BRAD MEHLDAU TRIO – LIVE – 2008 – NONESUCH RECORDS

O DISCO FOI GRAVADO EM NOVA YORK, NO “VILLAGE VANGUARD”, EM CURTA TEMPORADA ENTRE 11 E 15 DE OUTUBRO, DE 2006. SÃO TRÊS FERAS LIDERADAS PELO PIANISTA “BRAD MEHLDAU”. É JAZZ CONTEMPORÂNEO SEM MASTURBAÇÕES EXIBICIONISTAS, E DE ALTA QUALIDADE TÉCNICA E MUSICAL.
“MELDHAU” É UM ESTILISTA SUPERDOTADO, E VEM ACOMPANHADO PELO EXATO BAIXISTA “LARRY GRANADIER”, QUE MANTÉM CRIATIVAMENTE O ANDAMENTO, PARA BRAD E O FANTÁSTICO BATERISTA, “JEFF BALLARD” – QUE FAZ SOLOS EM RITMO EM INTENSIDADE ALUCINANTES! – VOEM O TEMPO INTEIRO.
OS TRIO TOCA “WONDERWALL”, DO “OASIS”; E PASSA POR “BLACK HOLE SUN”, DO “SOUNDGARDEN”. DOIS CLÁSSICOS DO ROCK ALTERNATIVO DOS ANOS 1990.
E VIAJA POR “JOHN COLTRANE” E “CHICO BUARQUE DE HOLANDA”, E VISITA OUTRAS MÚSICAS CONTEMPORÂNEAS.
OS ARRANJOS SÃO TODOS TRANSFIGURADOS, E SE ABREM PARA FORMAS QUASE IRRECONHECÍVEIS – COMO COSTUMA SER O JAZZ CONTEMPORÂNEO. OS TRÊS REALIZAM “CONTRA – OBVIEDADES”, NAS QUASE DUAS HORAS E MEIA DE MÚSICA, NESTE ÁLBUM DUPLO.
UM VERDADEIRO “HAMBURGÃO”, UM “BIG BRAD”, FEITO PARA SACIAR A FOME DE QUEM GOSTA DE JAZZ E SEUS ARREDORES!
“MEHLDOU ET CATERVA” COZINHAM “PRATOS” DE ALTO TEOR CRIATIVO. E LIBERAM ENERGIA PARA ILUMINAR UM QUARTEIRÃO, NESSE REPERTÓRIO TEMPERADO COM “BALADAS” E “BLUES” COMPLETANDO CARDÁPIO NUTRITIVO, E DE MUITO BOM GOSTO.
O TRIO EXPÕE VERSATILIDADE TECENDO NO ESPAÇO SONORIDADES RECONHECÍVEIS, MELÓDICAS, MAS SEM CAPOTAR NO TRADICIONAL. ARTE RELEVANTE INCORPORA ESSAS COISAS…
CONFIEM NO TIO SÉRGIO: PORQUE É UM ARRASO! ALIMENTEM-SE!
POSTAGEM ORIGINAL:21/06/2021
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CAT STEVENS – DO REVIVAL FOLK DOS ANOS 1960/1970 À CONVERSÃO AO ISLAMISMO.

O tempo cuida do retorno periódico daquilo que é socialmente irremovível. Há tradições e coisas que se mantêm, mesmo quando se pensa que estão perdidas para sempre; e de repente, retornam remodeladas de algum jeito, guardando essências que definem um país, um povo, uma cultura.
A estabilidade da essência existe, mesmo a gente sabendo que a impermanência é a regra básica da vida. É imperativo perceber a sutileza que justapõe a impermanência ao essencialmente estável.
Indivíduos e sociedades funcionam dentro dessa aparente contradição.
STEVEN DEMETRI GEORGIOU era filho de mãe sueca e pai grego. E foi criado na cosmopolita SWINGING LONDON. Surgiu para a música em 1966, quando foi descoberto por MARK HURST, à época produtor; mas que fora parte do trio histórico na emergência do FOLK INGLÊS, no final dos anos 1950: THE SPRINGFIELDS.
Percam-se pelo nome, sim! Veio de lá a maior cantora POP inglesa de todos os tempos, DUSTY SPRINGFIELD; sempre aerada pela música folclórica, mas potencializada pela BLACK MUSIC e tantos e tontos ingredientes que a tornaram cult, mágica, e moradora no Olimpo eterno da música POP. DUSTY é outro capítulo, para outra hora…
Porém, ela estava no auge quando o produtor HURST juntou o CAT ao nome STEVEN (S) e mudou a vida do cara. Ele percebeu que o garoto tinha voz diferenciada, e sabia compor. Aproveitou seus contatos, e levou CAT para gravar na subsidiária de vanguarda da DECCA RECORDS, a DERAM, selo cult de ROCK PROGRESSIVO, FOLK e outras esquisitices nascentes e adjacentes…
A DERAM foi morada inicial adequada. CAT gravou SINGLES de algum sucesso, e um álbum que, vez por outra, é relançado. Ainda era bem diferente do que veio a fazer logo após; mas indicativo de seu potencial e talento diferenciados.
