OS ANTÍPODAS: BUFFALO SPRINGFIELD E MAMAS AND THE PAPAS. E THIS MORTAL COIL!

O QUE DEU NO “TIO SÉRGIO” EM POSTAR, NA MESMA FOTO, DOIS MONUMENTOS À ALEGRIA DA DÉCADA DE 1960, E O TALVEZ MAIS BELO E GRANDIOSO TRIBUTO À DEPRESSÃO GRAVADO NOS 1980?
EU ESCLAREÇO: NADA MAIS ALEGRE E ALTO ASTRAL DO QUE OS CALIFORNIANOS “MAMAS & THE PAPAS” E “THE BUFFALO SPRINGFIELD” – BANDA QUE REVELOU “NEIL YOUNG” E “STEPHEN STILLS” – TIDOS COMO REPRESENTANTES DO “SUNSHINE POP” E DA “PSICODELIA SOFT” DE SEUS TEMPOS.
EM CONTRAPONTO, O PROJETO INGLÊS “THIS MORTAL COIL” – TRADUZINDO APROXIMADAMENTE, “ESTA GERINGONÇA MORTAL” -, QUE PRODUZIU NA DÉCADA DE 80 OBRAS DE ARTE DO QUE VIRIA SER O “ROCK GÓTICO”.
“T.M.C” , UM PROJETO, MAIS DO QUE UM GRUPO, CRIOU CANÇÕES ORIGINAIS E, PRINCIPALMENTE, VERSÕES DE OUTROS DEPRESSIVOS DE DÉCADAS ANTERIORES.
O QUE APROXIMA O “THIS MORTAL COIL” AOS DOIS OUTROS SÃO AS ESCOLHAS QUE FIZERAM DE MÚSICAS DOS “BYRDS”, DE “GENE CLARK”, DO “SPIRIT”, DE “TIM BUCKLEY”, ENTRE VÁRIOS, TODOS PRÓXIMOS AOS “HIPPIES” E AO “SUNSHINE POP”.
PORÉM, FIGURAS SOMBRIAS E DEPRESSIVAS, O QUE OS LIGOU À PERSPECTIVA DESSES INGLESES, QUE OS HOMENAGEARAM COM O SOL, A LUZ, E O CALOR TÍPICO DAS ILHAS BRITÂNICAS – EU IRONISO, SE VOCÊS ME ENTENDEM…
O RESULTADO NOS LEMBRA QUE SUPOSTAS E EXORBITANTES ALEGRIAS, MUITAS VEZES ESCONDEM ALMAS PENADAS E PENALIZADAS…
ESCUTEM OS TRÊS. CADA UM A SEU TEMPO E HORA. OU TODOS JUNTOS, DEPENDENDO DE COMO VOCÊ PERCEBE O MOMENTO…
A VIDA REAL É MAIS PRÓXIMA AO PURGATÓRIO DO QUE “ASTRUD GILBERTO’ CANTANDO “GAROTA DE IPANEMA”,
OU THE”ASSOCIATIONS”, CANTANDO “WINDY…
Postagem original: 20/03/2018

Ver menos

THE ROBINS – “RIOT IN CELL BLOCK # 9 “- 1954 – O MAIS EXPLÍCITO R&B DE “BANDIDO” QUE CONHEÇO!

VOCÊS CONHECEM A VERSÃO DOS “BLUES BROTHERS”? CANTADA COM AQUELA LANGUIDEZ AGRESSIVA, VOZ GRAVE E AMEAÇADORA QUE SÓ OS DETENTOS DESENVOLVEM?

POIS BEM, O VOCAL – PROTO-RAP? – FOI FEITO POR RICHARD BERRY, QUE NÃO ERA MEMBRO DO GRUPO!

A MÚSICA É DOS CONSAGRADOS COMPOSITORES JERRY LEIBER & MIKE STOLLER.

