Não postei a foto desta moça belíssima publicada na edição de MAIO de 2024, da revista RECORD COLLECTOR, porque talvez houvesse problemas com direitos autorais. Teria teria sido mais adequada, porque SUNNA é, e sempre foi, UNDERGROUND de verdade.
Ela nasceu na ISLÂNDIA e começou a cantar e tocar teclados por lá, calculo uns quinze anos atrás, com o BLOODGROUP… famosos “quem” de REYKJAVICK… Assisti a pequenos vídeos. Havia talento latente procurando luz: era ela!
Hoje SUNNA, que também é “ARTISTA VISUAL” talentosa, vive em LAUSANNE, na SUÍÇA, lugar mais adequado para quem pretende acessar a EUROPA e o mundo…
Consegui quase nada de informações sobre essa MEDUSA de pele quase translúcida; aqui, devidamente produzida para fotos. Ela é bonita, sim! Tem voz curiosamente “cálida e sensual” para quem nasceu em uma ilha instável, gélida, no meio do ATLANTICO.
E SUNNA sabe das coisas. Coleciona discos de música de vanguarda, principalmente alternativa e eletrônica. Aliás, a RECORD COLLECTTOR a entrevistou e postou a coleção da “ÁGUA VIVA” na edição de MAIO.
São três páginas dando o background e levantando a bola da menina. A coleção não é grande, mas é caprichada, cheia de artistas desconhecidos esbarrados pela moça; e com muitos discos comprados em SHOWS, ou perseguidos de propósito.
Ela é fã estudiosa e influenciada pelo CAN e o NEU. Ouviu e absorveu o PÓS-PUNK; e a AMBIENT MUSIC, do BRIAN ENO. E aos poucos foi editando e gravando “SINGLES”, fazendo apresentações, e refinando um jeito de fazer nesse meio congestionado por D.JS., DUPLAS – e artistas “SOLO”- como o ultra famoso, e musicalmente insosso THE WEEKEND…
SUNNA MARGRÉT lançou agora o seu primeiro LP, “FINGER ON TONGUE”, pela gravadora alternativa que ajudou a criar, a NO SALAD RECORDS – mas, que nome, em MEDUSA??!!! É uma síntese bem organizada de SYNT POP, KRAUTROCK e MÚSICA ELETRÔNICA EXPERIMENTAL. Andam dizendo que o jeito de ela cantar é uma “redefinição” do TRIP-HOP – um “sub-sub” gênero delicioso e melódico.
O TIO SÉRGIO ouviu no YOUTUBE, e gostou bastante. Vai além do POP ELETRÔNICO USUAL. É muito bem feito, arranjado, mas sem exageros. É ritmado, com faixas dançáveis, e sem bate-estacas. SUNNA controla muito bem o “clima” musical criado. Canta corretamente, e há um quê de intimismo estudado e muito bom gosto. Procurem conhecer. Quem sabe um dia ela seja convidada para um desses festivais que são feitos por aqui.
A MEDUSA POP disse para a RECORD COLLECTOR que o disco que mais gostaria de conseguir é “ACCORDION & VOICE”, de PAULINE OLIVEROS, compositora de música de vanguarda, que faz experiências com o acordeom.
Eu tive esse disco, e mandei-o para a “BESSARÁBIA”, de tão lânguido, chato, sonolento e inconclusivo que é! Uma pena! Se estivesse por aqui enviaria para ela. E quem sabe receberia em troca o novo álbum com uma foto autografada…. POSTAGEM ORIGINAL: 03/05/2024
A internacionalização da música brasileira, a partir da BOSSA NOVA, no final dos anos 1950, é notável e reconhecida.
Basta recordar JOÃO GILBERTO e TOM JOBIM, famosos e presentes há décadas.
Mas, na vereda desbravada pela BOSSA músicos de todos os tipos, gêneros e habilidades caminharam, correram e se destacaram.
Dois PIANISTAS EXCELENTES, talentosos, e técnica e artisticamente preparados, talvez tenham sido os mais originais e bem sucedidos artistas brasileiros no exterior, nas décadas posteriores, e até o presente: SÉRGIO MENDES e EUMIR DEODATO.
SÉRGIO MENDES, pianista elegante, tornou-se furor e mania, em meados dos anos 1960, quando conseguiu juntar a BOSSA ao POP – LOUNGE sofisticado, e de fácil consumo. É bem a cara dos americanos e do público internacional.
