Bebeu errado, Tio Sérgio? Sim, como sempre acontece!
Mas, não me arrependo.
Vagar no Facebook pelos recantos musicais dos amigos é sempre instigante. A maioria faz, hoje, o que eu fiz a vida inteira e ainda pratico eventualmente.
Hoje, eu coleto também em sites virtuais, como todo mundo. E os CDS postados chegaram esses dias, aos poucos, depois de longa espera. O bom é que somados preço, frete, impostos, correios, não custaram mais do R$ 25,00 cada – inclusive os duplos… uns três deles.
Acho uma delícia ver gente indo em sebos no litoral, nos interiores do Brasil, catando discos e descolando raridades, como eu e vários fizemos a vida inteira!
Esse cata-latas fonográfico é um dos prazeres insubstituíveis. No fundo, somos um misto frio de antropólogos, historiadores, e faxineiros: vamos colocando ordem no armário e conservando as pepitas, e outras bijuterias….
E no quê isto dará? Nenhum de nós sabe. O quê todos percebemos é que não dá pra parar; nem ficar quieto contente, ou achar que não há mais nada solto por aí. Porque há, sim!
Nesta imensa e global esquina virtual esquizofrênica eu já vi de tudo: punks corrosivos, metaleiros iconoclatas; professores que não se aguentam de alegria e vontade prospectando o pré – sal da música; gente nova e gente mais velha; do Roberto Carlos ao Tom Zé; do Spooky Tooth a Von Karajan. É um Paraíso com Evas, Adãos, maçãs e serpentes…
No fundo, colecionar é um misto de caravana sem rumo e baile da saudade. Eternos e eternas virgens emocionais esperando o príncipe decantado em forma de Vinil, Cd, DVDs e outras taras.
Eu já pensei em ir embora daqui! Porque vocês são todos loucos!
Mas, o Simão Bacamarte sou eu… Postagem original: 10/04/2024
Eu sempre quis ter esse disco. Aliás, uns trinta anos atrás, consegui uma cópia em vinil, com a embalagem em mau estado. Eram 3 LPS de 12 polegadas, em rotação 45RPM. Tempos depois passei para frente… Eu já estava nos CDS – fazer o quê!
Agora, comprei essa edição japonesa, com três CDs, como a original em vinil, e muito bem remasterizada. A produção gráfica deixa a desejar, porque o texto vem escrito na língua de nossos irmãozinhos de olhos puxados… Eu venho escutando há vários dias para tentar escrever alguma coisa que valha a pena.
Eu gostei. É obrigatório reconhecer que ele melhorou muito enquanto artista e profissional. Criou obra consistente e original.
Mas, confesso, mal sei por onde começar a falar sobre o ex-ROTTEN e sua aventura artística; a mística e fama nada recôndita no UNDERGROUND da música, e de sua importância para o ROCK após o advento do PUNK.
JOHN LYDON, com o P.I.L. – “PUBLIC IMAGE LIMITED” – é considerado o iniciador do PÓS – PUNK, em 1978:
Universo expandido abarcando tantas e variadas tendências que se entrelaçam, contradizem e reafirmam; talvez bastasse dizer que da NEW WAVE, passando pelo TECHNOPOP, ROCK INDUSTRIAL, MÚSICA EXPERIMENTAL ELETRÔNICA, ROCK ALTERNATIVO, e até o GRUNGE, é tudo obviamente PÓS-PUNK…
E até sobreviventes meio tortos do KRAUTROCK, tipo o “CAN”; e remanescentes do PROGRESSIVO como “PETER HAMILL” e o “VAN DER GRAAF GENERATOR”; e sem deixar de lembrar do “KING CRIMSON”, cujo álbum RED foi encontrado no
CD player de KURT COBAIN, quando ele se suicidou. De certa forma, todos de algum modo foram aliciados para orbitar esse “AMPLO RÓTULO RELUZENTE”!
Você tá maluco de vez, TIO SÉRGIO?
Acho que não. Mas, muita gente sustentaria que sim… Eu só exponho a controvérsia.