E “THE ROBINS” VIROU A LENDA DO R&B, O MAGNÍFICO “THE COASTERS”.
VAI LÁ E ESCUTA. SEMINAL E IMPERDÍVEL!
“In BLOWING THE FUSE” , BEAR FAMILY RECORDS

Postagem original: 20/03/021

FAYE ADAMS – I’LL BE TRUE – 1954

ELA É UMA DAS PRECURSORAS DA SOUL MUSIC.
VOCÊS CONHECEM ARETHA FRANKLIN? OU GLADYS KNIGHT?
CLARO, NÉ!
VEJAM A VOZ E COMO CANTAVA ESSA PRETINHA, UNS DOZE ANOS ANTES DAS OUTRAS.!
FOI UMA DAS TRANSIÇÕES DO R&B COM TOQUES GOSPEL PARA A BLACK MUSIC MAIS SECULAR.
FAYE ADAMS FOI SUCESSO ENTRE 1953 E 1955.
EM 1962, GRAVOU SEU ÚLTIMO SINGLE PARA A “PRESTIGE” , E RETIROU-SE DA MÚSICA SECULAR.
PROCUREM NO YOUTUBE. ELE É UM CLÁSSICO!
AQUI, EM UMA MISCELÂNEA DA “BEAR FAMILY RECORDS”.
POSTAGEM ORIGIANAL 20/03/2020

MÚSICA, RUÍDOS E BARULHO – 150 ANOS CONVIVENDO

Estou postando coisas contraditórias e controversas. Artistas variados que talvez tenham nos ruídos e no barulho o cerne desses discos. Alguns também têm fogo pingando, mesmo que lenta e controladamente…

Seriam?

Anos atrás, na revista RECORD COLLECTOR, o entrevistador perguntou a JOHN MAYALL por que o BLUES fez tanto sucesso entre os jovens ingleses em meados dos anos 1960?

Resposta de um cara de mais de 85 anos e 60 de carreira: “porque é música feita com instrumentos elétricos e amplificados, e tem base perceptível no sentimento. Ao vivo é muito legal assistir, e é dançável”. Eu complemento: mesmo que as letras às vezes pareçam tristes, elas são jocosas, berradas, picantes e iconoclastas. Prato cheio para os jovens…

ROGER MCGUINN, guitarrista dos BYRDS, expressou com onomatopeia o porquê do som da banda: CRRRSSSHHHH: o SOM dos MOTORES, da VELOCIDADE e o barulho dos AVIÕES!

Pulei pra frente e achei lugar para o barulho supremo no ROCK: O HEAVY METAL e suas metástases!!!

O RUÍDO e o BARULHO nos acompanham na vida urbana, desde a segunda metade do século vinte… É “perfeitamente audível”, claro!

Coadjuvantes como sirenes, motores barulhentos, freadas e pneus cantando; juntam-se aos carros de bombeiros, de polícia e ambulâncias; e, também, ao martírio atual causado por betoneiras concretando prédios madrugadas adentro! Esqueci os templos e os bares? Não esqueci não.

Esta plêiade sinistra compõe a MÚSICA INCIDENTAL URBANA. Ela se instala no interior de nossos cérebros, e adeus sono, paz e sossego!

Se a arte imita a vida, tudo fica muito bem exposto na MÚSICA:

DAVID GILMOUR, criou o álbum, “RATTLE THAT LOCK”, 2015, depois de ouvir o sinal para embarques numa estação de TRENS na FRANÇA. Daquele fragmento sonoro emblemático, ele compôs um HIT…

Que tal reavivar o CULT contemporâneo “CERIMONY, AN ELECTRONIC MASS”? É álbum de música eletroacústica amalgamada ao ROCK. Foi composta pelo compositor de vanguarda francês, PIERRE HENRY, e o tecladista e cantor GARY WRIGHT, e gravado há mais de meio século, em 1969, pelo grupo inglês SPOOKY TOOTH. A capa “descreve” o conteúdo!

Está entre as primeiras articulações criativas de sons, vozes e RUÍDOS, eivado por… ROCK! Inestimável e inesquecível!

Vamos incluir BRIAN ENO e sua organizada e sutilmente ruidosa AMBIENT MUSIC? Claro, sem ele grande parte do que ouvimos, hoje, não teria sido proposto e criado…

Encontrei no subsolo de minha mente a balbúrdia “INDUSTRIAL ROCK”. Talvez os perpetradores mais famosos sejam os britânicos THROBBING GRISTLE, já em 1977, com THE SECOND ANUAL REPORT. Os integrantes do grupo têm nomes inacreditáveis e adequadamente sonoros, como GENESIS PORRIDGE, COSI FUN TUTTI, etc… Vá ao GOOGLE, lá você saberá…

