U-2, R.E.M , e THE SMITHS: A CONSOLIDAÇÃO DO NOVO ROCK DOS ANOS 1980, E AS BASES PARA O ROCK ALTERNATIVO

Minha cronologia histórica para definir períodos do ROCK é um tanto diferente do que se vê por aí. Talvez seja pessoal demais e inadequada. E, claro, estilos e gêneros permanecem além das modas e modismos. E se acumulam, confundem, e misturam, enquanto a vida e os tempos seguem… Vou narrar minha perspectiva:
A música jovem rebelde dos anos 1950, o ROCK AND ROLL clássico, começou a tomar forma mais ou menos em 1948, e foi para o segundo plano em 1961.
Os anos 1960 e seu ROCK prototípico (o que é que é isso, TIO SÉRGIO!!!! ), o BEAT, começaram em 1962, e se transformaram por volta de 1966/1967; período em que os elementos definidores da sonoridade dos anos 1970 começaram a tomar corpo. A PSICODELIA, o ROCK PROGRESSIVO, mais o HARD ROCK e o HEAVEY METAL…, entraram em cena pleiteando a eternidade.
E seguiram até 1975/1976, quando iniciou-se, de fato, a música preponderante nos 1980; com o advento do PUNK e da variedade imensa de sonoridades surgidas com o ROCK ALTERNATIVO. Esse talvez tenha sido o período mais longo até então, gerando metamorfoses e alguns
flertes com o passado. Por volta de 1990, o GRUNGE e o BRIT POP ditaram estilo e, ao mesmo tempo, ajudaram a consolidar a já estabelecida tendência do ROCK ALTERNATIVO.
Entenderam? Hummm… talvez o correto seja dizer: me entenderam? ; quem sabe!
É um favor não cobrarem a imensidão de tendências que conviveram ou sobreviveram ao longo dos tempos, transformando o ROCK PROGRESSIVO, o HEAVY METAL e o HARD ROCK. E nem ouso citar e as mil faces e formas da MÚSICA NEGRA – o HIP-HOP incluído. porque configuram outros assuntos, requerem doses acima do que a minha insanidade, conhecimentos e curiosidade comportam.
Enfim; é uma a tese que esbocei…
THE SMITHS, U-2, e R.E.M são claramente as bandas que expuseram o novo ROCK surgido nos anos 1980. Então, vamos com alguma sociologia musical…
Os mais jovens, que por aqueles tempos ainda não existiam, talvez não saibam o impacto cultural que teve o surgimento dos SMITHS, em 1982 e nos anos subsequentes. Aqui, no Brasil, o lançamento de seus discos foi reivindicado quase aos berros pela crítica especializada!
Havia jornalismo de música informado sobre a modernidade, né@Fernando Naporano? Mas, em completo descompasso com a soviética sonolência das gravadoras nacionais.
A discografia, quase toda importada, e as poucas lojas ou espaços para essa nova música eram reduzidíssimos! Com a palavra@Rene Ferrie@Luiz CalancaAyrton Mugnaini Jr., viventes não burocráticos naquela era…
Os SMITHS, na minha opinião, fundiram e modernizaram o ROCKABILLY dos anos 1950, com o timbre de voz algo ROY ORBISON, de MORRISSEY. Aliás, figura emblemática da liberação gay. Ele é fã de cantoras POP como DUSTY SPRINGFIELD, CILLA BLACK, etc.
Os SMITHS duraram 5 anos com muito sucesso. JOHNNY MARR e MORRISSEY continuam por aí atuantes e significativos.
O R.E.M. é tido como a banda fundadora do ROCK ALTERNATIVO, coisa de rádios universitárias americanas e de gente insatisfeita com a mesmice, que excluía do cardápio VELVET UNDERGROUND, STOOGES, NEW YORK DOLLS, PATTY SMITH, e os macacos travessos de sempre.
Eles criaram sonoridade muito americana, emulando BYRDS, FOLK, COUNTRY e, claro, o PUNK; no fundo do poço de bandas como MINUTEMAN, BLACK FLAG e outros soberbos desconhecidos.
