AFFINITY & LINDA HOYLE – 1968/1972 – FUSION SOFISTICADA

LINDA ERA VOCALISTA DO “AFFINITY”, EXCELENTE BANDA DO SUB-GÊNERO CONHECIDO NO POR “JAZZ-ROCK”, NO FINAL DO “SIXTIES”. HOJE, SERIA FUSION.
NAQUELES TEMPOS, PARTE DA FUSION INGLESA SE INSPIRAVA EM GRUPOS AMERICANOS NA LINHA DO “CHICAGO”, “BLOOD, SWEAT AND TEARS” E “THE ELECTRIC FLAG”. ERAM MAIS “BLUESY”, “FOLK’, “PROG” E “FUNKY’ , DO QUE JAZZY.
NA GRÃ BRETANHA ROLAVAM, O ” “IF”, “COLOSSEUM”, “KEEF HARTLEY BAND” , “AYNSLEY DUNBAR RETALIATION”, ETC…
E, INCLUSIVE, O ECLÉTICO “JOHN MAYALL´S BLUESBREAKERS” QUE, EM ÁLBUNS DE ESTÚDIO, COMO “CRUZADE, “BLUES FROM LAURELL CANION” E “BARE WIRE”; E NOS SHOWS CONTEMPORANEOS, OPERAVA NA TÊNUE FRONTEIRA DA “FUSÃO JAZZÍSTICO/BLUSEIRA”.
NO ENTANTO, A OPÇÃO INGLESA E EUROPEIA DO “FUSION” INCLINOU-SE MAIS PARA O “ROCK PROGRESSIVO” E O “JAZZ VANGUARDA”.
O “AFFINITY”, UMA BANDA COM GENTE DE FORMAÇÃO UNIVERSITÁRIA, GRAVOU ESSE DISCO EXCELENTE, EM 1969. O REPERTÓRIO É ABRANGENTE, E VAI DE “HENDRIX” A “LAURA NYRO’. OS ARRANJOS ORQUESTRAIS SÃO DE “JOHN PAUL JONES” – SIM, ELE MESMO!
QUANDO A BANDA ACABOU, QUASE TODOS CONTINUARAM NA MÚSICA.
“LINDA HOYLE”, BOA CANTORA E A ESTRELA DO “AFFINITY”, TIDA COMO A BOLA DA VEZ, FOI ORIENTADA POR “RONNIE SCOTT” – PERSONAGEM LENDÁRIO MISTO DE EMPRESÁRIO E MÚSICO.
ELA GRAVOU ESTE ÓTIMO “PIECES OF ME”, EM 1971, ACOMPANHADA POR ALGUNS CRAQUES DO “SOFT MACHINE”, E OUTROS LUMINARES.
NA ÉPOCA, NADA ACONTECEU. MAS NO DECORRER DOS TEMPOS, GANHOU STATUS DE ÁLBUM CULT E ALTAMENTE COLECIONÁVEL.
“LINDA HOYLE” DESISTIU DA MÚSICA, EM 1972, E MUDOU-SE PARA O CANADÁ. FORMOU-SE EM PSICOLOGIA, SEGUIU CARREIRA ACADÊMICA, E SE TORNOU PROFESSORA UNIVERSITÁRIA.
VEZ POR OUTRA, CANTAVA ENTRE AMIGOS. E, SE TIVESSE GRAVADO MAIS ALGUNS DISQUINHOS, TERIAM SIDO MUITO BEM – VINDOS!
TIO SERGIO RECOMENDA O “AFFINITY” E “LINDA HOYLE”. DOIS BÁLSAMOS CONTRA A MESMICE, E BARREIRAS SÓLIDAS ANTI – MEDIOCRIDADE.
POSTAGEM ORIGINAL: 05\01\2020
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“MOD JAZZ” – KENT / ACE RECORDS – 1960/1969 COMPÊNDIO EM NOVE CDS DO QUE ROLAVA NOS CLUBES E BARES INGLESES

Vou começar diferente: você sabe discotecar? Preparar trilhas sonoras para uma festa ou reunião entre amigos?
É mais difícil do que parece. Eu vou dar sugestões;
“TIO SÉRGIO, você já foi D.J?”
Não, não fui.
Mas nesses tempos dos CDS graváveis, eu me diverti fazendo trilhas para amigos, reuniões, jantares com pouca gente, festinhas, essas coisas. Selecionei músicas para tocar em casa e no carro. E dei de presente aos mais íntimos, também! Acho que ficaram legais, adequados!
Há uma regra básica e vital. A festa nunca é para você; mas para todos. Portanto, a minha receita era relativamente simples:
1) Eu descobria mais ou menos o público alvo, e o que ele esperava;
2) Equilibrava seleção de música e artistas entre vários gêneros que, supostamente, a média dos presentes iria gostar;
3) No set entrava “quase” de tudo. jamais fiz demagogia, ou populismo, cedendo ao mau gosto. Mas não deixava ninguém sentir-se excluído;
4) Tocava coisas, músicas e gêneros, que todos conhecem;
5) Escalava músicas que a turma “achava” que conhecia;
6) E botava pra rolar artistas desconhecidos, mas conectados ao clima da festa. Tem de entrar novidades – velhas ou novas, heheheh – elas são imprescindíveis;
7) A regra intransponível: tudo tem de ter “ar de balanço”. Em festas e ambientes descontraídos, os pés não podem deixar de marcar o ritmo. É axioma.
