PAT METHENY – ECM YEARS 1976/1983

De cara vocês dirão: TIO SÉRGIO, o que têm a ver os disco do JEFF BECK e o da JONI MITCHELL com o PAT METHENY?
Penetrando o corte feito cirurgião, convido aos que ainda não ouviram a procurar uma excelente, fora do esquema, e imprescindível música gravada por JEFF BECK, no disco “ROUGH AND READY”, chamada – ou melhor “renomeada” – MAX TUNES.
Sei lá por quais mistérios, o nome dela na primeira edição do LP era “RHAYNES PARK BLUES – muito mais adequado e sensível…
A conjugação FUSION que BECK e o tecladista MAX MIDDLETON conseguiram em 1971, antecede ao cult BLOW BY BLOW e ao que METHENY & LYLE MAYS refinaram em toda a belíssima e instigante fase na ECM RECORDS, a partir de 1976.
TIO SÉRGIO aposta que você dará um suspiro de surpresa nessa tacada! PAT é figurinha carimbada. Morou no BRASIL no início dos anos 1980 e namorou SONIA BRAGA. Ele viu ruir o teto da cobertura em que vivia, no RIO, e a piscina inundar o seu estúdio! Experiência autenticamente brasileira…
Lembram as línguas ofídicas que LULU SANTOS o desdenhou dizendo que PAT era fraco. Mas quem tocou num festival de JAZZ, aqui, foi METHENY e não LULU… O resto as respectivas carreiras dizem por elas próprias
Os discos de PAT METHENY dessa época estão acima da média. BRIGHT SIZE LIFE, 1976, traz o estilista cult do baixo, JACO PASTORIOUS. É um espetáculo criado no vácuo entre o toque clássico de WES MONTGOMERY e a sua guitarra FUSION – “quase POP” e NEW AGE… Estonteante!.
Ouçam WATERCOLORS e percebam o que EBERHARD WEBER, um mestre absoluto, faz no baixo. E observem o início das pequenas SUÍTES FUSION que PAT e MAYS trouxeram em “AMERICAN GARAGE” e “AS FALLS’ THE WICHITA FALLS”. Todas cultivadas com arte e identidade para a ECM RECORDS nos anos 1970… e daí em frente.
PAT METHENY é, também, um teórico forte. Foi o mais jovem professor de música da UNIVERSIDADE de MIAMI, aos 18 anos de idade!!! Com 19 era professor na BERKLEE SCHOOL!!! Tem doutorado e discografia imensa, variada e criativa…
Um SUPERDOTADO – seguramente!
OOOOOOPSSS! TIO SÉRGIO!! E a JONI MITCHELL na parada?
Explico: este é um fantástico SHOW de JONI feito em 1980!!! A base da banda é PAT, PASTORIOUS, MAYS e MICHAEL BREACKER, no sax!
São todos artistas com discos gravados antes da fundação da GRAVADORA ECM. E moderníssimos do ponto de vista da sonoridade.
Este concerto é a “FUSION” entre o FOLK MODERNO e INTIMISTA que JONI sempre nos ofereceu; e FUSION JAZZ em desenvolvimento. Veio depois da fantástica experiência de JONI, com o elegantíssimo e sensacional álbum MINGUS, gravado em 1979! Uma “decorrência modernizada”, digamos.
Ouso dizer que de algum modo, as gravações de JEFF BECK e JONI MITCHELL constituem sonoridades básicas que MANFRED EICHER, o alemão criador da E.C.M. ajudou a sedimentar; e que tranquilamente poderia produzir.
Ter na discoteca é prazer sofisticado garantido!
POSTAGEM ORIGINAL: 30\08\2020
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JULIE LONDON – A DIVA BRANCA DA GRANDE CANÇÃO AMERICANA

