POSTAGEM ORIGINAL: 29/06/2018


Procurem ouvi-lo, principalmente os SINGLES. Sem contraindicações. Ao contrário!
POSTAGEM ORIGINAL: 26/06/2018

ENFIM, É JIM MORRISON. O REVERENCIEM COMO QUISEREM…
POSTAGEM ORIGIANAL> 27/06/2017


Está por aqui tudo isso e muito mais! Faça o seguinte: procure o imortal GENE CLARK, que nos deixou há uns 30 anos e não pediu licença pra nenhum dos Sergios aqui…
POSTAGEM ORIGINAL: 28/06/2020

JOHN ROBERT COCKER tinha talento natural, voz rouca e potente, diferenciada e personalíssima. Era cantor mais para o SOUL, o RHYTHM´N´BLUES e o FUNK. E menos para o BLUES.
Era um cantor emocional, derramado, mas não tão arrebatador como seus contemporâneos ERIC BURDON, VAN MORRISON e o menos conhecido, mas “terrivelmente perturbador”, TIM ROSE.
No festival de WOODSTOCK, em 1969, há pelo menos quatro performances espetaculares: TEN YEARS AFTER, com ALVIN LEE, o pai dos “atletas da guitarra”, em ” I´M GOING HOME’, aula de ROCK de quase dez minutos. Estava lá JIMI HENDRIX, se expondo ao mundo e, ao mesmo tempo, consolidando e transcendendo um novo jeito de tocar. E houve THE WHO, visceral, barulhento, sujo e arrepiante.
E, também JOE COCKER, expressivo e emoções explícitas à flor da epiderme, em performance eletrizante com “WITH A LITTLE HELP FORM MY FRIENDS” – canção dos BEATLES, de quem ele gravou algumas outras canções. Existe um BOX com 4 CDS onde tudo isso e mais ainda estão presentes.
COCKER teve carreira longa, quase 50 anos, mas irregular. A discografia é contínua, mas inconsistente. Fez 22 álbuns de estúdio, 9 ao vivo, deixou 14 compilações, e 68 SINGLES.
Em seu disco de estreia, ‘WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS”, 1969, juntou-se banda estelar, com JIMMY PAGE, na guitarra, e STEVIE WINWOOD, nos teclados, todos já famosos, e em ascensão.
JOE COCKER se apresentou no Brasil pela primeira vez, em 1972. Ele e banda tocaram em São Paulo, no ginásio da Portuguesa de Desportos. Mas, as críticas foram muito ruins. Na linguagem da época, “ele estava devagar, quase parando”.
Seus melhores discos são os três primeiros, entre 1969 e 1971, base de seu extenso, mas nem sempre convincente repertório.
O seu vibrante show ao vivo de 1991, “JOE COCKER LIVE”, lançado em disco com bastante sucesso, é bem produzido, cheio de balanço, e destaca o bom trabalho da banda.
Ali, COCKER repassou a carreira e os seus predicados, e talvez ainda seja a melhor sugestão para quem quiser conhecê-lo.
No decorrer do tempo, ele conseguiu alguns HITS, e manteve-se em atividade.
JOE COCKER era um grande cantor? Tenho minhas dúvidas. Mas, seja como for, era um intérprete inconfundível e se tornou um ícone.
Ele foi substituído, no estilo, pelo também britânico SEAL; mais jovem, moderno e ótimo cantor de SOUL e BLACK MUSIC em geral.
A obra de JOE COCKER ainda não foi posta à prova. Mas, com o tempo, ficará mais claro o quanto de seu talento natural foi realmente lapidado.
Curiosamente, mais de dez anos transcorreram desde a morte de JOE COCKER, e ainda não houve um projeto de relançamento mais amplos de sua discografia. Não há coletânea mais ampla, e nem um BOX para uma compreensão melhor do que ele deixou.
Não é bom sinal.
24 de dez de 2014 02:15

