PHIL SPECTOR E A “QUADRILHA” DE DRUMMOND. AS VIAGENS QUE O ACASO FAZ

PHIL SPECTOR produziu as RONETTES

e amava VERÔNICA, a vocalista principal;

VERONICA, que virou RONNY SPECTOR,

foi trancafiada por PHIL;

que mandou fazer caixão de vidro,

e ameaçava RONY de enterra-la viva e translúcida;

RONY vivia enclausurada, com janelas engradeadas, e andava descalça para não fugir.

Um dia, largou PHIL; procurou JOHN LENNON, que curtia VERONICA desde 64, quando os BEATLES abriram shows para as RONETTES;

JIMMY IOVINE que gravava SOUTHSIDE JOHNNY, e conhecia JOHN LENNON, que o apresentou para RONY;

e apareceu BRUCE SPRINGSTEEN; que refez canção com JOHNNY, que a cantou com RONY, que recomeçou a carreira;

LENNON, que trabalhara com JIMMY, gostava de PHIL;

que produzira os BEATLES; e os RIGHTEOUS BROTHERS, o GEORGE HARRISON, os RAMONES e o LEONARD COHEN;

PHIL fez discos para YOKO, e outro montão de artistas, também;

JOHN LENNON, que era da paz, morreu baleado por um pirado, homicida paranoico; cujo nome jamais repetirei;

PHIL, um quase gênio, que andava armado, e ameaçava geral; de vez em quando atirava sem qualquer propósito; era doido comprovado;

um dia, matou LANA CLARKSON, suposta namorada, e acabou em cana.

PHIL deixou discos de qualidade, quando morreu de COVID em janeiro de 2021;

Bem feito!

RONY, mais cult que sucesso, abdicou do futuro morrendo à revelia dela mesma…

JIMMY IOVINE, de muito êxito, hoje é um bilionário da indústria cultural;

TIO SÉRGIO, que gosta de todos,

recordou DRUMMOND, o nosso poeta maior;

então, redigiu os versos, desacertos sobre o incerto, narrando fragmentos dessas vidas errantes.

Mas, contou quase tudo; e de jeito peculiar; pensando sobre ocasos,

que talvez por acasos, recheiem a história de todos nós.
Postagem original: 22/03/2022

KRAFTWERK – THE CATALOGUE – 2009

ENTRE AS BANDAS MAIS INFLUENTES DE TODOS OS TEMPOS. PONTO!

TIO SÉRGIO afirma: o KRAFTWERK, ao lado dos BEATLES – que encerraram carreira em 1970, são as duas banda mais INFLUENTES DA HISTÓRIA da música moderna. O que foi referendado, em 2014, quando ambos foram indicados para o “GRAMMY´S LIFE TIME ACHIEVEMENT”, pelo conjunto das respectivas obras . Estarem na mesma premiação não é mero acaso…

Há uma SINCRONICIDADE, coincidência significativa, uma pletora de vivências sem conexão causal, que nos faz suspeitar que o KRAFTWERK seja a continuação do POP/ROCK de onde os BEATLES cessaram.

E as tecnologias disponíveis tem muito a ver com isso. Mas, é papo eterno pra botecos ao longo dessa “AUTOBHAN”, a VIDA vertiginosa e rápida que vivemos pela “TRANSCONTINENTAL EXPRESS” ininterrupta; até que a morte sobrevenha. E quem sabe por “RADIOACTIVITY” – já que somos todos “MEN MACHINES”…

Hummm…. TIO SÉRGIO exuberou….

Em 1970, o KRAFTWERK iniciou o périplo em DUSSELDORF, claro, na ALEMANHA “OCIDENTAL” da época. E, aos poucos, tornou-se a banda mais influente da atualidade musical POP”.

Mas, TIO SÉRGIO, o quê fizeram “OSALEMÃOS”?