O “BRASIL 66”, seu grupo mesclando músicos brasileiros e americanos, e produzido por HERB ALPERT, mostrou JORGE BEN, TOM JOBIM, BURT BACHARACH, BEATLES, e vários outros em linguagem contemporânea à época, dançável e tropical.
Foi o silo que lançou o FOGUETE SÉRGIO MENDES, até hoje no ar…
EUMIR DEODATO, pianista workholic, dedicado, estudioso, ousado, e o seu grupo “OS CATEDRÁTICOS”, só em 1964 lançou por aqui três LONG PLAYS!!!!!
Foi PERFORMANCE para gente grande da época, como os VENTURES, os ROLLING STONES, THE SEARCHERS ou DAVE CLARK FIVE!
TRÊS DISCOS EM TEMPO TÃO CURTO SIGNIFICA SUCESSO ARTÍSTICO E DE VENDAS.
Mas, EUMIR fez mais bonito ainda. Sempre versátil e já vivendo nos Estados Unidos, em 1972 concebeu e lançou o espetacular CULT CLÁSSICO “PRELUDE”, produzido por CREED TAYLOR e com músicos galácticos feito RON CARTER, STANLEY CLARKE, BILLY COBHAN, AIRTO MOREIRA, entre vários.
DEODATO aderiu, também, ao piano elétrico, e uma das sonoridades marcantes do JAZZ-FUSION se firmou. A versão de “ALSO SPRACH ZARATHUSTRA” é nada menos que definidora. Um CLÁSSICO POP de qualidade indiscutível!
EUMIR DEODATO é artista vasto porque sem preconceitos. Arranjou para “SINATRA”, “COOL AND THE GANG” e “EARTH, WIND AND FIRE”, por exemplo.
E, também, para BJORK, criadora de ROCK DE EXTREMA VANGUARDA, SIMULTANEAMENTE VULCÂNICO E GLACIAL.
Não é para qualquer arranjador ou músico compreender tantas e tão distintas linguagens. E deixar sua marca com proficiência e arte…
EUMIR FEZ e É!
Enfim, são dois grandes entre vários, em um país que se destaca, também, pelo PIANO.
Resumindo, deixa mais fácil compreender o porquê da MÚSICA BRASILEIRA permanecer independente e significativa, desde o início da MODERNIDADE POP CONTEMPORÂNEA. POSTAGEM ORIGINAL: 28/04/2019
Japonês é japonês – no singular soa melhor. São mais ortodoxos do que sexo papai-mamãe, e relançaram essa coletânea exatamente como a original: um resumo dos cinco primeiros LONG PLAYS.
Sem preliminares, e outros quitutes…Apenas doze músicas, todas relativamente longas. O primeiro disco tem 39 minutos, e o segundo 41. Claro, caberiam mais coisas. Daria para engrossar com faixas bônus dos 4 primeiros discos de estúdio, o que deixaria os fãs da banda mais satisfeitos ainda!
No mais, japonês é japonês!
O álbum duplo é produção que só os irmãozinhos de olhinhos puxados fazem! A bem da verdade, eles e também os alemães – aqueles grandalhões rústicos.
Os orientais são meticulosos, preciosistas; e oferecem produtos refinados, de altíssima qualidade gráfica, com poster, e letras em inglês e japonês. As capas internas são cópias das originais, com a reprodução de matérias de jornais da época.
Agora, e o texto? Bom, é só pra quem chama, Fumiko, Massataka, Kunio, Hiromi…, e lê e compreende o que está escrito. Japongagem como sempre se espera…
Chegou dia desses. Eu ainda não escutei pra valer. Mas, dou fé ao meu amigo Fábio Dean. Ele disse que a tecnologia MQA-CD x UHQCD = sei lá o que está escrito no adesivo que acompanha… é qualquer coisa de sensacional!!!
Aliás, já percebi! Saberei com mais profundidade.
Eu não sou muito “GRANDFUNKEIRO”, mas gosto muito do som rascante, pesado e genuinamente ROCK´N´ROLL dos caras.
Principalmente os três primeiros: ON TIME, GRAND FUNK RAILROAD, ambos de 1969; e CLOSER TO HOME, 1970 – o meu predileto da discografia inteira.
Estão também aqui na foto, o LIVE ALBUM, gravado em 1972, que tem uma de minhas capas prediletas em todos os tempos! E colige em show a fase inicial. E mais o SURVIVAL, incluído na coletânea, já que do período abrangido.