E busquei na “graxa” os alemães do EINSTÜRZENDE NEUBAUTEN, com suas chapas de metal, britadeiras, serrotes, facas, eletrodomésticos e tudo o quê “barulhasse”. RUÍDOS+BARULHOS = SOM RUIDOSO E BARULHENTO…. ora, pois pois…

E achei o KRAUTROCK, em sua acepção original, compósito de eletrônica e ruídos. E Os DJS, heim?!?! Por décadas, e mundo afora, recortando e colando sons, músicas? Estratégias para preservação do ruído, e do barulho – e por decorrência…

Fui buscar na estante “CABEÇA” de WALTER FRANCO. E “ARAÇA’ AZUL”, de CAETANO VELOSO. Ruídos propositais e estruturados, e de algum jeito descendentes da MÚSICA ELETROACÚSTICA, de STOCKHAUSEN, LUKAS FOSS, e outros tantos e tontos….

Ahhh, e a nossa gênio, JOCY DE OLIVEIRA, 84 anos, compositora, pianista, professora e articuladora de ruídos e sonoridades; a pioneira da música eletrônica no BRASIL, no cenário desde o final da década de 1950? Ela se recusava a repetir o passado, então… pulou direto para o futuro…

Eu trouxe, também, para o banquete TERRY RILEY, compositor erudito contemporâneo, que sutilmente um habitante desse cosmos ruidoso. Você conhece “IN C”, 1968, sua obra mais famosa? É considerada a primeira composição MINIMALISTA.

Mas, TIO SÉRGIO, é barulhenta? Não. Mas, é articulação de notas repetitivas no piano e outros instrumentos. O efeito seria uma sequência de ruídos organizados?

E por falar em “MÚSICA CLÁSSICA, eu duvido que no século XIX RICHARD WAGNER não tenha causado furor e indignação! Se você já ouviu as introduções das óperas do ciclo “OS ANÉIS DOS NIBELUNGOS”, vai escutar uma parafernália de RUÍDOS, DISSONÂNCIAS e o BARULHO CRESCENTE da ORQUESTRAÇÃO enchendo o teatro!!!

MANTOVANNI e MELACHRINO, maestros da suavidade, e das orquestrações inofensivas nas décadas de 1950/1960, jamais regeriam WAGNER, que é “tamanco sem couro”: pau puro!

O mesmo se poderia dizer do estoniano ARVO PART, o maior compositor erudito contemporâneo? Formalmente, é um “conservador”. Mas, que provocaria “INCÊNDIO TOTAL COM SUAS COMPOSIÇÕES”, nas palavras de MICHAEL STIPE, vocalista do R.E.M – e personagem insuspeito de leniência, quando o assunto é transgressão, iconoclastia e barulho! Julgue você…

Para colorir a tela, vou contar “exemplo edificante”, que eu li pelaí:

O “MINISTRY”, foi fundado por ALAIN JOURGENSEN. Era banda barulhentíssima que iniciou no SYNTH POP, e migrou para o ROCK INDUSTRIAL. E, com o tempo, os membros descambaram “barulhagem” adentro…

Certo dia, ALAIN estava em um estúdio ao lado de outro onde ERIC CLAPTON estava gravando. Não se sabe exatamente o quê aconteceu; ouviram uma enorme explosão! E todo mundo saiu correndo para ver! CLAPTON, inclusive: Era o JOURGENSEN testando novas mixagens, altura, volume…coisas leves… bobagens…

É claro que não foi e não é só isso; porque os numerosos e contraditórios estilos e tendências sempre convivem!

Mas, nem pense em escutar música de vanguarda dos últimos 150 anos, sem considerar o BARULHO, RUÍDOS – e altos volumes sonoros em sua criação ou execução.

BARULHO e RUÍDOS são traços, sim, da ICONOCLASTIA e da JOVIALIDADE. Mesmo quando santos e velhinhos fazem das suas, né, KEITH JARRETT e seus gritinhos? Oba, GLENN BRANCA – que inspirou o SONIC YOUTH. E cadê o YNGWIE MALMSTEEN e o DEEP PURPLE & ORQUESTRA??? Gandaia de roqueiros fingindo serem clássicos?

Há um INFERNO de altíssimos DECIBÉIS; e um SANSARA de RUÍDOS. E, também por isso a vida moderna tornou-se um contínuo PURGATÓRIO.