Usaram as descobertas e conceitos da MÚSICA ELETROACÚSTICA da década de 1950, criados por STOCKHOUSEN, entre vários. E os combinaram com a música MINIMALISTA de gente como TERRY RILEY e PHILLIP GLASS. Revestiram tudo em um ENSOPADO POP/ROCK da turma que se iniciava no KRAUTROCK, combinado com outras experiências de seus contemporâneos. Em tudo há diálogos, etc…

O resultado, como diria o Jaques Sobretudo Gersgorin, é um somatório de “magia e tecnologia”. Ouvi-los é experiência hipnótica. No BOX há CD com REMIXAGENS que transportam o ouvinte para pistas de dança, desvelando o lado D.J. dos caras. Fica um sabor de RAVE, esvoaçante, com tempero algo alucinógeno. As “viagens de hoje”, vieram sendo tramadas há mais de meio século. E, curiosamente, repletas de “RACIONALIDADE TÉCNICA”, digamos….mas, basta adicionar algum “aditivo lícito ou ilícito”, para voar…

O som do KRAFTWERK está por traz da criação dos beats, mixagens e crossovers de AFRIKA BAMBAATA, tido como o primeiro D.J. a usar a eletrônica como base para dançar. Resumindo, eles foram seminais na criação do HIP-HOP, na ornamentação sonora do RAP e do ACID JAZZ… São considerados “pais”, entre aspas mesmo, da DANCE MUSIC. E, certamente, são os principais inspiradores das modernas RAVES.

No início do trajeto, se tornaram símbolos do KRAUTROCK, e deles surgiu o NEU, quase dissidência, pois MICHAEL ROTHER e KLAUS DINGER, tocaram lá. De certa maneira, a música do KRAFTWERK tangenciou os “climas e invenções” desenvolvidos por contemporâneos como o TANGERINE DREAM.

Teriam?

Foram inspiração na gênese da fase BERLIM de ENO e BOWIE; e de várias bandas do pós PUNK. O JOY DIVISION tinha no SET LIST versão de AUTOBHAN, o primeiro sucesso musical de RALF HUTTER e FLORIAN SCHNEIDER.

Os dois estudaram música em conservatório, e são o núcleo formador do KRAFTWERK, que incluiu outros músicos ao longo dos tempos.

Sem eles não haveria DEPECHE MODE, NEW ORDER e nem o TECHNOPOP; ou a COLD WAVE inglesa… Não há como deixar de lado os PET SHOP BOYS, e a infinidade de duplas e outros autônomos, como THE WEEKEND; e até seguidores mais radicais feito o NINE INCH NAILS. E até MADONNA, ou quaisquer das sucessoras não seriam o que são…

Enfim, continuem citando e lembrando influências e influenciados. O KRAFTWERK há mais de meio século esteve e ainda está na base de tudo! E continuará no futuro, também!

Este BOX foi concebido para ARRASAR QUALQUER CONCEITO, principalmente do ponto de vista do design:

Cada um dos oito CDs está em MINI LP. E foram remasterizados usando os MASTERS originais, gravados no estúdio KLING KLANG, pertencente a FLORIAN e RALF. E há um BOX dentro do BOX principal, com oito livros do tamanho dos LONG PLAYS originais, trazendo fotos, desenhos feitos por computador e poucas informações.

Porém, faz falta um livreto com texto e informações históricas básicas, e mais analítico sobre o quê fez o grupo. Mas, talvez eles achassem que não fosse importante. Portanto, quem quiser que procure detalhes pelaí. Eles são o que fizeram em música, e talvez seja o recado principal.

Ainda assim, é um artefato de ALTO NÍVEL, e que abrange os lançamentos feitos pela gravadora EMI.

Complementei a postagem com os dois primeiros discos gravados pela PHILIPS, em 1970 e 1972. Estão no lado direito da foto. Eu “criei” um pequeno BOX para abriga-los. E há coisas que ainda não tenho. E, quem sabe, um dia compre o DVD mais ou menos com o repertório usado na TURNÊ MUNDIAL, que passou pelo BRASIL, anos atrás…

Eles gravaram pouco, e o suficiente. E CONSTRUÍRAM CARREIRA E OBRA

INCONTESTÁVEL, INVEJÁVEL e INIGUALÁVEL.
POSTAGEM ORIGINAL 20/03/2018

BOLSONARO: O PANELAÇO E O SÍMBÓLICO

Há meses a sociedade vem advertindo Jair Bolsonaro para que se contenha dentro dos moldes institucionais. Aparência, para um Presidente da República, é fundamental. E é pedagógica, também.

O Congresso e os governadores vêm limitando o poder do Presidente. O que é justo e desejável. O Supremo também já deu o seu recado. Negociar é preciso e continuamente. Serenidade, mais ainda.

