO JÁ EXISTIA E DEMARCOU ÉPOCA.

A OBRA É NÍTIDO PASSO ALÉM! OUÇAM E TENHAM; PORQUE LINDA E NÃO PERDEU VIGOR, MAIS DE 50 ANOS DEPOIS DE TER SIDO CONCEBIDA. E MANTÉM STATUS CONTINUAMENTE CRESCENTE ENTRE COLECIONADORES E GENTE DE BOM GOSTO. É OBRIGATÓRIA!

THE “ZOMBIES” ORGANIZAVA-SE EM TORNO DE “ARGENT” E DE

E “COLIN BLUNSTONE” – ENTRE OS MELHORES E MAIS ORIGINAIS VOCALISTAS DO ROCK INGLÊS.

ELE É CANTOR DE TIMBRE INIGUALÁVEL, VERSATILIDADE ESTILÍSTICA, E MUITO BOM GOSTO. CAPAZ DE CANTAR BEM DO FOLK, À BOSSA NOVA, AO R&B; ÀS VEZES TANGENCIANDO O POP SUAVE MESCLADO COM TOQUES DE PROGRESSIVO, UMA ESPECIALIDADE QUE DESENVOLVEU.

É ATÉ HOJE UM CARA TÍMIDO! MESMO TENDO SIDO IMPULSINADO POR “ELTON JOHN”, EM SUA GRAVADORA “ROCKET” – VEJA O CD “, NOS ANOS 1980: “NEVER EVEN THOUGHT / PLANES”, O ÚLTIMO CD NA FOTO DA PRIMEIRA FILEIRA. DOIS DISCOS POP / R&B DE ÓTIMO NÍVEL, GRAVADOS COM CRAQUES DE ESTÚDIO.

COLIN ESTEVE CONTINUAMENTE ASSOCIADO A “ALLAN PARSONS”, PARA QUEM FEZ VOCAIS EM DISCOS E PRODUÇÕES; E O PRODUZIU NO “KEATS”, UMA “BANDA JOINT VENTURE DE ROCK PROGRESSIVO”, COM “PETER BARDENS”, DO CAMEL, IAN BERNSON, DAVID PATON E STUART ELLIOT, GENTE DA TROUPE DE PARSONS, EM 1984.

É O PROG TÍPICO SEMI-AÇUCARADO E AGRADÁVEL. O DISCO FOI LANÇADO POR AQUI, NA ÉPOCA…

A DISCOGRAFIA DE COLIN BLUNSTONE TEM DISCOS BEM VARIADOS. O 3 PRIMEIROS TAMBÉM LANÇADOS PELA EPIC, ENTRE 1971/1973 (NA ÚLTIMA FILEIRA DA FOTO) , FORMAM EXEMPLOS NA LINHA FOLK/PROG/ POP

ENTRE ELES ESTÁ O PRIMEIRO DISCO SOLO DELE, “ONE YEAR”, NA ESTEIRA DO “ODISSEY AND ORACLE”, QUE VEM SUBINDO DE STATUS ENTRE CRÍTICOS E COLECIONADORES, E SERÁ RELANÇADO PROXIMAMENTE EM EDIÇÃO LUXUOSA.

OS ZOMBIES SE REÚNEM VEZ POR OUTRA. HÁ DVD MOSTRANDO SHOW DE ANOS RECENTES. E ESTÃO NO “ROCK AND ROLL HALL OF FAME”. MERECIDAMENTE, MESMO TENDO GRAVADO POUCO. VALE A PENA ESCUTAR INDIVIDUALMENTE “BLUNSTONE”, ” O ARGENT” E OS “ZOMBIES”.

COMO ESCREVEU EIVADO POR MELANCOLIA O Rene Ferri, EM SEU FANZINE WOP-BOP, NOS ANOS 1970: “NUNCA SE COLECIONOU FOTOS DE COLIN BLUNSTONE”!

TALVEZ A TURMA COMECE A COLECIONAR..
POSTAGEM ORIGINAL 04/06/2017

O “O MUSEU ON CO TÔ” E AS LUCRATIVAS TURNÊS “KNOCK KNOCK KNOCK ON HEAVEN”S DOOR” … AI, AI, AI MINHAS COSTAS…

TIO SÉRGIO, você é um ingrato, falastrão e xereta. Não tem compaixão e compreensão da vida dura que a grande maioria precisa enfrentar. Você misturou tudo junto ao mesmo tempo agora. Tentou aventura de baixa ética pra falar, falar e falar…

NÃO, sobrinhos, O TIO SÉRGIO é o inverso de tudo isso! Ele apenas faz como JIM MORRISON: “Sits down, and watch de river flow”. O TIO é mais para o “IDEAL TIPO” de MAX WEBER, do que para a rebeldia construtiva que legou de teorias revolucionárias, feito o grande tiozão KARL MARX!