E não adianta internar-se em TEMPLOS ou MOSTEIROS, e onde houver religiosos:

Essa gente é barulhenta pra caramba!!!!!
Postagem original 19/03/2024

MENINAS DIFÍCEIS MORANDO NOS ESCANINHOS DA MINHA DISCOTECA

AQUI, TUDO O QUE RELUZ É OURO. OU, NO MÍNIMO, BIJUTERIA DE LUXO E VALIOSA.

AS MOÇAS QUE APRESENTO SÃO DE DIFÍCIL TRATO. ALGUMAS IMPÕEM DEGLUTIÇÃO LENTA, AUDIÇÃO MAIS ESPECÍFICA, E INTERESSE FRUTO DE CERTO CONHECIMENTO PRÉVIO.

QUER TENTAR?

1) “MADDY PRIOR” E “JUNE TABOR”, SÃO EXPOENTES DO FOLK CELTA, MA NON TROPO ;

2) JACQUI McSHEE É CANTORA DO “PENTAGLE”, GRUPO FOLK JAZZÍSTICO BRITÂNICO SEMINAL, NAS DÉCDAS DE 1960/70. JOIA RARA.

3) JO ANN KELLY, CANTA FOLK-BLUES AMERICANO, MAS À INGLESA; VOZ UNICA!

4) LINDA THOMPSON COM O MARIDO RICHARD – QUE É UM OS MAIORES GUITARRISTAS DA GRÃ BRETANHA!

O VINIL É CONHECIDO POR RECORDE: FOI UM DOS MAIORES FRACASSOS COMERCIAIS DA HISTÓRIA: VENDEU 143 CÓPIAS NO LANÇAMENTO. MAS, HOJE, É UM CLÁSSICO;

6) SHIRLEY COLLINS: É A GRANDE ÍCONE DO FOLK BRITÂNICO TRADICIONAL.

RESUMINDO: NÃO SÃO PARA QUAISQUER GOSTOS! PORÉM, SÃO COLECIONÁVEIS ATÉ O ÚLTIMO FURO DO CINTO!!

OUÇAM.
Postagem original: 18/03/2019


SOUTHSIDE JOHNNY AND THE ASBURY JUKES 1976/1981 – R&B DANÇÁVEL E ADJACÊNCIAS!

BOM DEMAIS !

LÁ POR 1977 EU ASSISTI, NA TELEVISÃO, CLIP DE UM DE SHOW DELES. ESTAVAM EM PLENA ASCENÇÃO. EXCELENTES! COM O TEMPO, COMPREI VÁRIOS DISCOS DA BANDA.

“SOUTHSIDE JOHNNY & THE ASHBURY JUKES” FAZIAM UM R&B ANIMADO, DANÇÁVEL E POPULAR. MESCLA BEM ESTRUTURADA DE ROCK AND ROLL, DOO-WOP, R&B, SOUL, FUNK, UM X TUDO QUASE-JAZZ, E TUDO O QUE ERA E É LEGAL EM MÚSICA NEGRA AMERICANA!

HAVIA DETALHE FASCINANTE: “JOÃOZINHO ZONA SUL” É BRANCO, E SUA EXCEPCIONAL BANDA, TAMBÉM! ELE FOI EXCELENTE CANTOR DESSA VERTENTE, ATÉ O FINAL DOS ANOS 1980. MAS, PERDEU A VOZ. E, TALVEZ GANDAIAS EM EXCESSO O TENHAM TIRADO DE FOCO!

JOHNNY LION SE COMPORTAVA E FALAVA COMO MALANDRO AMERICANO DE PERIFERIA. MAS, CANTAVA DEMAIS! TINHA VOZ DE BARÍTONO, POTENTE, BELÍSSIMA, TIMBRE LEMBRANDO UM QUÊ DE FRANK SINATRA; E UM BAITA CARISMA NO PALCO!

A BANDA, MUITO GRANDE, TINHA NAIPE COMPLETO DE METAIS, COM SAX , TROMPETE, ETC; DUAS GUITARRAS, BAIXO, BATERIA, TECLADO E BACKING VOCALS! PIQUE GRANDIOSO!!!

JAMAIS ENTENDI POR QUE NUNCA FORAM CONVIDADOS, NA ÉPOCA, PARA UM DOS INCONTÁVEIS FESTIVAIS DE BLUES, JAZZ, E O ESCAMBAU A QUATRO, REALIZADOS POR AQUI, EM “PATO’POLIS”!