Costuma dar certo.
Eu sou fã do trabalho dos D.Js – para não dizer que os invejo!
É caro! Imagine aquele monte de discos e você, o Déspota Esclarecido” ( ou ensandecido? ) , orientando o quê vai ser tocado ou selecionado; e sob a batuta do teu gosto, timing e imaginação!!!
Glorifica o ego!!! É só observar “RAVES”, “FESTIVAIS”… e o escambau.
Fazer o mundo se divertir não tem preço ou poder que supere! Pôr a turma para dançar, então, é arte dificílima! Observe artistas de “tuti quanti” gêneros. É orgasmo sem sexo….
Todos já vimos um grande artista, ou banda, dominar o ambiente. É mágico! Organizado por você, é imperdível! Sensação de poder à parte – porque é responsabilidade traiçoeira, e pode dar tudo errado -, é um espaço fantástico e muito divertido para atuar!
E mais ainda, se você for alguém como o TIO SÉRGIO, que não sabe, e nunca soube dançar! Sim: Eu, me, myself and I prazer em recebê-los!!!
E aqui entra esta fantástica coleção de “MOD JAZZ”, da ACE / KENT RECORDS; que, acho, completei. São coletâneas do que rolava nos clubes onde jovens se reuniam, na Inglaterra, nos anos 1960! Claro, vai muito, mas muito além do JAZZ! E visava os jovens “MODERNOS”….
Trilha Sonora que antecediam apresentações de gente como os ROLLING STONES, YARDBIRDS, GEORGIE FAME, GRAHAM BOND, BEATLES…, e quem mais vocês pensarem…
Era a antessala da festa. Singles e faixas de LPS com gente desconhecida – e outros famosos; mas todos focados em festa, dança, momentos lúdicos. Coadjuvantes em altíssimo astral para beber, conversar, paquerar, e o que fosse!
Nesta coleção tem o que você imaginar e muito mais!
NINA SIMONE, JIMMY WHITERSPOON, SAMMY DAVIS JR, OTIS SPAN, T.BONE WALKER, JIMMY SMITH, RHITHM´N´BLUES, SOUL, ROCK, BLUES, B.B.KING, JOHN LEE HOOKER… Imagine americanos famosos ou não; ingleses em ascensão ou não. É salada mista e colorida da melhor qualidade, variedade e sabor! Há gente de todo tipo, e o denominador comum é fazer a turma festejar!
A turma da ACE/KENT os juntou em nove CDS ( por enquanto?) – mas existem vários esparsos “pela aí”, feitos por outras gravadoras.
Não perca! Valem uns mandacarus e boa vontade para colecionar, ouvir, curtir, viajar, e vasto sei lá o quê!
Em uma das faixa, com o pianista OTIS SPAN, um BLUES fantástico, eu aposto a sua orelha para um “Picadinho à VAN GOGH”, que é o JOHN MAYALL cantando!
POSTAGEM ORIGINAL: 06\01\2021
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THE SOUL EXPERIENCE – RHINO RECORDS – 2001 – 6 CDS, BOOK , EDIÇÃO LIMITADA

O DESIGN DA CAIXA DIZ TUDO! IMITA AS FITAS CARTUCHO PARA REPRODUTORES EM AUTOMÓVEIS. ERAM COMUNS NOS ANOS 1970/80 NÃO ME RECORDO SE CONCORRIAM COM AS FITAS K7.
UM LUXO SÓ!
TENHO O BOX HÁ MUITO TEMPO. E O ZE’ CARLOS, DONO DA FALECIDA E EXCELENTE LOJA “NUVEM NOVE”, EM SAMPA, ONDE COMPREI O BOX, DISSE QUE EU HAVIA DEIXADO O “NANDO REIS” FRUSTRADO – ELE NAMOROU ESSE ARTEFATO, MAS NÃO FECHOU NEGÓCIO… A COISA É RARA E PRECIOSA! TEM R&B, FUNK, SOUL, DISCO E FUSÕES COM JAZZ, BLUES, E ETC…
MAS, “TIO SÉRGIO”, O QUE TEM DENTRO?
ORA, SOBRINHOS!!! 136 FAIXAS! O FINO DA BLACK MUSIC AMERICANA DOS 1970! TUDO O QUE VOCÊ OUVIU E AINDA OUVE NAS RÁDIOS E MAIS, MUITO MAIS!!!! ACOMPANHA LIVRETO COM ENSAIO LONGO E MUITO BEM ESCRITO. HÁ VERBETES COM A DESCRIÇÃO TÉCNICA PORMENORIZADA DE CADA UMA DAS 136 FAIXAS.
INICIA COM “GRAZING IN THE GRASS”, MEGA SUCESSO COM “THE FRIENDS OF DISTINCTION”, EM 1969. E TERMINA COM “ROSE ROYCE’ EM “GOLDEN TOUCH”, DE 1981.
