THELONIOUS MONK & SONNY ROLLINS, DE 1953/54; ERIC DOLPHY NOS ESTERTORES DO BE BOP, EM 1960, JÁ ANTECIPANDO O FREE JAZZ; E O PRIMEIRO DISCO DO KING CRIMSON, DE 1969, PROPONDO UM NOVO JEITO DE FAZER O ROCK PROGRESSIVO, COM ELEMENTOS DA VANGUARDA E DO FREE JAZZ.
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“UM VERÃO NA GRÉCIA.” GRANDE FILME SOBRE TEMPOS DENSOS: 1967/1969, MÚSICA, POLÍTICA, MUDANÇAS SOCIAIS…
Os cinco CDS aqui postados foram lançados pela excelente RHINO RECORDS, no início da década de 1990.
Coligem o fino do “GARAGE ROCK” e do “SUNSHINE POP”, uma das fases mais interessante, criativa e bonita da música POP.
“SUMMER OF LOVE”, em dois volumes, foca no SUNSHINE POP, o misto de ROCK PSICODÉLICO mais leve, e música dançável e alto astral.
A série NUGGETS traz GARAGE BANDS e também SUNSHINE POP. E se baseia, mas vai além do colecionável LP DUPLO ORIGINAL, lançado nos anos 1970.
Foi o primeiro álbum a trazer parte da História, e principalmente legitimidade, para o ROCK DE GARAGEM de bandas desconhecidas que se tornaram míticas: SEEDS, CHOCOLATE WATCH BAND, ELECTRIC PRUNES, e incontáveis… hoje, monumentos da discografia imprescindível sobre a década de 1960.
A trilha sonora do filme é composta de músicas e artistas conhecidos naqueles tempos: MAMAS & THE PAPAS, ANIMALS, PROCOL HARUM…
Mas, curiosidade interessante: a quase totalidade das versões foi feita por bandas italianas daqueles tempos; e algumas bem legais! Instigantes! No mundo inteiro, “aconteceram” bandas copiando ou vertendo esses grandes clássicos…
A melhor música da trilha aparece em versão original. É um CULT meio esquecido do “POP – BARROCO – PSICODÉLICO – PROGRESSIVO” (Ufa!!!): a longa, densa e sofisticada ELOISE, com BARRY RYAN. Procure conhecer. Um ÉPICO POP sensacional!!!
E, lá vai o filme.
UM VERÃO NA GRÉCIA, ( LA SYNDROME DI ANTONIO ) 2016
DIREÇÃO: CLAUDIO ROSSI MAXIMI, COM QUERALT BADALAMENTI ( MARIA ) E BIAGIO IACOVELLI (ANTONIO)
É o melhor filme que assisti em 2021!
Profundamente humano, política e existencialmente inquietante; cheio de referências e diálogos profundos; e visitas por conhecidos lugares históricos.
Claro, permeado por algum humor, nem sempre refinado, como o bom cinema italiano geralmente traz. E tudo sintetizado em menos de duas horas.
Assisti-lo é muito prazeroso, e deve ser revisto algumas vezes, principalmente pelos quê se interessam por dilemas daquela geração, suas repercussões; conquistas, ganhos, perdas, oportunidades não identificadas, e vívidas frustrações.
Eu “estive lá”, digamos….
A vida pode ser lida como a construção de uma grande MANDALA. É frágil, bela, feia, às vezes… E a sua regra maior e mais frustrante é a IMPERMANÊNCIA de tudo… É muito trabalho realizado, que pode ser destruído por sopros de vento.
Literalmente, o resultado e a resposta estão “BLOWING IN THE WIND”…, como cantam dois chatos pertinentes e imprescindíveis: BOB DYLAN e o deputado paulista EDUARDO SUPLICY…
O grande momento daquela geração, a minha, foi a sequência explosiva e rica, abrangendo meados da década de 1960 até 1975, mais ou menos.
O ponto existencial, artística e politicamente culminantes foi 1968. Houve rebeliões, e confrontos geracionais no mundo inteiro.
Atingiu os ESTADOS UNIDOS, passou por toda a EUROPA democrática, principalmente FRANÇA, ALEMANHA e INGLATERRA…
Com resquícios na TCHECOSLOVÁQUIA, comunista, mas com certas liberdades interrompidas com a invasão soviética na PRIMAVERA de PRAGA, 1968.
A rebelião global chegou à ARGENTINA e URUGUAI; ao CHILE e ao BRASIL, também – enquanto houve liberdades e democracia…
Foi período político coalhado de ditaduras. E por prazeres explícitos liberados pelas inovações científicas e comportamentais, como a liberação que a pílula anticoncepcional trouxe às mulheres.
Tempo rico, nobre e denso E, torpe ao mesmo tempo. Pode-se alterar a ordem desses 4 fatores como se quiser…A vida ainda é mais ou menos assim…
“UM VERÃO NA GRÉCIA”, é uma pequena obra de arte.
As tramas acontecem em 1969/1970. E um dos subtemas é o reflexo disso tudo na ITÁLIA. E na GRÉCIA, principalmente, governada por um coronel golpista e sanguinário de nome PAPADOPOULOS – já acomodado na lixeira da História.
O roteiro mostra a construção de uma curta história de amor, interrompida pela distância, por dúvidas, e a inexperiência principalmente de ANTONIO. Tudo vem mesclado à filosofia, política e arquitetura. E com ensinamentos da mitologia grega, seus “deuses-espelhos” cheios de boas qualidades, defeitos, maldades, intrigas, perfídias e taras. ( na dúvida, visite o planeta TERRA).
O mesquinho e o sublime mesclados e identificáveis na História humana em todos os tempos. Deuses e mitos humanos até demais!