Como quase todos sabem, saíram do underground para o proscênio na esteira dessa nova onda. Fazer letras algo indecifráveis e com ares intelectuais, também ajudou. Para fins de necrológio, viveram entre 1980 e 2011. Para o meu gosto, a sonoridade americana demais é algo entediante. Mas vale; eles são fundamentais!
A mais bem sucedida banda pós anos 1970, e ligada diretamente ao som dos anos 1980 é o U-2. Mestres na administração de expectativas, lançaram comparativamente poucos discos, uns 22, em mais ou menos 43 anos de carreira.
Bons de palco e produção; e simultaneamente reincidentes ao som básico que sempre fizeram; mas inovadores,”up to date”, ao tempo de cada disco que lançou, o U2 é o maior fenômeno de massa provindo do que se poderia considerar ROCK ALTERNATIVO.
São mais de 170 milhões de discos vendidos, diversas coletâneas de singles e sucessos, shows ao vivo mundo afora; continua sendo referência de estilo nesses tempos de muito pouca mudança sonora. O U2 é a banda irlandesa de maior sucesso em todos os tempos!
Vocês dirão com certeza ao menos duas coisas:
A primeira delas, é que não comentei discos. E não mesmo! Dos três grupos, o único álbum de série que em mim causou alguma surpresa foi o “UNFORGETABLE FIRE”, 1984, do U-2 que, acho esteticamente o mais bem sucedido da carreira deles. Claro, devo estar defasado; aliás, com toda a certeza.
Gosto, evidentemente, de um monte de singles dos 3 grupos, mas não a ponto de comprar além do que mantive.
Mas, tio Sérgio! Nem uma fotinho de disco dos R.E.M?
Pois, é! Tive o “FABLES OF RECONSTRUCTION” e, talvez, alguma coletânea. Gravei, vendi tudo e comprei discos de JAZZ.
Não me fazem muita falta… Mesmo que, de tempos em tempos, pinte algum arrependimento.
Mas, não façam o que eu fiz!
POSTAGEM ORIGINAL: 14/08/2020
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HÉLÈNE GRIMAUD, PIANO: WARNER RECORDINGS – ERATO – 1995/2001 – 6 CDS BOX SET. VÁRIOS COMPOSITORES E MAESTROS

HÉLÈNE GRIMAUD, PIANO / NITIN SAWHNEY, ELETRÔNICA: WATER TRANSITIONS – DEUTSCHE GRAMMOPHON, 2016
CERTA MADRUGADA, ANOS ATRÁS DEPAREI-ME, NO CANAL 648 DA NET, COM O RECITAL DE “HÉLÈNE: E :SAWHNEY” CHAMADO “FOREST & BEYOND”. A PERFORMACE FOI BASEADA NO DISCO “WATER”, E REALUZADA EM UM DOS MAIS MODERNOS TEATROS PARA CONCERTOS DA ATUALIDADE: O ESPETACULAR, DO PONTO DE VISTA TÉCNICO E ARQUITETÔNICO, “ELB-PHILARMONIE HALL”, EM HAMBURGO, ALEMANHA.
NÃO FUI DORMIR…
“HÉLÈNE GRIMAUD” É UMA GÊNIO EXPLÍCITA; E ARROJADA EM SUAS IDEIAS. DIZEM DELA QUE ATÉ QUANDO ERRA O RESULTADO É “INTERESSANTE”; E, MUITAS VEZES, MAGNÍFICO! FRANCESA, HÉLÈNE É FORMADA NO CONSERVATÓRIO DE PARIS, E TEM CARREIRA DE SUCESSO HÁ QUASE QUATRO DÉCADAS. ELA JÁ TOCOU POR AQUI.
HÉLÈNE JÁ TOCOU POR AQUI. TEM 58 ANOS E, ALÉM DE TALENTOSA, É MUITO BONITA!
GRAVOU – POR ENQUANTO – MAIS DE 40 ÁLBUNS PARA O ÁPICE ARTÍSTICO DO MUNDO ERUDITO, COMO A “DEUTSCHE GRAMMOPHON”, “DENON” E “TELDEC”.