Estão na formação da música do P.I.L desde o CAPTAIN BEEFHEART, lascas de ALICE COOPER e JOHN CALE do VELVET UNDERGROUND; tudo amalgamado ao GOTHIC ROCK; e com levadas do REGGAE, e coisas de WORLD MUSIC distorcidas via o guitarrista NICK SCOPPELITS; e baixistas alternativos como BILL LAZWELL, e o próprio JAH WOBBLE – e seu ritmo e andamentos marcantes e repetitivos.
E, para arrematar, bem azeitado por “DANCE MUSIC MEIO TRIBAL”; misturada na fritada ROCK do “suis – generis” estilista da guitarra, KEITH LAVENE: cortante até os nervos, como um bisturi; e pontiaguda – penetrando no ouvido feito agulha!
Tudo isso embalando as letras de LYDON; cantadas por ele de maneira peculiarmente estudada e – pasmem!!! – “afinada”: porque cheia de estilo e personalidade; controlando as dissonâncias, interpretando e dando sentido ao trabalho da banda – que é boa e sustenta o criativo caos gerado!
Pra tentar resumir de outro jeito, fiz um apanhado de conceitos e adjetivos usados para definir a música do “P.I.L”: “DARK, ANSIOSA, RITMICAMENTE REPETITIVA, FRIA, AVANT GARDE, DISSONANTE, ABSTRATA, NIILISTA, SARCÁSTICA, HIPNÓTICA, RUDE, ETÉREA, MISTERIOSA, CATÁRTICA e NOTURNA!”
Deu pra sacar?
Provavelmente, porra nenhuma!
Ou, quem sabe… alguma coisa se depreenda nessa maçaroca diferenciada e cativante…
JOHN LYDON levou o grupo em um crescendo de fama e performance pelos primeiros quatro discos do P.I.L. Depois, ele e banda ao tentar fazer o quinto, chamado de simplesmente ALBUM, se desentenderam. E como havia mais grana para produzir, LYDON saiu do alternativo geral e contratou gente famosa e craque:
GINGER BAKER e TONY WILLIANS na bateria. STEVE VAI, na guitarra e LEON SHANKAR, violino. E junto com BILL LAZWELL, na produção e no baixo, gravaram rapidamente o disco. Ninguém foi creditado nos encartes ou capas, mas todos ganharam bem…
O álbum ficou espetacular!
JOHN LYDON está com 68 anos. Esteve com a mesma mulher, a ex-modelo NORA FORSTER de 1979 até 2023 quando ela morreu de ALZHEIMER aos 80 anos. Ele deixou de fazer shows durante dois anos para cuidar dela. É um cara ético.
Li umas coisas surpreendentes para um indivíduo tido como drogado e maluco…
Pode ser; mas irracional e ingênuo ele não é!
JOHN, no decorrer da vida deu mostras de que é um excelente relações públicas, muito esperto, inteligente, e pessoa comunicativa. Ficou íntimo do tecladista KEITH EMERSON, um suposto antípoda. Foram vizinhos na Califórnia. E ele foi dos primeiros a chegar para o ver o amigo que havia se suicidado.
LYDON está em plena atividade. Dia desses, eu o assisti com a banda no YOUTUBE; está na “vibe” de seus pares de geração, THE CURE, SIOUXIE, NEW ORDER, etc… no mesmo tipo de som, algo “PROG” que, no caso dele, faz todo sentido estético.
Fofocas também são parte da fama. Li que a fortuna que juntou é imensa! Seu ativo seria de 245 milhões de dólares: R$ 1 BILHÃO E DUZENTOS E OITENTA MILHÕES DE REAIS!!! mais ou menos. Você leu corretamente! hummmm!!!!!
EU NÃO ACREDITO!!!!! Não faz o menor sentido. Anos atrás, ele perdeu uma ação contra os SEX PISTOLS, porque se opôs a licenciar as músicas da banda para uma série feita sobre eles… Ainda assim, faturou $ 5 milhões de dólares com a cessão…
E, se ROBERT SMITH ( THE CURE ) muito mais ativo e famoso, e de carreira contínua e bem sucedida teria um ativo de $ 44 milhões de dólares…O salto cósmico na riqueza de LYDON cheira FAKE NEWS…
Enfim, este o surpreendente JOHNNY LYDON, um artista e homem meio longe do que aparentava ser! POSTAGEM ORIGINAL 07/04/2024
Eu estava estirado no sofá, à noite, logo depois de ter tomado a minha papinha, e bem do jeito que a cachorrada doméstica prefere:
Quer dizer, impedindo qualquer outro de sentar-se. Mas, tudo bem. Sozinho em casa, e nem sombra de bicho doméstico, porque jamais tive ou terei, acordei meio torto e lembrei-me do GRAMMY.