O primeiro personagem principal é ANTONIO, um jovem estudante italiano interessado por filosofia e mitologia; inteligente, crítico, algo recatado e sonhador; que, ao formar-se no ensino médio, faz viagem de carro à GRÉCIA para seguir os passos, visitar locais, e verificar ensinamentos de seu ídolo: PLATÃO – o inventor do conceito de ALMA.
ANTONIO procura identificar em si mesmo os fundamentos básicos da filosofia platônica: instinto, emoção, razão. Mas, está principalmente interessado em outro aspecto enfatizado por PLATÃO: a IGUALDADE, que inspirou politicamente todo o pensamento da esquerda, do final do século XIX, em diante.
Para ANTONIO, era CHE GUEVARA e a militância peripatética pela AMÉRICA LATINA, quem incorporava a figura de PLATÃO.
E aqui entra a cálida, graciosa, inteligente, corajosa e progressista MARIA. A garota grega que estudara na Itália, e indicada por um amigo para orientar as buscas de ANTONIO.
Ela é o modelo de feminista que admiro. Em vez das vulgares e tão faladas, como LEILA DINIZ, por exemplo. Ou as ditas liberadas que vemos cotidianamente expostas no açougue de carne humana.
MARIA é arrebatamento e charme, na medida … digamos, certa. Suas intervenções irônicas e inteligentes; e as engraçadas e corrosivas manifestações de ciúmes, que todo homem casado, ou comprometido, já assistiu alguma vez, são inesquecíveis porque humanas demais…
Deixo o desenrolar para vocês assistirem.
E vou comentar sobre o sutil tema central do filme: a IMPERMANÊNCIA. E as fugazes oportunidades que a vida apresenta. Mas que, se não percebidas, muitas vezes determinam perdas insuperáveis…
Entre o arrependimento e o remorso oscila a MANDALA que cada um de nós constrói. E a sorte sempre está lançada.
Porque são demais os perigos dessa vida….
Ouça as músicas, e assista ao filme!

TEMPOS DENSOS: 1967/1969, MÚSICA, POLÍTICA, MUDANÇAS SOCIAIS… E UM GRANDE FILME SOBRE TUDO ISTO: “UM VERÃO NA GRÉCIA.”
Os cinco CDS aqui postados foram lançados pela excelente RHINO RECORDS, no início da década de 1990.
Coligem o fino do “GARAGE ROCK” e do “SUNSHINE POP”, uma das fases mais interessante, criativa e bonita da música POP.
“SUMMER OF LOVE”, em dois volumes, foca no SUNSHINE POP, o misto de ROCK PSICODÉLICO mais leve, e música dançável e alto astral.
A série NUGGETS traz GARAGE BANDS e também SUNSHINE POP. E se baseia, mas vai além do colecionável LP DUPLO ORIGINAL, lançado nos anos 1970.
Foi o primeiro álbum a trazer parte da História, e principalmente legitimidade, para o ROCK DE GARAGEM de bandas desconhecidas que se tornaram míticas: SEEDS, CHOCOLATE WATCH BAND, ELECTRIC PRUNES, e incontáveis… hoje, monumentos da discografia imprescindível sobre a década de 1960.
A trilha sonora do filme é composta de músicas e artistas conhecidos naqueles tempos: MAMAS & THE PAPAS, ANIMALS, PROCOL HARUM…
Mas, curiosidade interessante: a quase totalidade das versões foi feita por bandas italianas daqueles tempos; e algumas bem legais! Instigantes! No mundo inteiro, “aconteceram” bandas copiando ou vertendo esses grandes clássicos…
A melhor música da trilha aparece em versão original. É um CULT meio esquecido do “POP – BARROCO – PSICODÉLICO – PROGRESSIVO” (Ufa!!!): a longa, densa e sofisticada ELOISE, com BARRY RYAN. Procure conhecer. Um ÉPICO POP sensacional!!!
E, lá vai o filme.
UM VERÃO NA GRÉCIA, ( LA SYNDROME DI ANTONIO ) 2016
DIREÇÃO: CLAUDIO ROSSI MAXIMI, COM QUERALT BADALAMENTI ( MARIA ) E BIAGIO IACOVELLI (ANTONIO)
É o melhor filme que assisti em 2021!
Profundamente humano, política e existencialmente inquietante; cheio de referências e diálogos profundos; e visitas por conhecidos lugares históricos.
Claro, permeado por algum humor, nem sempre refinado, como o bom cinema italiano geralmente traz. E tudo sintetizado em menos de duas horas.
Assisti-lo é muito prazeroso, e deve ser revisto algumas vezes, principalmente pelos quê se interessam por dilemas daquela geração, suas repercussões; conquistas, ganhos, perdas, oportunidades não identificadas, e vívidas frustrações.
Eu “estive lá”, digamos….
A vida pode ser lida como a construção de uma grande MANDALA. É frágil, bela, feia, às vezes… E a sua regra maior e mais frustrante é a IMPERMANÊNCIA de tudo… É muito trabalho realizado, que pode ser destruído por sopros de vento.
Literalmente, o resultado e a resposta estão “BLOWING IN THE WIND”…, como cantam dois chatos pertinentes e imprescindíveis: BOB DYLAN e o deputado paulista EDUARDO SUPLICY…
O grande momento daquela geração, a minha, foi a sequência explosiva e rica, abrangendo meados da década de 1960 até 1975, mais ou menos.
O ponto existencial, artística e politicamente culminantes foi 1968. Houve rebeliões, e confrontos geracionais no mundo inteiro.
Atingiu os ESTADOS UNIDOS, passou por toda a EUROPA democrática, principalmente FRANÇA, ALEMANHA e INGLATERRA…
Com resquícios na TCHECOSLOVÁQUIA, comunista, mas com certas liberdades interrompidas com a invasão soviética na PRIMAVERA de PRAGA, 1968.