NO MEIO, “WILSON PICKETT,” “DONT KNOCK MY LOVE”, 1971, POR EXEMPLO. E TANTAS E DIVERSAS OUTRAS FAIXAS COM “AL GREEN”, “BROOK BENTON”, “SLY & THE FAMILY STONE”, “DELPHONICS”, “THREE DEGREES”. “100 PROOF AGED IN SOUL”, “HONEY CONE”, “CHI-LITES”, “ISAAC HAYES”, “STYLISTCS”, “SPINNERS”, “TOWER OF POWER”, “BILLY PAUL”, “WAR”, “KOOL AND THE GANG”, “JAMES BROWN”, “LaBELLE” ,”LOU RAWLS, “EARTH WIND AND FIRE”… E ASSIM CONTINUA CHEIO DE BALANÇO E FESTA.
É BOX MUITO LEGAL E PERTINITENTE DA PRIMEIRA À ÚLTIMA FAIXA! E MUITO DIFÍCIL DE ENCONTRAR, PORQUE ITEM DE COLEÇÃO MESMO!
TIVE SORTE, E SE APARECER REBOLANDO NA TUA FRENTE …, SAQUE A “FADINHA MASTERCARD”, OU QUAISQUER DAS “MAGAS” SEMELHANTES.
TIO SERGIO RECOMENDA!
POSTAGEM ORIGINAL:29\12\2020
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DISCOS DE VINIL RAROS DA COLEÇÃO DO TIO SÉRGIO: LP 10″; E.PS; SINGLES E COMPACTOS

Pois é! Quando vim para os CDS, em 1989, foi por decisão meditada. Dia incerto, a ANGELA, minha mulher, presenteou-me com um “CD PLAYER”. E, quando a coisa tocou, a “modernidade” esmurrou a minha cara!
À primeira “ouvida” , um som puro e sem chiados, Uau! Depois de comprar vários CDS, demorei meses até perceber a real diferença de tecnologia. E, também, o engodo sonoro intrínseco dos COMPACTS DISCS da primeira geração – que traziam som mais “achatado”, “brilhoso” e “sem nuances”…
Mesmo assim, fui firme e fundo substituindo minha já excelente discoteca de LONG PLAYS por CDS. Na verdade, eu e meu amigo SILVIO DEAN, abrimos uma loja de COMPACT DISCS, na Avenida Paulista, em SAMPA, e usamos nossas coleções de vinis para capitalizar a CITY RECORDS. Foi em 1991. E deu certo por algum tempo.
O fato é que os CDS haviam chegado para ficar – supúnhamos!!!. – e permanecem. Mesmo em retirada galopante e sendo substituídos pela nova geração de DISCOS DE VINIL!!! É volta ao passado que, devo confessar, ainda não descobri o PORQUÊ. Eles são caríssimos, pouco práticos, mesmo que esteticamente atraentes e refinados.
Claro, o COMPACT DISC e suas variantes melhoraram demais ao longo do tempo. Hoje, minha discoteca e coleções estão quase totalmente neste formato.
Mas tenho prospectado e “conseguido pelaí” exemplares raros ou inusitados em VINIL; que juntados a poucos remanescentes do passado, moram em cantinho na estante.
Aqui estão alguns interessantes, produtos de buraco em meu orçamento e da curra fiscal indecente promovida pelo ESTADO BRASILEIRO!
1) ART: É a banda antecessora da SPOOKY TOOTH. Aqui, a reedição de um SINGLE, lançado em 1967, pela ISLAND;
2) GROBSCHNITT: ótimo grupo alemão criado em 1970, que nos primeiros 20 anos oscilou entre a PSICODELIA e o PROGRESSIVO”, criando um KRAUTROCK original e CULT! “Anywhere”, foi gravado ao vivo em 2010. O lado dois deste SINGLE traz o duo TARAS BULBA, que foi parte da banda, mas tem vários discos no chamado DREAMPOP! Instigante!
3 ) SUN RA! Ele toca piano e dá entrevista neste SINGLE um tanto fora do esquadro;
4) KINKS: KWYET KINKS: Reedição de EP. de 1965, imperdível para os KINKÔNIKOS feito eu e o Ayrton Mugnaini Jr.
5) EPISODE SIX e WAIWRIGHT´S GENTLEMEN: duas BEAT BANDS com IAN GILLAN; a segunda, também com ROGER GLOVER. Lançados em 1965, muito antes de ambos se cruzarem novamente no DEEP PURPLE, em 1970! É um EP, reeditando dois SINGLES das duas bandas.
6) MOODY BLUES: TUESDAY AFTERNOON / VOICES IN THE STKY – Compacto simples nacional, raro e e preciso, lançado em 1968;
7) SOUL SURVIVORS: Banda de New Jersey, tipo sub- YOUNG RASCALS, em SINGLE original, que é o primeiro disco importado que comprei! EXPRESSWAY , foi razoável sucesso. E o lado B traz HEY GYP, composição de DONOVAN, aqui em versão psicodélica ultra expressiva! É relíquia de 1967!
😎 JOHNNY RAY, O Mr. EMOTION: o grande cantor branco e cego, e sua voz ultra peculiar! EP australiano.
