
A LOUÇA E A VIDA


Sim, a BANDA POP NACIONAL. Nunca os achei grande coisa e não são. Mas, fui à festa dos formandos da POLI / USP, entre eles meu sobrinho e amigo Fernando Lopes. E fez o show principal o CAPITAL INICIAL.
Assisti parte da performance, e confesso que me surpreendeu. Entre vários músicos agregados, estava o núcleo duro do grupo, DINHO OURO PRETO, vocal; FÊ LEMOS, bateria; FLÁVIO LEMOS, baixo, e YVES PASSARELLI, guitarra. São veteranos, da geração PÓS-PUNK, gente que entrou no ROCK na década de 1980, e persistiu. São profissionais acima de tudo.
A banda é muito bem entrosada e sabe tocar ao vivo. É POP ROCK simples, sem maiores sofisticações. O repertório é o pegajoso de sempre, mas funciona. Um monte de HITS, várias canções POP de repertório, que deram boa sustentação ao SHOW.
DINHO OURO PRETO é um excelente performer: é eficientemente simpático, levanta a plateia, dá dinâmica ao show, aguentou a onda por duas horas sem desafinar, ensinou para a público os futuros HITS. O cara é bom, e muito profissional! Ficou explicado porque estão por aqui há mais de 40 anos!
O palco, no meio do enorme CENTRO DE CONVEÇÃO DE SÃO PAULO, no início da RODOVIA DOS IMIGRANTES, comportou o que supus ser a banda original e alguns agregados. Talvez quase duas bandas simultâneas e integradas, para serem visualizadas pelo maior número de pessoas possível. MARKETING eficiente.
Foi tudo montado de maneira que o vocalista, DINHO OURO PRETO, o foco do CAPITAL INICIAL, circulasse e se apresentasse nos dois lados, para talvez umas 8 mil pessoas!
Acho que levantaram um cachê legal!
Fizeram apresentações, também, uma certa banda do SARGENTO PIMENTA, que justapõe BEATLES com TIMBALADA. Não dá certo. Oscila entre o ridículo e o tremendamente chato…
E mais o BONDE DO TIGRÃO, que graças a Deus não assisti, mesmo ouvindo o mau gosto e horror do repertório chulo, que essa gente supõe divertir os mais jovens, mas ofende profundamente o público em geral. Afinal, estavam lá, pais, mães, parentes, vovós…
Pra terminar uma indefectível banda de – sei lá, SERTANEJO UNIVERSITÁRIO – (eu também esqueci o nome ), mas que levava jeito de que estar subindo… Foram eficientes.
O local é imenso e bem organizado! Mas, os banheiros masculinos montados em contêineres eram de uma sujeira digna da LAVA-JATO! Um horror!
Juntando tudo, foi divertido e valeu a pena.
Postagem original 16/03/2016

“ISTO É BOM PRA CELULITE, PRO CORAÇÃO E PRA ENERGIA…”
Alguém que formula frase como esta certamente é candidato a OZZY OSBOURNE, aqui nessa PATÓPOLIS TROPICAL.
Candidato, não. O TIM era o OZZY de nossas bandas. Doido militante, errático, talentoso, non-sense e irresponsável.
TIM MAIA tinha vozeirão peculiar, e era cantor nitidamente brasileiro. Cantava temas universais com o gingado FUNK, SOUL/R&B/BOSSA NOVA, orbitando os PRETOS do Norte e do Sul do planeta.
TIM era um preto brasileiro entrosado com o mundo. Um PRETO FUSION, moderno. Aos que estranham a mistureba – e também podem estar certos, claro! – gosto de argumentar que há uma natural fraternidade que distingue os pretos, enquanto músicos, do que fazem os brancos.
Não é a similitude cultural, o quê seria impossível. Mas um jeito que os justapõem entre si, e, ao mesmo tempo, os distinguem do resto.