A rebelião global chegou à ARGENTINA e URUGUAI; ao CHILE e ao BRASIL, também – enquanto houve liberdades e democracia…
Foi período político coalhado de ditaduras. E por prazeres explícitos liberados pelas inovações científicas e comportamentais, como a liberação que a pílula anticoncepcional trouxe às mulheres.
Tempo rico, nobre e denso E, torpe ao mesmo tempo. Pode-se alterar a ordem desses 4 fatores como se quiser…A vida ainda é mais ou menos assim…
“UM VERÃO NA GRÉCIA”, é uma pequena obra de arte.
As tramas acontecem em 1969/1970. E um dos subtemas é o reflexo disso tudo na ITÁLIA. E na GRÉCIA, principalmente, governada por um coronel golpista e sanguinário de nome PAPADOPOULOS – já acomodado na lixeira da História.
O roteiro mostra a construção de uma curta história de amor, interrompida pela distância, por dúvidas, e a inexperiência principalmente de ANTONIO. Tudo vem mesclado à filosofia, política e arquitetura. E com ensinamentos da mitologia grega, seus “deuses-espelhos” cheios de boas qualidades, defeitos, maldades, intrigas, perfídias e taras. ( na dúvida, visite o planeta TERRA).
O mesquinho e o sublime mesclados e identificáveis na História humana em todos os tempos. Deuses e mitos humanos até demais!
O primeiro personagem principal é ANTONIO, um jovem estudante italiano interessado por filosofia e mitologia; inteligente, crítico, algo recatado e sonhador; que, ao formar-se no ensino médio, faz viagem de carro à GRÉCIA para seguir os passos, visitar locais, e verificar ensinamentos de seu ídolo: PLATÃO – o inventor do conceito de ALMA.
ANTONIO procura identificar em si mesmo os fundamentos básicos da filosofia platônica: instinto, emoção, razão. Mas, está principalmente interessado em outro aspecto enfatizado por PLATÃO: a IGUALDADE, que inspirou politicamente todo o pensamento da esquerda, do final do século XIX, em diante.
Para ANTONIO, era CHE GUEVARA e a militância peripatética pela AMÉRICA LATINA, quem incorporava a figura de PLATÃO.
E aqui entra a cálida, graciosa, inteligente, corajosa e progressista MARIA. A garota grega que estudara na Itália, e indicada por um amigo para orientar as buscas de ANTONIO.
Ela é o modelo de feminista que admiro. Em vez das vulgares e tão faladas, como LEILA DINIZ, por exemplo. Ou as ditas liberadas que vemos cotidianamente expostas no açougue de carne humana.
MARIA é arrebatamento e charme, na medida … digamos, certa. Suas intervenções irônicas e inteligentes; e as engraçadas e corrosivas manifestações de ciúmes, que todo homem casado, ou comprometido, já assistiu alguma vez, são inesquecíveis porque humanas demais…
Deixo o desenrolar para vocês assistirem.
E vou comentar sobre o sutil tema central do filme: a IMPERMANÊNCIA. E as fugazes oportunidades que a vida apresenta. Mas que, se não percebidas, muitas vezes determinam perdas insuperáveis…
Entre o arrependimento e o remorso oscila a MANDALA que cada um de nós constrói. E a sorte sempre está lançada.
Porque são demais os perigos dessa vida….
Ouça as músicas, e assista ao filme!

JEFF BECK: FLASHES DA CARREIRA DE UM GÊNIO!
-” NÃO PARA, NÃO!!! CONTINUA TOCANDO !!! TÁ MUITO BOM!!!!
– MAS, STEVIE, EU NÃO SOU BATERISTA!!!
– SEGUE, PÔ!!! O CACHÊ É POR MINHA CONTA…”
Certo dia em 1972, STEVIE WONDER entrou dançando no estúdio ELECTRIC LADYLAND, em NOVA YORK onde, meio em segredo, estava gravando para depois tentar fechar novo acordo financeiro com a MOTOWN RECORDS.
O disco tornou-se “TALKING BOOK”, o início da renovação vitoriosa de sua espetacular carreira!
Foi assim: JEFF BECK, um dos músicos que participava da sessão, adorava “brincar” na bateria quando ninguém estava olhando…
E WONDER o viu fazendo o RIFF de entrada do que viria a ser “SUPERSTITION”, um de seus clássicos!
Gravaram imediatamente a “DEMO”. A MOTOWN aprovou, e renovou o contrato de STEVIE WONDER por muito mais grana, além de garantir maior liberdade artística para ele criar…
A música foi cedida a JEFF BECK, como parte de pagamento da sessão. E o nosso herói comentou que, sem querer, tornou-se parceiro em um dos GRANDES RIFFS da História, tanto da bateria quanto do teclado desenvolvido por STEVIE WONDER!
Inesquecível!
O acaso é um grande realizador! E demolidor implacável, também! A sorte às vezes está lançada…
JEFF BECK começou a estudar piano aos quatro anos de idade. Um dia, arrancou tecla do instrumento…A mamãe BECK percebeu que o “instrumento” do garoto era outro…
Com 8 anos de idade, ele construiu uma guitarra para imitar seu ídolo, CLIFF GALLUP, o guitarrista de GENE VINCENT, figura central do histórico ROCK AND ROLL. Aliás, também um dos ídolos de JIMMY PAGE.