SEU REPERTÓRIO E INTERESSE VÃO DE “GERSHWIN A PHILLIP GLASS”; E FEZ VÔOS POR “BACH, LISZT, DEBUSSY, BARTÓK E BOULEZ.
NESTE MAGNÍFICO BOX COLIGINDO GRAVAÇÕES FEITAS NA “ERATO”, ELA EXECUTA PEÇAS DE PIANO SOLO, OU ACOMPANHADA POR DIVERSOS MAESTROS E ORQUESTRAS. HÉLÉNE GRIMAUD VIAJA POR RACHMANINOFF, BEETHOVEN, BRAHMS, SCHUMANN, STRAUSS, GERSHWIN SIDERANDO EM BARTOK”.
A MOÇA DE “OLHOS DE LEOA” JÁ FOI REGIDA POR “KURT MAAZUR”, “CLAUDIO ABBADO”, “VLADIMIR ASHKENAZY”, “DAVID ZINMAN”, “KURT SANDERLING”, “DANIEL BAREMBOIM”; E GENTE NO MESMO NIVEL, EM CONCERTOS MUNDO AFORA, ONDE FOI A SOLISTA.
A PROFICIÊNCIA E ECLETISMO DE HÉLÈNE GRIMAUD SÃO IMPRESSIONANTES!DESENVOLVEU DEDILHADO SUAVE, NÃO AGRESSIVO, LEVE COMO SUA APARÊNCIA QUASE ANGELICAL.
NAS HORAS VAGAS, ( EXISTIRIAM? ) HÉLÈNE GRIMAUD ADMINISTRA UMA FUNDAÇÃO PARA PRESERVAR OS LOBOS E SEUS HABITATS. OS “PETS” DISCREPAM DE SUA PIANÍSTICA… ENIGMAS NA EXISTÊNCIA DE UMA SUPERDOTADA…
O CD “WATER” É UM ASSOMBRO CRIATIVO. HÉLÈNE MESCLA OBRA DO COMPOSITOR DE MÚSICA ELETRÔNICA E ARREDORES, “NITIN SAWHNEY”, “WATER – TRANSITION de 1 a 7”, COM A PIANÍSTICA DE “BERIO”; “TAKEMITSU”; “FAURÉ”; “RAVEL”; “ALBENIZ”;”LIZT”; “JANACEK” E “DEBUSSI”, O RESULTADO É IMPERDÍVEL; QUASE POP, INUSITADO?!?!
HÉLÈNE FAZ-ME LEMBRAR UMA HISTORINHA: NO DIA DA POSSE PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA, “FLORESTAN FERNANDES”, O GRANDE SOCIÓLOGO, MESTRE E ORIENTADOR DE “FERNANDO HENRIQUE CARDOSO”, DISSE NO OUVIDO DELE: “EU NÃO CRIO GATOS; CRIO TIGRES”!!!
HÉLÈNE, BELA E FERA, FAZ GRANDE MÚSICA E LITERALMENTE CRIA LOBOS!!!
NÃO PERCAM!
POSTAGEM ORIGINAL:16/08/2023
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OS PRIMEIROS ÁLBUNS CONCEITUAIS DA HISTÓRIA?

A revista “RECORD COLLECTOR” no mês de julho de 2017, pinçou o que teriam sido os dois primeiros discos conceituais da história:
Esqueçam MOODY BLUES, “DAYS OF FUTURE PASSED”, 1967; ou THE WHO, “TOMMY”, 1969; ou álbum clássico dos PRETTY THINGS, “S.F.SORROW”; e mesmo SARGENT PEPPERS LONELY HEARTS CLUB BAND, dos… ahh, vocês sabem de quem…
O papo é reto; o primeiro foi:
1) MANHATTHAN TOWER, criado pelo maestro e arranjador GORDON JENKINS, que trabalhou com nata musical do JAZZ e do POP desde a década de 1940 até os 1970. Foi lançado pela DECCA RECORDS, em 1946, em um álbum duplo com dois 78 discos de rotações.
