POSTAGEM ORIGINAL: 23/06/2023

Rômulo Garcia
POSTAGEM ORIGINAL: 23/06/2023

Rômulo Garcia
POSTAGEM 17/06/2017
POSTAGEM ORIGINAL: 18/06/2018




É PARTE DE UMA SÉRIE DA EMI LÁ PELO INÍCIO DO ANO 2000. CADA UM DELES TEM O NOME DE “THE ORIGINAL”. E AÍ MANDA “EASY ALBUM”, “JAZZ ALBUM”, SIXTIES, SEVENTIES, NEW WAVE, PUNK, VAI POR 30 CDS! ERAM MUITO ALÉM DO BARATO!
TIO SÉRGIO GANHOU DE BRINDE EM UMA COMPRA PELAS ESTRANJAS. RECEBI, OLHEI MEIO ASSIM DE LADO E FUI DEIXANDO… HOJE, TESTANDO A CRIATIIVIDADE COM OS BOLETOS A PAGAR… E NÃO É QUE…
MÚSICAS DOS ANOS 1980 ANIMADAS PRA DEDÉU!!!!
TEM BRIAN FERRY, BILLY IDOL, MEATLOAF, GARY MOORE, SIMPLE MINDS, PAT BENATAR, TALK TALK, BLONDIE, DEEP PURPLE, E MAIS UM MONTE!
SÓ COISA PRA OUVIR NO SÁBADO, DIRIGINDO OU TOMANDO CERVEJAS!
QUANDO PERCEBI, ESTAVA BATENDO DUAS DE MINHAS QUATRO PATAS NO CHÃO!!!! O VELHO AQUI TEM PUDOR, E SE CONTEVE.
ESTE CD VAI FICAR NA DISCOTECA. MINHA MULHER VAI ADORAR. E A DE VOCÊS, TAMBÉM! INCLUÍDOS MARIDOS, CACHOS, O QUE HOUVER …
POSTAGEM ORIGINAL 15/06/2024

Nos últimos 25 anos, com a progressiva escassez de “novos velhos nomes”, pequenas gravadoras, e ARQUEÓLOGOS DO POP, como HANS POKORA, lançaram-se para descobrir “novidades” intrigantes globo afora.
FREEDOMS CHILDREN está em um dos livros de POKORA como raridade relevante a ser redescoberta. A BANDA É da ÁFRICA DO SUL dos tempos bravos do apartheid.
A gravadora alemã SHADOKS MUSIC vem fazendo lançamentos pra lá de interessantes dessa gente estranha e meio esquecida pelos caminhos do ROCK, do topo ao fundo da mina.
Com edições muito caprichadas, a SHADOKS deu ao mundo discos brasileiros perdidos como PAEBIRU, de Zé Ramalho e Lula Côrtez; NO SUB-REINO DOS METAZOÁRIOS, de Marconi Notaro, entre diversos. Todos retirados de vinis e não dos masters originais…
A edição da foto são os três discos do FREEDOM CHILDREN: ASTRA, 1970; GALACTIC VIBES, 1971; e FREEDOM CHILDREN, de 1969. Estão em um box bonito e bem desenhado, com livreto denso em mínimo espaço, a ponto de mal se conseguir ler…
Mas, são tidos como CULTS e colecionáveis ao extremo.
O problema é a qualidade do som, muito abaixo dos “standards exigíveis”. Uma pena! Até agora, que eu saiba, não apareceu algum engenheiro de áudio japonês capaz de solucionar a limitação. Talvez seja impossível, porque parecem retirados do vinil original, e não dos “masters” de gravação supostamente feitos pela PARLOPHONE!!!!
Mas, TIO SÉRGIO, são realmente bons?
Não tenho certeza, porque a baixa qualidade retira os detalhes de cada música, e nubla a instrumentação. E discos de ROCK PSICODÉLICO e PROGRESSIVO, principalmente, necessitam de nível técnico mais apurado para que o lado artístico aflore.
Em linhas gerais, diria que o FREEDOM CHILDREN, de 1969, tem um quê de FOLK-PSICODÉLICO a JETHRO TULL, FAIRPORT CONVENTION e NICK DRAKE. É melodicamente bonito e trabalhado.
ASTRA, 1970, considerado a referência da banda, soa como um blend de URIAH HEEP e IRON BUTTERFLY. Algo dark, com um rumo ainda trôpego ao gótico da década seguinte. É PROGRESSIVO mais PESADO, com órgão dominante, como os de seus modelos. Claro, há sons incidentais, como era normal…
E GALACTIC VIBES, lançado em 1971, o último e o mais audível de todos, soa como inspirado no URIAH HEEP e no SPOOKY TOOTH. Já na fronteira com o HARD ROCK PROGRESSIVO.
São três discos legais de se ter, porém caros e muito aquém do desejável em termos técnicos. Eu arriscaria dizer que são projetos não adequadamente finalizados. É para colecionadores e completistas.
POSTAGEM ORIGINAL: 14/06/2020