Os dois se conheceram porque a irmã de JIMMY estudava com JEFF. Um dia foi visita-la e, enquanto mamãe PAGE fazia um chá, os dois ficaram tocando…
Precoce desde sempre, e inventor de instrumentos e sonoridades, BECK foi se enturmando até ficar meio conhecido com os TRIDENTS, onde tocou por quase 2 anos, e aprendeu a tirar sons e a fazer “ruídos”… JEFF BECK sempre se interessou por tecnologia, experimentações e máquinas…
JIMMY PAGE lá por 1964/65 já faturava bem tocando em estúdios. E quando CLAPTON deixou os YARDBIRDS porque discordava da opção pelo POP ROCK, ele foi a primeira opção para substitui-lo…
Mas, não topou. E indicou BECK.
JEFF depois de um SHOW foi quase sequestrado por GIORGIO GOMELSKY, o “empresário” da banda que, bem ao estilo máfia russa da época, “o convenceu” que uma banda TOP precisava de um guitarrista, os dois foram ao MARKEE CLUB.
Eram os YARDBIRDS.
FOR YOUR LOVE, com CLAPTON na guitarra, havia ido muito bem, em 1965, e a maior parte do time queria seguir por ali…
Mas, BECK trouxe inovações no uso da guitarra, e foi muito além de GEORGE HARRISON, em “I FEEL FINE”, outro marco pouco reconhecido…
Suas ideias futuristas grudaram na performance da banda, e os SINGLES fabulosos em sua curta era, HEART FULL OF SOUL, OVER, UNDER, SIDEWAYS DOWN, YOU ARE BETTER MAN THAN I; e outras gravações seminais, algumas com PAGE na segunda guitarra, como HAPPENING TEN YEARS TIME AGO, revolucionaram e “liberaram” a guitarra no ROCK, em meados da década de 1960.
Quando entrou para os YARDBIRDS, JEFF BECK logo percebeu a diferença. O sucesso com a mulherada era total. A VAN da banda estava sempre com marcas de batom, telefones, endereços e os etcs… que compõe o sucesso entre as groupies e fãs.
BECK É PRIMEIRO SÍMBOLO DO NOVO JEITO DE TOCAR E FAZER AS GUITARRAS SOAREM. Certamente influenciou a sonoridade de CLAPTON no CREAM; que, por sua vez, influenciou JIMI HENDRIX…
E la nave va….
É interessante especular sobre as tendências artísticas de CLAPTON, PAGE E BECK. Claro, são todos interessados no BLUES e no ROCK; mas diferentes entre si.
CLAPTON era e permaneceu um BLUES MAN, mesmo também sendo excepcional no POP SOFISTICADO, que passou a desenvolver do início dos anos 1970, e até hoje.
No caminho, derivou um pouco para o REGGAE; depois foi paulatinamente na direção do POP JAZZ, e até com certo retrogosto de BOSSA NOVA.
Há um diferencial insuperável em favor de CLAPTON: Ele SABE CANTAR muito bem. E isto sempre fez toda a diferença!
JIMMY PAGE é um grande produtor, essencialmente de HARD ROCK, e com incursões no FOLK, audíveis em quaisquer discos do LED ZEPPELIN.
Por mais de uma década, teve a seu lado ROBERT PLANT, um dos grandes vocalistas de todos os tempos e eras, vantagem incontrastável para quem tem nenhum talento vocal, e todo talento para tocar guitarra, produzir …
JEFF BECK é um inventor de sonoridades e guitarrista incomparável. Mas, sempre foi limitado por não contar com talento para o vocal. Então, optou estudada, mas definitivamente pelo instrumental, trazendo vez por outra, alguém para cantar.
Desenvolver a carreira foi mais difícil para ele, que é o mais criativo de todos.
BECK extrapolou o BLUES ROCK em TRUTH, 1968; e BECK-OLA,1969, quando também reinou ROD STEWART, em disputa com o próprio BECK pela primazia na banda.
Tinha de acabar como terminou: cada um seguiu carreira solo vitoriosa.
Mas JEFF, em vez do BLUES, buscou seguidamente o RHYTHM´N´BLUES, onde explorou o estilo da MOTOWN; e passou pelo da STAX em discos como ROUGH AND READY, 1971; ou JEFF BECK, 1972 – este produzido STEVE CROPPER.
Ele aguardou mais de uma década para desaguar na DISCO e na DANCE MUSIC, com FLASH, 1985, disco produzido alternadamente por NILE RODGERS e ARTHUR BAKER.
Fez esses três excelentes álbuns de BLACK MUSIC, e com a marca indelével de seu criador.
JEFF BECK sempre soube a medida perfeita no uso dos experimentos e tecnologias de vanguarda. Adaptou-se à modernidade no decorrer dos tempos. E jamais perdeu o elo com a música bela, melodiosa e refinada, que “emprestou”, inclusive, para outros artistas.
Sua incursão no FUSION JAZZ foi posterior a outro inglês imenso, o guitarrista JOHN McLAUGHLIN, que inaugurou o estilo na banda de MILES DAVIS, com o seminal e definitivo “IN A SILENT WAY, lançado em 1969.
JEFF BECK, fez seu primeiro experimento na FUSION com RHAYNES PARK BLUES, rebatizada “MAX TUNE”, faixa de ROUGH AND READY, 1971. Está lá toda a conjugação guitarra / teclados que PAT METHENY e LYLE MAYS desenvolveram 8 anos após na gravadora ECM – que se especializou nessa FUSION CLIMÁTICA à europeia.
Depois, houve a experiência entre 1972 e 1973, com o “BECK, BOGERT & APPICE”, o POWER TRIO que mesclava /BLUES/R&B/HARD ROCK/ e algum PROG. E sempre exagerando na performance, mas com notórias deficiências nos vocais!
Aí foi a gota d’água.
Mesmo que os discos, principalmente o AO VIVO GRAVADO NO JAPÃO, tivessem atingido sucesso de vendas…
A conversão definitiva de BECK à FUSION consolidou-se em um de seus discos mais famosos: BLOW BY BLOW, produzido em 1975 por GEORGE MARTIN, ícone dos estúdios, e responsável pelos BEATLES e outros astros.