TIO SÉRGIO, aqui, estava entre os que achavam a banda rústica demais, para um tempo em que o ROCK PROGRESSIVO já estava botando os teclados e guitarras em outros contextos. Até THE WHO já não era mais o mesmo… Hummmm!
Tudo considerado, há décadas acho impossível gostar de ROCK e não ter e colecionar discos do GRAND FUNK RAILROAD.
Eles eram diferenciados, reconhecíveis a milhas de distância, e faziam som combinando HARD ROCK, BLUES, HEAVY METAL, FUNK… e aquela agressividade respingada pelo BLUE CHEER, o MC5 e os STOOGES, todos contemporâneos.
Sem o GRAND FUNK não haveria o KISS, nem o GUNS & ROSES; e quem sabe, nem RAMONES ou RED HOT CHILLI PEPPERS. Seria?
Resumindo, é o barulho branco odiado pela crítica e adorado pelos garotos e garotas daqueles tempos em diante…
Hoje, eu gosto e coleciono! E com muito prazer! POSTAGEM: 26/04/2023
TALVEZ SEJA CRUEL E INJUSTO ESCREVER ISSO. MAS, HÁ UMA ELITE IMUTÁVEL NA MODERNA MÚSICA BRASILEIRA; UM QUASE LATIFÚNDIO INVOLUNTÁRIO DO BEM, QUE DOMINA GOSTOS, TENDÊNCIAS, PRESTÍGIO, E OS CORAÇÕES E MENTES.
ESTÃO NO PRIMEIRÍSSIMO TIME, E COM JUSTIÇA. HÁ QUATRO GÊNIOS IRREMOVÍVEIS QUE DEFINIRAM A MODERNIDADE NA MPB: TOM JOBIM, CHICO BUARQUE, CAETANO VELOSO E GILBERTO GIL. E SÃO QUASE SEIS DÉCADAS DE REINADO ABSOLUTO!
Há um magnífico restante que quase em mesmo nível: MILTON NASCIMENTO, EGBERTO GISMONTI, IVAN LINS, ROBERTO CARLOS, e você inclua talvez mais uma dezena de grandes nomes. São todos artistas de talento comprovado.
A turma nessa postagem compõe os coadjuvantes de luxo que, de um jeito ou de outro assessora, toca, cria e produz muito em função do primeiríssimo time.
FRANCIS HIME E JACQUES MORELEMBAUM são ligadíssimos à carreira de CHICO e TOM JOBIM, principalmente. Assim como suas respectivas mulheres, OLÍVIA HIME e PAULA MORELEMBAUM.
Não há problema algum que assim seja. E sobre as duas famílias cabem opiniões e preferências.
Hoje, eu fiz uma “razia” em minha coleção de MPB procurando excessos ou obras desfocadas do meu gosto, e de minhas preferências atuais.
Separei uns 40 discos que pretendo me desfazer. E fiquei surpreso com as escolhas que fiz! Por exemplo: ouvindo melhor a família HIME, resolvi manter dois discos de FRANCIS: ARQUITETURA DA FLOR e O TEMPO DA PALAVRA E DAS IMAGENS; fiz uma quase homenagem relutante…
Mas, vou mandar embora todos os que tenho de OLÍVIA HIME! Cinco. Ela é boa cantora mas, da mesma forma que o marido, canta de maneira soporífera, andamentos lentos e arranjos anódinos. Os discos do casal são, em geral, um tédio cósmico!!!
Os MORELEMBAUM têm mais talento, em minha opinião. As músicas são mais dinâmicas, criativas e aceitam algumas soluções que, para os mais ortodoxos, tangenciam a heresia.
Sem dizer de JACQUES MORELEMBAUM é músico mais completo do que FRANCIS HIME. Vou manter na coleção tudo o que tenho deles. Eu realmente gosto. Então, façam suas apostas ou xingamentos… POSTAGEM ORIGINAL: 25/04/2021
Dia desses eu ouvi, por acaso, a versão de HEROES em alemão. Já conhecia, mas não havia dado conta de que é diferente da original. Mais pura e leve, palco sonoro mais bem distribuído, achei mais bonita.
RAUL SEIXAS se auto definiu como “metamorfose ambulante”. E era como ser humano e inquietude existencial. Mas, artisticamente falando, nenhum ídolo pop chegou ao vanguardismo e aos frequentes rompimentos com o passado artístico, como DAVID BOWIE.
O primeiro disco que tive dele foi ZIGGY STARDUST…, que hoje gosto ainda, principalmente de “Sufragette City”. Um ROCK portentoso.