Um tema em cada lado, sobre a vida em um bloco de aptos em Nova York: tem jazz, narrações, barulhos de carros, buzinas e declamações. tudo compondo uma suíte musical integrada. É um disco conceitual, sem dúvidas! E muito interessante e inovador. Tio Sérgio tem em CD, para gáudio de si mesmo, e para desfilar pimpão para os amigos. HUM…..
Com o lançamento dos Long Plays, em 1948, a obra foi posta neste novo formato, muito mais adequado para proposta como esta.
2) CALIFORNIA SUITE, foi composta e gravada por MEL TORMÉ, em 1949; e retomou a proposta de JENKINS já dentro da nova tecnologia. Ele cantou sobre a CALIFÓRNIA e suas modernidades . O som é considerado POP , antecipando de alguma forma o que aconteceria uns 18 anos mais tarde.
O passado é imprescindível para entendermos o presente . E desconfiarmos, sempre, que se recria muito mais do que realmente se cria.
É Tema para infinitas discussões.
Procurem pelaí nos YOUTUBES!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/08/2017
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CLIFF RICHARD – FASE ROCK AND ROLL – BOX COM 5 CDS, FINAL 1959 A 1963 – E TRILHA SONORA DE “SUMMER HOLIDAY”, 1962

Com quem vocês pensam que estão lidando?
CLIFF RICHARD é o ELVIS PRESLEY da Inglaterra. Teve carreira semelhante à dele e a de ROBERTO CARLOS: todos começaram no ROCK e migraram para o POP.
“SIR” CLIFF RICHARD continua vivo, vivíssimo! Vendeu mais de 250 milhões de discos! Foram cem ( escrevi cem! ) COMPACTOS ou SINGLES de sucesso, e mais de 50 LONG PLAYS!
Ele é “CAVALEIRO DO IMPÉRIO BRITÂNICO”, por ter prestado excelentes serviços à cultura. Está na companhia de PAUL McCARTNEY, ELTON JOHN, BRIAN MAY, JEFF BECK e GARY BROOKER ( o vocalista do PROCOL HARUM ), entre vários.
Gostaram?
Aqui está um BOX daqueles baratos com 5 CDS, parte de sua fase ROCK AND ROLL. E observem na foto o primeiro LONG PLAY de CLIFF, gravado ao vivo em estúdio em 1959, acompanhado pelos “SHADOWS”, a seminal banda de ROCK INSTRUMENTAL britânica, quando ainda se chamavam “DRIFTERS”.
No Brasil, saiu com o título de “ROCK TURBULENTO”, no início dos anos 1960. É disco raro, precioso e colecionável!
Também da foto edição limitada em CD, lançada em 2003, de uma TRILHA SONORA de filme em que CLIFF participou. A produção é o fino: fotos, poster, texto e tudo o que justifica o evento. “SUMMER HOOLIDAY” foi saiu em 1962.
THE “SHADOWS” gravou dezenas e dezenas de LONG PLAYS. Eles e os VENTURES ( americanos ), são o fundamento da guitarra no ROCK: os Rifs, solos e forma de tocar influenciaram, e influenciam ainda hoje, a produção do ROCK e do POP.
“CLIFF e os SHADOWS” foram parceiros muitas e muitas vezes.
Se querem ouvir como se faz e fez ROCK AND ROLL, na Grã Bretanha antes dos BEATLES, este é o disco! Meninas esgoelando, pererecas em chamas, e outras “atitudes selvagens tradicionais”, também foram gravadas.
É impecável, vibrante e alguém já escreveu o lugar comum: aumenta que isso aí é ROCK AND ROLL!!!!
Incontestável!
POSTAGEM ORIGINAL: 16/08/2023
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STEPHEN STILLS – CARRY ON – BOX COM 4 CDS. RHYNO / ATLANTIC E WARNER RECORDS – 2013

A TURMA DO ROCK SABE QUEM ELE É. UM PERSONAGEM
ESSENCIAL PARA O “BUFFALO SPRINGFIELD” E “CROSBY, STILLS, NASH & YOUNG”; FEZ PUJANTE CARREIRA SOLO E PARCERIAS.
STEVE NÃO É UM QUALQUER. É SUJEITO DETERMINADO, GUITARRISTA BRILHANTE, CANTOR EXCELENTE, ESTILISTA IDENTIFICÁVEL, E COMPOSITOR PROLÍFICO.