Caso raro e exemplar. Mulher lindíssima começou como atriz e fez uns uns vinte filmes. Gostava e frequentava CLUBES DE JAZZ, no início dos anos 1950.
Mas cantava só para os amigos. Tinha voz pequena e afinada, versátil, límpida e sensual. Ela foi incentivada por BOB TROUP, seu marido; que era músico e produtor e percebeu o imenso talento potencial de JULIE.
É bom notar que falamos de 1956, quando a grande canção americana imperava. E além de BILLIE, ELLA, DINAH e SARAH, havia cantoras brancas de altíssimo nível.
Aconteceu ao mesmo tempo um princípio de “revolução cultural” no jeito de cantar; que nos revelou CHET BAKER e a própria JULIE LONDON. No BRASIL, a mudança desembarcou em JOÃO GILBERTO, NARA LEÃO, CAETANO VELOSO e na imensa variedade de estilos e vozes que temos hoje.
JULIE LONDON foi muito boa cantora. Gravou mais de trinta LONG PLAYS e um monte de compactos ( SINGLES ) durante sua curta e sensacional carreira de somente 13 anos!
Ela fez sucesso de verdade e seus discos são ótimos! Gravou dos clássicos da GRANDE CANÇÃO AMERICANA a COMPOSITORES seus CONTEMPORÂNEOS. JULIE Era ousada, eficaz e proficiente!
Na foto estão 16 de seus LPS, lançados em dois Boxes quádruplos de CDS; contendo oito LPs originais em cada um. E outras duas coletâneas de SINGLES. Coloquei, também, mais um disco clássico da moçona: JULIE LONDON sings the choicest of COLE PORTER, que dispensaria indicações…
TIO SÉRGIO trouxe a edição japonesa do considerado seu álbum essencial: JULIE IS HER NAME, lançado em 1956. É JULIE acompanhada apenas pela guitarra do excepcional BARNEY KESSEL, e o baixista RAY LEATHERWOOD. É magnífico! Mais COOL impossível!
JULIE LONDON foi bela, sensualíssima e, com certeza, inspiração para uma legião de onanistas frenéticos. Observem, porque raramente o visual correspondeu com tanta fidelidade ao conteúdo das obras.
Comprem os discos dela. Principalmente para ouvir…
POSTAGEM ORIGINAL: 31\0/\2019
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KEITH JARRETT – UM GÊNIO ICONOCLASTA

The KOLN CONCERT, de 1975, é o álbum mais vendido da gravadora ECM até hoje! Disco solo de improvisação impecável que podemos supor, ou classificar, como JAZZ. Mas vai além, muito além de qualquer conceito mais restritivo!
KEITH é o mais “cósmico” entre os pianistas americanos. Voa e “sidera” o tempo inteiro; mas sempre assentado em base harmônica sólida e vigorosa. Observem a mão esquerda do cara: é a “viga baldrame” da harmonia para a incrível capacidade de criar melodias que buscam o POP, o JAZZ , os CLÁSSICOS MODERNOS, and beyond. E tudo condensado nas improvisações que faz no momento preciso.
JARRET é um gênio resmungão !
Acho que andei exagerando na crítica de suas performances “extra-música”: adições de gritinhos, sussurros, relinchadas, orgasmos, flatulências…. E, também, adendos melódicos vocais, que ele nos brinda em vários discos mas não em todos; felizmente!
Portanto, vez por outra um “CALA A BOCA, KATARINO”, lhe cai bem!
Aqui estão postados exemplos de música imensamente original. Do JAZZ MODERNO mais típico à criação musical mais aberta encontra-se em KEITH o suprassumo da melodia, e da improvisação inventiva.
Ele não faz masturbações harmônicas indecifráveis e nem melodias irritantes ou monótonas. Parte do excepcional em direção ao sublime para todos os gostos – e momentos.
Quando eu crescer escrevo pro Rodrigo Marques NogueiraPierre MignacGil AndersonCesar LimaGerson PéricoAyrton Mugnaini Jr.Nelson Rocha Dos Santos acrescentando alguns arrependimentos por ter sido ranzinza com o JARRET.
Vocês todos são obrigados a gostar do KEITH!!! E, da minha parte, repito o que já disse:
Pô, KATARINO, de vez em quando “shut-up”!!!!
POSTAGEM ORIGINAL 01\09\2019
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