Mas, Jair Bolsonaro cria casos, impõe um ponto de vista que é muito difícil para a maioria da população identificar qual objetivo pretendido. Ele fala restritamente para seu público alvo, separa os seus dos outros com a intenção de preservar um espaço político onde confronta imprensa, os liberais, sociais-democratas e outros pensantes, como se fossem anti-Brasil, comunistas e outras adjetivações para ele pejorativas. Ele dinamitou pontes com o resto da sociedade.

Só que, abruptamente, o “coronavírus” impôs outra agenda. E esta agenda não combina em nada com o jeito Trogg de governar. E já houve consequências: a ridícula, irresponsável, e ignorante atuação do Presidente, fomentando a tal passeata “fake” e boçal; e ter-se encontrado com sua claque na rua em plena restrição foram a gota d`´agua!

A popularidade do Presidente caiu espetacularmente a partir do momento que a sociedade percebeu o perigo e a destruição que o Coronavírus irá causar. A população viu em Bolsonaro um inapto; emocional e tecnicamente despreparado para administrar o país. Um misto de decepção e perigo.

Pois bem. Dilma começou a cair no seu auge, com a economia “bombando” e não enxergou os desvios e desvãos de sua administração inepta. Em pouco tempo saiu do pódio para o túmulo moral. Foi impedida pelo Congresso – e ainda bem!

Com Bolsonaro o perigo é outro. A crise simplesmente cancela a reconstrução do Estado, o motivo pelo qual muita gente votou nele. Até agora, o governo tomou medidas consequentes. Haverá outras que implicarão em gastar e muito. Portanto, adeus – ao menos por enquanto – à contenção fiscal e monetária. Paulo Guedes aguentará e topará?

Mas, o problema é maior. Bolsonaro não exibe o perfil de liderança para um momento como este. E isto, mais as dificuldades impostas pelos ajustes, podem levar à rápida rejeição do Presidente.

O panelaço de ontem pode ter sido apenas o começo. “Se toca” e fica esperto Bolsonaro!
Postagem original:18/03/2020

FRANCISQUINHA! A FRANCESA DOS SONHOS!

BELA, CHARMOSA, CANTA BEM E SEMPRE ESTEVE PRÓXIMA ÀS VANGUARDAS. COMO ARTISTA, DAVA DE DEZ NA CONCORRÊNCIA DE SEU TEMPO DE GLÓRIA, A DÉCADA DE 1960 – SYLVIE VARTAN INCLUÍDA.

FRANÇOISE HARDI FOI UM MISTO DE “NARA LEÃO” E “RITA LEE”; SOFISTICAÇÃO E REBELDIA EM DOSES PRECISAS. E SEMPRE ESTEVE NO LUGAR CERTO, ONDE O JOGO ESTAVA SENDO JOGADO.

DOS 1960 PARA CÁ, ‘FRANÇOISE” TRANSITOU DO “BEAT” AO “BLUR” E AOS “PET SHOP BOYS”; PASSOU PELA “BOSSA NOVA”, POR “SERGE GAINSBOURG”, “MICK JAGGER” E DESAGUOU, RECENTEMENTE, NO “POP ROCK ALTERNATIVO”.

FRANCISQUINHA É VERSÁTIL, ATUALIZADA, CURIOSA E COMPETENTE.

É POPULAR, E PROGRESSISTA SEM SER CHATA OU VULGAR.

FRANCISQUINHA É O FINO!

ESSA COLETÂNEA É AMBRANGENTE E MUITO BEM FEITA. TEXTO E SELEÇÃO MUSICAL SUPERIORES. TODOS GOSTARÃO!

PERCAM-SE NELA!
Postagem original: 21/03/2018

GERI ALLEN TRIO

SE ENCONTRAREM DISCOS DA MOÇA PELAÍ, NÃO EXITEM; COMPREM.

É JAZZ MODERNO SEM ESQUISITICES. ÓTIMA PIANISTA, E ACOMPANHADA POR “RON CARTER” , NO BAIXO; E TONY WILLIAMS” NA BATERIA. CARTÃO DE VISITA MELHOR É IMPOSSÍVEL!

A GRAVAÇÃO É BLUE NOTE FEITA, EM 1994
Postagem original: 21/03/2018

Nenhuma descrição de foto disponível.