O TIO SÉRGIO está mais para os microscópios do que para lunetas e telescópios. Gosta do micro mundo POP, das artes e da vida. O TIO não milita. Esmiúça, tenta separar a casca da cebola – metáfora talvez adequada para a vida de todos nós: em camadas que se abrem, ou não, sempre muito ácidas escorrendo em lágrimas…

Certa vez, comentei com o meu amigo Paulo Aristeu:

“Acho que vou juntar uns caras e criar TEATRO para trazer concertos da turma da segunda, terceira e quarta idade do ROCK, e adjacências. A primeira série chamará “GERIATRIA IN CONCERT”.

Vai ter enfermaria, cozinha de Hospital, médicos, nutricionista, e até uma ambulância de última geração. E lojinha também, claro!

Vamos construir ao lado um MUSEU chamado “ONCOTÔ?” Redução para “ONDE É QUE EU TÔ”. Lembrará quem morreu, onde está enterrado, se foi cremado, ou se vive aposentado… Dados pós “biovívidos” , digamos assim… E as memorabilias e discos que fizeram…

Vejam que legal!

Não faltam atrações, a maioria delas CINQUENTENÁRIAS, ou quase.

Estão ainda por aí o DEEP PURPLE, O RENAISSANCE, o CURVED AIR, os STONES, o CAETANO, o GIL, o EGBERTO GISMONTI; e também KING CRIMSON, BLUE OYSTER CULT, NEW MODEL ARMY, ROY WOOD!!!!, GEORGE CLINTON e um montão mais…

Inclusive a turma da foto: BONNIE RAITT, JUDY COLLINS, THE CURE, VAN MORRISON, CAT STEVENS, JETHRO TULL. E o nosso preclaro definidor e definitivo HERMETO PASCOAL.

LEMBREI do AMILTON GODOY, grande pianista e professor, que foi parte do icônico ZIMBO TRIO, e ainda muito ativo. Aqui em CD com o filho TICO GODOY, excelente saxofonista, carreira sólida em curso. Conheço pai e filho, porque a RENATA, filha do meu “amigoirmão”, FRED FRANCO JR. é casada com o TICO.

Todo mundo por lá, claro!

Recordei o DEEP PURPLE, instituição mais do que cinquentenária. JON LORD, por exemplo, há muito entrou no portal… Também, pô! Ele tocou no STAR CLUB, em Hamburgo, por volta de 1964, com os ARTWOODS, banda do irmão mais velho de RON WOOD, aquele dos STONES! LORD foi recomendado pelo pessoal dos SEARCHERS, concorrentes dos BEATLES, que também se apresentaram lá em 1963. O JON seria candidato a decano, se vivo estivesse…

O BLUE OYESTER CULT também perto dos 50 anos, anda “se reincorporando”. Nem conferi quem sobrou da formação original…

Essa turma está em processo de aposentadoria. Ou em pura extinção… Mas, transita pelaqui!

Tempos atrás NEIL PERT, baterista espetacular, do RUSH desembarcou no além… Todo dia alguém viaja…

O mais legal é que sempre vou estar por lá recebendo os caras, comendo uma saladinha, papeando e papando uma canjinha…vez por outra uma cervejinha…

E, quando eu trouxer o OZZY OSBOURNE vou fazer um cartaz assim: “ONTEM DIABÓLICO, HOJE DIABÉTICO!”

Vai sobrar bengalada pra todo lado.
POSTAGEM ORIGINAL 06/06/2024

CARAVAN – IN THE LAND OF GREY AND PINK – 1971

DISCO DELICIOSO, ORIGINAL, BEM EXECUTADO E PRODUZIDO, ENTRE OS MELHORES QUE ESTA BANDA INGLESA DE ROCK PROGRESSIVO, COM ELEMENTOS DE JAZZ- FUSION, CRIOU.

TOCAM MUITO, PRINCIPALMENTE O BAIXISTA RICHARD SINCLAIR.

E VAMOS CONSIDERAR A EXPRESSIVA E MARAVILHOSA CAPA, ENTRE AS CENTENAS DO MESMO NÍVEL FEITAS NAS DECADAS DE 1960/1970.

A EXCELENTE QUALIDADE DO SOM DA GRAVADORA DERAM, ESTÁ POTENCIALIZADA NESTA EDIÇÃO JAPONESA EM SHMCD, LANÇADA EM 2014.