CAT era bastante requisitado como compositor. Fez “FIRST CUT IS THE DEEPEST”, regravado por vários, ROD STEWART entre eles. E, também, um HIT esfuziante para o grupo THE TREMELOUS, em 1968, quando “HERE COMES MY BABY” explodiu naquela ilha escura e alegrou muita gente, inclusive o TIO SÉRGIO aqui.
O toque de ourives aconteceu na mudança de gravadora, quando STEVENS foi para a ISLAND, em 1970, gravadora que explorava principalmente o REGGAE, mas tinha garras no POP e no FOLK.
Lá, o produtor PAUL SAMWELL SMITH, ex-baixista dos YARDBIRDS, deu consistência à música de CAT STEVENS. Lançou-o aproveitando o início da era de proeminência de CANTORES- COMPOSITORES, que estabeleceu outra dinâmica ao mercado da música. CAT STEVENS faz parte da geração de PAUL SIMON, JAMES TAYLOR, CAROLE KING, CHICO BUARQUE, CAETANO, GIL, JONI MITCHELL e diversos vários.
PAUL SAMWELL observou atentamente um novo renascimento do FOLK, na INGLATERRA; onde DONOVAN, FAIRPORT CONVENTION, e outros tantos abriam veredas que chegavam até o JAZZ ((PENTANGLE) e ao PROGRESSIVO ( JETHRO TULL e RENAISSANCE).
E ali iniciou o período de grande sucesso artístico e de vendas de CAT STEVENS.
O primeiro LP, “MONA BONA JAKON” e o segundo “TEA FOR THE TILLERMAN” – onde está ‘WILD WORLD”, também “vertido” para REGGAE, por JIMMY CLIFF – saíram ambos de 1971.
A saga prosseguiu com TEASER AND FIRECAT”, o disco muito bom, na foto; em que participaram RICK WAKEMAN, GERRY CONWAY, e outros. Depois, saiu “CATCH A BULL AT FOUR”. E ambos lançados em 1972.
Na sequência, vieram “FOREIGNER”, 1973; “BUDDAH AND THE CHOCOLATE BOX”, 1974; MONA & NUMBERS”, 1976; “IZITSO”, 1977; E, claro, várias coletâneas. Com o tempo, todos os LONG PLAYS de CAT STEVENS se tornaram DISCOS DE OURO.
No ano de 1977, ele converteu-se MUÇULMANO, e abandonou a carreira artística. Tornou-se fundamentalista e dirigente religioso no norte de LONDRES.
Em 1989, apoiou a “FATUAH” do AIATOLAH KHOMEINE, do IRÃ, que decretava pena de morte contra o escritor inglês SALMAN RUSHDIE, por causa do livro VERSÍCULOS SATÂNICOS. Houve justo e enorme boicote a seus discos, e protestos contra o agora YOUSSUF ISLAN, seu nome de batismo no islamismo.
Anos atrás, ele tentou retomar a carreira sob outras bases, mas, ao que tudo indica, seu tempo e referência também passaram.
Ainda assim, é muito interessante escutar o seu repertório clássico. No disco dois incluído na reedição de “TEA FOR THE TILLERMAN”, vem a construção/ensaio para certas músicas. E, percebemos nitidamente a insuficiência inicial da letra de “WILD WORLD”. A produção e CAT deram um jeito, claro, e a melhoraram.
Uma conclusão possível é que raramente “faixas bônus” justificam uma aquisição. Mas todos nós fazemos, dependendo de preço e oportunidade.
TIO SÉRGIO convida a todos para reviver o CAT STEVENS do passado, e sua proximidade com a nossa cultura tolerante e democrática.
Não fujam.
POSTAGEM ORIGINAL: 17/06/2024
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CHARLIE PARKER RECORDS – THE COMPLETE COLLECTION – 30 CDS – BOX SET – 2018

GRAVADORA BOUTIQUE CRIADA POR DORIS, A VIÚVA DO PRÓPRIO “CHARLES CHRISTOPHER PARKER JR.”, SIM, ELE MESMO, PARA COLETAR OS BOOTLEGS – PASMEM! – QUE PASSARAM A CIRCULAR DEPOIS QUE CHARLIE MORREU, EM DECORRÊNCIA DAS DROGAS, EM 1955.
CHARLIE PARKER FOI ESTILISTA NOTÁVEL E DIFERENCIADO. DEIXOU SEGUIDORES E INSPIROU GERAÇÕES DESDE 1950, QUANDO OS INCRÍVEIS SOLOS PASSARAM A SER TRANSCRITOS E COPIADOS; E DERAM FORÇA AO MITO QUE PARKER SE TORNOU .
