ERIC CLAPTON – BACK HOME – 2005

É isso aí; ERIC PATRICK foi pegador serial. Pegou tantas e tontas que é difícil e desnecessário nomea-las.
Lembra da PATTI BOYD, que ele tomou de GEORGE HARRISON? Esteve com CARLA BRUNI, AHHH, vê aí… E vai no Google pra buscar o restante do prontuário que o jacaré abraçou, traçou, ao longo do périplo…
Mas, tio Sérgio é um cara sério. E, no almoço de hoje botou pra rebolar este CD adquirido nas estranjas, talvez um ano atrás.
ERIC CLAPTON é um clássico POP. Portanto, não faz discos ruins ou inaudíveis. Ao contrário, produz música agradável, algo LOUNGE, mesclando BLUES, POP, REGGAE, SOUL, R&B, e tudo aquilo que faz a turma bater a patinha no chão, enquanto bate papo e se diverte sem compromisso; ou come alguma coisa – gente incluída…
A banda é de veteranos que fariam de PADRE MARCELO a XUXA; até SEAL ou GIL renderem no pico de respectivos talentos…
É tudo muito legal se você, como eu fiz, esquecer que o gênio explícito ficou no passado, nos legando o profissional completo.
O cara canta bem, compõe bem e ainda toca baseado em certa centelha artística ancestral…
Seu momento atual é família; homem próximo do feliz, quase 80 anos, talvez sóbrio, e rodeado pelos filhos que ajudou rebentar; e por MELLIA McNERY, a esposa invicta há mais de 20 anos. Parece ter soterrado o ídolo priapico do passado.
Enfim, é o ERIC CLAPTON que aprendemos gostar na alegria e na tristeza; na saúde e na doença. Angela, minha mulher, MICHELLE e PAULO, nossos amigos, adoraram!
O CD eu paguei barato. Chegou antes da curra cambial e do PHALUS DEI entumecido ordenado pelo CONGRESSO, HADDAD e LUIZ INÁCIO.
Se for bem barato, então compre. Não há contra indicações!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2024
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WALTER FRANCO: MENTE ABERTA

CANTOR DIFERENTE; POETA E LETRISTA SINTÉTICO, ORIGINAL.
OUVIR CANÇÕES DELE É ASSISTIR ÀS IMAGENS CANTADAS NA SUA FRENTE!
WALTER É VISUAL, IMPECÁVEL, DELICADO E RASCANTE; TUDO JUNTO AO MESMO TEMPO NA TELA DA MENTE!
A CARREIRA DE WALTER NÃO TEVE AUGE; SÓ PAULATINA CONTINUIDADE SIGNIFICATIVA.
MILITOU POETANDO REFLEXÕES ÍNTIMAS. E DEU CONCRETUDE A SEU PENSAMENTO ATRAVÉS DO CANTAR.
OUVIR “CANALHA”, UM GRANDE ROCK PESADO, COM “SÉRGIO HINDS” NA GUITARRA”, É OBSERVAR A DOR MENTAL TRAIÇOEIRA, MAU CARÁTER, PERSEGUINDO O WALTER – E A GENTE! NÃO É IRONIA. É SARCASMO PURO!
OUVIR “CABEÇA” É PERCEBER COMO A RAZÃO NOS TRAI; E COMO ESPELHAMOS O NOSSO INTERIOR FRAGMENTADO. AQUELA PARTE INDOMADA QUE TAMBÉM NOS HABITA, JUNTO COM O ‘DESENHO LÓGICO” CANTADO POR CHICO BUARQUE, EM “CONSTRUÇÃO” DESCREVENDO A REALIDADE ABSURDA DE UM TRABALHADOR BRAÇAL EM SOCIEDADE CAPITALISTA PERIFÉRICA, DO INÍCIO DA DÉCADA DE 1970.
WALTER FRANCO GRAVOU POUCO. E NOS LEGOU ENORMIDADES! QUANDO ELE FOR REDESCOBERTO, TODOS PERCEBERÃO A FALTA QUE ELE FAZ !
RECOMECE JÁ!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/10/2021
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THE HOLLIES – 1964-1966 – LONG PLAYS – REEDIÇÕES AMERICANAS IMPERIAL RECORDS – SUNDAZED – 2010/ 2011

