MANHATTAN TRANSFER, DOWN IN BIRDLAND, ANTHOLOGY, 1992 E TONIN’ 1994. E CDS DE CHERYLL BENTINE E JANIS SIEGEL.

TALVEZ O MELHOR GRUPO VOCAL AMERICANO, ENTRE OS ANOS 1970 E MAIS DE UMA DÉCADA ATRÁS. CIRCULAM COM MUITA CRIATIVIDADE ENTRE O JAZZ, A GRANDE CANÇÃO AMERICANA E O POP SOFISTICADO.
O CANTORES DO “MANHATTAN TRANSFER” SÃO FÃS E DIVULGADORES DE COMPOSITORES BRASILEIROS. GRAVARAM TOM, DJAVAN, IVAN LINS, MILTON.
PARTICIPARAM EM DISCOS E SHOWS COM VÁRIOS DELES. E, VEZ POR OUTRA, APARECIAM NO BRASIL, E COM SUCESSO, E MUITA CAIPIRINHA…OS CDS DA FOTO SÃO PRAZERES ABSOLUTOS.
A COLETÂNEA DUPLA, “DOWN IN BIRDLAND”, COM 39 FAIXAS, LANÇADA PELA RHYNO 1992, É COLEÇÃO LUXUOSA DA CARREIRA DO QUARTETO.
“TIM HAUSER”, “ALLAN PAUL”, “JANIS SIEGEL” E “SHERYL BENTINE”, TÊM VOZES BELÍSSIMAS; E SÃO O FINO INDIVIDUALMENTE, EM CARREIRAS CONSOLIDADAS. E O GRUPO FUNCIONA EM HARMONIA INVEJÁVEL, COMBINANDO TÉCNICA, PIQUE, ENCANTAMENTO E CARISMA.
EM “TONING”, 1994, RECRIARAM “HITS POP AMERICANOS”, DOS ANOS 1960, COM O TOQUE GLAMUROSO DAQUELES TEMPOS.
ENTÃO, CONVIDARAM OS CANTORES ORIGINAIS PARA A VOZ PRINCIPAL: “FRANKIE VALLI”, “FELIX CAVALIERI”, “SMOKEY ROBINSON”, “LAURA NYRO”, E BEN. E KING”. E, NA FALTA DE ALGUNS, GENTE COMO “PHIL COLLINS”, “JAMES TAYLOR”, “CHAKA KHAN” E “BETTE MIDLER” ASSUMIRAM O LUGAR COM RESULTADOS EXCEPCIONAIS!
ESTE É UM DISCO PARA OS QUE GOSTAM DE MÚSICA POPULAR DANÇÁVEL, ALEGRE E IMORTAL. E, SEGURA FESTAS PARA A TURMA À PARTIR DOS TRINTA ANOS, E ATÉ MENOS…
O “MANHATTAN TRANSFER” FORMA EXEMPLO MAGNÍFICO DO POP AMERICANO CLÁSSICO. E NÃO HÁ CONTRA INDICAÇÕES.
TODO MUNDO VAI ADORAR!
POSTAGEM ORIGINAL 04/07/2022
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MEMÓRIAS: HORRORES DA VIDA ESCOLAR, E O PERRENGUE ENFRENTANDO PELO “PATO DONALD”!

DO PRIMÁRIO ATÉ SAIR DO SEGUNDO GRAU, EU FUI ALUNO ENTRE O RUIM E O MEDÍOCRE. COM EXCEÇÃO DAS MATÉRIAS LIGADAS ÀS CIÊNCIAS HUMANAS.
FIZ ESFORÇO ENORME PARA MANTER-ME NA ESCOLA À NOITE E “PASSAR DE ANO”. EU TRABALHAVA DESDE OS 14 ANOS, E UMA VEZ COMENTEI SOBRE O CHAMADO, À ÉPOCA ,”SALÁRIO MÍNIMO DO MENOR”: TRADUZINDO, ERA MEIO SALÁRIO MÍNIMO OFICIAL, CURRANDO ADOLESCENTES, QUE TRABALHAVAM 8 HORAS POR DIA, FEITO ADULTOS!!!