MARTIN trouxe a contenção exata para JEFF “performar”, daí em frente, em outros albuns.
É bom observar que os vídeos, SHOWS e discos ao vivo de JEFF BECK oscilam entre o excelente e o espetacular!
Há vários, expondo seu bom gosto e técnica refinada.
É minha opinião que JEFF BECK ultrapassou artisticamente JIMMY HENDRIX.
Seria?

DAVE CLARK 5 – ALL THE HITS – JANEIRO 2020
O mais esperto entre os ídolos POP, raciocínio rápido, frieza e ousadia o tornaram o primeiro entre os grandes a tomar conta da própria vida, catálogo e negociações.
DAVE CLARK enriqueceu rápido. Saiu do mercado na hora certa – 1970 -, e permaneceu rico, ídolo e mito nos últimos 50 anos.
E o que ROBERT FRIPP, do KING CRIMSON, demorou dez anos para perceber, CLARK conseguiu antes de assinar contratos. A parte do leão sempre foi deles. Entre vários motivos porque financiaram os próprios discos, que venderam mais de 100 milhões de unidades no período áureo 1965/1970. Eram, de fato, os únicos concorrentes sérios para os BEATLES, nos EUA.
Em 2020, lancaram outra super coletânea. E, depois dela, virá toda a discografia, em Lps, CDs e BOX SET. Os fãs vão corresponder, certamente. Vejam aqui a entrevista dele na “RECORD COLLECTOR DE JANEIRO 2020”.

DAVID BOWIE: A METAMORFOSE PERIPATÉTICA, EM PROGRESSÃO PARA O ROCK SOFISTICADO (1)
TEXTO ALTERNATIVO
A primeira vez que prestei atenção no DAVID BOWIE foi em 1972.
Vi algumas fotos e reportagens sobre aquele rebento franzino, com voz de galinha sendo currada no terreiro, exibindo um visual um tanto apalhaçado. Ele levava Londres à loucura!
Então, comprei o LP. “ZIGGY STARDUST, AND THE SPIDERS FROM MARS”, que estava sendo lançado no Brasil.
Confesso que não gostei. Achei tudo meio fraquinho. Uma banda que não chegava aos pés dos meus ídolos da época. Mas, está no disco SUFRAGETTE CITY, um ROCK vigoroso, e até hoje muito empolgante.
Eu não sou muito chegado ao GLITTER-ROCK, o sub – estilo da época que, em minha opinião, nos legou poucos artistas relevantes.
O melhor de todos foi o ROXY MUSIC, banda do genial BRYAN FERRY; que, no primeiro disco, teve a participação essencial de BRYAN ENO, também.
Break!
Em 1978, fui a um bar excelente e muito em moda, aqui em São Paulo, chamado “LEI SECA”. Era um final de tarde; certamente uma sexta feira, e ainda com pouca gente por lá.
Eu e um amigo bebíamos chope, enquanto rolava um som extremamente interessante! Fiquei fascinado, e perguntei ao DJ o que era?
É o DAVID BOWIE, ele respondeu!
Mal acreditei! Em nada lembrava o BOWIE galináceo que eu conhecia! Outro papo, e gravado ao vivo!!!!
A voz, renovada, atingia registros entre o tenor e o barítono. E um jeito de cantar lembrando “nosso” ídolo – meu e de BOWIE!! – SCOTT WALKER. O repertório teinha músicas mais densas, pesadas, eivadas por arranjos e instrumentação modernos. Foram-se mais de 45 anos…
E, para consolidar, BOWIE estava acompanhado por uma das melhores bandas que eu havia escutado! E olha que eu já colecionava discos, E mais ou menos acompanhava os lançamentos…
O disco era (é) o “STAGE”, o show ao vivo de 1978, que repassa a chamada FASE BERLIN, acontecida entre 1975 e 1977.
Para mim, ainda é o melhor disco ao vivo de BOWIE. A banda voa no palco, e o som é totalmente vanguarda, juntando resquícios do GLAM ao KRAUTROCK. É inspirado, no KRAFTWERK, TANGERINE DREAM, NEU, e outros, da vertente europeia continental, mais precisamente alemã, do chamado ROCK PROGRESSIVO. E, claro, incorporando parte da nascente AMBIENT MUSIC, invenção de BRIAN ENO!!!
É disco obrigatório e ainda atual.
Foi a catarse que consolidou minha atenção para universos musicais fora do BLUES, do HARD ROCK , do HEAVY METAL e do PROGRESSIVO.
Eu já flertava com o JAZZ e alguns CLÁSSICOS. Estava incorporando, ao meu cotidiano, artistas e ideias diferentes.
Certa vez o jornalista PAULO FRANCIS, um elitista consumado, escreveu que “um colega da FOLHA DE SÃO PAULO, o havia convidado para assistir a um SHOW de BOWIE, em Nova YORK”. Ferino, engraçado e cortante como era, disse que não acreditou!
E comentou ter visto o gnomo mutante em um programa de televisão. Notou que DAVID trajava roupa de balé masculino, com uma espécie de repolho no rabo. E avisou ao colega que não iria de jeito nenhum. Nem se fosse torturado pela GESTAPO….
NELSON MOTTA, na Globo, observou que chamar DAVID BOWIE de “Camaleão” era impreciso.
Eu concordo. Ele não se disfarça. Sua proposta estética sempre foi passar pelo que rolava no POP ROCK de sua época. E compreender, redefinir, e melhorar o que ouviu. BOWIE é um Instigador de RUPTURAS. Desafiador do estabelecido.
É ouvir e constatar.
Talvez?