ESTÁ ESCRITO NO LIVRETO DESTE SENSACIONAL, BEM CRIADO E PRODUZIDO BOX; QUE PERCORRE OS INTENSOS PASSOS DE SUA CARREIRA, QUE STILLS FOI MUITO BEM EDUCADO EM COLÉGIOS CATÓLICOS. É UM HOMEM CULTO E GRANDÍSSIMO PAPO POR SUA INTELIGÊNCIA ABRANGENTE.
STEPHEN É UM TALENTO AMERICANO, REFINADO POR ESFORÇO E PROFUNDO CONHECIMENTO DA HISTÓRIA DA MÚSICA CONTEMPORÂNEA. ESTEVE NO AUGE QUANDO A NOVA MÚSICA VINDA DOS ANOS 1960 SE CONSOLIDOU.
STILLS FEZ E FAZ CONSTANTEMENTE! É UM ARTESÃO; EM SEU PRIMEIRO DISCO SOLO ESTAVA LÁ, ENTRE OUTROS, JIMI HENDRIX. SEM FALAR QUE COMPÔS UM DOS CLÁSSICOS DA DÉCADA DE 1960, “FOR WHA IT´S WORTH”, COM O BUFFALO SPRINGIFIELD. FEZ, TAMBÉM, “SWEET JUDY BLUE EYES”, COM “CROSBY, STILLS & NASH”, EM HOMENAGEM À SUA NAMORADA NA ÉPOCA, A CANTORA FOLK ESPETACULAR “JUDY COLLINS”!
STEVIE FEZ E FAZ ACONTECER ATÉ HOJE! E NAS VÁRIAS CONFIGURAÇÕES DAS QUAIS PARTICIPOU, COMO “MANASSAS”, EM 1973, RESTOU SABORZINHO QUE INFLUENCIOU OS “DOOBIE BROTHERS”, E ATÉ OS “EAGLES”.
RESUMINDO, NO DECORRER DA CARREIRA, STIILS SEMPRE ENTREGOU MAIS DO QUE TRANSPARECEU. ENTÃO, VAMOS ESCUTÁ-LO COM MAIS FREQUÊNCIA E O IMENSO RESPEITO QUE DESPERTA E MERECE.
“STEPHEN STILLS” É UM ARTISTA MUITO ACIMA DA MÉDIA; E UM POUCO ABAIXO NA MÍDIA – INFELIZMENTE!
POSTAGEM ORIGINAL: 17/08/2019
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ECM RECORDS – BOX SETS

A série é bem maior, e venho comprando aos poucos.
São geralmente os três primeiros discos de cada artista, e a produção gráfica é minimalista, aparentemente simples, com um livreto e três discos cada, mas sem as capas originais.
O efeito é frugal e lindo. E a música divina.
Colecionadores devem rezar sempre pelas gravadoras-conceito: BLUE NOTE, HARVEST, PRESTIGE, VERTIGO, VERVE, ECM e outras. São orgulho e diversão para a vida inteira!Nenhuma descrição de foto disponível.
POSTAGEM ORIGIANAL: 17/08/2019

TANGERINE DREAM – DE 1967 ATÉ QUANDO AGUENTAREM…

ALEMÃES E CULTORES DA MÚSICA ELETRÔNICA DE VANGUARDA.
BASEIAM-SE NA MÚSICA ELETROACÚSTICA CRIADA POR “STOCKHAUSEN”, “PIERRE HENRY” , E ETC… E APROVEITO PARA LEMBRAR A PIONEIRA DO GÊNERO NO BRASIL, A PIANISTA, PROFESSORA E COMPOSITORA “JOCY DE OLIVEIRA”. FOI ELA QUEM EXIBIU PELA PRIMEIRA VEZ, E AO VIVO EM 1961, ESTA MÚSICA REVOLUCIONÁRIA AQUI NA PÁTRIA AMADA!