COM O MEU PRIMEIRO SALÁRIO DE “OFFICE BOY, NO EXTINTO “BANCO NOVO MUNDO” , RECEBIDO EM JULHO DE 1967, EU COMPREI DOIS “LONG PLAYS”, “DOIS COMPACTOS” E UM CINTO PARA USAR EM MINHA FUTURA “CALÇA LEE”. E ACABOU. MEU PAI CUSTEAVA O RESTANTE… FOI ASSIM ATÉ DEZEMBRO DAQUELE ANO, QUANDO FUI PARA O BANCO MERCANTIL DE SÃO PAULO, COMO ESCRITURÁRIO, MAS GANHANDO O DOBRO – TAMBÉM MERRECA, MAS MENOS OFENSIVA…
OS MEUS PROFESSORES, NESTA FASE DE VIDA, LÁ POR 1966/68, ERAM TODOS INSÍPIDOS, ANÓDINOS E ESQUECÍVEIS. ALGUNS, NADA INODOROS… PORQUE O CÉREBRO CHEIRAVA MAL! POUCO ME RECORDO DE QUAISQUER DELES.
NO CURSINHO DO “OBJETIVO”, ONDE GANHEI BOLSA DE ESTUDOS, AS COISAS MUDARAM BEM. OS PROFESSORES ERAM MAIS INTERESSANTES, ANIMADOS E DEDICADOS. CONTINUEI UMA LÁSTIMA EM CIÊNCIAS BIOLÓGICAS, FÍSICA, QUÍMICA E MATEMÁTICA. MAS FUI DE VEZ DESPERTADO PARA HISTÓRIA, GEOGRAFIA, LITERATURA, E DEPOIS SOCIOLOGIA, POLÍTICA, E TUDO O QUE SE RELACIONASSE COM A VIDA EM SOCIEDADE, OU A VIDA INTERIOR.
ENTÃO, NAS DUAS FACULDADES EM QUE ESTUDEI E ME FORMEI, FUI EXCELENTE ALUNO. AINDA ASSIM, VEZ POR OUTRA EU ACORDO SUANDO, TRAUMATIZADO, POR SONHAR COM PROVAS, EXAMES, INSEGURANÇAS E COISAS DO GÊNERO.
PASSEI DÉCADAS LUTANDO CONTRA MIM MESMO EM SONHOS E QUASE VIGÍLIAS… VÁRIAS VEZES SÓ RELAXEI QUANDO LEMBREI O ÓBVIO: EU ESTAVA FORMADO… FOI JOGO DURO!
VALEU A PENA? ACHO QUE SIM.
AGORA, EM HOMENAGEM AOS QUE ME SUCEDERAM, E SOFREM NAS MODERNAS MADRASSAS DE HOJE, VAI AQUI A PERGUNTA QUE O PATO DONALD E O TIO PATINHAS TIVERAM DE RESPONDER EM UM VESTIBULAR PARA ENTRAR NA “UNIVERSIDADE, EM PATÓPOLIS”:
“FAÇA UMA DISSERTAÇÃO COMPARANDO A CIVILIZAÇÃO ISLÂMICA PRIMITIVA, COM A ESTRUTURA CONTEMPORÂNEA DO CARNAVAL ALEMÃO”. E VOCÊS PODEM IMAGINAR OS DOIS ARRANCANDO AS PENAS, E “UIVANDO” GRASNADOS!!!!
EU SOBREVIVI. NA PRIMEIRA PROVA FEITA EM “SOCIOLOGIA 1” MATÉRIA GRANDIOSA MINISTRADA, EM 1974, PELO SAUDOSO “PROFESSOR LUIZ PEREIRA” E SEUS ADJUNTOS, OS TOLERANTES, TALENTOSOS, ÓTIMOS E AMIGÁVEIS PROFESSORA “JESSITA”, E O ATÉ HOJE PROFESSOR “BRASÍLIO JOÃO SALUM”. TIVEMOS QUE DISSERTAR SOBRE O QUE, PARA “MARX”, SERIA LÓGICO E RACIONAL NA VIDA EM SOCIEDADE:
SE PARA “MAX WEBER” A INVENÇÃO DA “CONTABILIDADE” ERA EXEMPLO DE EFICIÊNCIA E RACIONALIDADE NAS SOCIEDADES CAPITALISTAS; PARA MARX, ISTO ERA IRRELEVANTE. PORQUE NO CAPITALISMO, A EXISTÊNCIA DE DUAS CLASSES – BURGUESES E PROLETÁRIOS – E, PORTANTO, DA INEVITÁVEL LUTA DE CLASSES, ISTO SIM DESORGANIZAVA A SOCIEDADE COMO UM TODO. O QUE SÓ UMA SOCIEDADE COMUNISTA PODERIA REORGANIZAR…. ( OS TEMPOS E A HISTÓRIA DEMONSTRARAM QUE NÃO ).