FOI SÓ PRA CONTRARIAR!
TENHO POUCOS LONG PLAYS, TALVEZ UNS 50. E COMPREI ESSAS REEDIÇÕES ANOS ATRÁS. ESTÃO SEM USO. EU JAMAIS OS ABRI E ESCUTEI!
E NEM VOU! NÃO TENHO “VITROLA”.
ADORO OS HOLLIES E, PRINCIPALMENTE, ESSAS EDIÇÕES AMERICANAS, NÃO MUITO COMUNS.
PEGAM ALGUNS SUCESSOS COMO STAY, HERE WE GO AGAIN, JUST ONE LOOK, LOOKING THROUGH ANY WINDOW, CAN´T LET GO E O MEGA-HIT BUS STOP!
TENHO TUDO EM CD. MAS, SEI LÁ, ENTENDE; DEU VONTADE DE POSTAR PRA VOCÊS!
AH, INVEJA É FEIO!
COMPORTEM-SE.
POSTAGEM ORIGINAL: 17/10/2021
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ERIC CLAPTON – FURTHER 0N UP CROSSROADS – 1995 BOX ALTERNATIVO – 4 CDS – LIVRETO.

É PIRATARIA DE ALTÍSSIMO NIVEL, COMO FAZIAM ITALIANOS E OUTROS OUTSIDERS, NO INÍCIO DOS ANOS 1990.
SHOWS, TRIBUTOS E O APERITIVO DE ENCONTROS, JAM SESSIONS, FESTIVAIS E VARIADO ETC…DE GRANDES NOMES, GRANDES APRESENTAÇÕES E MÚSICOS DE PONTA.
É DE UIVAR PRA LUA, DIFÍCIL DE ACHAR E BEM GRAVADO. GERALMENTE DIRETO DAS MESAS DE CONTROLE.
SE ENCONTRAR PODE PEGAR. VALE A PENA.
POSTAGEM ORIGINAL: 17/10/2020
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U2 – A BANDA POP MAIS BEM SUCEDIDA DE SUA GERAÇÃO

Por volta de 1986, consolidou-se uma nova perspectiva no mundo do ROCK. Três bandas disputavam a primazia cultural: SMITHS, R.E.M e U-2. Formaram o trio de ferro dos anos 1980.
Cada um na sua, e todas famosas por motivos diferentes, mas desigualmente importantes? Parece que sim!
Eu me recordo de que o lançamento de discos dos SMITHS por aqui, foi exigência inegociável da crítica. Meu amigo Fernando Naporano, entre eles.
A perspectiva gay, com letras nada ambíguas; ROCK emulando um quê de ROCKABILLY e algum tingimento de PSICODELIA; e um ótimo vocalista tangenciando ROY ORBISON. Um furor internacional merecido.
Mas, acabou em lágrimas, deixando dois ícones: MORRISSEY e JOHNNY MARR, o guitarrista.
O R.E.M, era ROCK ALTERNATIVO tocado em rádios universitárias, com aquele libertarismo à americana, engajado em causas não muito explícitas, e sonoridades mais cruas e tradicionais, abriram a vereda para o futuro GRUNGE e a geração do final dos 1980, como os PIXIES, entre vários.
Acabou em balões de oxigênio, metaforicamente dizendo, e lembrados, como quase tudo o que é feito na América, pela falta de melodias mais elaboradas. Mas, é ROCK de verdade!
O U-2, está por aí desde 1977. São longevos e veteranos.
Alguns dirão que são estilistas, e reconhecemos o som que fazem à distância, e galáxia adentro. De Vênus a Urano, por exemplo.
Durante uns 20 anos, mais ou menos, repetiram-se melhorando. Depois, fizeram alguns discos mais próximos à sonoridade contemporânea usando eletrônica.
São ótimos de palco, e Bono é cantor adequado e carismático.
Continuam mantendo a mesma bandeira da rebeldia “bom-mocista” contemporânea, transformada em causas humanitárias que ninguém ousa contestar. Criaram um jeito muito confortável de fazer protestos, e ficar politicamente corretos e na moda.
Não ofendem ninguém…E o COLDPLAY é nitidamente inspirado neles, e muito menos criativo.
Alguém sabe dizer qual o melhor disco deles? Para mim permanece “UNFORGETABLE FIRE”, muito parecido com os posteriores mais próximos, mas que consolidou o jeito U-2 de se expressar.
Sempre que aparecem em qualquer canto da Terra, congestionam o trânsito ao redor. Excursionam mais do que os STONES e o IRON MAIDEN.
Duas bandas que fazem ROCK melhor do que eles.
Eu gosto. Mas, vivo muito bem sem ouvi-los!
POSTAGEM ORIGINAL: 19/102022
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CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS, A FORÇA DO “RHYTHM AND BLUES” NO BEAT ROCK INGLÊS, NA DÉCADA DE 1960. E OUTROS INESQUECÍVEIS