ESSE RARO E FANTÁSTICO BOX COLIGE AS GRAVAÇÕES QUE RENDERAM OS VÁRIOS DISCOS AQUI PRESERVADOS. FORAM MAIS DE 50, ENTRE LPS , SINGLES, E ETC… TODOS REUNIDOS NOS 30 CDS!
HÁ, TAMBÉM, LIVRETO BEM PESQUISADO, COM FOTOS DAS CAPAS, E A “ESCALAÇÃO DE CADA TIME” QUE “JOGOU”. MAS O TEXTO É ALGO RESTRITO. É PROVÁVEL QUE TENHA SIDO IMPOSSÍVEL IR ALÉM.
O ELENCO É ESTELAR! ALÉM DAS GRAVAÇÕES DE PARKER, HÁ OUTROS ARTISTAS. ENTRE ELES, “CECIL PAYNE”, “DUKE JORDAN”, “ART PEPER”, “MILES DAVIS”, “YUSEF LATEEF” E “LESTER YOUNG”. TODOS FIZERAM DISCOS POR POR LÁ, ENTRE 1961 E 1965, O PERÍODO EM QUE A GRAVADORA OPEROU. ELES OCUPAM OS 14 PRIMEIROS CDS DO BOX.
OS 16 DISCOS RESTANTES, SÃO REGISTROS AO VIVO DO PRÓPRIO PARKER, RECUPERADOS E PRESERVADOS AQUI. É FESTA IMPERDÍVEL PARA OUVIDOS, OLHOS E A MENTE! UM ASSOMBRO EM ARQUEOLOGIA E LEGADO!
AOS QUE NÃO SABEM, “BIRD” ERA O APELIDO DE “CHARLIE PARKER”. E A MÚSICA IMPRESCINDÍVEL GRAVADA POR ELE, “YARDBIRD SWEET”, BATISOU A SEMINAL BANDA INGLESA DE ROCK, “THE YARDBIRDS”.
MAIS CULT E COLECIONÁVEL IMPOSSÍVEL!
SE PINTAR POR AÍ, TENTE. PORQUE É MESMO TENTADOR!
POSTAGEM ORIGINAL: 15/06/2019
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CLOCK DVA – COLLECTIVE – CD BOX SET – 1994

Algo distante da minha praia, mantenho este BOX na coleção pela estranha beleza da produção e design. E da relevância da música apresentada.
A gravadora que os lançou na Europa, a HYPERION, capricha ao máximo nas capas em cores sombrias; produziam artefatos singulares, artísticos e identificáveis. O projeto tem coesão e comunicação para o público alvo, a turma mais DARK e SOMBRIA.
O CLOCK D.V.A. faz parte da HISTÓRIA DA MÚSICA EXPERIMENTAL ELETRÔNICA. Estão próximos a grupos como “HEAVEN 17” e “IN THE NURSERY”, todos mitos recônditos pouco explorados naquele mar de computadores, ideias, sensações e fustigações.
A origem foi uma dupla formada na Inglaterra, na cidade de SHEFFIELD, em 1978, por ADI NEWTON e STEVEN JUDD TURNER.
O box COLLECTIVE é uma coletânea dos SINGLES gravados entre 1988 e 1994. No primeiro CD estão os SINGLES originais, suas VERSÕES e REMIXES. No segundo CD ficam os B-SIDES e RARIDADES. O MINI CD complementar contém faixas ao vivo gravadas em 1993, em AMSTERDAM. Ou seja, uma série completa.
O BOX, bastante CULT e RARO, é considerado um resumo de “primeira classe” desta fase da obra dos “PIONEIROS DO ELETRÔNICO EXPERIMENTAL”. Em algumas faixas há notória influência do KRAFTWERK – como era de se esperar…
Acompanha os CDS livreto denso, com texto muito longo, escrito pelo próprio ADI NEWTON, mas execrado por especialistas que o leram como “obra desnecessária de um ególatra”. É difícil de ler também por causa da estética e das cores utilizadas. Confesso: eu nem me aventurei… Há, também, fotos “aparentemente” sem qualquer sentido; além de alguns desenhos, esquemas, e arte gráfica feita por computador.
No percurso da carreira a banda sofreu acréscimos e substituições no pessoal. E, claro, metamorfoses no estilo; e também interrupções: a primeira durou mais de uma década.
O fundador, ADI NEWTON, é a único membro constante.
Enquanto proposta musical dá para enquadrar o CLOCK D.V.A. como CYBER PUNK, ROCK INDUSTRIAL, e/ou EBM – ELETRONIC BODY MUSIC – a vertente dançável da “podreira” eletrônica da década de 1990. É argumentável que tenham uma das patinhas no GÓTICO – o que era usual.