E ASSIM ESCREVEU O “TIO SÉRGIO”, O AQUI EXPOSTO MEIO RESUMIDAMENTE. E ACRESCENTANDO QUE DUVIDAVA QUE MARX REALMENTE NÃO CONSIDERASSE O “INSTRUMENTO CONTABILIDADE” COMO FORMA DE RACIONALIDADE APLICADA. CONSEGUI UM “OITO”, E FUI APROVADO.
COMO VOCÊS PODEM IMAGINAR, NÃO FOI SÓ O GRANDE PATO DONALD QUE TEVE “PERRENGUES” ACADÊMICOS PARA SUPERAR.
TODOS NÓS TIVEMOS, TODOS MUNDO TERÁ!
ENTÃO, QUÁ, QUÁ, QUÁÁÁÁÁÁ´!!!!! PRA TODOS VOCÊS “URBI ET ORBI”!

DAVID BOWIE, BLACK BOWIE? POSSIVELMENTE TALVEZ! SEMPRE EM TRANSIÇÃO, BOWIE FLERTOU FIRME COM A BLACK MUSIC EM 1975/1976 E 1983.

Tudo na produção artística de BOWIE está
realizado em sequências de relâmpagos e trovões. Vistas individualmente, jamais se esgotam as propostas e provocações. Aqui estão casos nítidos de discos correlatos, até semelhantes, mas não necessariamente consequentes.
Você talvez pergunte ao TIO SÉRGIO a questão que já me ocorreu: se era para se meter em BLACK MUSIC, porque BOWIE não foi namorar com a produção das gravadoras ATLANTIC, MOTOWN ou STAX, as luminares do R&B, do FUNK e da SOUL MUSIC?
Porque já tinham sido muito exploradas, e suas propostas estavam ultrapassadas quando ele fez YOUNG AMERICANS, 1975; e, depois, LET´S DANCE, 1983.
ENTRE 1966 E 1976, o PHILLY SOUNDS, o Som da Filadélfia, criado por KENNY GAMBLE e LEON HUFF, juntava de maneira peculiar o melódico e o dançante no POP, R&B, SOUL e a DISCO MUSIC.
De lá surgiram ótimos artistas pretos por eles produzidos: HAROLD MELVIN & THE BLUE NOTES, BILLY PAUL, O`JAYS, MFSB, JACKSONS, THREE DEGREES, e outros diversos.
Quando DAVID BOWIE entrou no lance a alternativa mais contemporânea era o PHILADELPHIA SOUND. Só para ilustrar, ELTON JOHN também foi na onda e gravou, em 1976, “D’ont Go Breakin My Heart”, com KIKI DEE. E fez mais outro HIT solo “Philadelphia Freedom” – mais explícito impossível, lembram-se?
YOUNG AMERICANS, lançado em 1975, foi imaginado basicamente em cima do PHILLY SOUND. E, como sempre, DAVID BOWIE fez, refletiu e ao mesmo tempo transcendeu tudo o que estava na moda.
Ele e o produtor TONY VISCONTI, imaginaram gravar no SIGMA STUDIO e, se possível, com a excelente banda local, o MFSB (Mothers, Fathers, Sisters & Brothers ), e a coprodução de GAMBLE & HUFF.
O STUDIO SIGMA foi usado; mas o restante não rolou.