Fala sério, Tio Sérgio! Se é VANGUARDA não pode ser de ontem, tem de ter uma certa perenidade peripatética, pô!
Seria?
É argumento possível que nem tudo se pereniza, e o que foi significativo ontem não necessariamente se derramou sobre os dias de hoje, ou terá relevância no futuro.
Tá; mas se é bom, se permeou o tempo com significados, é muito provável que tenha deixado rastros e raízes.
Falo aqui da chamada VANGUARDA que se instalou e se expressou no TEATRO LIRA PAULISTANA, nos 1980, em São Paulo. E de lá teceu artes, criou portas, que se abriram, lógico…e deram, entre outras coisas, nesse disco, décadas depois.
Estou comentando isso, porque no mix bêbado da trilha sonora que está rolando, hoje, há um CD GRAVADO AO VIVO, no SESC POMPEIA, também em SAMPA.
São três artistas de VANGUARDA: ARRIGO BARNABÉ, LUIZ TATIT e LÍVIA NESTROVSKI, com e o nome do disco é instigante “DO NADA MAIS A ALGO ALÉM”:
A frase é bem paulistana, e está em ANO BOM, canção emocionante que talvez deva ser interpretada como alento para sofridos quase conformados; e que encontram, de repente, a oportunidade para voltar a perscrutar a hipótese de ser feliz com alguém.
É canção de amor não linear.
Aliás, como é todo ato que expresse um afeto motivador para se construir um relacionamento emocional significativo; e talvez uma situação para amar; ou mesmo o amor.
Papo de urubu?
Pode ser. Mas, é melhor do que papo de Urutu, aquele veículo blindado que o Brasil produzia…
A maioria das letras no disco são de TATIT; E a maior parte das música são de ARRIGO.
E, ambos, apesar de coetâneos e contemporâneos, nunca haviam composto juntos. Há, também, parcerias com NÁ OZZETI e ZECA BALEIRO;
E JOSÉ MIGUEL WISNIK – que também escreveu o texto de apresentação, com a precisão sofisticada de sempre. Uma aula de como “ver” e “ler” o que as músicas nos mostram.
O disco, claro, é musicalmente belíssimo!
Estão nele, os vários arranjos de ARRIGO BARNABÉ, que também empresta sua “VOZ algo BLUESY meso pós PUNK”, como as intervenções de ELVIS COSTELLO, em discos “melhores” do que a voz dele permite, dando um sabor entre o convergente e o destoante no projeto.
E há LÍVIA NESTROVSKI, e seu cantar dinâmico, preciso, em clara e linda voz; e o canto correto e interpretação sensível de TATIT.
Todos juntos acompanhados por músicos como o guitarrista MÁRIO MANGA; o cantor RENATO BRAS; o baterista EDU RIBEIRO e o pianista PAULO BRAGA. Gente acostumada com a música de vanguarda…
Tudo considerado, ficou bom; muito bom!
Mas, se quiser compreensão imediata, mensagens diretas e simples, emolduradas por arranjos óbvios e decifráveis no ato, o disco não é para você.
Essa verborragia toda que depus, a mim parece definir um jeito paulistano de se expressar. Eu falo demais; sempre buscando dizer com o máximo de precisão o que penso, sinto ou percebo.
A maioria das pessoas que conheço também fala demais!
E nesse disco também se fala demais!
Agora, por que essa turma tão encastelada veio parar aqui nesse texto? É o contexto? talvez pretexto?
Foi principalmente por causa de uma estrofe, na música BABEL:
“Ser humano é tudo igual;
É bom, mas é falho;
Ser humano é cerebral;
Cerebral, o caralho!”
Nítido e verdadeiro!
DISCO DE FAMA CICLOTÍMICA FOI TIDO, NO DECORRER DOS TEMPOS, COMO ESPETACULAR, MEDÍOCRE, EXTEMPORÂNEO E ATÉ CAÇA – NÍQUEL EM FAVOR DE UM ARTISTA MEDÍOCRE: O INACREDITÁVEL LORD SUTCH!
O LORD FOI UM ROCKER INGLÊS DE SEGUNDO TIME QUE REUNIU, NO INÍCIO DOS ANOS 1970, A NATA DE CRAQUES PARA FAZER UM ROCK NÃO HARD, NÃO METAL, E OBVIAMENTE A LÉGUAS DO PROGRESSIVO, EM DOIS LPS. ANTOLÓGICOS E COLECIONÁVEIS.
NO DISCO DA FOTO, JEFF BECK E JIMMY PAGE TÊM DUAS PARCERIAS ESPETACULARES AUXILIADOS POR NOEL REDDING, JOHN BOHNAN E NICKY HOPKINS.
EM QUASE TODAS AS FAIXAS PAGE BRILHA E ARREBENTA.
O PROBLEMA – SE HOUVER – É O LORD. ABAIXO DO NÍVEL DA BANDA, MAS GARANTINDO PERFORMANCE MARCANTE E INESQUECÍVEL, O QUE AJUDOU A TORNAR O DISCO CULT, ÚNICO E IMPRESCINDÍVEL.
ESTÁ ENTRE OS MEUS DEZ PREFERIDOS EM TODOS OS TEMPOS E ESTILOS. É FORA DE SÉRIE, ROCK DE PRIMEIRA LINHA FEITO COM MÚSICOS NO AUGE DA FORMA TÉCNICA E ARTÍSTICA.
HOJE, A AVALIAÇÃO CRÍTICA ESTÁ ENTRE 4 E 5 ESTRELAS. EU DOU SEIS!
ESTA EDIÇÃO ESTÁ, HOJE, COM MEU AMIGO@Pierre Mignac
TIO SÉRGIO RECOMENDA!