Eles gravaram VINTE LONG PLAYS/CDS, e vários SINGLES. A partir do último retorno, em 2012, mantiveram-se em atividade, e curtindo um ressurgimento/reconhecimento que se aprofundou com a volta do interesse por LONG PLAYS.
A obra do CLOCK D.V.A. está sendo relançada no formato vinil, em edições e boxes luxuosos, engrandecendo a estética vanguardista que certamente merecem. Até hoje fico intrigado ao (raramente) ouvi-los. Minhas suspeitas e admiração cresceram com o trajeto e trajetória deles até o presente. E com este “Revival” que os têm mantido se apresentando pelo mundo.
Tudo considerado, COLLECTIVE é artefato esteticamente muito bonito, trazendo obra bastante intrigante e muito significativa.
Procurem conhecer. TIO SÉRGIO garante a qualidade.
POSTAGEM ORIGINAL: 18/06/2019
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E.C.M. E A MÚSICA FRIA – ALGUNS CDS RAROS E MENOS EVIDENTES

E.C.M. significa EDITIONS OF CONTEMPORARY MUSIC. É uma gravadora fundada na Alemanha em 1972, por um músico chamado MANFRED EICHER, que se tornou um dos produtores mais originais, criativos e perfeitos da história da música.
Curiosamente, chegou a se estabelecer e operar direto da NORUEGA, em OSLO – e não sei se por lá continua – de onde por um desses “não sei o quê” da vida elaborou sonoridade única, que perpassa por mais de 1500 discos, todos no mínimo bons ou interessantes; e muitos e muitos excelentes ou até geniais!
Descolar o maior número possível desses discos inclassificáveis é um dos projetos de vida que persigo. Já tenho vários…
E qual é o segredo de EICHER, um dos caras que TIO SÉRGIO mais admira, para não dizer que inveja descaradamente?
Em linhas gerais, a ECM procura artistas mundo afora que tenham essa magia indefinível; um certo charme e sonoridade que MANFRED trabalha, produz, refina e grava. Muitas vezes combina músicos que, aparentemente, têm pouco a ver uns com os outros.
Exemplo típico e encontrável com certa facilidade no Brasil, é o CD “Mágico e Carta de Amor”, de EGBERTO GISMONTI com o saxofonista norueguês JAN GARBAREK e o baixista americano CHARLIE HADEN. Foi gravado ao vivo em Munique, em 1981. É jazz ,ou sei lá o quê, de excepcional beleza e qualidade.
O resultado dessas “COALISÕES / COLISÕES que EICHER promoveu às dezenas é sempre música peculiar, belíssima e “indefinivelmente identificável” com a sonoridade da gravadora. Todos os que gravam na ECM produzem este som distinto, inigualável!
A ECM, como eu disse, garimpa por este planeta afora. Do Brasil, além de GISMONTI, pianista, violonista e compositor dos mais originais, que grava por lá desde o início dos anos 1970, é também hit da gravadora o percursionista NANÁ VASCONCELOS.
Há KEITH JARRETT, americano e também pianista, um estilista ícone refinado pelo bom gosto e competência de MANFRED EICHER, é o artista de maior sucesso, e na gravadora desde o início.
Estão lá americanos sofisticadíssimos, como os grupos OREGON e ART ENSEMBLE OF CHICACO. E a maestrina CARLA BLEY, que fez o magistral “ESCALATOR OVER THE HILL” – reunindo uma penca de estrelas por centímetro quadrado de partitura!
E por que música fria?
Talvez não seja a definição perfeita. Meu amigo Gerson Périco sugere música COOL! Porém, também não me atrai por causa da memória que traz do COOL JAZZ, quente e algo “inquieto”.
Para vocês aguçarem a percepção, imaginem o JAZZ LATINO de DIZZY GILLESPIE, GONÇALO RUBALCABA e GATO BARBIERI; E o ROCK de CARLOS SANTANA; a FUSION cubana do BUENA VISTA SOCIAL CLUB sejam todos quentes! Sem lembrar o REGGAE, BOLERO, TANGO, etc…, produtos de almas e culturas fervilhantes!
E que tal SAMBA e a BOSSA NOVA; e o calor sofisticado de TOM JOBIM, do CHICO, do GIL; e a MPB contemporânea e sofisticada, que nem de longe nos lembra os NÓRDICOS, ou a BJORK…
Resumo imperfeito: a tal música QUENTE estaria em oposição ao JAZZ EUROPEU, mais experimental e cerebral – FRIO… E a produção da ECM é “TODA ASSIM”. Flerta com a sofisticação europeia, seja no JAZZ ou no CLÁSSICO CONTEMPORÂNEO. E estende suas apostas em FUSION abrangendo a WORLD MUSIC, e seus novos artistas de lugares menos badalados, como a POLÔNIA, a BULGÁRIA, ALBÂNIA. E os países nórdicos em geral, em espécie de “FOLK – JAZZ – NEW AGE”, que mescla experimentação, música concreta; e tudo temperado por uma beleza melódica e harmônica “amornada”, bem controlada e profundamente instigante.