TERIA SIDO SUCESSO INSTANTÂNEO E FULMINANTE!

EM MEADOS DOS ANOS 1970, HAVIA DOIS GRANDES NOMES EM NEW JERSEY: “BRUCE SPRINGSTEEN” E “SOUTHSIDE JOHNNY”. ALIÁS, OS DOIS ERAM AMIGOS DE COMER PIZZA JUNTOS; E ABRIR SHOWS UM PARA O OUTRO.

NA DÉCADA DE 1980 DESPONTOU MADONNA, AMIGA E PRÓXIMA DA TURMA DE AMBOS. E, DOS 1990 EM DIANTE, REINOU BON JOVI, QUE REVERENCIA OS TRÊS! BOBBY BANDIERA, EX-GUITARRISTA DOS JUKES, HOJE TOCA COM O “BON JOVI”.

SE HOUVER UMA COMPARAÇÃO POSSÍVEL, MESMO INEXATA, EU DIRIA QUE O NOSSO “TIM MAIA” TINHA CARACTERÍSTICAS DO “SOUTHSIDE”…

A VERSATILIDADE QUE JOHNNY DEMONSTRA EM DIVERSOS GÊNEROS DA MÚSICA NEGRA O DISTINGUE. ELE É BOM DE R&B, SOUL E NO ROCK AND ROLL OLD SCHOOL.

OS CINCO PRIMEIROS DISCOS AQUI NA POSTAGEM, FLUTUAM ENTRE O MUITO BOM E O EXCELENTE.

OS TRÊS INICIAIS, GRAVADOS NA COLUMBIA RECORDS, E PRODUZIDOS POR “STEVE VAN ZANDT”, TÊM PARTICIPAÇÃO ESPECIAL DE ARTISTAS IMPORTANTES, COMO “RONNIE SPECTOR”; E DOS VETERANOS GRUPOS DE “DOO-WOP”: “THE DRIFTERS”, THE COASTERS E “THE FIVE SATINS”.

A PRESENÇA DOS VETERANOS, FAZENDO BACKING VOCALS NOS DISCOS DO “ZONA SUL” PERMANECEM MEMORÁVEIS; SHOWS DE BOLA!!!!

HÁ UM PEQUENO BOX DESTA FASE VENDIDO NOS EUA: ERA BARATO; E COMPENSA PROCURAR CONHECÊ-LOS.

DOIS DISCOS GRAVADOS NA MERCURY. “LIVE”, 1978, EM VINIL ERA UM ÁLBUM DUPLO. E MOSTRA O PESO E A FESTA QUE APRESENTAÇÕES DELES SE TORNAVAM.

E “THE JUKES” É MUITO BEM PRODUZIDO, POR BARRY BECKETT, E FOI GRAVADO NO ICÔNICO “THE MUSCLE SHOALS STUDIOS”, EM 1979.

É DE ALTO NÍVEL, EIVADO POR UM “UM CLIMA NOIR”, COM FAIXAS DE “R&B”, “SOUL” E “BLUES”, QUE LEMBRAM AS TRILHAS DE FILMES POLICIAIS DA DÉCADA DE 1950/1960!!!

DISCO EXCELENTE SOB QUAISQUER PONTOS DE VISTA!

DURANTE OS ANOS 1990, ELE MEIO QUE SUMIU. O DVD DA FOTO, GRAVADO EM 1992, EM PROGRAMA DE TELEVISÃO, NA ALEMANHA, PEGA TODA A ENERGIA E O PIQUE MEIO MARGINAL DA BANDA.

ANTES DA PANDEMIA ,”JOÃOZINHO ZONA SUL” VOLTOU, E FEZ TURNÊ PELA EUROPA E OS EUA. NÃO ROLOU. ELE PARECE “GASTO” PELO TEMPO E PELA ESBÓRNIA “EXERCIDA”..

TALVEZ “JOHNNY LION” NÃO CONSIGA MAIS COLOCAR TODO MUNDO PARA DANÇAR. ENTÃO, QUE TAL CONHECER O PASSADO DIVERTIDO E SABOROSO?
Postagem original: 18/03/2022

JOHN MAYALL – O PROFÍCUO “O DITADOR DO BEM”! ALGUMAS COLETÂNEAS 1964 / 1974

JOHN MAYALL conta, na RECORD COLLECTOR, que para fazer o seu último disco agora lançado, “NOBODY TOLD ME”, “espalhou” que precisava de guitarristas.