9) JOHN´S CHILDREN: Outro EP de banda PSICODÉLICA inglesa, lançado no Austrália. MARK BOLLAN, antes do T.REX, também esteve por lá!
10) YARDBIRDS – LIVE IN SWEDEN, 1967 – JIMMY PAGE na guitarra, em LP de 10″ , com 8 músicas, considerado por muitos um ótimo achado relativamente recente!!! Eu não ouvi, ainda…
Este VINIL foi consequência de um engano. Pensei que havia comprado CD!!! Aliás, com este eu recebi 3 VINIS dias desses, que tinha certeza viriam em CD!!!!!
Adorei os erros cometidos! Exceto pelo preço abusivo pago: Apenas este LP, incluído ASSÉDIO CAMBIAL E CURRA FISCAL, custou $ 37,00 – uns R$ 230,00 mandacarus!
11) YARDBIRDS: “Happenings Ten Years Time ago / Psycho Daisies”: as duas únicas faixas em que JEFF BECK e JIMMY PAGE tocam juntos! É um CLÁSSICO ABSOLUTO da Psicodelia Inglesa. Em SINGLE maravilhoso, de 1966, relançado em 2023 pela DEMON RECORDS!!!
12) PLASTIC PEOPLE: Banda psicodélica americana. Obscura, produzida por CURT BOETTCHER, também ligado à produção dos BEACH BOYS. É um Compacto Simples nacional raro, lançado pela MOCAMBO, em 1967, e ninguém sabe bem por que? Não há nada em CD, mas no STREAMING é possível escutar. Eu adoro!
Ah, continuo não tendo um PICK UP para tocar. Mas, em 2026 eu vou comprar um!
POSTAGEM ORIGINAL: 29\12\2024
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13TH FLOOR ELEVATOR & THE SEEDS 1966/67: MÚSICA PARA INCOMODAR GENTE GRANDE

Meu pai tinha voz de baixo – barítono, fortíssima! E quando gritava para eu fazer os TROGGS e o BLUE CHEER pararem de berrar, os pombos nas vizinhanças fugiam apavorados!
Os velhos já haviam absorvido estoica, mas não calmamente, os BEATLES, os BYRDS e outros suportáveis.
Mas, os citados acima, mais
THE SEEDS e outros menos votados, ultrapassavam o razoável. Eu protestava e acolhia. Era melhor do que desafia-lo a recorrer a métodos menos “liberais”!
Depois, quando ele não estava eu aumentava a berraria novamente.
Tenho um catálogo de regras da “BOA MÚSICA POP”. Uma delas é encher, irritar, tirar os mais velhos do sério. Minha geração não foi educada por meio da “compreensão politicamente correta”. Os pais saíam pro pau metaforicamente; e, às vezes, de verdade.
Assim, tornei – me um liberal em comportamentos, artes, e até em economia.
Posso detestar FUNK CARIOCA, SERTANEJO UNIVERSITÁRIO, RAP, e escrotidões variadas. Mas suporto porque minha tolerância é expandida para dimensões galácticas. Talvez seja um ranço de culpa pelos desmandos que pratiquei; e há quem diga que ainda pratico!!!!!Toquem BATTORY, JOÃO GORDO, e até PABLO VITTAR; eu aguento e discuto…
Escrevi tudo isso para falar de duas bandas bandalhas. Ícones menores da minha adolescência, mas que influenciaram gerações de rockers!
Você quer entender aquela voz de bezerro desmamado de BILLY CORGAN, dos SMASHING PUMPKINS? Então, escute SKY SEXON, dos SEEDS.
Gosta do PRIMAL SCREAM, THE CURE, JESUS & MARY CHAIN? e até do ZZ TOP? Então, ouça o 13th FLOOR ELEVATOR… E há mais, muito mais interrelações e ecos por todo o POP…
Os ELEVATORS são pessimamente produzidos e gravados. Esse BOX postado é uma “CAIXA de LÁPIS de CORES” com os CDs dentro. Muito legal! O som é o GARAGEM explícito, cru, berrado, inexplicável. CULT até o fundo da vida; insuportavelmente COOL! Aliás, eu gosto mais do ROCKY ERICKSON, o vocalista dos ELEVATORS, do que de SKY SAXON – em minha opinião, cantor chatinho, meio fanho na linha DYLAN com gripe. O DAVID BOWIE também preferia…
Os SEEDS são repetitivos, cantam variações do clássico “PUSHING TOO HARD” em todas as faixas, e em todos os discos.
Mas, fizeram um PASTICHE PSICODÉLICO ultra colecionável em “FUTURE”, disco de 1967, com arranjos “quase-orquestrais”, música hindu, e algo tangenciando o LOVE, e os BEACH BOYS, cerca PET SOUNDS.
O disco é “legal”, um ótimo adjetivo para o quê se gosta, mas não é lá essas coisas, artisticamente falando. Há pouco talento e muita vontade.
As duas bandas estão algo fora de meu universo atual. Porém, são autênticas, porque PUNKS e GARAGEIRAS.
Fiz essa postagem para confirmar que não sou WHISKY QUE SE BEBA. Elas não podem faltar para os colecionadores da época.
Aposte.