Curtir

Comentar

NÃO HÁ QUEDA DE INFLAÇÃO SEM POLÍTICA MONETÁRIA PUNITIVA. JUROS ALTOS PUNEM GASTOS E RESTRINGEM CONSUMO. É ASSIM QUE É!

ECONOMIA 1:

Nelson Rocha Dos Santos

Um único remédio para conter a inflação!!

Parece que falta estudo para certos economistas brasileiros que tem espaço na grande mídia!!

Aliás, finalmente hoje à tarde a Globonews promoveu em debate entre economistas de diferentes pensamentos ( Gustavo Loyola e mais um outro economista x Gonzaga Belluzzo).

Sérgio de Moraes

Nelson Rocha Dos Santos Tá. Mas, a inflação está alta e a função do B.C. é cuidar da moeda. Trazer a inflação para a meta.

E isso dói.

Nelson Rocha Dos Santos

Sérgio de Moraes desculpe, mas na Constituição a função do BC não é só baixar a inflação!!!

“Missão Institucional do Banco Central do Brasil (BCB): Garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, zelar por um sistema financeiro sólido, eficiente e competitivo, e fomentar o bem- estar econômico da sociedade. monitoramento e de supervisão dessas entidades.

E para isso o único remédio é aumentar o juros?

A nossa inflação não é devido a demanda!!

As empresas estão fechando, o desemprego aumentando, o juros real é o maior do mundo!!

Vc não acha isso meio estúpido?

Como fica o bem-estar econômico da sociedade?

Sérgio de Moraes

Nelson Rocha Dos Santos O bem estar econômico da sociedade não é a principal função dele.

O texto de 1988 tinha laivos de populismo. E o B.C. é um órgão técnico por excelência.

Tem órgãos e profissionais em penca cuidando do social.

Eu apoio o BC. E sua ortodoxia. A longo prazo, é o melhor para o país.

Nelson Rocha Dos Santos

Sérgio de Moraes pode não ser a principal função, mas está na Constituição e portanto deveria ser respeitado.

E o BC ainda sinalizou a possibilidade de subir mais ainda se for necessário!😳😳

Sinceramente, para mim que tenho toda as minhas reservas atrelada ao CDI e Selic está sendo ótimo, mas eu não acho justo para o país !!

🤷‍♂️

Sérgio de Moraes

Nelson Rocha Dos Santos Não demora eternamente. Logo, logo, começa a cair.

Nada é mais lesivo aos pobres do que a inflação.

O resto é invenção.

Nelson Rocha Dos Santos

Sérgio de Moraes nada é mais lesivo a população que o desemprego e a falta de dinheiro para comprar comida, o resto é papo furado de liberal que está se enriquecendo com a taxa de juros!!🤷‍♂️🤷‍♂️🤷‍♂️

Sérgio de Moraes

Nelson Rocha Dos Santos tá, mas entre várias funções, fomentar o desenvolvimento é, claramente, a menos importante para o BC.

Nelson Rocha Dos Santos

Sérgio de Moraes mas o que o Campos Neto entregou de bom para o país nestes 2 anos de mandato? A Selic já está neste patamar desde 08/2022 e não vimos nenhuma melhora e as condições econômicas do país só pioram!!

Se vc fosse empresário, vc investiria na produção com uma taxa Selic neste patamar ou deixaria o teu capital aplicado?

Sérgio de Moraes

Nelson Rocha Dos Santos ELE entregou estabilidade e confiabilidade.

Olha, amigão, com a visão que tenho hoje, eu aguardaria momentos melhores.

Mesmo porque passei a maior parte de minha vida adulta, e profissional, como pequeno empresário.

E, a maior parte do tempo , passei tentando investir e sobreviver.

Está errado. Gostemos ou não, a vida econômica e profissional de cada um de nós tem um lado de aposta e risco.

Nós últimos 25 anos, caí paulatinamente na real.

É preciso saber jogar, principalmente em um ambiente continuamente conflagrado.

Em resumo, em vez de bipar nos faz falta uma mesa de bar, para colocar mais claramente nossas vivências e as consequências que isto implica.

Eu digo hoje que você está certo em preservar sua poupança, porque mais tarde ela será re-canalizada para a produção. Mesmo que isto tenha resultado em concentração de renda.