Vieram aos montes! e pasmem, ele “selecionou” “TOD RUNDGREN”, “ALEX LIFESON” (RUSH) , “LARRY McCRAY”, blues man famoso. e, também, o cara da hora, “JOE BONAMASSA”! Tá bom assim!

A crítica vem dizendo que o disco, gravado no estúdio dos “FOO FIGHTERS”, é muito bom e a banda está um show!

Só alguém da mítica estatura de MAYALL, décadas de carreira, 93 discos lançados, entre estúdio, ao vivo e coletâneas, fora os SINGLES e E.Ps, poderia trazer na base do “CONCURSO PÚBLICO” gente desse nível!

MAYALL é, antes de tudo, um MAESTRO, um BANDLEADER! Como ele disse, “meu trabalho é escolher o time, orientar cada um em sua função, e explicar o quê eu quero fazer”. Fez, faz e permanecerá fazendo. “É um ditador do bem”, diz “WALTER TROUT”, guitarrista e gaitista , com quem tocou em vários discos.

Aos 89 anos, se apresenta ao vivo cada vez menos. E continua gravando. Teve um piripaque no palco. Foi socorrido e está bem. Tempos atrás, fazia em média 100 concertos por ano, com sucesso de público e casa cheia. Ao vivo, é um dos mais excitantes e dinâmicos shows do BLUES-ROCK e ADJACÊNCIAS. Eu vi! haja energia!

JOHN tem vida artística gloriosa. Nunca vendeu muitos discos, com exceção do clássico “BLUESBREAKERS WITH ERIC CLAPTON”, referência do BLUES ROCK INGLÊS. Porém, grava e vende consistentemente.

Sua discografia viaja por todos os cantos do BLUES e das várias FUSIONS JAZZÍSTICAS, SOULl e R&B; vai do acústico ao elétrico, com bandas enormes ou quartetos. É sempre uma delicia de ver, ouvir e, mais ainda, colecionar.

É argumentável que esteja para o BLUES o que MILES DAVIS está para o JAZZ. Ele é mm inovador; quê o levou a outras fronteiras. É sempre curioso e atento aos movimentos que a música faz. Um superdotado, “por supuesto”! Gravou com os músicos mais significativos das últimas três gerações. MAYALL sempre tem algo a dizer ou acrescentar!

“Se a banda muda, muda também a minha palheta sonora”, disse. Tudo o que gravou vale a pena – com exceções pontuais.

Para não esticar, vá ao GOOGLE e veja discografias, parceiros e tudo o mais.

JOHN MAYALL é uma autoridade no BLUES e no JAZZZ. Seu pai já colecionava discos. ERIC CLAPTON quando morou e tocou com ele, nos anos 1960, dizia que a coleção de discos de JOHN era sensacional e rara. Deve permanecer.

JOHN MAYALL é, também, “CAVALHEIRO DO IMPÉRIO BRITÂNICO”, como ELTON JOHN, GARY BROOKER, PAUL McCARTNEY, JIMMY PAGE, JEFF BECK, BRIAN MAY e, recentemente, TOM JONES. Há outros.

Como fazem os artista prolíficos, lançou várias coletâneas interessantes.Postei algumas que pegam de 1964 a 1974. A produção na EMI / DERAM, e POLYDOR; hoje ambas parte da UNIVERSAL MUSIC.

Começo por uma que tive em vinil, e jamais vi em CDS: “DOWN THE LINE”, album duplo fantástico, lindo de ter e ouvir, coligia os clássicos dos BLUES BREAKERS, entre 1964 e 1969. Foi lançado pela DERAM, no início da década de 1970.

Duas outras espetaculares: “LOOKING BACK”, 1969, clássico do colecionismo, pega SINGLES, LIVES, etc.. E coisas produzidas por MIKE VERNON. Estão aí raridades com CLAPTON, JACK BRUCE, KEEF HARTLEY, ROGER DEAN, MICK TAYLOR, etc.

Há também, “THROUGH THE YEARS”, espécie de complemento da primeira, lançada em 1971.

Ambas saíram pela DERAM.