Sempre posto coisas de minha discoteca, e tento enriquecer as perspectivas evitando “diagnósticos definitivos”.
Claro discos, artistas, e obras de arte em geral sofrem ação dos tempos e da História das sociedades onde foram criados. Também de várias circunstâncias e até de outros lugares onde tenham sido apreciados.
Os discos na postagem são parte da complexa rede que formou o ROCK INGLÊS da década de 1960 em diante.
A maioria é de personagens menores que tinham o R&B na base, e outros componentes da grande feijoada POP daqueles tempos.
Mal comparando, aqui são todos mais para os ROLLING STONES, do que para os BEATLES. E quase a totalidade gravou em um desvão que junta o estilo das duas bandas mais importantes da GRÃ BRETANHA.
Sacaram? Aceito de bom grado um talvez…
Posto essa enxurrada de raridades, porque este mês CLIFF BENNETT & THE REBEL ROUSERS teve matéria na revista RECORD COLLECTOR. O grupo foi batizado com o nome de música de DUANE EDDY, guitarrista americano criador da maioria dos “RIFFS LUGAR COMUM” do ROCK, e que a gente ouve por aí até hoje!!!!
A banda é bem legal. Tem um QUÊ do DAVE CLARK FIVE. Inclusive no vocal de BENNETT, que emula MIKE SMITH, mas oscila de VAN MORRISON a STEVE MARIOTT.
Claro, claro, a voz e interpretação de CLIFF BENNETT tem alfinetes de WILSON PICKETT e ARTHUR CONLEY. E de seu ídolo mor: JERRY LEE LEWIS. O ROCK e a BLACK MUSIC americana estão na genética sonora dele e da banda.
A foto dele está no meio e pra baixo com os dois principais discos em único CD.
Todos aqui na foto tocavam para animar bares e clubes. Vários foram admirados por outros artistas, e são históricos.
Vejam alguns: LONG JOHN BALDRY, CHRIS FORLOWE, ALEXIS KORNER, GEORGE FAME, ARTWOODS, JOHN MAYALL, GRAHAN BOND e MANFRED MANN, STEAMPACKET… São discos mais para o R&B, SOUL incluído.
Há outros tão raros e tão bons quanto. E precisaria de espaço imenso e inviável para postar.
CLIFF BENNETT, que não foi nenhum ídolo, gravou relativamente pouco. Está com 83 anos e parou alguns anos atrás. Ele e banda profissionalizaram-se antes dos BEATLES, depois foram empresariados por BRIAN EPSTEIN, e o maior sucesso foi a composição de JOHN & PAUL. “GOT GET YOU INTO MY LIFE” – que está no álbum REVOLVER.
É um R&B vigoroso, e a cara dos “REBEL ROUSERS”, e fez sucesso em 1966.
PETE TOWSHEND escreve no prefácio da biografia de CLIFF, que THE WHO em peso gostava do grupo. Porque coeso, dançante, e very COOL…
Para quem sabe um pouco sobre as bandas e músicos que agitavam as noites de inglesas, na primeira metade da década de 1960, percebe que os REBEL ROUSERS tinham aquele quê de R&B misturado ao ROCK e pitadinhas de JAZZ, que botavam os “nossos ídolos” para festejar, beber e dançar.
O grupo tinha a base daqueles tempos: vocalista, duas guitarras, baixo, bateria e teclado. Mas, para soar mais ao R&B criaram uma sessão de metais que, mais ou menos por acaso, em vez de juntar um trompete ao SAX, convocou outro SAX.
Esta fusão deu sonoridade original à banda. Anos depois, VAN MORRISON fez mais ou menos isso em sua banda.
Claro, o repertório é cheio de covers e alguns plágios, muito comum naqueles tempos. Mas funciona e muito.
Não sei se alguém salivará. Mas, é naco de história e música muito divertida. Vale uma ouvida no STREAMING…
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2023
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ZOMBIES – COMPLETO + ODISSEY & ORACLE – E AS ORIGENS DO POP BARROCO