Por isso, BOWIE juntou outra banda, como sempre afiada e um tanto surpreendente, destacando dois guitarristas que, no decorrer do tempo, tocaram em vários projetos de BOWIE: o nitidamente PUB-ROCK/ROCKABILLY , EARL SLICK; e CARLOS ALOMAR, craque em fazer bases e ritmos.
Veio, também, DAVID SANBORN, que emulou JR. WALKER, o grande saxofonista nos grandes sucessos da MOTOWN, na década de 1960. SANBORN foi além, criando sonoridade algo suja e distorcida para um tipo de FUNK/JAZZ temperado com ROCK.
Esse time desenvolveu um crossover BLACK-FUNK/LATINO; e YOUNG AMERICANS foi sucesso. Principalmente no EUA, alçando BOWIE ao primeiro lugar na parada americana com FAME – composição dele e JOHN LENNON. Parece inusitado?
O “quem sabe EP”, THE GOUSTER, lançado em um dos boxes póstumos de BOWIE, e onde estão 4 músicas do YOUNG AMERICANS, com mais três faixas que ficaram fora; hoje talvez simbolize um marco na ascensão fulgurante, e quase ininterrupta, da carreira de DAVID BOWIE, dali até sua morte.
É curioso notar que o álbum STATION TO STATION, 1976, é obra de transição, e finaliza este período com mais alguns R&Bs no SET: GOLDEN YEARS, por exemplo. No entanto, lá fica exposto corte radical para a CULT e influente fase BERLIM, totalmente experimental e KRAUTROCK. Este álbum acomoda os dois lados de maneira brilhante. Verifique.
Em 1983, DAVID BOWIE verga em direção ao R&B pesado e dançável em LET´S DANCE; já com outra banda “compósito” instigante e memorável! A conjugação entre a guitarra SOUL de NILE RODGERS – também coprodutor do disco – e o grande guitarrista de BLUES daqueles tempos, o americano STEVIE RAY VAUGHAN, ressaltou esse molho único.
Ambos desfilaram com outros craques: o baixista CARMINE ROJAS e ao baterista TONY THOMPSON. E tudo combinado a um extraordinário naipe de metais!
Funcionou muito bem! Quase todos conhecem “MODERN LOVE” e” LET´S DANCE”, e talvez outras faixas, que firmam aquele retrogosto do CHIC, de NILE RODGERS e BERNARD EDWARDS – também participante no disco e bem no centro dessa nova BLACK MUSIC.
A turma do ROCK não esquece “CHINA GIRL”, composição de BOWIE e IGGY POP; que de certa maneira segue a fórmula do BLONDIE, em “HEART OF GLASS”, lançado 1981. Ambos são HITS pesados e dançáveis. E tudo junto ressoa à DISCO estilo PHILLY SOUND!
As criações de BOWIE não se restringem. Ao contrario, jogam a música em um ponto futuro. Então, que tal incluir nessa narrativa a fantástica NITE FLIGHTS, música de SCOTT WALKER gravada em ritmo DISCO, no início dos anos 1980, pelos WALKER BROTHERS, Mas redefinida por BOWIE?
“NITE FLIGHTS” está no LONG PLAY “BLACK TIE, WHITE NOISE”, de 1993. Porém, a versão de BOWIE casa algo do DREAM POP com a DISCO MUSIC e o R&B. E possivelmente inspirou um grande HIT lançado por SEAL, 1991. Lembram-se de CRAZY?
Mas aí, é possível que o TIO SÉRGIO esteja delirando?
Talvez, não. Para o gênio musical subversivo de DAVID BOWIE tudo foi possível imaginar, pensar, jogar nas galáxias, ou fazer convergir.
Experimentem. Ousar faz bem! Mesmo que seja apenas ouvindo música.
POSTAGEM ORIGINAL: 29/06/2021
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“JAZZ FOR”… SÉRIE DE COLETÂNEAS DA GRAVADORA “32JAZZ”

PARTE DA SÉRIE SAIU NO BRASIL PELA “TRAMA”, NO FINAL DOS 1990. A GRAVADORA “32JAZZ” FOI CRIADA PELO PRODUTOR “JOEL DORN” EM 1995, UM VETERANO DA “ATLANTIC RECORDS” E OUTRAS GRAVADORAS.