Há muito o que dizer sobre isso. Então, eu recomendo que vocês escutem o CD “AMERICAN GARAGE”, do consagrado PAT METHENY, guitarrista americano “CALOROSO”, se comparado aos colegas de gravadora. O disco é um primor, contidamente alegre, e foi lançado em meados dos anos 1970. Ou, quem sabe o pianista KETIL BJORNSTAD, em “WATER STORIES”, de 1993.
Vou apresentar CHRISTIAN WALLUMRA/OD ENSEMBLE, BOBO STENSON TRIO, AYUMI TANAKA TRIO e MARILYN CRISPELL, todos excelentes pianistas; em discos notáveis, estranhos, frios, pensados; bonitos. E o guitarrista TERJE RYPDAL, neste MELODIC WARRIOR, 2013, aventura de vanguarda com ORQUESTRA. E passo para o sensível baixista EBERHARD WEBER, em mais uma obra lindíssima – como todas que dele conheço!
A turma toda vem acompanhada por músicos de primeiríssima linha. E faz música para camaleões, tucanos e petistas. Inclusive para a imensa maioria discrepante, mas se de bom gosto…
Como disse o EGBERTO GISMONTI, em show antológico realizado em 1982, no ginásio da Portuguesa de Desportos, em SAMPA, na abertura para o JOHN McLAUGHLIN – outro gênio inclassificável:
“Boa Noite, pessoal! Vocês não vão se arrepender em terem vindo até aqui”!
E, sentou-se ao piano… e eu estou viajando até agora!
POSTAGEM ORIGINAL AGORA AMPLIADA: 17/06/2015
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THE TROGGS – PROTO-PUNKS SEMINAIS

Você que é jovem, mas não acordou em certa manhã de 1966 e deu de ouvidos com “WITH a GIRL LIKE YOU”, no rádio, não imagina o rito de passagem que o TIO SÉRGIO aqui percebeu!
Aquela voz anasalada a “PATO DONALD”, o som BEAT simplista, o refrão à… digamos “SCATTIN SINGING”, Papapapá, papapapapá’ , de REG PRESLEY, era tudo o que eu precisava para confirmar minha preferência pelos BYRDS, BEATLES, STONES e a turma inteira; em vez de sambas e vasto etc…, muito mais à mão e culturalmente próximos. E nem vou citar “WILD THING”, porque não precisa.
Eu recebi o meu primeiro salário em julho de 1967. Recordo que, naqueles tempos, os trabalhadores menores eram “financeiramente estuprados”. A gente trabalhava o dia inteiro e ganhava meio salário mínimo por mês!!! ( não, não vou repetir )! Pois bem, gastei tudo em dois COMPACTOS e dois LPS. Um deles era o TROGGLODYNAMITE dos, claro, TROGGS. Escuto ainda hoje vez por outra! GARAGE-ROCK é isso ai!
Os TROGGS gravaram dezenas de SINGLES, em sua fase áurea, anos 1960 e além. Este BOX de 1994, com 3 CDS, da inglesa REPERTOIRE, junta todos, os B-SIDES, inclusive. E, também, os QUATRO ÁLBUNS compondo juntos a lavra da banda no período.
Depois de ouvi – los, talvez você diga: “Mas, TIO SÉRGIO, é quase tudo igual!!! Então, professoralmente explicarei: “Não! As músicas são “reiterativas”. Afinal, eles têm estilo… E, claro, a fuça de uma tem o rabo da outra… hummmm!!!! E ficaremos todos felizes…
Em certo momento, na década de1980, o pessoal do R.E.M. produziu um álbum para eles. MIKE STIPE e colegas eram fãs e, de certo ponto de vista, seguidores.
REG PRESLEY era letrista perspicaz. O elemento lúdico do ROCK GARAGEIRO e simples influenciou largamente o PÓS PUNK, de U-2 aos SMITHS, a THE CURE e vasta linhagem. Os TROGGS estão no vértice de tudo isso.
Terminando, e eu mal recordo o filme; mas no início, há um personagem botando pra rolar, no pick up, faixa do LP “FROM NOWHERE”, o primeirão dos caras. Marcante ao infinito!
Então, façam como o TIO SÉRGIO: acordem um certo dia e ponham os TROGGS para rolar. Comecem pelos LONG PLAYS – legais demais! “E nada será como antes, amanhã.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/02/2020″…
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Todas as reações:

Ayrton Mugnaini Jr., Elvio Paiva Moreira e outras 20 pessoas

DAVID DARLING – “CYCLES’ – 1982; E “DARK WOODS”, 1995 – ECM RECORDS

UM TANTO DESCONHECIDO, O VIOLONCELISTA DAVID DARLING É UM SENSÍVEL PRODUTIVO, ESTILISTA OBSERVÁVEL E CRIATIVO MARCANTE.