A MÚSICA FEITA PELOS PRETOS É IDENTIFICÁVEL, SEMPRE; mesmo sendo tão variada mundo afora. Há elos e, paradoxalmente, “contrastes complementares” que fazem um TIM MAIA, UM MONARCO, um ZECA PAGODINHO; e um WILSON PICKETT, ou B.B.KING, simultaneamente compreensíveis e aproximáveis.
Talvez?
Hoje, eu estava cozinhando e comecei a reouvir o grupo FOLK JAZZ JAZZ/FUSION escocês THE PENTANGLE, para tentar compreender e escrever algo por aqui, quando minha mulher insistiu para eu animar os trabalhos domésticos tocando TIM MAIA AO VIVO.
Fomos à festa.
Claro, conhecia o disco, mesmo não sendo parte de minha coleção particular. E aproveitei para prestar mais atenção.
Gostei? Sim.
TIM MAIA era único em sua intervenção no universo da “MPB-AMPLA”. Sempre brasileiro no jeito de cantar, eventualmente compor, escolher repertório, e comunicar-se com o público; tinha, também, aquele vínculo com os bailes e os bailinhos. Ouvir “PRIMAVERA”, “ME DÊ MOTIVOS” e outras, evoca uma certa cumplicidade entre os hits estrangeiros, anos 1960/1970 e as emulações brasileiras.
As coisas se comunicavam. E TIM era elo hábil entre os dois mundos; o que não é pouca coisa!
O disco em si, parece somatório de vários shows. Há momentos mais técnicos, outros piores em termos de captação do som. Há audível dificuldade em manter um standard de qualidade.
TIM MAIA era doido demais para ser administrável, e mesmo mantido em nível aceitável de performance, a produção tinha de “medicar” o tempo inteiro: juntar shows diversos, equalizar o som para que parecesse uno; e claramente complementar falhas como performances da banda, “estranhas”, digamos, ao momento do show.
Achei pouco natural a junção de “momentos bossa nova” à festa proposta. Não há espontaneidade.
Em compensação, a introdução do show feita pela BANDA VITÓRIA RÉGIA é cativante; emocionante, até. E os momentos mais FUNK sempre dançáveis, alegres, compatíveis com o TIM que todos gostam.
Claro, juntar em performance longa um cara talentoso, carismático, mas anárquico e sem-noção como TIM MAIA, exigiu alguém na produção e supervisão como NELSON MOTTA, para edulcorar para o público mais amplo um artista barra pesada em comportamentos; e mesmo que não em intenções explícitas.
NELSON MOTTA é ótimo nisso. Consegue transmitir o melhor possível do jeito mais simples. Sempre rodeando algo mais sofisticado em um tom adequado e compreensível para mais gente. Ele fez de MARISA MONTE um tantinho menos do que ela potencialmente era. E de TIM MAIA, um pouco além do que ele conseguia.
TIM é artista perfeito em suas limitações e qualidades. É popular, é Brasil e POP, legal de ouvir e dançar!
Tente sempre.
Postagem original: 21/03/2021

PHIL SPECTOR produziu as RONETTES
e amava VERÔNICA, a vocalista principal;
VERONICA, que virou RONNY SPECTOR,
foi trancafiada por PHIL;
que mandou fazer caixão de vidro,
e ameaçava RONY de enterra-la viva e translúcida;
RONY vivia enclausurada, com janelas engradeadas, e andava descalça para não fugir.
Um dia, largou PHIL; procurou JOHN LENNON, que curtia VERONICA desde 64, quando os BEATLES abriram shows para as RONETTES;
JIMMY IOVINE que gravava SOUTHSIDE JOHNNY, e conhecia JOHN LENNON, que o apresentou para RONY;
e apareceu BRUCE SPRINGSTEEN; que refez canção com JOHNNY, que a cantou com RONY, que recomeçou a carreira;
LENNON, que trabalhara com JIMMY, gostava de PHIL;
que produzira os BEATLES; e os RIGHTEOUS BROTHERS, o GEORGE HARRISON, os RAMONES e o LEONARD COHEN;
PHIL fez discos para YOKO, e outro montão de artistas, também;
JOHN LENNON, que era da paz, morreu baleado por um pirado, homicida paranoico; cujo nome jamais repetirei;
PHIL, um quase gênio, que andava armado, e ameaçava geral; de vez em quando atirava sem qualquer propósito; era doido comprovado;
um dia, matou LANA CLARKSON, suposta namorada, e acabou em cana.