Vamos revisitar um pouco a carreira de BOWIE, começando pela antessala de outra quebra radical de paradigmas do MODERNO POP:
STATION TO STATION, 1976, foi gravado no EUA, e já traz alguns elementos e tecnologias que mudaram a imagem e a carreira de BOWIE, no ano seguinte.
É disco precursor da chamada FASE BERLIM, a cult e altamente influente trilogia, que teve também BRIAN ENO na concepção: em 1977 saíram LOW e HEROES; e LODGER, foi lançado em 1979. No meio do caminho, 1978, o representativo SHOW ao vivo STAGE.
A importância dessas gravações fica nítida com o pedido feito pelo grande compositor clássico contemporâneo, PHILIP GLASS, o criador do minimalismo, para transformar em “SYMPHONYS” os discos “LOW”, 1993, e “HEROES”, 1996. E depois, “LODGER”, lançada em 2022. A SINFONIA número 12, de GLASS.
DAVID BOWIE e BRIAN ENO aceitaram, claro. E os resultados são grandiosos. Procurem conhecer.
A trilogia BERLIM original foi concebida à partir das propostas e inovações do KRAUTROCK – nome genérico dado a diversos tipos de ROCK PROGRESSIVO de base eletrônica feitos na Alemanha, desde o final dos anos 1960.
A participação de ENO é indissociável do resultado da trilogia. E de tal forma que, a “AMBIENT MUSIC” que ele havia criado, proliferou de outras formas em associação com artistas alemães de música eletrônica. E dali expandiu-se; e está presente na modernidade musical na obra artistas como ENYA, KATE BUSH, e inúmeros “esvoaçantes” que flutuam na NEW AGE, ELETRONIC LOUNGE, WORLD MUSIC, RAVES, duplas de TECHNO POP, e vasto etc…
Há um monte de discos e propostas interessantes, à disposição de quem se dispuser a pesquisar o KRAUTROCK e seu incomparável legado.
Mas, BOWIE, como ENO, também não cessou. De certa forma, a experiência de BERLIM orientou sua produção para o restante da vida.
Aos que se interessam por vanguardas heterodoxas, recomendo ir à caça de JOHNNY ROTTEN, durante a sua produção na década de 1980, e procurar as inovações PUNK/ METAL / VANGUARDA ELETRÔNICA criadas pelo PILL, sua banda. Por lá passou a fina flor do lodaçal…
E, no disco LODGER, BOWIE incorpora ROTTEN, em “IT´S NO GAME”.
Dois músicos de vanguarda! Rótulos à parte; dois inovadores.
E assim prosseguiu BOWIE. Gravou UNDER PRESSURE, em dueto com FREDDIE MERCURY, em 1982. Redefiniu o falecido “guitar hero”, STEVE RAY VAUGHAN, craque do BLUES, trazendo-o para disco pop dançante, juntamente com NILE RODGERS, do CHIC – importante e memorável grupo R&B/DISCO. E os três deram cores ao álbum “LET´S DANCE”, de 1983.
DAVID convidou, em 1985, PAT METHENY, guitarrista espetacular de JAZZ FUSION, e gravaram juntos “THIS IS NOT AMERICA”, hit pop clássico e memorável.
Em1993, RODGERS produziu outro clássico dançante e sofisticado: BLACK TIE, WHITE NOISE, onde estão as sensacionais “NITE FLIGHTS”, de SCOTT WALKER; e “I FEEL FREE”, clássico do CREAM!
Aos poucos adentrou a década de 1990, já em simbiose com a nova MÚSICA ELETRÔNICA DE VANGUARDA, as técnicas de mixagens, participação em trilhas sonoras, e atuação em filmes.
Em BASQUIAT, por exemplo, ele interpretou de ANDY WHAROL.
Também em 1994, BOWIE lançou outro disco magnífico, OUTSIDE. Ousado CROSSOVER de ELETRÔNICA DE VANGUARDA e ROCK PESADO e lúgubre. Um dos subprodutos é um SHOW AO VIVO, de 1995, com a presença de TRENT REZNOR, do NINE INCH NAILS – talvez a banda símbolo daqueles tempos.
Eu acho DAVID BOWIE artista quase tão completo e instigante quanto MILES DAVIS.
E, certamente é comparável a CAETANO VELLOSO, o artista mais versátil do Brasil – que ziguezagueou da PSICODELIA AO INFINITO, passando por quantas “brasilidades” se imaginar – por enquanto…
DAVID BOWIE trabalhou dialogando, tangenciando, penetrando, ou ultrapassando as vanguardas com as as quais cruzou.
Viver e ser contemporâneo a ele foi um privilégio indiscutível.
Lágrimas eternas para o DAVID.
ROLLING STONES – LIVE – ATRAVÉS DOS TEMPOS
Claro, quem mais clássico, esperado, visto e revisto do que eles?
Mais do que o ROBERTO CARLOS, e mesmo ELVIS PRESLEY ou FRANK SINATRA.
E nem cito os BEATLES, também fenômeno global, mas que já não se apresentavam em público, quando a mídia visual tomou conta dos mercados musicais.
Os ROLLING STONES têm vários CDS, LPS, DVDS, e “ESCAMBAUÊS” AO VIVO…
Se fazem turnês, aparecem ao vivo nas tvs. mundiais. Ou, no mínimo, lançam ÁLBUM, VÍDEOS e o vasto aparato visual que todos conhecem, esperam… E não se cansam de ver, e nem de ouvir aquele monte de HITS imortais.
Devo dizer quais?
Não, não precisa. A turma sabe de cór, salteado, assaltado; e todo mundo se cansa de dizer que não aguenta mais!