Também aqui, duas COLETÂNEAS DUPLAS:

LONDON BLUES, 1964/1969, com 40 faixas, abrangendo tudo e mais um pouco,do que interessa, mais livreto, ficha técnica, um “must”.

E “ROOM TO MOVE” , 29 músicas trazendo a fase POLYDOR, 1969/1974, marcada por FUSÕES de JAZZ/BLUES e CONCERTOS AO VIVO EXUBERANTES!

O fino do fino de JOHN MAYALL, estão nas 69 músicas, em 4 discos, lançadas apenas em CDS, em 1992.

A coletânea “SO MANY ROADS” é um BOX COM 4 CDS, que congrega as duas fase mais conhecida de MAYALL, entre 1964 e 1974. Foram juntadas 74 faixas, inclusive o raríssimo EP de MAYALL e PAUL BUTTERFIELD, de 1967.

Eu recomendo este BOX, por trazer a nata do período, em gravações remasterizadas, e digna qualidade e relevância.

Fora esse aqui, ainda temos para ouvir mais uns 48 anos de boa música!

Há mais duas ou três fases, na carreira de JOHN MAYALL, todas longas e profícuas, mais ou menos demarcadas por décadas ou gravadoras por onde passou.

Eu sou fã de carteirinha e “colecionador completista”.

Infelizmente não vou poder comprar o HIPER BOX 1964/1974, que colige TUDO o que ele gravou na LONDON/POLYDOR, em 30 CDS, ou seja a ampliação destes na foto da postagem, em discos com as capas originais e vasto etc…

Eu tenho quase tudo o que ele gravou, e mais: o ingresso autografado de seu primeiro show no Brasil.

A performance de MAYALL, vital e discográfica, é digna de MILES DAVIS! E ambos se destacam pela incrível qualidade do conjunto das obras!!

Perca-se na música de JOHN MAYALL. Ele está vivo, ainda atuando, e vai muito além do MITO!!!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/03/2023

NOUVELLE CUISINE – 1988 – MÚSICA DE QUALIDADE, E CAPA MATADORA!!!

DIA DESSES, ZAPEANDO A TV DEI DE CARA COM O EXCELENTE PROGRAMA DE CHARLES GAVIN, “O SOM DO VINIL”.

ERA REPRISE DE UMA ENTREVISTA COM A CULT, ECLÉTICA E MULTI TALENTOSA BANDA BRASILEIRA “NOUVELLE CUISINE”. E. TALVEZ EM VIRTUDE DA MORTE DE CARLOS FERNANDO, O CROONEER, UM CANTOR TÉCNICO E INSPIRADO.

GAVIN REPASSOU TRAJETÓRIA COM A BANDA, DESTACANDO OS DIVERSOS DISCOS QUE GRAVARAM.

O PRIMEIRO ÁLBUM DELES, NA FOTO, CHAMOU MINHA ATENÇÃO PELA CAPA, UMA REPRODUÇÃO DE OBRA DE ARCHANGELO IANELLI. EU ADOREI!

E FUI ATRÁS DO VINIL POR CAUSA DA ARTE GRÁFICA. ACHEI; COMPREI E PAGUEI R$ 11,00 MANDACARUS, UNS TRÊS DÓLARES!

MAS, COMO NÃO TENHO PICK-UP, DEMOREI UM POUCO, E FUI OUVIR NO “STREAMING”: TIVE UM “INSIGHT SIGNIFICATIVO E DEVORADOR!!”

DEPOIS, OBSERVANDO O REPERTÓRIO, IDENTIFIQUEI MÚSICAS NÃO TÃO CONHECIDAS MISTURADAS A CERTOS STANDARDS “POP/JAZZÍSTICOS”, EXECUTADOS POR MÚSICOS DE QUALIDADE INDIVIDUAL INDISCUTÍVEL!

“ACERTEI NO MILHAR”, COMO DIZ CLÁSSICO E QUASE FAMOSO SAMBA DO PASSADO. É BOM ALÉM DO MÁXIMO!!!!

TENTE!

Postagem original: 15/03/2019

WALKER BROTHERS – A HISTERIA CONSERVADORA ICONOCLASTA!

Se você acha que as fãs dos BEATLES e de ELVIS PRESLEY foram as mais selvagens e ardorosas, vá ler sobre a histeria que esse trio americano de sucesso monumental causou, na INGLATERRA, entre 1965 e 1967!