É curiosa a semelhança entre o início e o destino das carreiras de três bandas inglesas contemporâneas na segunda metade dos anos 1960: o PROCOL HARUM, engravidado pelo “PARAMOUNTS”; os MOODY BLUES, da primeiríssima fase ( “GO NOW”, 1965 ); e os ZOMBIES, em” BEGGIN HERE” .
Todas fluíram do BEAT para a PSICODELIA e, depois, em direção ao ROCK PROGRESSIVO.
Os ZOMBIES foram a exceção, encerrando a carreira com disco síntese de uma das vertentes do ROCK PSICODÉLICO, o POP BARROCO, no clássico “ODESSEY & ORACLE”, de 1968.
É obra artística e comercialmente bem sucedida. E “cult no úrtimo”, como dizem alguns amigos do interior paulista, com merecida e crescente fama no correr dos tempos.
Mas, notem: “TIME OF THE SEASON”, 1968, o hit perene do álbum, foi “emulado” do primeiro SINGLE de sucesso dos próprios ZOMBIES, em 1964: “SHE IS NOT THERE”, é o nariz de um, e o “nazone” do outro…
Porém, ODESSEY & ORACLE não é um disco seminal.
Eu argumento; entre 1966 e 1967 há SINGLE dos BEATLES ( ELEANOR RIGBY, 1966, que inaugurou o POP BARROCO). E nada menos do que TRÊS dos ROLLING STONES ! ( LADY JANE, 1966; RUBY TUESDAY e DANDELION, 1967 ). E, mais dois clássicos do PROCOL HARUM: “HOMBURG”. E, principalmente, “A WHITER SHADE OF PALE” – hit internacional perene e a música mais tocada na Inglaterra em todos os tempos, ambas de 1967.
Existem outras, mas essas bastam!
E há, principalmente, LONG PLAYS que estabeleceram a vertente. Eu recordo alguns curiosamente de bandas americanas, que pavimentaram o caminho: Os TRÊS PRIMEIROS do “LOVE”; o pouco lembrado e também cult ” PRETTY BALLERINA” , gravado por “THE LEFT BANK”. E, claro, “PET SOUNDS” dos BEACH BOYS. Todos foram realizados entre 1966 e 1967, e nitidamente inspiraram os ZOMBIES.
Acho, também, que o disco dos “RASCALS”, “ONCE UPON A DREAM”, um LP. de R&B PSICODÉLICO, de 1968, tem alguma ligação com “TIME OF THE SEASON” – muitos talvez discordem.
Vou recordar duas músicas gravadas na Inglaterra, em 1968, e SINGLES MAGNÍFICOS, e de sucesso, também incluídos no POP BARROCO, “ELOISE”, de BARRY RIAN. E McARTHUR PARK, com RICHARD HARRIS.
Os ZOMBIES fizeram quase por acaso o disco mais claramente definidor e definitivo da vertente, que subsistiu um pouco além, e talvez tenha findado no clássico do KING CRIMSON, “ISLAND”, 1971.
E para não esquecer, o cerne dos três primeiros discos solo de COLIN BLUNSTONE, o vocalista dos ZOMBIES, são também POP BARROCO, e consequências diretas de “ODISSEY & ORACLE”.
Aliás, a fama e reconhecimento do primeiro entre eles, “ONE YEAR”, 1971, vem crescendo, e muito entre colecionadores e a crítica especializada.
Haja fôlego para encher a paciência de todos, enumerando discos quase VINTAGE! Mas, procurem ouvi-los.
Os ZOMBIES estão no ROCK AND ROLL HALL OF FAME, graças ao reconhecido clássico que fizeram.
E, mesmo assim, como observou há mais de 40 anos meu amigo e de muitos por aqui, Rene Ferri, em seu fanzine “WOOP BOP”, “nunca se colecionaram fotos de COLIN BLUNSTONE “…
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2019
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SIMPLY RED: BIG LOVE / KAREN SOUZA ESSENTIALS 2 – POP CONTEMPORÂNEO.