E assiste a tudo outra vez…”Sucesso” tem nome, endereço e tradição…
Postei alguns artefatos que tenho, mas não importa. Eu quero, mesmo, é que vocês atentem para a foto dos quatro, bem ao centro, em “live” que fizeram no meio da pandemia. Saiu mundo afora, inclusive na VEJA.
Dá o que pensar: temos O RONNIE WOOD, o bom e velho RON. Adequadíssimo para a banda. Entrosou-se ao time e não concorre com MICK JAGGER e nem KEITH RICHARDS. Mantém o som e o pick. E é suficientemente maluco para suprir a mística sem atrapalhar o conjunto.
MICK? É o de sempre. Concentrado, auto-referente, auto-suficiente. Alguém encara? De jeito nenhum!
Olhei melhor e vi o Luiz Calanca. Cerveja do lado, pose “joãogilberteana”, com o violão… OOOOOOOOOOOPPPS! Era, não! É o KEITH RICHARDS, PÔ!!!!!!!!!!!!
Mas saquei, mesmo, foi um cavalheiro discreto, e sempre elegante e bem vestido, diga-se. Um dândi com baquetas nas mãos: CHARLIE WATTS. CHARLIE está em frente à estante de LPS que, juro, já conversei com o meu futuro ectoplasma e decidimos, juntos, assombrar o local aconchegante, depois que eu me tornar DE-CUJOS!
Fiquei imaginando, o que teria lá? JAZZ, muito JAZZ, e BLUES, e sabe-se o quê mais!
Vi rabicho de livros. O nosso dândi adora e coleciona sobre arquitetura e cavalos.
De tão magro e discreto ele certamente aparece o tempo inteiro por causa de sua personalidade intrigante. CHARLIE; eternamente um “sider em linha de frente” – existe isso? Compôs com outro eterno que se mandou, BILL WYMAN, uma das melhores cozinhas do ROCK.
Publiquei por causa disso. Vão além de 60 anos de atividade e profissionalismo. Estão próximos à “expulsória”, mas suportam; e para todos nós ainda importam. E muito!
Mas, observem melhor: será que não é, mesmo, o Luis Calanca?

VAN MORRISON – FINAL DOS 1960 E INÍCIO DOS 1970. A CONSTRUÇÃO DE UM ESTILISTA DIFERENCIADO
Você pega MICK JAGGER e ERIC BURDON, e convida IVAN GEORGE – sim, o VAN MORRISON. Do chacoalhar da coqueteleira o que saiu?
Três “BLUES SHOUTERS”!
Pois é, os três baixinhos das ilhas britânicas espelharam-se em negros históricos como LEADBELLY, JIMMY RUSHING, e muitos e muitos outros, para suingar a PÉRFIDA ALBION.
VAN MORRISON evoluiu em pouco tempo do sub-MICK JAGGER dos tempos do THEM, para um artista hoje identificado como estilista supremo.
VAN é discreto, determinado, irascível, e dono de sua arte desde 1967, quando gravou o indispensável e indefinível CULT “ASTRAL WEEKS”.
E há MOONDANCE. Ouso, ou devo comentar além do nome desse artefato único?
Sobre VAN sabe-se mais de sua arte do que sua personna – é uma KATE BUSH sem o marketing do retiro e do sumiço planejado.
Fotografei 4 discos dele gravados entre o final dos 1960 e início dos 1970. São de sua fase gravada na WARNER RECORDS. Primorosa!
A banda que MORRISON reuniu e exigiu o aprimororamento ao infinito, consegue fundir o BLUES ao JAZZ com naturalidade talvez inédita.
O bom gosto no arranjo dos metais, ao mesmo tempo LÍRICO & JAZZY garante o swing, balanço, e convida para dançar! Retrato da receita que tornou seus discos clássicos. E até imprescindíveis.
Dia desses, “acariciando” meus disco, pus para tocar “HARD NOSE THE HIGHWAY”. Acho que não escutava há mais de 30 anos! E percebi certas integrações instrumentais entre guitarra e metais; e nuances de cordas e teclados que não havia sacado antes.
Para culminar, um coro construído com algo de CLÁSSICO/LÍRICO/GOSPEL e FOLK IRLANDÊS, que me levou a perceber coisas mais “ETHEREALS”, como se feitas por COMPOSITORES CLÁSSICOS NÓRDICOS MODERNOS.E tudo integrado em BLUES e JAZZ.
Porém, VAN MORRISON, como ROBERT FRIPP, não permite que você enleve a alma sem o componente da iconoclastia, que só a música realmente popular pode legar.
FRIPP quebra sequências sofisticadas da “FUSION PROGRESSIVE” que opera com a sua guitarra às vezes crua; cortante e aparentemente sem nexo…É para mudar a música no ato.
VAN MORRISON sempre canta BLUES. Portanto, grita a dor e, curiosamente, mostra a você quem realmente ele é: um CANTOR DE ROCK! E por mais sofisticado que seja o entorno por ele construído!
Escute IVAN GEORGE. E vá muito além dos anos 1970… Ele é gênio e artista único até hoje…

Todas as reações:
1Sergio Luiz Simonetti
POP / ROCK AMERICANO DURANTE DÉCADA DE 1960
OS QUE MANDARAM NA PARADA DE SUCESSOS ENTRE 1963/1972!
Vendiam SINGLES e tocavam direto em RÁDIOS A/M. Eram muito populares, e concorriam com OS BEATLES e o DAVE CLARK FIVE – INGLESES, ÓBVIO – em quantidade de lançamentos, quase sempre simultâneos.
CLARO, há outros, muitos e muitos outros.
Vou só ficar no topo do “POP BRANCO”. FALAR DOS NEGROS E MÚSICA COUNTRY e outros, requer outros e vastos capítulos diferentes.