PHIL deixou discos de qualidade, quando morreu de COVID em janeiro de 2021;
Bem feito!
RONY, mais cult que sucesso, abdicou do futuro morrendo à revelia dela mesma…
JIMMY IOVINE, de muito êxito, hoje é um bilionário da indústria cultural;
TIO SÉRGIO, que gosta de todos,
recordou DRUMMOND, o nosso poeta maior;
então, redigiu os versos, desacertos sobre o incerto, narrando fragmentos dessas vidas errantes.
Mas, contou quase tudo; e de jeito peculiar; pensando sobre ocasos,
que talvez por acasos, recheiem a história de todos nós.
Postagem original: 22/03/2022

ENTRE AS BANDAS MAIS INFLUENTES DE TODOS OS TEMPOS. PONTO!
TIO SÉRGIO afirma: o KRAFTWERK, ao lado dos BEATLES – que encerraram carreira em 1970, são as duas banda mais INFLUENTES DA HISTÓRIA da música moderna. O que foi referendado, em 2014, quando ambos foram indicados para o “GRAMMY´S LIFE TIME ACHIEVEMENT”, pelo conjunto das respectivas obras . Estarem na mesma premiação não é mero acaso…
Há uma SINCRONICIDADE, coincidência significativa, uma pletora de vivências sem conexão causal, que nos faz suspeitar que o KRAFTWERK seja a continuação do POP/ROCK de onde os BEATLES cessaram.
E as tecnologias disponíveis tem muito a ver com isso. Mas, é papo eterno pra botecos ao longo dessa “AUTOBHAN”, a VIDA vertiginosa e rápida que vivemos pela “TRANSCONTINENTAL EXPRESS” ininterrupta; até que a morte sobrevenha. E quem sabe por “RADIOACTIVITY” – já que somos todos “MEN MACHINES”…
Hummm…. TIO SÉRGIO exuberou….
Em 1970, o KRAFTWERK iniciou o périplo em DUSSELDORF, claro, na ALEMANHA “OCIDENTAL” da época. E, aos poucos, tornou-se a banda mais influente da atualidade musical POP”.
Mas, TIO SÉRGIO, o quê fizeram “OSALEMÃOS”?
Usaram as descobertas e conceitos da MÚSICA ELETROACÚSTICA da década de 1950, criados por STOCKHOUSEN, entre vários. E os combinaram com a música MINIMALISTA de gente como TERRY RILEY e PHILLIP GLASS. Revestiram tudo em um ENSOPADO POP/ROCK da turma que se iniciava no KRAUTROCK, combinado com outras experiências de seus contemporâneos. Em tudo há diálogos, etc…
O resultado, como diria o Jaques Sobretudo Gersgorin, é um somatório de “magia e tecnologia”. Ouvi-los é experiência hipnótica. No BOX há CD com REMIXAGENS que transportam o ouvinte para pistas de dança, desvelando o lado D.J. dos caras. Fica um sabor de RAVE, esvoaçante, com tempero algo alucinógeno. As “viagens de hoje”, vieram sendo tramadas há mais de meio século. E, curiosamente, repletas de “RACIONALIDADE TÉCNICA”, digamos….mas, basta adicionar algum “aditivo lícito ou ilícito”, para voar…
O som do KRAFTWERK está por traz da criação dos beats, mixagens e crossovers de AFRIKA BAMBAATA, tido como o primeiro D.J. a usar a eletrônica como base para dançar. Resumindo, eles foram seminais na criação do HIP-HOP, na ornamentação sonora do RAP e do ACID JAZZ… São considerados “pais”, entre aspas mesmo, da DANCE MUSIC. E, certamente, são os principais inspiradores das modernas RAVES.