Fui dar uma cheirada virtual. Peguei de mais da metade para o final, mas deu pra tirar algumas ideias e, talvez conclusões:
1) Parece que a ACADEMIA detectou que a mesmice do falatório do RAP já deu o que tinha de dar. A geração atual de artistas vem buscando um caminho mais melódico, e adolescente, claro. Irreverente, porém, não GANGSTA, por assim dizer…
Está mais audível e palatável para um público não tão jovem, também. Papai, mamãe, titia… talvez suportem mais. Daí;
2) Eu vi o JUSTIN BIEBER, astro para adolescentes, que já passou da fase, tentando cravar triplo na loteria esportiva do POP.
Ele apresentou-se com dois meninos negros, muito bem escolhidos.
Um deles, fazia o gênero BAD BOY do RAP; errático, andava pelo palco meio sonso, grunhia platitudes ao estilo MC. E outro, o GOOD BOY DO NEO R&B, bonitão, bela voz, melodiosa, e cantor aproveitável.
O que o tio SÉRGIO achou?
Como apresentação e música, nada.
Mas, estava claro que o JUSTIN queria fugir da síndrome de JÚNIOR LIMA, o irmão da SANDY: quando o período de bonança termina, é preciso reciclar o material e o comportamento. Se não, dança e fica fora do mercado. E o BIEBER luta pra continuar.
3) Vi pedaço de clipe do BTS, aquela BOY BAND COREANA, tudo bonitinho, limpinho, ensaiadinho, e clonadinhos de seus respectivos ocidentais.
Os garotos são tão irreverentes quanto um PUNK ALEMÃO: desses que só atravessam a rua de madrugada, quando abre o sinal para pedestres…
Deixa os garotos pra lá…
4) Gostei da HER. Apresentação vigorosa com o LENNIE KRAVITZ e banda, boa cantora, atraente, presença de palco e música legal. Achei a menina talentosa!
5) ÁLBUM DO ANO: JON BAPTISTE. É interessante. Faz uma FUSION de R&B em suas várias hipóteses, algum JAZZ e certa sofisticação. Achei a escolha certa. Ao menos foge do oceano de semelhantes, irrelevantes ou simplesmente já vistos antes…
6) DISCO DO ANO: SILKY SONIC, ensaiadinhos, melodiosos e sem grande novidade. Mas procurando conectar-se com a nova tendência reduzindo o falatório POP. Não comove e nem demove…
7) DOJA CAT & CSA: ganharam GRAMMY como DUO POP!!!!!! Ouvi no YOUTUBE: nítidas nulas!!!
O ponto alto foi a elegância de LADY GAGA, ajudando DOJA subir no palco, segurando o rabo do vestido da colega. O rabo era do vestido, repito…
Assisti à performance de CARRIE UNDERWOOD. Ela tem OITO GRAMMYS!!!!!!!
Quando ganhar o próximo, vai fazer a PROVA DOS NOVE: E NOVE FORA = ZERO!
9) O GRAMMY 2022 foi encerrado pelos OSBOURNE BROTHERS.
É SOUTHERN ROCK. Eficientes, animados, emulam um compósito entre os ALLMAN BROTHERS e o desentope… ooooppps, Z.Z. TOP!
A fórmula tem mais de 50 anos, mas ainda funciona. É boa para rodeios e outras ocasiões festivas ou solenidades para disputas.
E o GRAMMY é arena bem apropriada. POSTAGEM: 04/04/2022
SENDO BEM CHATINHO, TALVEZ A PRIMEIRA FAIXA QUE PODERÍAMOS CHAMAR “PSICODÉLICA” ESTEJA NO LP “RUBBER SOUL”, QUE FOI LANÇADO NO FINZINHO DE 1965, NA PRÁTICA, PORTANTO, INCLUÍDA DE 1966:
“IF I NEEDED SOMEONE”.