Quem olha à distância pode concluir que lideravam uma certa volta ao passado, uma sonoridade mais conservadora em meio às maluquices da época.

Em parte foi verdade. Porém, o motivo principal do impacto causado se chamava SCOTT WALKER, um sujeito boa pinta, e uma das mais belas vozes da história da música POP!

Quando a gente escuta os discos do trio fica a pergunta: o quê faria um maestro, ou produtor antenado, com uma voz daquelas?

A resposta é quase óbvia: deixar cantar, lógico, e com repertório que a destacasse.

E este BOX cobre “EVERYTHING UNDER THE SUN”, nome de uma das músicas deles. Cinco CDs Coligindo os 5 LPS que gravaram, todos os SINGLES e vasto etc, fotos e texto.

Está ali, inclusive, a versão original de “NITE FLIGHTS”, regravada brilhantemente por DAVID BOWIE.

Mas, curiosamente, falta uma das melhores músicas que gravaram, AFTER THE LIGHTS GO OUT, na versão original do lado B do grande HIT deles, THE SUN AIN’T GONNA SHINE ANYMORE – que consegui em uma troca com o Ayrton Mugnaini Jr., faz mais de 45 anos, acho.

Mas, houve problemas. SCOTT WALKER não era um medíocre. O que aumentou o mistério sobre ele:

Imaginem! Em 1969 ele recusou uma oferta de

DOIS MILHÕES DE DÓLARES para tornar – se o novo FRANK SINATRA!

SCOTT preferiu seguir carreira solo, cantando repertório mais Cult. E com bastante sucesso. Mas, recusou a se tornar um super astro. Ele aparecia pouquíssimo em público.

De uns 30 anos para cá, e até a sua morte, fez música experimental e quase inaudível.

SCOTT foi, aos poucos, se tornando ídolo para muita gente. Inclusive DAVID BOWIE que, de meados dos anos 1970 em diante, passou a cantar emulando WALKER. E foi abandonando progressivamente o timbre algo desagradável da fase GLITTER.

SCOTT também influenciou a geração do BRIT POP, no início da década de 1990. E produziu e orquestrou arranjos para o grupo PULP. Era um talento muito versátil.

Ouçam os WALKER BROTHERS, POP mainstream de muita qualidade vocal, e cheio de hits grudentos.

Um deles, THE SUN AIN´T GONNA SHINE ANYMORE”, de 1966, tornou-se FENÔMENO PSICOSSOCIAL NA INGLATERRA. Era cantarolada por “todo mundo” e em todos os lugares!

No entanto, tornaram-se odiados pela turma do ROCK mais pesado, mesmo sendo capazes de fazer incursões na melhor música negra americana. Eles têm versão excelente de SUMMERTIME, e outras.

OS WALKER BROTHERS deambularam por muitas praias, em menos de quatro anos de carreira.

Lembram a dupla RIGHTEOUS BROTHERS, detentores de um recorde raro: o grande sucesso UNCHAINED MELODY, várias vezes retornou às paradas, e ficou famoso pela música tema da trilha do filme GHOAST!

SCOTT, GARY e JOHN ,os WALKER BROTHERS não eram irmãos, claro. E o furor que causaram teve curta duração.

Valem olhadinha pelas frestas das portas do POP!
Postagem original 09/03/2018

THE OUTSIDERS – BEAT/GARAGE / R&B AMERICANO 65/68.

Eu adoro! E um dos discos lançados na época, “IN”, foi um dos LONG PLAYS que adquiri com o meu primeiro salário, em julho de1967!

Saiu também, por aqui, o ÁLBUM que os consagrou, “TIME WON’T LET ME, 1966, aproximação entre o BEAT e a MÚSICA POP NEGRA dos anos 1960.

OUTSIDERS estavam longe da fusão original conseguida pelos YOUNG RASCALS, e não conseguiram o sucesso radiofônico e de vendas dos GRASS ROOTS – aliás, outra banda excelente! – no mesmo período.

Mas, gravaram um clássico do GARAGE ROCK, “TIME WON’T LET ME”; e seus três long plays são agradáveis e colecionáveis.

Talvez não seja para todos os gostos, porque algo datados. Mas, para fãs do BEAT / GARAGE valem o risco!

Postagem original: 07/03/2020