POSTAGEM ORIGINAL: 30\\12\2019
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YES – THE STUDIO ALBUNS 1969/1987 – ATLANTIC – RHINO – 2013 – SEM ENCARTES

Eu conheci o YES em torno de 1971/1972, quando ” THE YES ALBUM” explodiu feito míssil no ROCK. Saiu por aqui, também.
“IN THE COURT OF THE CRIMSON KING”, obra SEMINAL do – CLARO! – “KING CRIMSON” arrasou, em 1969, com o misto de “AVANT GUARDE” e “ROCK PROGRESSIVO”.
O terceiro disco do YES caprichava ao investir mais no lado melódico, mas sem perder a inovação instrumental, adequadíssima para o vocal de JON ANDERSON!
O estilo da banda é único, histórico! É ROCK PROGRESSIVO NÃO SINFÔNICO, e NÃO EXPERIMENTAL – KRAUT, por assim dizer.
O KING CRIMSON também compartilhou algumas vezes, entre 1970 e 1972, JON ANDERSON e BILL BRUFFORD, com o YES.
De certa forma, o YES retomou a beleza melódica do SUNSHINE POP dos anos 1960, atualizando-o à perspectiva de obras longas e complexas do ROCK PROGRESSIVO. Foi e ainda é sucesso avassalador! Na época, não teve para a concorrência!!!
Enquanto banda sempre foram espetaculares e perfeccionistas. Há JON ANDERSON, cantor único; STEVE HOWE, guitarrista excelente no acústico e no elétrico; e mais CHRIS SQUIRES, baixista de primeiro nível; BILL BRUFFORD baterista híper adequado, um especialista no gênero. E TONY KAYE, precedendo ao grandioso RICK WAKEMAN. Ambos tecladistas em nível de excelência.
Estiveram no YES vários excelentes músicos ao longo dos tempos.
Sempre achei que a preferência por certos discos, em detrimento a outros, tem a ver com momentos pessoais e a idade: para mim, “The YES ALBUM” e “FRAGILE ” são imbatíveis.
Em meados dos 1970,”CLOSE TO THE EDGE” arrebatou os roqueiros. Eu gosto menos. Teve a fama de disco frio – o que eu também considerava. Hoje, revi e penso semelhante à maioria; e percebo que, mesmo não sendo um primor em aconchego, o lado artístico e técnico mantem-se em nível altíssimo…
Gosto, portanto…
Quase todos os grandes passaram por fases, crises, e produziram ótimos discos. E, mesmo quando mudaram um pouco o estilo, mantiveram intacta a qualidade e a identidade perceptível em cada música.
O BOX aqui postado é muito bom, bonito, e até barato. Porém, espartano demais para a importância da banda. Não há encartes ou informações suplementares!
Os discos conservam as capas originais integralmente, o que é motivo mais do que suficiente para tê-lo. O restante, a internet resolve…
É um objeto de desejo imperdível!
Excelente opção para fãs de verdade.
Procure, se esbalde!
POSTAGEM ORIGINAL: 31\12\2019
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BRITISH BAROQUE POP E ADJACÊNCIAS CRIATIVAS -1967\1978

Tio SÉRGIO é mantenedor de certas tradições que a velhice permite que tenha observado. Vivido, inclusive.
A cada vez que descubro alguma traquinagem em certas áreas da música, primeiro vou atrás dos “SUSPEITOS DE SEMPRE”. Ajo como espécie de chave de cadeia, delegado do bem, e vou desentocar certos discos na coleção.
Pois, bem:
Dia incerto, a FADINHA MASTERCARD fez o CORREIO desovar em meu cafofo outro pequeno BOX precioso!
OOOPSSS, TIO SÉRGIO!!! Nem bem o “seo Messias” foi custodiado pelo Estado brasileiro, em SPA específico e seguro, o teu lado “miliciano” foi exposto pra macacada?
Pô!!!
Sejam magnânimos com o tio SÉRGIO, sobrinhos!!!!
É que tenho o hábito de checar certas origens. E coleciono ROCK PSICODÉLICO E SUAS VARIANTES.
Mas vou falar desse pequeno BOX, com 3 CDS, 80 músicas, quem sabe todas elas retiradas de SINGLES raros, gravados na Grã Bretanha entre 1967 e 1978. É um sumo de coisas legais!
Claro, nem tudo são joias. Aliás, em miscelâneas como esta é bom trazer pro jogo a visão feminina dos adereços: Joias musicais geralmente já estão conhecidas, circulam ou circularam. São caras, e algumas inacessíveis a custo compensador.
Nessa coleção, há faixas dos STRAWBS, CURVED AIR, THE SEARCHERS, ROCKING BERRIES, BARCLAY JAMES HAVEST, NIRVANA (UK), PROCOL HARUM, DONOVAN, ZOMBIES, THE MOVE, GRAPEFRUIT, SPENCER DAVIS…
Claro, em gravações menos conhecidas do que as músicas habituais. E este é o charme da coisa! Porque essa tendência é uma variante do FOLK e do ROCK PSICODÉLICO de lá. E é bem diferente do FOLK PSICODÉLICO AMERICANO, apesar de algumas convergências.