ELE TAMBÉM PERCEBEU QUE O “JAZZ CONTEMPORÂNEO” HAVIA TOMADO CAMINHOS EXPERIMENTAIS, COM AS DIVERSAS FORMAS DO “FREE” E DA “FUSION”, E ULTRAPASSANDO A IDEIA INCRUSTADA NA MÉDIA DO PÚBLICO DE QUE JAZZZ SERIA MÚSICA BASICAMENTE INSTRUMENTAL, AGRADÁVEL E VARIADA.
“DORN” COM CERTEZA OBSERVOU O SUCESSO DA “CONCORD RECORDS”, QUE DEU VIDA NOVA A ARTISTAS CONSAGRADOS NO PASSADO, TRAZENDO-OS AO PRESENTE SOB ORIENTAÇÃO MODERNIZADA, MAS LINGUAGEM ALGO CONSERVADORA. ELE APROVEITOU O ALTO POTENCIAL ARTÍSTICO E TÉCNICO DE MÚSICOS DA ESTIRPE DE “SONNY CRISS”, “HOUSTON PEARSON”, “SONNY STITT”, “KENNY BURRELL”, “HORACE SILVER”, “PAT MARTINO”, ENTRE IMENSOS AINDA EM ATIVIDADE. DEU-LHES UMA GRAVADORA COM RECURSOS, E UMA ORIENTAÇÃO EM SENTIDO AO PÚBLICO MAIS TRADICIONAL.
FUNCIONOU!
A SÉRIE “JAZZ FOR” TEM AO TODO 9 CDS, CINCO LANÇADOS NO BRASIL, E TODOS “TEMÁTICOS” E DELICIOSOS DE OUVIR. EM LINHAS GERAIS, DUVIDO QUE A TURMA DO JAZZ DE QUALQUER IDADE NÃO GOSTE. COLOQUEI, TAMBÉM, UM DISCO DE “DONALD BYRD” APENAS PARA MOSTRAR A EMBALAGEM ORIGINAL QUE A GRAVADORA CRIOU PARA SEUS DISCOS DE CATÁLOGO.
PORÉM, SÃO ÁLBUNS MEIO CAROS; MAS RECOMENDO A GARIMPAGEM E “ARMAZENAMENTO” . SÃO TODOS MUITO BONS!
POSTAGEM ORIGINAL: 02/07/2020
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ELECTRIC PRUNES: BANDA CONCEITO MUTANTE, EM 3 ÁLBUNS SEMINAIS PARA O ROCK PSICODÉLICO

“THE ELECTRIC PRUNES” É UM NOME ULTRA MARCANTE, SONORO, EXPRESSIVO, QUE NOMEIA DIVERSAS BANDAS MONTADAS PARA PROJETOS DIFERENTES, QUE RESULTARAM EM EM DISCOS IDONOCLASTAS E GENIAIS!
“I HAD TOO MUCH TO DREAM LAST NIGHT”, LANÇADO PELA REPRISE, EM 1967, É O DISCO QUE BAGUNÇOU OS MEUS CINCO NEURÔNIOS (GENTE QUE ME CONHECE DIZ QUE EXAGEREI: SÃO DOIS OU TRÊS NO MÁXIMO…)
EU NUNCA OUVIRA ALGO TÃO VANGUARDISTA! SUPERAVA “THE BIG HURT”, SUCESSO CHEIO DE INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS, GRAVADO POR “DEL SHANNON”, EM 1966! E TAMBÉM ANTECEDU A “SEE EMILY PLAY”, DO PINK FLOYD”, QUE SAIU UM POUCO DEPOIS…
A RIGOR, “THE ELECTRIC PRUNES” SERIA UM GRUPO DE “GARAGE ROCK” FAKE, MONTADO PELO ENGENHEIRO DE SOM E PRODUTOR “DAVID HASSINGER”, QUE HAVIA TRABALHADO COM DEUS E O MUNDO NO POP, INCLUSIVE OS “ROLLING STONES” E “FRANK SINATRA”” – E DAÍ SE INFERE O ECLETISMO DO CARA!
ELE ORGANIZOU OS “PRUNES” PARA O EMPRESÁRIO “LENNY PONCHER”, QUE DETINHA OS DIREITOS DO NOME.