O que sei – e a maioria do mercado sabe – é que não se aposta em governos, ou ondas.

Lula tem boas intenções. Mas, o mercado, esse ogro que congrega todos nós, precisa de garantias ou perspectivas .

Então, não adianta desprezar o real.

A realidade sempre nos encontra e cobra…

Eduardo Salabert Rosa

Desde que entendo por gente,vejo esse amargo remédio sempre sendo utilizado pelos economistas. Nunca vi essa receita dar certo. Me desculpe mas a incompetência desse caras é muito grande. Os juros brasileiros independente das taxas de inflação sempre foram astronômicos. Somente os bancos se dão bem .

LULA, RECORDAÇÕES DE UMA TRAJETÓRIA

Hoje, o Habeas Corpus do Lula será decidido pelo Supremo. Confesso que estou chateado. Não pelo que poderá acontecer a Lula, a meu ver merecedor das condenações que recebeu, mesmo que por associação de fortíssimos indícios comprobatórios e não apenas por provas explícitas – que existem, sim!

Mas, estou triste pelo vexame institucional que a política e os políticos brasileiros vêm causando.

As trapalhadas e crimes durante o governo LULA pontificaram e expandiram ao inaceitável. Não é legal viver num país que, nos últimos 55 anos, não teve quaisquer dos governos atuando em condições normais.

Não vou descrever de JÂNIO a TEMER a sucessão de intempéries que temos passado. É só ir ao Google.

Agora, é preciso posicionar o LULA no quadro histórico brasileiro. Ele é e foi um personagem suis-generis, um SELF-MADE MAN. Caminhou do absolutamente nada para a PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA, trajetória que exige competência política e talento.

Não entro nessa de que é ( era) ignorante e não deveria ter sido eleito, e por dois exemplos históricos notórios:

ERNESTO GEISEL, General Presidente entre 1974 e 1979, era o mais preparado entre os ditadores. Conhecia a burocracia e o poder, passou por cargos na administração pública dos anos 1930, em diante. E tinha um projeto de país.

Fracassou redondamente! Ele não entendeu o seu tempo e lutou contra as mudanças que o mundo impunha. E nos condenou ao fracasso econômico nos anos 1980.

Quase a mesma coisa se pode dizer de DILMA ROUSSEFF. Preparo é insuficiente se você não for um estadista, alguém com sensibilidade política, e senso de oportunidade.

Do ponto de vista administrativo, o primeiro governo LULA foi muito melhor que os dois citados. Simplesmente porque montou equipe de gente não comprometida ideologicamente, seguiu o que deu certo no governo FHC, e tocou o barco.

Mas, parou na corrupção instrumentalizada, origem do seu calvário, hoje.

E, à partir do segundo mandato e todo o governo DILMA, instalaram o projeto petista, esse horror de incompetência, autoritarismo, irrealismo, corrupção, irracionalismo, estatismo e corporativismo desvairado.

Quem conhece um pouco de economia sabia que não poderia dar certo. Como não deu, e acabou em IMPEACHMENT.

Eu fico chateado porque uma criatura diferenciada, e um dos políticos mais interessantes do nosso tempo, que poderia ter sido ainda mais útil ao país, tenha se tornado tão igual e até pior dos que sempre criticou.

Com a queda de Lula perdemos todos. Porque reflete a nossa mediocridade estrutural, o sentimento de que por aqui nada funciona…

A queda de LULA e DILMA, somadas à incapacidade do PSDB, e da sociedade como um todo para gerar uma opção de CENTRO, estão na gênese da candidatura BOLSONARO.

Mais um flerte com o extremismo e o fracasso!

Será que merecemos tais castigos?
Texto original de 22/03/2017

THE BEATLES – REVOLVER, EDIÇÃO EM 2 CDS, COM A REMIXAGEM INOVADORA DE GILES MARTIN, 2022. E ALGUMAS EDIÇÕES DESTE ÁLBUM HISTÓRICO.

Entre 1963 e 1965, os BEATLES gravaram 99 músicas, fizeram dois filmes de sucesso “A HARD DAYS NIGHT’ e “HELP”, ambos em 1964. Viajaram se apresentando mundo adentro, explodiram em sucesso global.