OS QUE GOSTAM DO ESTILO PRECISAM DESCOLAR UM DESSES! RECOMENDO DE OUVIDOS ABERTOS.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/05/2018

HORACE SILVER , ENTRE O BE-BOP E O HARD BOP, ENXARCADO POR FUNK E BLUES

Estão aqui talvez uns 30% do que HORACE TAVARES DA SILVA produziu. Não se percam por este nome. Ele era americano, nasceu em 1928,e morreu em 2014. Seu pai era de CABO VERDE.

JOHN MAYALL em uma de suas passagens pelo Brasil, comentou que cruzou com HARACE SILVER nos bastidores do festival que participaram. Eram velhos conhecidos. E, claro, o BLUES os aproximava.

SILVER passou 28 anos na BLUE NOTE RECORDS . Muito tempo para um jazzista de sua geração. E muitos o consideram compositor melhor do que pianista.

Sei, lá. É notório seu capricho no lado melódico, daí ter composto uma série de STANDARDS, “DOODLING”, OPUS THE FUNK e PEACE, entre vários.

HORACE SILVER influenciou pianistas como RAMSEY LEWIS e LES McCANN, notórios cultores de ritmos e coisas mais funkeadas. Mas, também vanguardistas como CECIL TAYLOR.

Gosto dele; o lado BLUESY meio festeiro, tingido por algo meio DARK e GOSPEL e um toque seco, o tornam muito agradável e divertido.

Aqui está uma seleção bem substancial de discos do mestre. Esse box 12 CLASSIC ALBUMS 1953/1962, cerca bem a franga no terreiro, e é barato: uns R$ 140,00 MANDACARUS, na POPS DISCOS.

Mas, escutem antes de comprar.

Eu vou continuar comprando.
POSTAGEM ORIGINAL: 28/05/2022

KRAUT ! – COLEÇÃO ESPETACULAR E IMPRESCINDÍVEL DO ROCK PROGRESSIVO FEITO NA ALEMANHA “OCIDENTAL”

Comprei os BOXES no espaço de uns 4 meses, porque bastante caros! Preços muito mais altod do que a média, por causa do sempre excepcional trabalho para a sua realização.

A BEAR FAMILY RECORDS é a mais perfeita pesquisadora, preservadora e editora de quaisquer coisas relevantes do passado musical gravado.

Não tem pra ninguém: não há produtos mais perfeitos, amplos, relevantes e bem feitos na indústria discográfica mundial. Obras de arte, sempre!

Os quatro BOXES, cada um com 2 CDS, foram baseados nas regiões geográficas da “ALEMANHA OCIDENTAL” E trazem livretos excepcionais com fotos, histórico, etc… em qualidade gráfica suprema.

Mas, peca pelo que se pode considerar um absurdo: O TEXTO É EM ALEMÃO. E ler “ozalemão” vamos combinar que não dá!

Mesmo assim, as biografias completas de cada uma das 87 bandas e artistas que aparecem nas coletâneas, são diagramadas de forma que se tem acesso direto ao nome dos integrantes e a fotos espetaculares de tudo o que gravaram.

Ou seja, permite uma comunicação visual direta e imediatamente compreensível pelo consumidor-ouvinte. UM MUST IMPERDÍVEL!!! E o conteúdo é demolidor!

E ponto!

Aliás ponto e vírgula: não há nada dos 3 principais e mais famosos representates do KRAUTROCK: KRAFTWERK, CAN e AMON DUULL-2. Questões contratuais, essas coisas, impediram.

Fazem falta? Certamente; porém são bandas e discos de fácil acesso internacional, e a opção adotada é plenamente supletiva e vitoriosa.

Mas, entre as 87 faixas, várias acima de 6 minutos e todas remasterizadas, há 24 de bandas muito conhecidas, como TANGERINE DREAM, EMBRYO, GURU-GURU, PASSPORT, TRIUNVIRAT, LUCIFER FRIENDS, NOVALIS, BIRTH CONTROL, JANE,. FRUMPY, ELOY, NEKTAR e KHARTAGO. Não vou citar outros conhecidos…

As restantes 63 faixas são igualmente representativas e relevantes, e fazem uma cartografia do KRAUTROCK inédita, abrangente e integradora.

É preciso relembrar a incrível e ainda subestimada participação e presença de BRIAN ENO na consolidação da vertente. Ele tangencia a tudo isto, mas é inglês, portanto…

A concepção de ENO na FASE BERLIM de DAVID BOWIE – LPS LOW, HEROES, LODGER, STATION TO STATION, STAGE -, entre 1977/1980, é enunciadora dos novos tempos.