Esta fase não durou mais do que dois anos. Menos, provavelmente.
E, pessoal, Não! os BEATLES NÃO INVENTARAM A PSICODELIA.
O som que fizeram naquele momento estava “na ponta da guitarra” de muitos. Principalmente, nos Estados Unidos.
Na Inglaterra, os HOLLIES, um dos concorrentes de peso, também já estavam nessa. Assim como os ROLLING STONES, os YARDBIRDS, e os SEARCHERS – em alguns singles.
E sem esquecer o MANFRED MANN, THE WHO, KINKS, SMALL FACES; e outros que conseguiram, ou tentaram, ultrapassar o BEAT clássico.
Há diversos SINGLES e LPS na mesma linha do que fizeram os BEATLES, em REVOLVER (1966), e daí em frente…
Quando lançaram SGT. PEPPER`S LONELY HEARTS CLUB BAND, em 1967 – e até pouco antes – os BEATLES soltaram simultaneamente uma profusão de SINGLES “experimentais” – RAIN, PAPERBACK WRITER, HELLO GOOD BYE, PENNY LENNY … obras de produção e tecnologia de estúdio mais bem elaboradas.
Houve, é claro, ” THE MAGICAL MYSTERY TOUR” e “YELLOW SUBMARINE” , feitos em 1967. São álbuns mais complexos, não convencionais, e que exigiram esforço do pessoal técnico no estúdio, e talvez revelem o centro da fase de ouro da banda.
Temos aqui uma coletânea da época, “THE BEATLES YESTERDAY AND TODAY”. É algo irregular, pois junta gravações de estúdio, parte de LPs e SINGLES, a maioria envolta em psicodelia.
Você verá um EP, de nome simplesmente THE BEATLES, que é confusão total: 2 faixas de 1963/64 e duas de 1967/68; totalmente diferentes entre si!
E por que ele está aqui, TIO SÉRGIO?
É possível que “THE INNER LIGHT” seja a última faixa do período PSICODÉLICO. Entrou como lado B do single “LADY MADONNA”, 1968 – que já era outra estética, outro mundo…
Estão aí duas versões de cada um dos discos que tenho . A primeira edição em CD de SGT PEPPERS, de 1987, é uma delas. E tenho a recente, e mais bem remixada por GILES MARTINS, que não entrou na foto.
Curtam, mas não se restrinjam. E aproveitem as novas edições, remixadas pelo próprio GILES, que vêm sendo lançadas.
Este é um período riquíssimo da música POP! POSTAGEM: 04/04/2021
RESPOSTA: SÃO DA SAFRA DE 1968, CONTÊM ELEMENTOS DO ROCK PSICODÉLICO E, O MAIS IMPORTANTE, TRAZEM MÚSICAS À ÉPOCA MENOS CONHECIDAS DE “BOB DYLAN”.
“JIMI HENDRIX” É MOLE. A CLÁSSICA VERSÃO DE “ALL ALONG THE WATCHTOWER” TOCA MUITO ATÉ HOJE.
A SENSACIONAL VERSÃO POR “JULIE DRISCOLL & BRIAN AUGER” DE “THIS WHEEL’ S ON FIRE” CHEGOU AO PRIMEIRO LUGAR EM QUASE TODA EUROPA.
“AUGER” SEMPRE FOI TECLADISTA DE PRIMEIRA LINHA. E JULIE DRISCOLL, QUE SE TORNOU “JULIE TIPPET”, É SIMBIOSE ENTRE “JANIS JOPLIN” E “GRACE SLICK”, VOCALISTA DO “JEFFERSON AIRPLANE”, MAS SEM O TALENTO DE AMBAS.
E “THE MIGHTY QUINN” , COM O “MANFRED MANN”, FEZ SUCESSO NAQUELES TEMPOS NO MUNDO INTEIRO. E DYLAN OS CONSIDERAVA A BANDA QUE MAIS BEM FAZIA VERSÕES DE SUAS MÚSICAS.
É DISCUSSÃO PRA MESA DE BAR. MAS TODOS ALI PROJETARAM SUAS CARREIRAS A PARTIR DA INGLATERRA.
É curioso, muitos dizem que a PSICODELIA é coisa de branco.