No início do trajeto, se tornaram símbolos do KRAUTROCK, e deles surgiu o NEU, quase dissidência, pois MICHAEL ROTHER e KLAUS DINGER, tocaram lá. De certa maneira, a música do KRAFTWERK tangenciou os “climas e invenções” desenvolvidos por contemporâneos como o TANGERINE DREAM.
Teriam?
Foram inspiração na gênese da fase BERLIM de ENO e BOWIE; e de várias bandas do pós PUNK. O JOY DIVISION tinha no SET LIST versão de AUTOBHAN, o primeiro sucesso musical de RALF HUTTER e FLORIAN SCHNEIDER.
Os dois estudaram música em conservatório, e são o núcleo formador do KRAFTWERK, que incluiu outros músicos ao longo dos tempos.
Sem eles não haveria DEPECHE MODE, NEW ORDER e nem o TECHNOPOP; ou a COLD WAVE inglesa… Não há como deixar de lado os PET SHOP BOYS, e a infinidade de duplas e outros autônomos, como THE WEEKEND; e até seguidores mais radicais feito o NINE INCH NAILS. E até MADONNA, ou quaisquer das sucessoras não seriam o que são…
Enfim, continuem citando e lembrando influências e influenciados. O KRAFTWERK há mais de meio século esteve e ainda está na base de tudo! E continuará no futuro, também!
Este BOX foi concebido para ARRASAR QUALQUER CONCEITO, principalmente do ponto de vista do design:
Cada um dos oito CDs está em MINI LP. E foram remasterizados usando os MASTERS originais, gravados no estúdio KLING KLANG, pertencente a FLORIAN e RALF. E há um BOX dentro do BOX principal, com oito livros do tamanho dos LONG PLAYS originais, trazendo fotos, desenhos feitos por computador e poucas informações.
Porém, faz falta um livreto com texto e informações históricas básicas, e mais analítico sobre o quê fez o grupo. Mas, talvez eles achassem que não fosse importante. Portanto, quem quiser que procure detalhes pelaí. Eles são o que fizeram em música, e talvez seja o recado principal.
Ainda assim, é um artefato de ALTO NÍVEL, e que abrange os lançamentos feitos pela gravadora EMI.
Complementei a postagem com os dois primeiros discos gravados pela PHILIPS, em 1970 e 1972. Estão no lado direito da foto. Eu “criei” um pequeno BOX para abriga-los. E há coisas que ainda não tenho. E, quem sabe, um dia compre o DVD mais ou menos com o repertório usado na TURNÊ MUNDIAL, que passou pelo BRASIL, anos atrás…
Eles gravaram pouco, e o suficiente. E CONSTRUÍRAM CARREIRA E OBRA
INCONTESTÁVEL, INVEJÁVEL e INIGUALÁVEL.
POSTAGEM ORIGINAL 20/03/2018

Há meses a sociedade vem advertindo Jair Bolsonaro para que se contenha dentro dos moldes institucionais. Aparência, para um Presidente da República, é fundamental. E é pedagógica, também.
O Congresso e os governadores vêm limitando o poder do Presidente. O que é justo e desejável. O Supremo também já deu o seu recado. Negociar é preciso e continuamente. Serenidade, mais ainda.
Mas, Jair Bolsonaro cria casos, impõe um ponto de vista que é muito difícil para a maioria da população identificar qual objetivo pretendido. Ele fala restritamente para seu público alvo, separa os seus dos outros com a intenção de preservar um espaço político onde confronta imprensa, os liberais, sociais-democratas e outros pensantes, como se fossem anti-Brasil, comunistas e outras adjetivações para ele pejorativas. Ele dinamitou pontes com o resto da sociedade.