TÁ BOM, TIO SÉRGIO. O CARA É CHEIO DE PREDICADOS; PORÉM , APRESENTADO POR
ADJETIVOS! CADÊ A SUBSTÂNCIA?
TÁ BOM, SOBRINHOS ATENTOS.
VOU COMEÇAR POR “DARK WOODS”, 1995, ONDE “DAVID DARLING” EXECUTA OBRA “SOLO” PARA CELLO, CRIANDO MELODIAS COM O “ARCO”, E HARMONIAS COM OS DEDOS.
O RESULTADO É BELÍSSIMO, PORQUE INTEGRADO E CLIMÁTICO, SEM SER CHATO E NEM PRETENSIOSO.
“CYCLES”, 1982, FOI GRAVADO POR QUINTETO ESTELAR: “DAVID DARLING”, CELLO; “COLIN WALCOTT” , SITAR TABLA E PERCUSSÃO; “STEVE KUHN”, PIANO; “JAN GARBAREK” , SAXES; “ARILD ANDERSEN”, BAIXO; E “OSCAR CASTRO NEVES”, VIOLÃO E GUITARRA – SIM, “ELE” MESMO! JUNTOS COMBINAM O JAZZ FRIO E CLIMÁTICO TÍPICO DA GRAVADORA E.C.M.
O ÁLBUM É REGADO SUTILMENTE COM UM LONGÍNQUO “NÃO SEI QUÊ” DE “BOSSA NOVA” – INFLUÊNCIA CERTAMENTE DE “CASTRO NEVES”. E TUDO VEM MISTURADO À VANGUARDA TÍPICA DESTE “ENSEMBLE” COMPOSTO POR MÚSICOS, À ÉPOCA JOVENS, E HOJE CONSAGRADOS.
A MAIORIA DELES VEIO DA EUROPA CENTRAL; E COMBINADOS A UM AMERICANO VOLTADO À CULTURA ORIENTAL, “COLLIN WALLCOT”, COSEGUIRAM EXPRESSIVA SIMBIOSE, AJUDADOS PELA MENTE GENIAL DO PRODUTOR “MANFRED EICHER”, BEM TREINADA EM COLISÕES E INTEGRAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS.
“MANFRED” É ALEMÃO, E SEMPRE REVELA E COMBINA ARTISTAS DE FORMAÇÃO MUITO SÓLIDA, DE FORMA QUE A IDEIA DO IMPOSSÍVEL PERCA QUALQUER SENTIDO! ELE É UM CRAQUE EM TORNAR O IMPROVÁVEL REALIZADO.
O DISCO É PARA DIAS FRIOS, CHUVOSOS – INVERNAIS, DIGAMOS. E CAI BEM AOS QUE GOSTAM DE MEDITAR AQUECIDOS COM VINHO, QUEIJOS E BOA COMPANHIA.
NO FIM DA AUDIÇÃO, A GENTE PERCEBE A ULTRA SOFISTICADA “FUSION” DESAFIANDO OS TEMPOS TORPES QUE VIVEMOS.
PROCURE ESCUTAR “DAVID DARLING”. VOCÊ VAI SAIR COM A SENSAÇÃO DE QUE ESSAS COISAS RUINS VÃO PASSAR DE VERDADE. APESAR DE MINHA PLETORA DE ADJETIVOS E ADVÉRBIOS…
POSTAGEM ORIGINAL: 17/06/2024
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CONCORD RECORDS – OUTROS DISCOS BEM-VINDOS!

A CONCORD RECORDS foi fundada em 1972, por um milionário vendedor de automóveis e amante do JAZZ que percebeu, nos final dos 1960, artistas seus ídolos sendo esquecidos. Isto porque o POP ROCK havia tomado o mercado, e o passado maravilhoso de música bonita e relevante estava em ostracismo crescente.
Começou por um pequeno festival de música na cidade californiana de CONCORD, onde morava.
E foram os grandes guitarristas JOE PASS e HERBIE ELLIS que propuseram a criação da pequena GRAVADORA BOUTIQUE. O crescimento da empresa, na data do presente BOX, era avassalador! Havia gravado mais de MIL DISCOS e conquistado 14 GRAMMYS!
A estratégia de CARL JEFFERSON, o visionário criador, foi trazer para o “CAST” grandes nomes do passado. O baixista RAY BROWN foi o primeiro A&R, o profissional que cuida de artistas e repertórios. Ele tornou-se craque na função, além de ter participado em inúmeros discos.
Foi na CONCORD onde seguiram carreira nomes consagrados, cantores, cantoras como ROSEMARY CLOONEY, MEL TORMÉ, JACKIE and ROY, ERNESTINE ANDERSON… E instrumentistas de talentos reconhecidos tipo KENNY BURRELL, DAVE BRUBECK, GEORGE SHEARING, ART BLAKEY, STAN GETZ, HANK JONES, e mais inúmeros históricos e relevantes!