É, não! Aqui, exemplos matadores que negam a falácia.
Vamos começar por SLY STONE ( STEWART ). Antes de fundar a FAMILY STONE era produtor de algum sucesso na Califórnia, de uma das melhores bandas BEAT americana, que também tangenciou a PSICODELIA: “THE BEAU BRUMMELS”, era produzida por ele.
SLY & THE FAMILY STONE foi uma das pontes estendidas dos meados dos anos 1960 até parte dos 1970, entre a SOUL MUSIC e o ROCK PSICODÉLICO. Não é pouca coisa! E fez com tal sucesso a passagem, que “obrigou” o clássico grupo de R&B e da SOUL MUSIC, THE TEMPTATIONS, a migrar para esta fusão, que também deu certíssima.
E tem mais;
Talvez a primeira banda de pretos genuinamente PSICH-ROCK tenha sido “THE CHAMBERS BROTHERS”, em 1966:
“THE TIME HAS COME TODAY” é clássico da época, e com tudo o que o bom ROCK PSICODÉLICO exige. Ouçam; ou melhor, tenham na coleção: Lá está o charme único provindo da cultura dos “PRETOS” em tudo o que produzem!
Claro, quase todo mundo conhece outra delícia do “SUNSHINE POP”, “THE 5TH DIMENSION”. A música que fizeram mesclava o R&B e o POP com tinturas PSICODÉLICAS.
Lembram de “AQUARIUS”, sucesso transcendente aos anos 1960? Pois bem, “THE SECRET GARDEN” é o disco “SUNSHINE POP PSICODÉLICO” que produziram. Lindo e cheio de efeitos! E alí estão duas cantoras pretas de ponta, MARILYN McGOO em destaque. As moças dão show vocal inesquecível!
DISCASSO!
Suspeito com firme certeza que todos conheçam o JAMES MARSHALL. Por supuesto?
Ah, tá; faltou o sobrenome HENDRIX. Intersecção e transcendência de quase tudo o quê veio antes, e forjou o depois na GUITARRA NO ROCK.
E o que fazia o “PRETÃO”?
Um CROSSOVER entre PSICODELIA e BLUES ROCK.
E, finalmente, ARTHUR LEE.
Ah, TIO SÉRGIO, esse a gente conhece. Era o líder do fantástico e originalíssimo LOVE!
Acertaram, sobrinhos!
Mas, TIO SÉRGIO, há uma pequena observação. ARTHUR LEE, que não era loirinho e nem ruivo, fez ROCK PSICODÉLICO com fortes tinturas do FOLK ROCK BRANCO!!!! Verdade; era preto de verdade, mas não seguia os cânones e os jeitos de compor e cantar dos BLACKS de sua época. Mais uma curiosidade que ressalta a genial originalidade da música que o LOVE tornou imortal.
QUEM PERDER ESSA TURMA VAI VIRAR JACARÉ QUANDO FOR TOMAR A PRÓXIMA DOSE DE VACINA! POSTAGEM ORIGINAL: 02/04/2021
Tanto é que postei aqui artistas negros, menos um, o ERIC CLAPTON. Todos eles muito importantes para a música, e socialmente marcantes porque nenhum é racista. O que fez e faz CLAPTON para a integração racial é inequívoco, e suplanta muito a polêmica fútil, pueril a que foi submetido.
Mas, aproveito para me posicionar frente ao “POLITICAMENTE CORRETO. Postura que concordo em grande parte.
E por simples constatação, que para mim é definidora: quem se sente ofendido, comunidade ou indivíduo, tem o direito de impor restrições e estabelecer regras de convivência.
Mesmo achando certas posturas “politicamente corretas” exageradas, e concordando com o Cientista Político FERNANDO SCHÜLER, que acabou de publicar artigo preciso sobre o assunto na REVISTA VEJA, chamado SUBMISSÃO.
Acho um exagero classificar de racista um autor como MONTEIRO LOBATO. Um personagem lateral, aqui, mas injustamente classificado neste campo.
Eu me importo mais com certas imputações feitas a ERIC CLAPTON, sem observar o histórico dele, e o quanto sua obra ajudou a expor o gênio e o talento de artistas PRETOS, auxiliando decisivamente para um mundo mais inclusivo e tolerante, onde o racismo tem de estar eliminado!