A BEATLEMANIA espalhou o novo POP, e confirmou o conceito de tietagem já experimentado por ELVIS PRESLEY, FRANK SINATRA e outros, no passado não distante.

Mas, grana conseguiram relativamente pouca. Muito trabalho e recompensa financeiramente medíocre pelo empreendedorismo e criatividade, e a influência cultural reconhecida.

Verdade: na Inglaterra da época, os impostos ultra extorsivos levaram artistas e outros ricos a emigrarem; houve fuga de capitais e investimentos. É bom pensar nisso para compreender os limites da extração fiscal …

A canção TAXMAN expressa a revolta dos BEATLES contra o Fisco inglês.

REVOLVER, O ÁLBUM

Do ponto de vista artístico é obra marcante.

Por exemplo, o guitarrista GEORGE HARRISON em várias faixas se inspira, na minha opinião, no JEFF BECK “yardbirdiano” e sua guitarra eivada por recursos e sonoridades inovadoras, com muito uso da distorção, sempre controlada mas onipresente, como determinava o figurino. Eram tempos de PSICODELIAS…

REVOLVER mantém a marca dos BEATLES desde RUBBER SOUL, também de 1965. Explosão de ousadias, novas ideias, inovações técnicas e artísticas, vinham num crescendo.

E a preservação dos “Backing Vocals” consagrados de JOHN, PAUL e GEORGE, da bateria eficiente de RINGO STARR, e a produção de GEORGE MARTIN, garantem a identidade marcante do grupo.

Se destaca em REVOLVER a consistência melódica de tirar o fôlego na imensa maioria das composições do quarteto. As músicas são todas diferentes entre si, independentemente da tendência estilística.

Em TAXMAN, por exemplo, a remixagem de GILES MARTIN destaca GEORGE no centro e mais à direita. O baixo de PAUL McCARTNEY está na caixa esquerda, com LENNON na outra guitarra mais atrás. A nova mixagem deixou a música muito mais equilibrada. Abriu espaço para a expressão de cada um deles, submersas nas edições anteriores.

No disco há para todo gosto. Do romantismo de “HERE, THERE AND EVERYWHERE”, até a fantástica “FOR NO ONE” e seu arranjo sofisticado.

Estão lá, também, o R&B de “GOT TO GET YOU INTO MY LIFE”. O PÓS – BEAT ROCK em transição “DR. ROBERT”; e o SUNSHINE POP de “AND YOUR BIRD CAN SING” – em que a guitarra RICKENBACKER tocada por GEORGE, soa ao estilo de ROGER McGUINN, nos BYRDS – grupo americano ícone daquele momento.

O álbum, em geral, tende ao ROCK PSICODÉLICO, com uso de técnicas de estúdio e ELETRÔNICA DE VANGUARDA – para aqueles tempos – em nítido objetivo de transpor os limites do POP usual.

Ouçam “I’M ONLY SLEEPING”, “TOMORROW NEVER KNOWS”, “SHE SAID, SHE SAID”, “I WANT TO TO TELL YOU”, e “GOOD DAY SUNSHINE”. Prestem atenção na fantástica mixagem para o “STEREO” dos SINGLES “”RAIN” a “PAPERBACK WRITER”, que revelam outro mundo!

E sem esquecer YELLOW SUBMARINE, pensada desde o início para RINGO cantar. É “MÚSICA PARA CRIANÇAS” com velados respingos “alucinógenos”… Talvez uma sutil lembrança de outro clássico da “inocência envolvida em fumaças mágicas”: “PUFF…THE MAGIC DRAGON, gravada por PETER, PAUL & MARY, em 1963. Canção que o tempo redefiniu seu “verdadeiro” conteúdo.

É interessante observar a influência do hinduísmo e do misticismo, vividos por todos eles em meados da década de 1960, e representados em arranjos com SITAR, TABLAS e TAMBOURA. A espetacular LOVE YOU TO é deferência ao clima musical desafiador daqueles tempos.

O álbum inteiro é excelente. E seu ponto mais alto e definidor é a melhora técnica exponencial:

“ELEANOR RIGBY” foi ideia concebida por McCARTNEY, depois de ouvir as 4 ESTAÇÕES DE VIVALDI, principalmente o “INVERNO”. GEORGE MARTIN criou o arranjo emulando o “PADRECO”, misturando a obra dele aos picos de suspense da trilha do filme “PSICHO”, de “ALFRED HITCHCOCK”. Lembrem-se da cena antológica onde a personagem é esfaqueada durante o banho!