Estiveram ou estão por lá, a brasileira TANIA MARIA e gente relativamente nova e imensa como GARY BURTON, JOHN PATITUCCI, DAVE WEACKL, DIANE SCHUUR, KERRIN ALLISON, CHICK COREA, ROBEN FORD e AVISHAI COHEN…
A produção é geralmente muito boa, e com sabor mais contemporâneo, mesmo que orientada por uma visão digamos de raiz no JAZZ do BE-BOP para cá…
A CONCORD representa uma recuperação cultural estupenda e meritória, e que nos faz lembrar um pouco a grande e relevante gravadora brasileira BISCOITO FINO.
Recomendo para os conservadores não saudosistas, e que aceitam algumas poucas maluquices conceituais.
Há um box com 6 CDS e livreto que é pra lá de adequado. E, também, montão de outros Cds gravados por artistas TOP ao longo dos anos. Estão aqui, mais alguns CDS avulsos de MEL TORMÉ, HANK JONES; e os excelentes veteranos jazzistas JACKIE AND ROY, aqui curiosamente em disco FUSION, de 1981. Há mais, muito mais!
Se encontrarem quaisquer deles, e outros, por aí, não vacilem. Empunhem o cartão de crédito!!
POSTAGEM ORGINAL 2023, REDEFINADA AGORA
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“CAROL” – SOFISTICADO GRANDE FILME PARA ADULTOS E UMA EXPLÊNDIDA TRILHA SONORA COMPLEMENTAR

Há um grande filme que, vez por outra, passa nos canais por assinatura da NET.
É “CAROL”, de 2015, dirigido por TOD HAYES, com CATE BLANCHETT – magnífica! – no papel da protagonista; e ROONEY MARA, também excelente, interpretando THÉRÈZE.
Não vou descrever enredo e a história. São apenas veículos para a realização de uma obra de arte sensível.
É filme para adultos, sem concessão a qualquer vulgaridade, enfocando a paixão entre duas mulheres em tempos de preconceitos nada velados, ainda que, no começo, exercidos com elegância e discrição, pelo menos na classe social de CAROL.
Mesmo não sendo o objetivo do filme, os preconceitos acabam se materializando através de uma das FACETAS MAIS TÍPICAS DA SOCIEDADE AMERICANA MODERNA: o conflito judicial – que acaba bem, se é que se pode dizer assim.
Em cena magnífica, CAROL impõem seus limites e faz concessões, deixando claro que também saberia brigar e se defender ferozmente para manter a posse da filha, se o acordo não fosse feito naquela hora. O marido é um homem civilizado e cede, mas é criatura dos anos 1950 e suas circunstâncias…
A direção de TOD HAYES, segura e controlada, cria imagens, ambientações e climas que deixam entrever o íntimo dos personagens, seus ritmos e dramas. Nada é exagerado. E, como cinema, é magnífico: roteiro, interpretações e trilha sonora, compõem uma obra coesa.
Sempre fica implícito que homossexualidade é um fato da vida, portanto impossível deter o que a natureza expõe e condiciona, mesmo se exercida discreta e contidamente, e fugindo a quaisquer estereótipos vulgares.
Para terminar, CATE BLANCHETT esbanja sensualidade e classe num discreto charme burguês. É mulher forte e determinada, mesmo sendo cool. E ROONEY MARA vai retirando de si um personagem que, aos poucos, se auto-descobre, e se firma porque compreendeu quem verdadeiramente é.
Não deixem de assistir e pensar na amplitude artística desse grande filme!
A trilha sonora do FILME tem parte contida neste BOX magnífico, lançado pela RHINO RECORDS, EM 1994. Em 71 músicas, a essência do POP VOCAL AMERICANO , entre 1942 e 1959. Cruza todo o período em que os personagens do filme viveram.
Vou citar apenas alguns da discografia entre 1950/1954, onde o filme se desenvolve: tem TONY BENNETT, JOHNNY RAY, ROSEMARY CLOONEY ( a tia do George Clooney ), BILLY ECKSTINE, DEAN MARTIN, DORIS DAY, e um monte de ORQUESTRAS POP-ROMÂNTICAS…
Não é para a maioria da turma por aqui. É VINTAGE de alto nível, que mal atinge a época em que o TIO SÉRGIO começou a “fazer ponto e rodar a bolsinha” na eterna esquina da música popular!!!!
Mas, procure ouvir… Eu adoro!!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 15/06/2023Pode ser uma imagem de 4 pessoas e texto

JAZZ E ADJACÊNCIAS EM COLEÇÕES DE ALTA QUALIDADE EM AMPLO ESPECTRO:

Eu chamo de COLEÇÃO uma discoteca específica bem formada, variada, mas constantemente ampliada e onde se vai adicionando outros discos dos mesmos artistas; ou de certa tendência; ou motivo qualquer. Em resumo, coleção ou coleções são DISCOTECAS DENTRO DE OUTRA MAIOR.