Minha tendência é concordar com o POLITICAMENTE CORRETO em suas diversas formas e objetivos. E a comungar junto aos que impuseram certos respeitos e restrições de tratamento, porque sentem na carne a força do preconceito, e cabe a eles definirem o que consideram adequado, ou não.
E vamos combinar: por que eu deveria me opor se alguém exija ser chamado de PRETO e não de NEGRO? E que tal o vice – versa? Eu compreendo que certas liberdades pessoais “egoístas” ou “egocêntricas” tenham de ser evitadas.
E aceito as ponderações, pois não acho que a “MINHA LIBERDADE PESSOAL” esteja sendo ofendida. Uma vez que ser “LIVRE”, na concepção dos bolsonarista, por exemplo, nem de longe passa pelo meu léxico e vocabulário… Há limites para tudo.
No entanto, observo nessa polêmica toda certas nuances antropológicas que precisam ser expostas:
Minha observação da vida, me faz recordar que a expressão PRETO foi abolida do vocabulário corrente da população, lá pela década de 1960, e substituída por NEGRO ou NEGRA – tida como mais respeitosa. E, talvez porque PRETO remetesse à escravidão.
Até recentemente, usava-se tratamento do tipo “um senhor NEGRO”, ou “uma senhora NEGRA”. Parecia mais adequado, talvez edulcorado, mesmo sendo mero eufemismo hipócrita.
Não muito tempo atrás, se aprendia na escola que a HUMANIDADE faz parte de uma ESPÉCIE: “Homo Sapiens”. E que RAÇAS eram subdivisões da ESPÉCIE HUMANA.
Isto foi substituído por outras designações. Hoje, RAÇAS não são usadas pra designar humanos; SÓ OS BICHOS de espécies quaisquer.
E convencionou-se um conceito exato: ETNIA – que mais bem atende à variedade dentro da ESPÉCIE HUMANA.
Por isso, até hoje não entendo o título que batizou álbum do GILBERTO GIL: “RAÇA HUMANA” – pra mim, um compósito sem nexo, digno de um samba do BRANCO ENSANDECIDO…. Eu prefiro ‘BLACK IS BEAUTIFUL”, com ELIS REGINA. Enfim…
É interessante notar que a volta do tratamento de PRETO responde muito mais à questão dentro dos ESTADOS UNIDOS. Já que, por lá, “NEGRO” remete a “NIGGER”, uma expressão racista e tremendamente ofensiva!!!
Portanto, “I`M BLACK, I`M PROUD!, como determinou JAMES BROWN, tornou-se a expressão da luta dos PRETOS, e com toda a razão e justificativa. O aumento de conflitos urbanos, e da morte frequente de PRETOS por policiais brancos, consolidou o novo tratamento.
Outro dado antropológico intrigante, é que a nova nomenclatura também foi assumida no Brasil. E, como o RAP, veio direto, e sem escalas da cultura americana.
Hoje, escrevi postagem sobre artistas PRETOS que fizeram fusões de BLACK MUSIC e ROCK PSICODÉLICO. E, citei carinhosamente PRETOS e PRETAS por NEGUINHAS E NEGÕES.Deu “bacobufo”. E fui alertado principalmente pelos que leram no exterior.
Já corrigi, e nunca mais falarei assim… Algo a contragosto, confesso!