Os dois discos são parte da última compra que fiz, uns dias atrás, procurando na Pops Discos Pops, minha loja predileta, em SAMPA.
Pois bem; nada demais, porém estão dentro dos critérios que meu querido falecido amigo Jean Yves Neufville usava quando a entressafra de qualidade apitava na curva. E isto sempre aconteceu e acontecerá. “Pô, Sérgio: eu não peço demais. Apenas um disquinho pop decente para escutar…”
E decentes os dois cds são. Mesmo estando o SIMPLY RED abaixo de seu melhor momento, conserva a verve do R&B bem feito, mas tecnicamente deixando um pouco a desejar. Achei a mixagem algo insípida, homogênea demais.
Para compensar, uma surpresa curiosa: o guitarrista é KENJI SUZUKI, blues-rocker pesado na linha GARY MOORE, famoso no Japão, por ser bom de improviso e Jams Sessions. Conheço um raríssimo e muito bom disco ao vivo dele com o baterista ANTON FIER, e o baixista JACK BRUCE, tocando CREAM e arredores. Tentei obter, mas custa o terceiro olho. Pois bem, SUZUKI, não altera o jogo, faz o esperado, porém abaixo do que fez HEITOR T.P. quando guitarrista do RED.
No conjunto da obra, SIMPLY RED – BIG LOVE é um disco agradável, e valeu o risco pelo preço que paguei: algo em torno de R$ 15,00.
KAREN SOUZA é uma argentina vendida ao mundo como cantora de jazz. Não é; faz um pop chegado ao lounge. Tem voz interessante, canta um tanto previsivelmente em inglês, mas causa interesse por seu charme e timbre.
O disco é um sumário do pop contemporâneo de FM, com o tingimento lounge lambendo o jazzistico. E serve para quem gosta de vocal feminino na fronteira do descartável. Não é disco para meus amigos Pierre Mignacou@Rodrigo Marques Nogueira. Mas cai bem para@Antonio MolitorJogador Número Quinze e todos os que gostam do pop deslavado.
Também valeu a pena pelo preço ultra acessível. R$ 15,00.
Resumindo, tio Sérgio curtiu novidades pelo preço de uma cerveja e um sanduíche de mortadela. Diversão a considerar.
POSTAGEM ORIGINAL: 20/10/2020
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DANDÃO, O PATO DEMÊNCIO, TEM LÁ SUAS RAZÕES