Os discos aqui são partes de COLEÇÕES. Eu tenho outros dos caras e bandas apresentados, e pretendo conseguir tudo o que fizeram.
É assim que prefiro. Faço aos poucos e me divirto!
1) Acima, à esquerda, uma dupla CULT e conhecidíssima durante a década de 1960, que avançou em direção aos 1990 – e talvez mais…
Formam um casal, JACKIE CAIN AND ROY KRALL; ela cantora ele pianista, se juntaram durante atividades profissionais na década de 1950. Gravaram intensamente no “lusco – fusco” integrador entre um POP SOFISTICADO e o francamente JAZZÍSTICO, em sua melhor acepção.
Este álbum é um achado. Está entre o ROCK PROGRESSIVO E O JAZZ FUSION. Um tanto fora do espectro criativo deles, mas a cara daqueles tempos mutantes e nada translúcidos. “A WILDER ALIAS” funciona bem para quem gosta dos MANHATAN TRANSFER, mas curte mesmo o RETURN TO FOREVER e o WEATHER REPORT. É muito legal!
2) OREGON é grupo americano de perfil inteiramente europeu, formado na UNIVERSIDADE DO OREGON – hummmm!!!
Os músicos são Intelectuais, estudiosos, e cultores de FUSION totalmente original. São tão diferenciados que acabaram gravando muito na ECM, a CULT e indispensável gravadora alemã.
“DISTANT HILL” é álbum obrigatório em qualquer DISCOTECA sofisticada!!
3) JANIS SIEGEL & FRED HERSCH. Vocal e piano em repertório ultra moderno com o retrogosto da mais clássica e artística CANÇÃO POPULAR AMERICANA. Mas, no fundo, é abertura para o imortal em JAZZ.
Indispensável; Absolutos!
4) PATRICIA BARBER – “MYTOLOGIES”. Funciona assim: ela é cantora excelente e pianista múltipla; é feminista e gay convicta; e milita musicalmente nos escaninhos do “não óbvio”.
A moça vai de excelentes performances em nightclubs, no clássico formato piano, baixo, vocal e bateria. E se expande aos limites do JAZZ FUSION, quase ROCK, como nesse disco.
É para quem gosta de guitarras distorcidas e outros fragmentos de dubiedade. Para ROCKEIROS , ‘(é assim que se escreve Ayrton Mugnaini Jr. ?) “não é permitido não conhecer o disco aqui postado”. Vão lá. Não duvidem do TIO SÉRGIO…
PATRICIA é o desafio; enigma ainda não resolvido!
5) JOHN MAYALL & ALLEN TOUSSAINT – “NOTICE TO APPEAR”, lá por 1973.
É tão simples assim: a maior figura do BLUES INGLÊS em conluio ( conúbio? ) artístico com um dos maiores do R&B americano.
Resumo: redefinição do R&B em BLUES dançante e elegante ao extremo. Eu danço, tu danças, eles e nós dançamos. Não é pouco e não veio tarde. Procurem por aí! Já!
6) Um box de JAZZ da gravadora francesa VOGUE. É o JAZZ MODERNO redefinido na EUROPA. É descritível, sim; muita gente conhecida, mas vá atrás. Um monumento CULT aos prazeres de ouvir.
7) IAN CARR & NUCLEUS: JAZZ VANGUARDA em estado da arte feito na INGLATERRA, na década de 1960. JÁ escrevi sobre eles… Procurem. Não é para todos os gostos, mas TIO SÉRGIO gosta – e muito!
😎 😎8) SADAO WATANABE, CHICK COREA, MIROSLAV VITOUS, JACK DE JOHNETTE: “ROUND TRIP,” gravado em 1974. JAZZ VANGUARDA PÓS FREE, gravado na VANGUARD RECORDS. Bagunça organizada por artistas hoje consagrados, mas muito jovens quando fizeram… Reservo-me o direito de inquirir vocês. Virem-se. Traduzam o que perceberam! E escrevam sobre o que compreenderam.
9) CARLA BLEY : ESCALATOR OVER THE HILL. Lá por 1971. A vanguarda inglesa aliada à grande maestrina e pianista em obra transcendental. Quase todo mundo, na Inglaterra, que na época tinha importância, está nesse álbum. Procurem nas redes e confirmem o vaticínio que o TIO SÉRGIO faz!
Saiam atrás, salvem e curtam!
10) CHARLIE PARKER: YARDBIRD SUÍTE: O que dizer? imprescindível! Comecem por este para invadir universos distantes… Ahhh, claro; a banda seminal inglesa, THE YARDBIRDS cavocou o próprio nome por causa desse disco.
Falei! Vocês digam!
POSTAGEM  ORIGINAL 10/04/2017
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