HASSINGER” USOU, NESSE DISCO, TÉCNICAS DE ESTÚDIO E TECNOLOGIAS INOVADORAS: “DELAYS”, “CÂMARA DE ECO”, “POSICIONAMENTO DE MICROFONES”, E VASTO ETC…, CRIANDO UM ARTEFATO ORIGINAL E INFLUENTE, ATÉ OS DIAS DE HOJE.
“TIO SÉRGIO” DEFENTE QUE OS GRUPOS DE “GOTHIC ROCK” SE INSPIRARAM – E MUITO! – NOS “ELECTRIC PRUNES” DESSE ÁLBUM. OUÇO RESQUÍCIOS EM “THE CURE”, POR EXEMPLO. E “LUVIN” PODERIA TER SIDO GRAVADA POR “ROBERT SMITH” E SUA INFLUENTE BANDA… PROCUREM SABER.
HASSINGER FEZ, TAMBÉM, MAIS DOIS ÁLBUNS REVOLUCIONÁRIOS SOB O SACRO SANTO MANTO DOS “”ELECTRIC PRUNES”, COM IDEIAS DE “DAVID PONCHER”, E A PRODUÇÃO E COMPOSIÇÕES DE “DAVID AXELROD.
TROCARAM A BANDA INTEIRA PARA EXECUTAR O TERCEIRO LONG PLAY, “MASS IN F”, 1968, UMA IDEIA GENIAL: USARAM MISSA CATÓLICA TRADICIONAL, CANTADA EM LATIM, MAS ACOMPANHADA POR UM GRUPO AO ESTILO DOS “BIG BROTHER & THE HOLDING COMPANY”, QUE ACOMPANHAVA “JANIS JOPLIN”… SÓ ISSO!
DEPOIS, GRAVARAM UM CERIMONIAL RELIGIOSO JUDAICO, “RELEASE OF AN OATH”, TAMBÉM DE 1968, COM PROPOSTA SEMELHANTE, ONDE HÁ PERFORMANCE MEMORÁVEL DA MAIOR BAIXISTA DA HISTÓRIA DA MÚSICA POP, “CAROL KAYE!!!” RESUMINDO, SÃO DUAS OBRAS “PSICODÉLICO-PROGRESSIVAS” DE ASSOMBRO ICONOCLASTA E VANGUARDISTA, FEITAS POR “OUTRA” BANDA MONTADA NO CANADÁ, E ACRESCIDA POR ALGUNS AMERICANOS.
“I HAD TOO MUCH TO DREAM LAST NIGHT” É DISCO DE ECLETISMO ABSOLUTO. ABRANGE DE “MÚSICA RUSSA” RETRABALHADA EM “ROCK”; PASSA POR ALGO DE “JAZZ”; E TUDO EIVADO POR PSICODELIA DO COMEÇO AO FIM, “LUVIN” , EMBLEMÁTICA. E INCLUSIVE EM BALADINHA POP PARA BAILINHOS ADOLESCENTES: “ONIE” – ADORÁVEL!
É BOM FALAR DE MÍSSEIS DESTRUIDORES INESQUECÍVEIS, COMO A FAIXA TÍTULO; E ARREBENTA NA “PUNKISH” “GET ME TO THE WORLD ON TIME”, ENTRE VÁRIAS OUTRAS.
EU TIVE O “COMPACTO SIMPLES” COM “I HAD TOO MUCH TO DREAM LAST NIGHT”, QUE SAIU POR AQUI, EM 1967. E CONSEGUI A EDIÇÃO ORIGINAL, EM MONO, DO LONG PLAY, ACHO QUE EM 1968. COMPREI DO FILHO DE UM PILOTO DA FALIDA VARIG. E SEI LÁ COMO CONHECI O CARA… O ÁLBUM ESTEVE COMIGO ATÉ MAIS DE TRINTA E CINCO ANOS ATRÁS…
ESTE ÁLBUM ESTÁ ENTRE OS QUE MAIS OUVI EM MINHA VIDA INTEIRA – E AINDA OUÇO!
NÃO PERCAM, E LAMBUZEM-SE!
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