Claro, Dandão é o apelido do ex-Prefeito paulistano FERNANDO HADDAD, depois candidato a Presidente pelo PT contra o incompetente e inominável ogro que elegemos.
Bom, tá certo; talvez a prefeitura de São Paulo seja o pior cargo público do Brasil. Pensando melhor, ser prefeito de grande cidade é mico universal.
Vejam que sorte teve o FHC, Fernando Henrique Cardoso: perdeu a eleição para PREFEITO para o medíocre transtorno vociferante JANIO QUADROS. Mas pensem: se FHC tivesse vencido, provavelmente não teria chegado à PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA. O acaso nos salvou e todo o mundo!
DANDAO foi mal prefeito? Nem tanto. Sua “porção” PATO DEMÊNCIO o fez cancelar a inspeção veicular que, bem ou mal, atenuava a horrenda poluição urbana. Disseram que havia corrupção e etc… Mas ele devia ter engolido esta e mantido o programa. Se havia malfeitos que se apurasse. Se era considerado caro, certamente foi falácia mal construída, porque ninguém que tenha carros, caminhões e etc…pode alegar que pagar uma taxa por anual seja indevido ou muito pesado. Não fez e não faz sentido.
DEMENCIO também era adepto do populismo. Vou contar uma historinha pessoal. Em São Paulo, nós morávamos em um apto de 50m2 de área privativa. Era pequeno. Mas, uma cobertura duplex, em prédio em excelente bairro, com piscina, lavanderia e a 150m do metrô!
Nada espetacular mas, em 2014, pagávamos um IPTU mensal de R$ 69,00, muito adequado pela área etc. Para 2015, a Câmara Municipal e Dandão baixaram para R$ 29,00 mensais e isentaram os meus outros vizinhos…Foi razoável? claro que que não! Não é possível que cidadãos de uma cidade como São Paulo não paguem IPTU – imposto que engloba serviços de coleta de lixo, bombeiros e toda a parafernália urbana necessária.
Em São Paulo, como no Guarujá, 40% da população é isenta do pagamento do IPTU. Eu acho que somente os indigentes, os que moram em locais insalubre, como favelas e cortiços, deveriam ser poupados do imposto.
E isso explica parte das dificuldades financeiras da municipalidade em geral. Ser contra isso também é fundamental. Mas, populistas não topam…
Não basta aumentar impostos, é preciso identificar corretamente os problemas.
Pensei; Haddad nos impingiu as ciclovias; ampliou as vias segregadas para ônibus; baixou a velocidade média nas ruas, um jeito de retardar o colapso. Está certo ou está errado? Ainda não sei. Toda cidade moderna adota ciclovias. Nas paulistanas eu vejo pouca gente usando, e vocês? Quanto aos coletivos, o que mais se poderia fazer? Abrir mais avenidas em espaços que não existem? Talvez caiba ao “Quelônio Alckmin”, nosso governador, apressar o que é urgentíssimo – se houver grana -, a ampliação do metrô e ferrovias urbanas. Estou falando de becos sem saída.
Todo governante que se aventura em Sampa se dá mal. É sina? É incompetência? Não sei. Mas, seja como for, é problema nosso. Tornar a cidade governável, acima de ideologias e ou interesses é questão de sobrevivência.
Eu discordo de Dandão e da maneira como ele pensa o mundo. Mas, tenho compaixão por ele – porque tenho principalmente por nós, que aqui vivemos.
Quando assumiu a Prefeitura, Pato Demêncio reclamou que, certa vez, lhe roubaram um “Max Weber”, “Economia e Sociedade”. Se for o volume dois, eu mando para ele – se ele pedir – eu tenho outro. É mais difícil de encontrar do que qualquer Karl Marx, ainda onipresente por aqui.
POSTAGEM ORIGINAL: 10/10/2015

STEVE CROPPER, POP STAPLES & ALBERT KING – JAMMED TOGETHER, STAX , 1988

Anos atrás, alguém disse que guitarristas como STEVE RAY VAUGHN, RORY GALAGHER, ERIC CLAPTON e um montão, não faziam BLUES, mas ROCK.
Eu fecho com a gravadora BEAR FAMILY, que fez 4 boxes, com três CDS cada, historiando o BLUES do acústico ao elétrico em suas diversas vertentes. Eles garantem que a turma do primeiro parágrafo faz BLUES, sim!
Neste magnífico disco gravado por três luminares do ELECTRIC BLUES AMERICANO, e ricas adjacências, dois deles estão entre os TOP em quaisquer tempo e época: KING e CROPPER.
JAMMED TOGETHER é o BLUES elétrico mais tradicional. Os três são seguidores dos modernos fundadores da guitarra no BLUES, gente como B.B.KING, FREDDY KING, e do próprio ALBERT.
Eles não fazem as pirotecnias dos BLUES ROCKERS da década de 1960/1970 em diante. Usam pouca distorção, cuidam do ritmo, do andamento e do melódico. E não se distanciam do original R&B.
Se você quiser uma aula da tradição, e mais atualizada do nunca, procure esse disco.
A ficha técnica da minha edição, 1990, não é das mais completas. Não cita quem são os excepcionais baixista e baterista que participaram, imprescindíveis para que um projeto executado por artistas desse nível arrase!
Tio Sérgio fez umas pesquisas e acha que são respectivamente, DUCK DUNN e ANTON FIG. Mas, não conseguiu comprovar.
Em tempos tão empobrecidos, onde o BLUES e sua tristeza podem ser opção de “cardápio”, JAMMED TOGETHER nos faz entender o porquê do BLUES sempre animar quaisquer festas!
Quem não tiver, não passa de ano em BLUES/ROCK!
Vá atrás!
POSTAGEM ORIGINAL: 11/10/2022