Ou alguém ainda duvida que a MÚSICA DE BASE ELETRÔNICA domina progressiva e inexoravelmente o cenário musical dos últimos quase 50 anos?

Por enquanto, não escutei a tudo. Vou fazê-lo aos poucos. É audição difícil, truncada; é “alemão e racionalista” demais para um velhinho já não tão da pesada, feito eu.

Ahnnn, hoje o CONCEITO DE KRAUTROCK é mais abrangente. Então, “aproveito o ensejo” para também recomendar o BEAT e o ROCK PSICODELICO ALEMÃO.

Ouçam THE BOOTS, e principalmente THE LORDS – PSICODELIA de alto nível, mais para o estilo INGLÊS do que para o AMERICANO.

Recentemente a BEAR FAMILY lançou mais dois BOXES DUPLOS, com os grupos e artistas da EX-ALEMANHA ORIENTAL! Portanto, mapeamento concluído!

Esta coleção é matéria para MESTRADO em ROCK ´n´ ROLL. E quem não buscar acesso não ganha o título de “MESTRE”.

Vá atrás. É imprescindível!
POSTAGEM ORIGINAL: 27/05/2021

FRUUPP – WISE AS WISDON – BOX SET – 4 CDS: THE DAWN ALBUMS 1973 – 1975

Passei a minha vida tentando conseguir alguma coisa do FRUUPP. Sem muito afinco, é verdade. As Bandas de ROCK PROGRESSIVO povoaram a minha cabeça, no início da década de 1970. Mas, era difícil até para ingleses e americanos conseguir certos discos.

Gravadoras pequenas, como VERTIGO, DERAM e, a DAWN nesse caso, tinham distribuição mais limitada. Enfim, recentemente consegui esse BOX caprichadinho em CDS, no formato de MINI LPS. Há encarte tipo poster, com informações aquém do mínimo, e algumas fotos. E só três bônus. Estão aqui “FUTURE LEGENDS”, 1973; “SEVEN SECRETS”, 1974; “THE PRINCE OF HEAVEN’S EYES”, 1974; e MODERN MASQUERADES, 1975.

O FRUUPP foi criado na IRLANDA DO NORTE, em 1971. e Como quase todo mundo, começaram fazendo covers até achar uma linguagem; desenvolver estilo e tentar a sorte no ultra congestionado mercado POP daqueles dias.

Tiveram a honra e chegaram a excursionar e abrir SHOWS para o GENESIS, YES e o QUEEN. Concorrentes tão sem grana quanto eles, mas já estabelecidos.

O grupo segue a tendência do PROGRESSIVO “SINFÔNICO”, mesmo com limitações na produção. Eles preferem o OBOÉ à FLAUTA; usam teclados, órgão, guitarra. E claro, cantam!

há um bom guitarrista, VINCENT McCUSKER, sem muita imaginação, fazendo algumas “passarinhadas e pipilações” em escalas ascendentes e descendentes, mas dando conta do recado. Ele serve como abre alas para discos agradáveis, coesos, feitos com algum esmero; que se tornaram CULTS e COLECIONÁVEIS, anos afora.

Ouvir o FRUUPP nos faz perceber que a influência na levada e na “dinâmica” da música é claramente do GENESIS. E também um quê do KING CRIMSON, nas partes mais lentas.

Há o bom gosto e jeito certo para, vez por outra, fundir um BLUES a uma sequência tipicamente PROGRESSIVA. A indícios da grande novidade da época, o JAZZ ROCK, que veio para o jogo.

Sim! O baixista e vocalista PETER FARRELLY; o baterista MARTIN FOYE, e o tecladista e sopros STEPHEN HOUSTON dão conta do recado.

Em aproximadamente 4 anos de vida, a banda conseguiu realizar 4 álbuns conceituais; recentemente descobriram e restauraram a fita de um disco ao vivo, gravado em 1975, cujo MASTER se perdeu em um incêndio! Será lançado.

Mas, como a sorte e o reviver das boas coisas têm sido uma constante, a REVISTA RECORD COLLECTOR fez matéria com os “velhos”, e os recolocou na ribalta. E ficamos sabendo que os 4 LPS originais valem 150 libras cada um; cerca de R$ 1.000,00. Porém, são difíceis de serem encontrados…. Então, a turma do ROCK PROGRESSIVO vai gostar desse BOX lançado pela ESOTERIC RECORDINGS, em 2019. Vale a pena conhecer.
POSTEGEM ORIGINAL: 20/05/2022