Resumindo, a combinação de “dois clássicos” gerou uma das melhores músicas da história do ROCK, até hoje CULT e reverenciada.

O fantástico REMIX atual faz juz à obra de arte!

“ELEANOR RIGBY”, é correta e magnificamente cantada por PAUL McCARTNEY, que está posicionado no centro da faixa.

O DUPLO QUARTETO DE CORDAS, com 4 VIOLINOS, 2 VIOLAS e 2 CELOS, perfeitamente dispostos no estúdio, cria um som impactante!

O coro formado por GEORGE, PAUL e JOHN, também está ao centro da faixa, porém posicionados e mais atrás de PAUL. O palco sonoro conseguido nessa nova mixagem é de tirar o fôlego!!!! Intensa, e talvez definitiva!

Há gravação alternativa das cordas, no segundo disco. Mas, soa “clássica” demais… A opção escolhida foi acertadíssima.

O álbum inteiro melhorou muito do ponto de vista técnico e sonoro! Vou falar “como foi conseguido” mais à frente.

REVOLVER E ALGUMAS EDIÇÕES HISTÓRICAS

Não sou BEATLEMANÍACO, mas coleciono discos da banda.

Estes aqui são as versões que tenho e mantenho.

De maneira geral, as versões em ESTÉREO mixadas por GEORGE MARTIN são ruins. Emboladas. A pior delas é a primeira edição em CDS: HORROROSA.

a captação das gravações feitas por GEOFFREY EMERICK, em minha opinião deixam algo a desejar. O som “transborda”, e não se define com clareza…

Por isso, eu prefiro as mixagens feitas em MONO. O resultado é mais natural, mais bem distribuído no palco sonoro criado pelas duas caixas.

Entre as gravações MONO que ouvi, a melhor de todas foi a utilizada na edição americana lançada pela CAPITOL, em 1965. O disco está abaixo e ao centro.

Vocês conhecem as primeiras gravações ao VIVO dos ROLLING STONES, lançadas em EP chamado “FIVE BY FIVE”, e depois ampliadas, em 1966, para o LONG PLAY com o nome de “GOT LIVE IF YOU WANT IT”?

Pois bem, ali fica muito claro o que era remixar para o ESTÉREO o que estava feito em MONO com baixa qualidade: em uma das caixa toca a banda. Na outra, apenas MICK JAGGER canta ( e mal ), e bate palmas. O resultado técnico é horroroso! Mas, quem ligava pra isso? O SHOW é demoníaco! Bom demais!!!!

Foi esse tipo de problema que GILES MARTIN e equipe conseguiram resolver!

A NOVA MIXAGEM 2022

Antes de tudo, é bom lembrar que estúdios mais sofisticados com doze, dezesseis canais, só apareceram em torno de 1967. O álbum SGT. PEPPERS, dos BEATLES, já foi gravado com muito mais recursos do que REVOLVER.

Dito isso, vamos combinar que fazer MIXAGENS ou REMIXAGENS é arte combinada à técnica. Se o trabalho for refinado, a diferença no resultado é abissal!!!!

Há semelhanças com a montagem de um filme. Onde o diretor orienta o trabalho dos atores, e também dos câmeras, da fotografia, etc…, e diz como e o quê deve ou não ser filmado.

A arte do montador realça, constrói a narrativa visual das ideias pretendidas.

O diretor de cinema tem função similar à do produtor de discos, que organiza a história “gravada”. A incumbência do engenheiro de gravação é fazer a música tocada pelos artistas soar conforme o planejado, e com boa qualidade para o passo seguinte: as mixagens.

A dificuldade encontrada por GEORGE MARTIN para remixar a edição original de REVOLVER para o STEREO, estava nos limites técnicos da captação da música gravada.

Os BEATLES gravavam direto, e as técnicas existentes em 1965 não permitiam, em cada um dos QUATRO CANAIS, que instrumentos ou vozes, fossem totalmente isolados. A música soava em bloco.

Mas, o problema foi contornado, e quem sabe resolvido com técnica desenvolvida na indústria cinematográfica.