É uma plêiade formada por artistas que se aventuraram no POP BAROQUE, além dos já conhecidos BEATLES, ROLLING STONES, BARCLAY JAMES HARVEST, JETHRO TULL, e quase todas as grandes bandas das terras de sua Majestade.
Vou dar dois exemplos, que talvez alguns conheçam, entre o que se poderia considerar nas adjacências do POP dito BARROCO. São relevantes. Só que os donos só liberam para discos do próprio artista – um egoísmo criticável:
BARRY RYAN, “ELOISE”, 1969. Grande SINGLE de autoria de dois irmãos, PAUL E BARRY. Saiu no Brasil. jamais vi em coletâneas e miscelâneas pelaí… Eu ainda não tenho.
Outra gravação formidável é “Mac ARTHUR PARK”, de RICHARD HARRIS, também de 1969. Música longa e bela, primorosa; e outro grande sucesso daqueles tempos.
São duas canções que aproveitaram o gosto por orquestração mais sofisticada, em nada lembrando o “MUSAK”, ou as soluções dadas por PAUL MAURIAT, GEORGE MELACHRINO, e outros.
Estão na mesma rota dos MOODY BLUES, PROCOL HARUM; mas tangenciando o enorme sucesso dos WALKER BROTHERS, lá por 1966\67; e até do ROD STEWART em seu “primeiro primórdio” – hummm! – ambos, tiveram arranjos orquestrais não psicodélicos. Coisas produzidas por YVOR RAIMOND, por exemplo…

Enfim, é dica e tese. Procurem confirmar, ou desconstruir.

POSTAGEM ORIGINAL:31\12\2022
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THE MOVE – PSICODELIA INGLESA DIFERENCIADA E CRIATIVA – 1966/1972

“THE MOVE” SURGIU EM BIRMINGHAN, EM 1965, A TERRA DOS “MOODY BLUES” E DO “BLACK SABBATH”, E TEVE TRAJETÓRIA UM TANTO CONTURBADA E MUITO CRIATIVA.
FIZERAM VÁRIOS SINGLES DE SUCESSO, ARTISTICAMENTE BASTANTE BONS, E COM NÍTIDOS TOQUES E ARRANJOS EXPERIMENTAIS.
PARA OS FÃS DE “ROCK PSICODÉLICO” É INTERESSANTE TER, OU ESCUTAR, A EXCELENTE COLETÂNEA DUPLA “THE MOVE SINGLES As&Bs HITS & RARITIES”. LÁ ESTÃO “FIRE BRIGADE”, “BLACKBERRY WAYS”, “BRONTOSSAURUS” E OUTROS. É “POP-ROCK” DA MELHOR ESTIRPE.
A SONORIDADE DO “MOVE” FICA ENTRE OS “BEATLES”, MAIS PARA “JOHN LENNON”; UM CERTO CLIMA NOSTÁLGICO MUITO PRÓXIMO AOS “KINKS” ; E ALGUM BARULHO, PESO E BAGUNÇA VIZINHOS A “THE WHO”. “A VERY ENGLISH GARAGE BAND”. UMA DELÍCIA!
A FIGURA CHAVE DA BANDA É “ROY WOOD”, UM GUITAR HERO “NÃO TÍPICO”, QUE DESENVOLVEU ESTILO QUE LEMBRA “SYD BARRET”, DO “PINK FLOYD”, COM ANDAMENTOS ALGO TRUNCADOS, DISTORÇÃO “ARDIDA” E ALGUMA CRIAÇÃO RÍTMICA PECULIAR.
“WOOD” FOI NAMORADO DA CANTORA “ANNIE HASLAN”, DO “RENAISSANCE”, DURANTE MUITO TEMPO. ELA CONTA QUE FOI O PERÍODO MAIS DIVERTIDO QUE VIVEU!
“ROY” COMPÔS QUASE TUDO GRAVADO PELO GRUPO: OS “SINGLES” E, NOS PRIMEIROS QUATRO ANOS, SOMENTE DOIS LPS. UM DELES, CLÁSSICO DO “ROCK PSICODÉLICO”: “SHAZAN”! O VINIL SAIU POR AQUI, EM 1970, NO MESMO HISTÓRICO E CULT PACOTE DE LANÇAMENTOS COM “SAYLOR”, DA “STEVE MILLER BAND” E “CLIMBING” DO “MOUNTAIN”.
“SHAZAN” É MUITO BEM ARRANJADO E TOCADO. É ÁLBUM EXPERIMENTAL ALGO PESADO E BASTANTE MELÓDICO. A FAIXA “CHERRY BLOSSOM CLINIC REVISITED”, É SOBRE UMA DAS ’16 INTERNAÇÕES” DE “ROY WOOD” PARA TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO!!!
O ÁLBUM FAZ A TRANSIÇÃO DO “PSICODÉLICO” ABRINDO PERSPECTIVAS PARA O “ROCK PROGRESSIVO”.
A EXCELENTE VERSÃO EM CD TRAZ COMO BÔNUS UM FAMOSO “EP. DE COVERS” GRAVADOS AO VIVO. EM ALTA VOLTAGEM, A BANDA TOCA VERSÕES DOS “BYRDS”, “SPOOKY TOOTH”, E OUTROS. ESTRANHO, É CLARO!!!