O “TANGERINE DREAM” INVENTOU A “AMBIENT MUSIC” E A “NEW AGE”; SÓ ISSO…. É PARTE INALIENÁVEL DO “KRAUTROCK”; E INSPIRAÇÃO PARA “BRIAN ENO”, E OUTROS TANTOS E TONTOS IMPOSSÍVEIS DE CATALOGAR, TAL A DIMENSÃO QUE A MÚSICA ELETRÔNICA TOMOU NA CULTURA CONTEMPORÂNEA!
MAS FICA “ENTRE O HIPNÓTICO E O TREMENDAMENTE CHATO”.
A FRASE PERFEITA É DA CRÍTICA DE CINEMA E INTELECTUAL AMERICANA “PAULINE KAEL”, PARA DEFINIR O FILME “2001 UMA ODISSEIA NO ESPAÇO “, DE STANLEY KUBRICK. ELA ESCREVEU RESENHA CRÍTICA SEI LÁ QUANDO? 1969, TALVEZ ?…
O “TANGERINE DREAM” FAZ MÚSICA EXPERIMENTAL PARA CURTIR, MEDITAR, NANAR OU TRANSAR… E A SUA EXISTÊNCIA É INCONTORNÁVEL, IMPORTANTE E IMPRESCIDÍVEL!
PORÉM, MAIS IMPORTANTE DO QUE O “TANGERINE DREAM” SÓ OUTRO GRUPO ALEMÃO: O “KRAFTWERK”; MENOS CHATO E MUITO MAIS INFLUENTE.
“PÔ TIO SÉRGIO!!! EXPLICA ISSO MELHOR”!
ENTÃO, LÁ VAI: O “KRAFTWERK” FAZ MÚSICA RITMADA E DANÇÁVEL. E TORNOU-SE REFERÊNCIA PARA O “HIP-HOP”; A “DANCE MUSIC”; A “EURODISCO”, E SUBDIVISÕES AO LONGO DO TEMPO. É INFLUÊNCIA DIRETA PARA INCONTÁVEL LEGIÃO DE D.Js. QUE DOMINAM CLUBES, “RAVES” E SALÕES DE BAILE, MUNDO E UNIVERSO AFORA…
RESUMINDO: O POP ROCK ALEMÃO TAMBÉM PODE SER MALEMOLENTE, CINTURA SOLTA. O “KRAFTWERK” É REGISTRO CULTURAL PRÁ LÁ DE SIGNIFICANTIVO.
ENTÃO, RELAXEM; E APROVEITEM O “TANGERINE DREAM” E O “KRAFTWERK” DO JEITO QUE APRECIAREM.
POSTAGEM ORIGINAL: 09/08/2019/2024
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JOE TURNER – PRAZER EM APRESENTAR

TIO SÉRGIO é “Apenas um rapaz latino-americano”, como canta o BELCHIOR. Mas cultor do BLUES desde sempre; e por andanças das quais não me recordo; visitando loja que não me lembro, em dia e local não determinados. E dei de cara com o CD aí, quase completo – falta a parte de trás.
Garimpar é como exterminar pragas urbanas: foco por foco, disco por disco. É ganhar prazer perdendo horas num balcão em alguma coisa intrigante; e dar de cara com disco imprescindível.
“Foi assim”, cantou WANDERLÉIA, acho, algures em sua carreira, que descobri o CD na foto. Susto bem-vindo! Bom, primeiro vou falar sobre o que ouvi:
Um espetacular disco lançado em 1967, com banda prá lá de afiada, em gravação remasterizada em alto nível, pela “MOBILE FIDELITY SOUND LAB. A data do relançamento não está no encarte. Mas, é coisa de uns 20 e tantos anos.
JOE TURNER é clássico do BLUES moderno, entendendo-se por isso gente que veio da década de 1930, influenciou a geração do ROCK AND ROLL e, posteriormente, o revival do BLUES, dos anos 1960 e daí em diante. Seu grande clássico, “SHAKE RATTLE AND ROLL” ultrapassou décadas.
JOE TURNER é para roqueiros e bluseiros em nível de pós graduação em colecionismo.
Tio Sérgio garante e põe a mão no…copo!
POSTAGEM ORIGINAL: 11/08/2018
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