Os filmes, em geral, carregavam um problema de “ruído” nos diálogos, muitas vezes inaudíveis, porque encobertos por outros sons gerados durante as filmagens das cenas.

No projeto do filme GET BACK, a equipe do cineasta PETER JACKSON usou uma nova tecnologia para “de – mixar” e separar dentro de uma cena algum diálogo mal captado, e remontá-lo de maneira audível.

A “de-mixagem” deu flexibilidade para que o projeto se tornasse possível. O que GILES MARTIN e sua equipe fizeram foi adaptar essa nova “técnica” para separar as vozes das guitarras, bateria, baixo, etc… que estavam embolados dentro de cada canal. O resultado foi a “MAGIA DA TECNOLOGIA”, e tudo soou com mais nitidez, recuperando alguns detalhes perdidos.

De posse desse novo acervo, GILES seguiu o mais à risca possível a receita original de GEORGE, seu pai. E remontou REVOLVER em ESTÉREO, e com muito mais equilíbrio.

Por respeito à história do disco e dos profissionais envolvidos, talvez uma REMIXAGEM em MONO, com esses novos recursos, jamais seja feita.

Mas, que deixa a gente curioso, ahhh isso deixa!!!
Postagem original: 20/03/2023

OS ANTÍPODAS: BUFFALO SPRINGFIELD E MAMAS AND THE PAPAS. E THIS MORTAL COIL!

O QUE DEU NO “TIO SÉRGIO” EM POSTAR, NA MESMA FOTO, DOIS MONUMENTOS À ALEGRIA DA DÉCADA DE 1960, E O TALVEZ MAIS BELO E GRANDIOSO TRIBUTO À DEPRESSÃO GRAVADO NOS 1980?
EU ESCLAREÇO: NADA MAIS ALEGRE E ALTO ASTRAL DO QUE OS CALIFORNIANOS “MAMAS & THE PAPAS” E “THE BUFFALO SPRINGFIELD” – BANDA QUE REVELOU “NEIL YOUNG” E “STEPHEN STILLS” – TIDOS COMO REPRESENTANTES DO “SUNSHINE POP” E DA “PSICODELIA SOFT” DE SEUS TEMPOS.
EM CONTRAPONTO, O PROJETO INGLÊS “THIS MORTAL COIL” – TRADUZINDO APROXIMADAMENTE, “ESTA GERINGONÇA MORTAL” -, QUE PRODUZIU NA DÉCADA DE 80 OBRAS DE ARTE DO QUE VIRIA SER O “ROCK GÓTICO”.
“T.M.C” , UM PROJETO, MAIS DO QUE UM GRUPO, CRIOU CANÇÕES ORIGINAIS E, PRINCIPALMENTE, VERSÕES DE OUTROS DEPRESSIVOS DE DÉCADAS ANTERIORES.
O QUE APROXIMA O “THIS MORTAL COIL” AOS DOIS OUTROS SÃO AS ESCOLHAS QUE FIZERAM DE MÚSICAS DOS “BYRDS”, DE “GENE CLARK”, DO “SPIRIT”, DE “TIM BUCKLEY”, ENTRE VÁRIOS, TODOS PRÓXIMOS AOS “HIPPIES” E AO “SUNSHINE POP”.
PORÉM, FIGURAS SOMBRIAS E DEPRESSIVAS, O QUE OS LIGOU À PERSPECTIVA DESSES INGLESES, QUE OS HOMENAGEARAM COM O SOL, A LUZ, E O CALOR TÍPICO DAS ILHAS BRITÂNICAS – EU IRONISO, SE VOCÊS ME ENTENDEM…
O RESULTADO NOS LEMBRA QUE SUPOSTAS E EXORBITANTES ALEGRIAS, MUITAS VEZES ESCONDEM ALMAS PENADAS E PENALIZADAS…
ESCUTEM OS TRÊS. CADA UM A SEU TEMPO E HORA. OU TODOS JUNTOS, DEPENDENDO DE COMO VOCÊ PERCEBE O MOMENTO…
A VIDA REAL É MAIS PRÓXIMA AO PURGATÓRIO DO QUE “ASTRUD GILBERTO’ CANTANDO “GAROTA DE IPANEMA”,
OU THE”ASSOCIATIONS”, CANTANDO “WINDY…
Postagem original: 20/03/2018

Ver menos