EM 1970, O CONHECIDO GUITARRISTA “JEFF LYNNE” ENTROU PARA O “MOVE”, E A SONORIDADE MUDOU PARA UM “POP-ROCK-PSICODÉLICO E PESADO”.
“WOOD” E “LYNNE” TRAMARAM, POSTERIORMENTE, A “ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA”: PROJETO DE “ROCK PROGRESSIVO” QUE FOI INTEGRALMENTE ASSUMIDO E TOCADO POR “LYNNE”; QUE IMPOS UM ESTILO MAIS POP, QUE TORNOU A BANDA ENORME SUCESSO COMERCIAL. E “ROY WOOD” SAIU PARA FORMAR O “WIZZARD”, GRUPO MAIS AO FEITIO DELE.
NA DECADA DE 1980″, JEFF LYNNE” JÁ CONSAGRADO CRIOU OS “TRAVELLIN’ WILBURYS”, COM “GEORGE HARRISON”, “BOB DYLAN” E “ROY ORBISON.” OUTRO SUCESSO INTERNACIONAL EXPOSTO E QUE SE TORNOU CLÁSSICO!
PARA ENCERRAR FAÇAM O SEGUINTE: DESTA FASE FINAL DO “MOVE” OUÇAM OUTRO SUCESSO, “DO YA”, DE 1972; E DEPOIS COMPAREM COM “SHOULD I STAY OR SHOULD A GO”, DO “THE CLASH”!!!
TIO SÉRGIO WANTS BE A CIRCUS MONKEY, IF BOTH RECORDS DO NOT REPEAT “BOOM-BOOM” DO JOHN LEE HOOKER…
“MOVAM-SE”!
POSTAGEM ORIGINAL: 05\07\2020Pode ser uma imagem de 1 pessoa

JOHN COLTRANE – “THE HEAVYWEIGHT CHAMPION” – COMPLETE ATLANTIC RECORDS – 1959-1960! – revisitado em 01\2026

A CARREIRA DE “JOHN COLTRANE” DECOLA PRA VALER NA FASE “ATLANTIC”. LIDERANDO SEUS GRUPOS, ELE FEZ ALBUNS CONSIDERADOS CLÁSSICOS E INOVADORES. E TODOS EM ALTO NÍVEL ARTÍSTICO E TÉCNICO.
O BOX COLIGE TUDO O QUE FOI RETIRADO DE SESSÕES DE GRAVAÇÃO CONCEBIDAS E REALIZADAS EM APENAS DOIS ANOS!
ESTÃO AQUI, OS ÁLBUNS ORIGINAIS, OUTROS MONTADOS COM AS SOBRAS; E, TAMBÉM, PARTICIPAÇÕES EM SESSÕES COM OUTROS ARTISTAS – ALIÁS, TRABALHO QUE FEZ AOS MONTES!
“THE HEAVYWEIGHT CHAMPION” FOI LANÇADO EM 1995, E NOS SETE CDS QUE COMPÕE O BOX, A SEQUÊNCIA E RESPECTIVAS SESSÕES DE GRAVAÇÃO É A SEGUINTE:
CD 1: “BAGS & TRANE”, COM O VIBRAFONISTA “MILT JACKSON”, 1959;
CD 2: “GIANT STEPS” e “COLTRANE JAZZ”, 1959;
CD 3: “MY FAVORITE THINGS”, 1960 e “COLTRANE JAZZ”, 1959;
CD 4: “OLÉ COLTRANE”, 1961;
CD 5: “COLTRANE PLAYS THE BLUES” , 1962;
CD 6: “COLTRANE SOUNDS” 1959; “AVANT GARDE” – EM PARCERIA COM O TROMPETISTA “DON CHERRY, TAMBÉM 1959;
CD 7: (BOX) “LEGACY” e “ALTERNATE TAKES” , SOBRAS APROVEITADAS EM 1974.
JOHN COLTRANE É ARTISTA ÚNICO E MÚLTIPLO. CONSEGUE PROFICIÊNCIA TOTAL NAS VERSÕES “JAZZY” DE CLÁSSICOS DA “GRANDE CANÇÃO AMERICANA”; E SER EXPERIMENTALISTA, VANGUARDA, SEM PERDER O BOM GOSTO, E O REFINAMENTO HARMÔNICO E MELÓDICO.
A QUALIDADE DE SOM DO MATERIAL É DE PRIMEIRA, MUITO BEM CAPTADO E MASTERIZADO.
O PLANEJAMENTO E ACABAMENTO GRÁFICO DO BOX, CAPAS E FOTOS, FORAM REALIZADOS EM ESTADO DA ARTE. O CD 7 VEM “ENCARTADO” EM CAIXINHA DE TAMANHO REDUZIDO, MAS SEMELHANTE ÀS UTILIZADAS PARA GUARDAR AS FITAS “MASTERS DAS GRAVAÇÕES”!
TUDO CONSIDERADO, É UM ESPETACULAR “OBJETO DO DESEJO”!
UM MUST!
VOU CONTAR UMA HISTÓRIA:
EU CONSEGUI A PREÇO DE “LEITE DE PATO” ESTE MESMO BOX EM VINIL DE 180G, UNS 30 ANOS ATRÁS! CADA LONG PLAY COM A “CAPA ORIGINAL”, E ACABAMENTO SUPERIOR; SIMPLESMENTE FANTÁSTICOS!