Só que, abruptamente, o “coronavírus” impôs outra agenda. E esta agenda não combina em nada com o jeito Trogg de governar. E já houve consequências: a ridícula, irresponsável, e ignorante atuação do Presidente, fomentando a tal passeata “fake” e boçal; e ter-se encontrado com sua claque na rua em plena restrição foram a gota d`´agua!
A popularidade do Presidente caiu espetacularmente a partir do momento que a sociedade percebeu o perigo e a destruição que o Coronavírus irá causar. A população viu em Bolsonaro um inapto; emocional e tecnicamente despreparado para administrar o país. Um misto de decepção e perigo.
Pois bem. Dilma começou a cair no seu auge, com a economia “bombando” e não enxergou os desvios e desvãos de sua administração inepta. Em pouco tempo saiu do pódio para o túmulo moral. Foi impedida pelo Congresso – e ainda bem!
Com Bolsonaro o perigo é outro. A crise simplesmente cancela a reconstrução do Estado, o motivo pelo qual muita gente votou nele. Até agora, o governo tomou medidas consequentes. Haverá outras que implicarão em gastar e muito. Portanto, adeus – ao menos por enquanto – à contenção fiscal e monetária. Paulo Guedes aguentará e topará?
Mas, o problema é maior. Bolsonaro não exibe o perfil de liderança para um momento como este. E isto, mais as dificuldades impostas pelos ajustes, podem levar à rápida rejeição do Presidente.
O panelaço de ontem pode ter sido apenas o começo. “Se toca” e fica esperto Bolsonaro!
Postagem original:18/03/2020
BELA, CHARMOSA, CANTA BEM E SEMPRE ESTEVE PRÓXIMA ÀS VANGUARDAS. COMO ARTISTA, DAVA DE DEZ NA CONCORRÊNCIA DE SEU TEMPO DE GLÓRIA, A DÉCADA DE 1960 – SYLVIE VARTAN INCLUÍDA.
FRANÇOISE HARDI FOI UM MISTO DE “NARA LEÃO” E “RITA LEE”; SOFISTICAÇÃO E REBELDIA EM DOSES PRECISAS. E SEMPRE ESTEVE NO LUGAR CERTO, ONDE O JOGO ESTAVA SENDO JOGADO.
DOS 1960 PARA CÁ, ‘FRANÇOISE” TRANSITOU DO “BEAT” AO “BLUR” E AOS “PET SHOP BOYS”; PASSOU PELA “BOSSA NOVA”, POR “SERGE GAINSBOURG”, “MICK JAGGER” E DESAGUOU, RECENTEMENTE, NO “POP ROCK ALTERNATIVO”.
FRANCISQUINHA É VERSÁTIL, ATUALIZADA, CURIOSA E COMPETENTE.
É POPULAR, E PROGRESSISTA SEM SER CHATA OU VULGAR.
FRANCISQUINHA É O FINO!
ESSA COLETÂNEA É AMBRANGENTE E MUITO BEM FEITA. TEXTO E SELEÇÃO MUSICAL SUPERIORES. TODOS GOSTARÃO!
PERCAM-SE NELA!
Postagem original: 21/03/2018

CADA PERGUNTA DEVERIA TER RESPOSTA RACIONAL, QUE LEVARIA A PERGUNTA RACIONAL, QUE LEVARIA A RESPOSTA RACIONAL, QUE…
MAS, E SE A PERGUNTA NÃO FOR RACIONAL, COMO FICA O RESTANTE?
ECONOMIA 1:
Um único remédio para conter a inflação!!
Parece que falta estudo para certos economistas brasileiros que tem espaço na grande mídia!!
Aliás, finalmente hoje à tarde a Globonews promoveu em debate entre economistas de diferentes pensamentos ( Gustavo Loyola e mais um outro economista x Gonzaga Belluzzo).