Aqui, vale venda de SINGLES, e tocar no RÁDIO, ser popular em rádios.
Todos falam dos BEACH BOYS, cults e celebrados na década de 1960, que empolgavam na COSTA OESTE AMERICANA.
Mas, quem rivalizava com eles eram os FOUR SEASONS, NEW JERSEY, costa leste. Por baixo, 100 milhões de discos vendidos. 29 super hits, entraram no ROCK AND ROLL HALL OF FAME, EM 1999.
O consórcio de BOB GAUDIO, tecladista e compositor, que saiu dos palcos; e FRANK VALLI, 90 anos, grande cantor, e até agora em atividade, são as marcas registradas do grupo. Fizeram o CROSSOVER entre o DOO WOP, negro; e o POP branco dançável, vitorioso e influente em quem vocês pensarem nos últimos 50 anos – no mínimo.
THE ASSOCIATION: Grupo vocal excepcional, com pelo menos quatro canções entre as mais tocadas da história do POP (CHERISH, NEVER MY LOVE, ALONG COMES MARY e WINDY).
É uma estrutura ainda em atividade com, é claro, outros membros, mas popularíssimo em cassinos, e outros locais onde OLDIES continuam fazendo a vida.
PAUL REVERE & THE RAIDERS, A banda GARAGE ROCK que deu certo. Incontáveis HITS, e de certa forma, antecessores do BON JOVI, com MARK LINDSEY, o vocalista, que era tão desejado pela mulherada quanto RICK MARTIN, e tantos e tontos que surgiram de BOY BANDS. Muito legais, também.
GRASS ROOTS – Banda cheia de mutretas, mudanças e etc. Foram do FOLK de protesto ao POP descarado, e de boa qualidade. Uns 15 HITS. Eram muito bons. Veja qualquer filme do TARANTINO, sempre tem músicas deles.
RASCALS: A grande banda POP americana, entre 1966 e 1972, talvez. Foram do R&B, POP, gravaram álbum psicodélico, terminaram em tipo de FUSION jazística, na linha do STEELY DAN.
FELIX CAVALIERI ainda é um grande cantor e performer.
TIO SÉRGIO tem a honra de dizer que eram a banda americana predileta dele, naquele período. Erráticos, mas sensacionais, com álbuns e SINGLES imperdíveis….
CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL. Ora, até hoje no imaginário POP. Ótima banda, com letras legais e um drive Country/Southern Rock/ Rockabilly notória e identificável. Citar JOHN FOGERTY, e´ desnecessário. Sucesso imperdível. Quase todo mundo tem!!!
E por aí, caminham …

P.F.M. – PREMIATA FORNERIA MARCONI –
MANTICORE YEARS – 1973 / 1977
Por volta de 1975/1976 “COOKING”, o disco deles gravado ao vivo no Canadá e no Central Park, em Nova York, tocou muito no melhor programa UNDERGROUND já transmitido pelas RÁDIOS BRASILEIRAS!!!!
KALEIDOSCÓPIO, na RÁDIO AMÉRICA de SAMPA, durava 4 horas diariamente! Era esperado pela galera alternativa. Foi criado e apresentado por um maluco talentoso chamado Jaques Sobretudo Gersgorin , e tocava o “up-to-date” em ROCK, principalmente PROGRESSIVO.
Oi, Jaques Sobretudo Gersgorin!!!!
Entre as bandas frequentes por lá, causava merecido furor o PREMIATA FORNERIA MARCONI; que para entrar no mercado global do ROCK teve o nome reduzido para P.F.M.
O grupo sofria influências, como todos, de PROGRESSIVOS feito YES, GENESIS, KING CRIMSON, MOODY BLUES…
Era formado por excelentes músicos veteranos da CENA POP ITALIANA e foi, digamos “descoberto”, por PETER SINFIELD, membro-letrista do KING CRIMSON, que os apresentou a GREG LAKE, do EMERSON, LAKE & PALMER, e daí para um contrato com a gravadora MANTICORE.
SINFIELD havia deixado o CRIMSON, em 1971, e criou as letras em inglês para os dois primeiros discos do P.F.M, “PHOTOS OF GHOSTS”, 1973; e “THE WORLD BECAME THE WORLD”, 1974, ambos lançados com sucesso na Inglaterra e América.
É argumentável que PETER tentou prosseguir com o PREMIATA, do ponto em que o KING CRIMSON fez inflexão para novos tipos de ROCK PROGRESSIVO e de VANGUARDA.
Aliás, FRIPP e a constelação de craques que o acompanham permanecem, até hoje, em auge criativo aparentemente inesgotável!
Porém, talvez o disco ISLAND, de 1971, simbolize o final de uma das fases conduzidas pelo genial e autocrático ROBERT FRIPP, líder e dono inconteste do CRIMSON.
Em minha opinião, o ponto fraco do P.F.M. estava nos vocais; abaixo do nível técnico e artístico do grupo.
Mas de CHOCOLATE KINGS, o quarto disco em diante, contrataram BERNARDO LANZETTI – bom cantor, na linha de PHIL COLLINS e PETER GABRIEL. E o grupo virou espécie clone talentoso do GENESIS – da mesma forma que o MARILLION também foi, quase uma década após.
Excelente e colecionável, o PFM revela originalidade ao combinar traços de música italiana tradicional ao ROCK PROGRESSIVO. E ao utilizar-se muito de violões acústicos combinados com o ROCK necessariamente elétrico.
Este ótimo BOX de 4 CDS, lançado pela gravadora inglesa ESOTERIC RECORDINGS, traz os 4 primeiros discos da banda. É bem acabado, com as capas duplas originais, e boa masterização.
Se você conseguir o “COOKING”, ao vivo, acho que o legado da banda estará perfeito para qualquer coleção.
Procure.