São uns 47 discos, 50 se considerarmos aqueles feitos com o THEM, na década de 1960.
CANTOR único, voz reconhecível em qualquer circunstância, andou por quase todos os caminhos da música negra, do R&B ao JAZZ e os entremeios que você pensar.
Na música inglesa foi do BEAT ao FOLK, namorou com o ROCK e, de sobra, gravou ASTRAL WEEKS, clássico INIGUALÁVEL DO FOLK PSICODÉLICO.
Falar de MORRISON requer tempo, fôlego e audição acurada. Seus discos são bem produzidos, variados, e a imensa maioria criativos.
Até hoje ASTRAL WEEKS está entre os 50 mais importantes do POP. E seu épico ao vivo “ITS TOO LATE TO STOP NOW” é considerado entre os 20 melhores discos AO VIVO de todos os tempos!
Ouçam o GEORGE IVAN a vida inteira.
POSTAGEM ORIGINAL: 14/06/2019

Todas as reações:
Que palavras duras, TIO SÉRGIO!
Na verdade, não.
A CONCORD RECORDS foi fundada em 1972, por um milionário vendedor de automóveis e amante do JAZZ que percebeu, nos final dos 1960, seus ídolos sendo esquecidos. Isto porque o POP ROCK havia tomado o mercado, e o passado maravilhoso de música bonita e relevante estava em ostracismo crescente.
Começou por um pequeno festival de música na cidade californiana de CONCORD, onde morava.
E foram os grandes guitarristas JOE PASS e HERBIE ELLIS, que propuseram a criação da pequena GRAVADORA BOUTIQUE. O crescimento da empresa, na data do presente BOX, era avassalador! Havia gravado mais de MIL DISCOS e conquistado 14 GRAMMYS!
A estratégia de CARL JEFFERSON, o visionário criador, foi trazer para o “CAST” grandes nomes do passado. O baixista RAY BROWN foi o primeiro A&R, o profissional que cuida de artistas e repertórios. Ele tornou-se craque na função, além de ter participado de inúmeros discos.
Foi na CONCORD onde seguiram carreira nomes consagrados como as cantores e cantoras como MEL TORMÉ, ROSEMARY CLOONEY, JACKIE and ROY e ERNESTINE ANDERSON. E talentos reconhecidos tipo KENNY BURRELL, DAVE BRUBECK, GEORGE SHEARING, ART BLAKEY, STAN GETZ, HANK JONES, entre inúmeros consagrados e históricos!
Estiveram ou estão por lá, também, a brasileira TANIA MARIA e gente relativamente nova e imensa como GARY BURTON, JOHN PATITUCCI, DAVE WEACKL, DIANE SCHUUR, KERRIN ALLISON, CHICK COREA, ROBEN FORD e AVISHAI COHEN…
A produção é geralmente muito boa, e com sabor mais contemporâneo, mesmo que orientada por uma visão digamos de raiz no JAZZ do BE-BOP para cá.
A CONCORD representa uma recuperação cultural estupenda e meritória, que nos faz lembrar um pouco a grande e relevante gravadoras brasileira BISCOITO FINO.
Recomendo para os conservadores não saudosistas, e que aceitam algumas poucas maluquices conceituais.
Este box com 6 CDS e livreto é pra lá de adequado.
E, também, mais alguns CDS avulsos de MEL TORMÉ, HANK JONES; e os excelentes veteranos jazzistas, mas aqui curiosamente em disco FUSION, de 1981, JACKIE and ROY.
Se encontrarem quaisquer deles, não vacilem!
POSTAGEM ALTERNATIVA: 15/06/2023