Nelson Rocha Dos Santos Tá. Mas, a inflação está alta e a função do B.C. é cuidar da moeda. Trazer a inflação para a meta.
E isso dói.
Sérgio de Moraes desculpe, mas na Constituição a função do BC não é só baixar a inflação!!!
“Missão Institucional do Banco Central do Brasil (BCB): Garantir a estabilidade do poder de compra da moeda, zelar por um sistema financeiro sólido, eficiente e competitivo, e fomentar o bem- estar econômico da sociedade. monitoramento e de supervisão dessas entidades.
E para isso o único remédio é aumentar o juros?
A nossa inflação não é devido a demanda!!
As empresas estão fechando, o desemprego aumentando, o juros real é o maior do mundo!!
Vc não acha isso meio estúpido?
Como fica o bem-estar econômico da sociedade?
Nelson Rocha Dos Santos O bem estar econômico da sociedade não é a principal função dele.
O texto de 1988 tinha laivos de populismo. E o B.C. é um órgão técnico por excelência.
Tem órgãos e profissionais em penca cuidando do social.
Eu apoio o BC. E sua ortodoxia. A longo prazo, é o melhor para o país.
Sérgio de Moraes pode não ser a principal função, mas está na Constituição e portanto deveria ser respeitado.
E o BC ainda sinalizou a possibilidade de subir mais ainda se for necessário!![]()
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Sinceramente, para mim que tenho toda as minhas reservas atrelada ao CDI e Selic está sendo ótimo, mas eu não acho justo para o país !!

Nelson Rocha Dos Santos Não demora eternamente. Logo, logo, começa a cair.
Nada é mais lesivo aos pobres do que a inflação.
O resto é invenção.
Sérgio de Moraes nada é mais lesivo a população que o desemprego e a falta de dinheiro para comprar comida, o resto é papo furado de liberal que está se enriquecendo com a taxa de juros!!![]()
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Nelson Rocha Dos Santos tá, mas entre várias funções, fomentar o desenvolvimento é, claramente, a menos importante para o BC.
Sérgio de Moraes mas o que o Campos Neto entregou de bom para o país nestes 2 anos de mandato? A Selic já está neste patamar desde 08/2022 e não vimos nenhuma melhora e as condições econômicas do país só pioram!!
Se vc fosse empresário, vc investiria na produção com uma taxa Selic neste patamar ou deixaria o teu capital aplicado?
Nelson Rocha Dos Santos ELE entregou estabilidade e confiabilidade.
Olha, amigão, com a visão que tenho hoje, eu aguardaria momentos melhores.
Mesmo porque passei a maior parte de minha vida adulta, e profissional, como pequeno empresário.
E, a maior parte do tempo , passei tentando investir e sobreviver.
Está errado. Gostemos ou não, a vida econômica e profissional de cada um de nós tem um lado de aposta e risco.
Nós últimos 25 anos, caí paulatinamente na real.
É preciso saber jogar, principalmente em um ambiente continuamente conflagrado.
Em resumo, em vez de bipar nos faz falta uma mesa de bar, para colocar mais claramente nossas vivências e as consequências que isto implica.
Eu digo hoje que você está certo em preservar sua poupança, porque mais tarde ela será re-canalizada para a produção. Mesmo que isto tenha resultado em concentração de renda.
O que sei – e a maioria do mercado sabe – é que não se aposta em governos, ou ondas.
Lula tem boas intenções. Mas, o mercado, esse ogro que congrega todos nós, precisa de garantias ou perspectivas .
Então, não adianta desprezar o real.
A realidade sempre nos encontra e cobra…
Desde que entendo por gente,vejo esse amargo remédio sempre sendo utilizado pelos economistas. Nunca vi essa receita dar certo. Me desculpe mas a incompetência desse caras é muito grande. Os juros brasileiros independente das taxas de inflação sempre foram astronômicos. Somente os bancos se dão bem .