Sempre algumas palavras! Este é o disco que me tirou do sério. Começou por um erro:
No Início dos anos 1970, por algum motivo que não sei bem qual – provavelmente cabular aulas – acabei indo a um “SALÃO DO AUTOMÓVEL”, em São Paulo.
Tinha nada a fazer por lá. Não me interesso por máquinas no sentido em que os engenheiros e a maioria gosta. Não levo o meu carro para lavar e jamais lavei eu mesmo um automóvel.
Gosto deles pelo conforto e necessidade, e eles sempre me atenderam. Trabalhei muito visitando clientes e imóveis. O carro era e sempre foi necessário. Eu não o desprezo. Mas, estou longe de achar um objeto interessante. Não é meu cálice de Vodka, nem minha xícara de chá…
Por volta 1972, eu andava em trânsito do ROCK CLÁSSICO mais convencional para o ROCK PROGRESSIVO. E, na medida do acessível, lia revistas buscando hipóteses, novidades. Sempre foi difícil conseguir discos por aqui.
Mas, naquele evento, de repente uma bailarina fez uma dança-performance na frente de um carro .Qual? Nem desconfio – a música era toda vanguarda, e obviamente ritmada. E, por algum mistério insondável achei que fosse o “SOFT MACHINE”.
Não era: tocou e ela dançou PINK FLOYD, uma faixa instrumental do Long Play “MORE”, de 1969, “THE MAIN THEME”. Totalmente viagem, PSICODELIA + WORLD MUSIC! Deslumbrante! Soube uns dois anos depois. E gosto até hoje, também!
Seja como for, no dia do salário mais próximo fui ao MUSEU DO DISCO – loja ícone da época – e dei de cara com o “SOFT MACHINE 4”.
Comprei. Ouvi. Estranhei. Gostei? Não sei…
Ouvi novamente, em seguida outra vez; depois diversas, e forever and ever. Ever!
O disco é um tanto indescritível. Eu acho um arco-íris sonoro, que vai do FREE JAZZ à FUSION fazendo concessões, lá e cá, ao ROCK PROGRESSIVO. É disco esquisito no repertório de uma banda excêntrica. Escutem e opinem.
Certo dia, toquei o álbum para dois tios meus, já falecidos, e músicos profissionais da OSESP.
Um deles, ABRAMO GARINI, o mais aberto e até vanguardista, gostou. O outro, JULIANO GARINI, conservador, achou esquisito, e a linha do contrabaixo monótona. Eu, roqueiro barulhento, fiquei e continuo em transe há meio século!
Seja como for, nos está em minha vida, em local nobre da discoteca.
Vejam lá.
Pensando bem, comprem um e desfrutem, porque é sensacional – e, se “desbundarem”, como se dizia nos anos setenta, rebundem!!!!!!!

PARA MIM, JEFF BECK ULTRAPASSOU HENDRIX HÁ TEMPOS. É GOSTO E OPINIÃO.
MEU GRANDE AMIGO Sergio Cardoso , SINALIZOU QUE NÃO HÁ DISPUTA ENTRE “MICHELANGELO” E “DA VINCI”, O QUE É PERFEITO, E APLICÁVEL A OUTROS GÊNIOS…
ESTE É UM DOS ÁLBUNS QUE MAIS GOSTO EM MEIO A TODOS QUE TENHO E APRECIO! É IMPECÁVEL. E O MEU PREDILETO NA DISCOGRAFIA DELE.
BECK E BANDA CONCEBERAM OBRA MODERNÍSSIMA NA INTERSECÇÃO DO RHYTHM’N’ BLUES E A SOUL MUSIC, NA CURVA “TABORELLO” ENTRE OS ESTILOS DAS GRAVADORAS MOTOWN” E “STAX”.
MAS, É HARD ROCK, COM PITADAS DE JAZZ E PROGRESSIVO LIGHT, COMO A TENDÊNCIA DAQUELES TEMPOS ORIENTAVA.
E, TUDO CONSIDERADO EM RESUMO ABRANGENTE, “ROUGHS AND READY” É “FUSION” DA MELHOR CEPA E QUALIDADE.
O DISCO TRAZ JEFF BECK ACIMA DO ÓBVIO O TEMPO INTEIRO. É CHEIO DE FUNK E ENERGIA; É DANÇÁVEL; E PARA CURTIR EM ALTO NÍVEL!
E, ACREDITE, NÃO É POUCO: SOU FÃ DO BECK DESDE 1967, TALVEZ A PRIMEIRA VEZ QUE O ESCUTEI. E QUANDO DECIDI QUE OS YARDBIRDS, ATÉ HOJE, SÃO A BANDA “BEAT” QUE MAIS GOSTO, DAQUELES TEMPOS LOTADOS DE CONCORRÊNCIA NOTÁVEL.
HÁ NO DISCO UMA FAIXA INSTRUMENTAL, “MAX’S TUNES”, QUE NA PRIMEIRA EDIÇÃO, NO LP ORIGINAL SAIU COM O BELO NOME DE “RHAYNES PARK BLUES”.
É UMA DAS MÚSICAS DA MINHA VIDA EM QUAISQUER GÊNEROS. É FUSION JAZZÍSTICA MODERNA NO SENTIDO AMPLO, QUE PODERIA TER SIDO CONCEBIDA NA CULT GRAVADORA “E.C.M”.
E, TENHO CERTEZA, INFLUENCIOU O ESTILO DE PAT METHENY. DEFINITIVAMENTE.
IMPERDÍVEL.
Todas as reações:
1Claudio Finzi Foá