MAS FIZ BOBAGEM INACREDITÁVEL: TROQUEI POR ESTA MAGNÍFICA EDIÇÃO EM CDS – EU NÃO TINHA E NEM TENHO PICK UP…
HOJE, NÃO FARIA ISTO NEM SOB TORTURA! E, POR PENITÊNCIA, VENHO COMPRANDO, AOS POUCOS, AS REEDIÇÕES EM LONG PLAYS.
RECOMENDO QUAISQUER DAS VERSÕES. POUCAS OBRAS TÊM TAL ALCANCE E MAGNITUDE. É UMA DAS MELHORES RECUPERAÇÃO DE ACERVO QUE CONHECI.
DESFRUTEM
POSTAGEM ORIGINAL: 31\12\2018
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ANNIE HASLAN: RENAISSANCE E CARREIRA SOLO.

O RENAISSANCE e ANNIE HASLAN são grandes. Fazem um misto de FOLK/POP LIGHT e ROCK PROGRESSIVO SINFÔNICO. Realizaram discos muito legais e artisticamente inovadores.
O RENAISSANCE foi uma das vertentes da prolífica linhagem inaugurada pelos YARDBIRDS, que legaram ERIC CLAPTON, JIMMY PAGE e JEFF BECK, os três na gênese do HARD-ROCK e do HEAVY METAL. E, também do ROCK PROGRESSIVO.
Os YARDBIRDS terminaram, e o RENAISSANCE começou, em 1968, como projeto de KEITH RELF e JIM McCARTHY, o vocalista e o baterista. Gravaram dois LPs seminais, em sentido diametralmente oposto ao dos colegas famosos, mesclando FOLK, MÚSICA RENASCENTISTA, PSICODELIA e POP MELÓDICO.
A vocal feminino era de JANE RELF, irmã de KEITH. Dona de cantar algo lúgubre, “dismal”. Mas, claro, já eram ROCK PROGRESSIVO. E, com o tempo, transformaram-se no ILUSION, mais ou menos na linha do RENAISSANCE.
Com ANNIE HASLAN, nos vocais, e mudança radical na formação da banda, o RENAISSANCE foi um grande sucesso, na década de 1970. Ouçam e tenham “PROLOGUE”, de 1971; e “ASHES ARE BUURNING”, 1972; os dois primeiros discos da nova fase, e que sintetizam muito bem o conceito que pretendiam seguir.
Os discos finais, em torno dos anos 1980, são algo medianos; e já com uso de sintetizadores, como pediam aqueles tempos.
ANNIE é pessoa encantadora. Conta-se que fãs do RENAISSANCE a abordaram, no CANADÁ se não estou enganado. E a convidaram para fazer apresentações no BRASIL. Ela adorou, e veio mesmo, anos atrás.
ANNIE andou outras vezes por aqui; e há vídeo amador com ela e fãs cantando e tomando caipirinhas, no RIO DE JANEIRO. Há um CD gravado ao vivo em PETRÓPOLIS, no Rio de Janeiro chamado, chamado “UNDER BRAZILIAN SKIES”. E outro pirata e delicioso, gravado com o FLAVIO VENTURINI & BANDA. ANNIE e VENTURINI são, de certa forma, artistas complementares e de muita afinidades estilísticas.
A carreira solo de ANNIE é interessante, e o primeiro disco, de 1977, “ANNIE IN THE WONDERLAND, é um clássico do CROSSOVER/FUSION de POP-NEW AGE e ROCK PROGRESSIVO. Teve a produção instigante e luxuosa de ROY WOOD, que foi marido dela, e mago da música alternativa.
ROY era mentalmente instável, e deu vida ao THE MOVE, na década de 1960, e ao WIZZARD, já nos “70”. Ele fundou a ELECTRIC LIGHT ORCHESTRA com JEFF LINNE, no início daquela década – banda que metamorfoseou-se tornando-se sucesso enorme, sob a direção de LINNE.
ROY WOOD operava consórcios sacro iconoclastas imperdíveis, seja lá onde estivesse!!!!!
O álbum “ANNIE HASLAN”, gravado em de 1989, foi produzido por MIKE OLDFIELD, e tem a participação e música composta por JUSTIN HAYWARD, dos MOODY BLUES – outra banda estilisticamente muito próxima ao RENAISSANCE. É o álbum onde está a linda “MOONLIGHT SHADOW”, que toca em rádios FM mundo afora.
ANNIE é a precursora/inspiradora de cantoras como KATE BUSH, ENYA e FLORENCE ( & THE MACHINE ), e certamente outras tantas. Ela também tornou-se modelo a referência para o NEW AGE MUSIC, com acento FOLK e muita doçura.
O repertório é “quase baba”; mas só tangencia… Tudo o que ANNIE HASLAN gravou é delicioso e de bom gosto. Mas não é para diabéticos; e menos ainda para os demoníacos.
TIO SÉRGIO e muitos e muitos a respeitam e adoram! Desfrutem sem moderação!
POSTAGEM ORIGINAL: 04\01\2022
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