Então, unam-se à turma na foto da postagem. TIO SÉRGIO garante: é arte da maior qualidade, feita por humanos muito acima de suas etnias! POSTAGEM ORIGINAL: 02/04/2024
LI ALGUÉM DA BANDA CONTAR O ENCONTRO QUE O “FREE”, NO INÍCIO DE CARREIRA, E “THE WHO” JÁ FAMOSO, TIVERAM EM UM FERRY BOAT, NA INGLATERRA. ELE DISSE QUE OS QUATRO DO “WHO” VIERAM ELOGIAR “ALL RIGHT NOW”, A MAIS DESTACADA MÚSICA FEITA PELO FREE, E QUE BOMBAVA NAS PARADAS DAQUELES TEMPOS. É UM BAITA ELOGIO, QUE “TIO SÉRGIO” CONCORDA PLENAMENTE. NO ENTARDECER DA PSICODELIA E NO RAIAR DO HARD ROCK SURGIRAM GRUPOS COMO O “FREE”, O “SPOOKY TOOTH” E O “HUMBLE PIE”. TODOS FAZIAM “HARD ROCK” AINDA NÃO TÃO PESADO, COM O ANDAMENTO LENTO DO BLUES E TOQUES DE VANGUARDA DOS CONTEMPORÂNEOS DO ROCK PROGRESSIVO. NÃO TIVERAM GRANDE SUCESSO. MAS, CRIARAM ESTILOS, SONS DIFERENCIADOS E MUITO APRECIADOS ATÉ HOJE PELO PESSOAL, QUE OSCILAVA ENTRE OS DOIS ESTILOS. ALIÁS, ERA MUITO COMUM: “TIO SÉRGIO”, Claudio Finzi FoáNelson Rocha Dos Santos E MAIS UM PEQUENO MONTE DE GENTE ESTAVA NESSA. A DISCOGRAFIA COMPLETA DO “FREE” É INDISPENSÁVEL PARA COLECIONADORES DE ARTISTAS DAQUELES TEMPOS. EU GOSTO DE TUDO, PRINCIPALMENTE “HEARTBREAKER”, QUE É DISCO DE ANDAMENTOS MAIS RÁPIDOS, E TRAZ UM CULT INESQUECÍVEL: “WISHING WELL”. NO ENTANTO, POR MERO GOSTO PESSOAL, ACHO AS PERFORMANCES AO VIVO UM “TANTO QUANTO… SOBRE UM TANTO QUANTO”. NÃO EMPOLGAM. PARA MIM, DÃO SONINHO…. O “FREE” FOI O LABORATÓRIO QUE LANÇOU UM DOS MAIORES CANTORES CONTEMPORÂNEOS, “PAUL RODGERS”. VOCALISTA EXUBERANTE DE REPERTÓRIO MEIO “QUADRADO” E… HUMMMM… RECORRENTE, REPETITIVO… NO FREE TAMBÉM ESTEVE “PAUL KOSSOFF”, GUITAR HERO CULT, E ESTILISTA RECONHECIDO, QUE MORREU MUITO JOVEM…. O BAIXISTA ERA , “ANDY FRASER”, QUE TEVE CURTA PASSAGEM PELO “BLUESBREAKERS”, DE “JOHN MAYALL”. E O BATERISTA “SIMON KIRK”, FUNDADOR COM “RODGERS” DA “BAD COMPANY”. ESTA, SIM, BANDA DE MUITO SUCESSO COMERCIAL, NA DÉCADA DE SETENTA E INÍCIO DOS OITENTA, MAIS DINÂMICA E RITMADA, QUE VEZ POR OUTRA AINDA RENASCE PARA TURNÊS, E ETC… PARA A MAIORIA, HÁ EXCELENTE COLETÂNEA DUPLA, LANÇADA NA DÉCADA DE 1990, COLIGINDO MAIS DE TRINTA MÚSICAS. É O SUFICIENTE. CURTAM O FREE. A SONORIDADE PERMANECE ATUAL, E MUITA COISA INTERESSANTE TEVE O INÍCIO LÁ.
TEMPOS ANTIGOS, VIDA MAIS ESPERANÇOSA E ARTE DE PRIMEIRA ORDEM!
GERMANO MATHIAS É ARTISTA URBANO E POPULAR. LEVAVA A PERFORMANCE DO SAMBA A LIMITES DA ARTE. TIMBRE VOCAL PECULIAR, RITMO CONTAGIANTE E A BANDA QUE O ACOMPANHA NESSE DISCO DE 1961 É EXUBERANTE.
VEJAM A CONJUGAÇÃO ENTRE O TECLADO E O RESTO DO GRUPO, MODERNÍSSIMO ATÉ HOJE. TOCARIA NOS CLUBES DE LONDRES, NO INÍCIO DOS ANOS 1960, FÁCIL, FÁCIL!
SE HOUVER EM CD EU VOU ATRÁS. COLECIONÁVEL PRA CASCALHO!!!! POSTAGEM 31/03/2020