Mas, àquela época, a figurinha delgada e algo patética saltitando no lusco-fusco andrógino com sua vozinha de cabra currada, não me agradava muito.
Pois bem, certo fim de tarde, em 1978, eu estava tomando uns chopes em um bar vazio, que se tornou da moda e, ao fundo, sobressaía um show ESPETACULAR, PROGRESSIVO, VANGUARDESCO! Fiquei totalmente tomado! Então, perguntei ao dono do bar o que era aquilo.
Resposta: DAVID BOWIE!
Pensei, pasmado: é impossível! E pedi para ver o disco. Resultado: o persegui como a ignorância persegue a inteligência até encontrá- lo!
O DISCO é inquietante e sensacional!
A banda exímia está integrada à perfeição, como fazem os alemães do KRAUTROCK, tendência a que o show, e toda a fase Berlim de BOWIE, se filiam.
E principalmente para o meu gosto, ele já estava em transição vocal para um timbre tenor/barítono e jeito da cantar à SCOTT WALKER. Que manteve até o final da carreira.
Tudo considerado, com o tempo DAVID tornou-se o meu artista predileto entre os grandes do ROCK.
LERAM O VERBETE? NÃO?!!!? NEIL YOUNG VENDEU, RECENTEMENTE, 50% DOS DIREITOS SOBRE SEU CATÁLOGO – PASSADO, CLARO – DE MÚSICAS E GRAVAÇÕES PARA UMA FIRMA DE INVESTIMENTOS, A HIPGNOSIS.…
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Todas as reações:
12Nelson Rocha Dos Santos, Ayrton Mugnaini Jr. e outras 10 pessoas
Quando foram lançados custavam uma “baba forte” em reais! Próximo de uma curra financeira! É coisa pra pescar “nossa gente” e a “gringolândia”, que já experimentava o final da “NEW WAVE BOSSANOVISTA” nas “estranjas”…ooops…
TIO SÉRGIO, o iconoclasta POP da terceira idade, rides again…
“Tudo muito bem; tudo muito bom…mas, realmente …, nos ensinou a “BLITZ,” na década de 1980, faltou algo mais que o chope e as batatas fritas.
É coleção com artistas da BOSSA NOVA e suas adjacências, provindos de várias gravadoras, como PHILIPS e a VERVE. Mas, para esse projeto foram juntados sob outro selo original, a MERCURY RECORDS. Já naquela época e até hoje estão todos sob controle da UNIVERSAL MUSIC.
São DOZE CDS, cada qual coligindo gravações de um artista importante, e nem sempre as mais conhecidas e, de certa maneira, garante um diferencial enriquecedor para o ouvinte não iniciante.
Estão aqui, e foram lançados separadamente, CARLOS LYRA, LÚCIO ALVES, NARA LEÃO, ANTONIO CARLOS JOBIM, SYLVIA TELLES, TAMBA TRIO, SERGIO MENDES, ROBERTO MENESCAL, WALTER WANDERLEY, OS CARIOCAS, E VINÍCIUS DE MORAES. E mais outro CD ‘MISCELÂNEA’, chamado “THE BEST OF BOSSA”, destacando canções de cada artista, algumas interpretadas por outros também conhecidos.
A produção gráfica é muito bonita. O Rio e sua enormidade sempre evidente, sexy e belo.
Há letras reproduzidas? Claro; e finalmente…
Mas, cadê os textos, as explicações e o contexto? Onde está o derramar orgástico dos devotos?
Nem um ” textículo ” para nos fecundar o cérebro e o espírito?
Estará bom pra você?
Pra mim, como bem sintetiza o meu amigo Silvio Dean, é pouco e veio algo tarde… Ainda assim, é colecionável, bonito e agradável de ter. E serve de complemento a outros discos na coleção de BOSSA NOVA.
Eles vão permanecer na discoteca. POSTAGEM ORIGINAL: 23/04/2020PURE BOSSA NOVA –
SINGLES obscuros e faixas de LPs desconhecidos de bandas com gente luminosa, tipo CARL PALMER, PHIL COLLINS, AYNSLEY DUNBAR… É, também, um vasto etc… de “NO ONE HIT WONDERS”.
Misto de cartilha e mapa da mina, com som de ótima qualidade técnica. Talvez o melhor possível. Tem BOOOOKLET contando a história geralmente breve de pequenas maravilhas perdidas no SUBMUNDO POP. E de gente que se deu melhor.
Vou citar poucos e CULTS: JULY; ERIC BURDON & THE ANIMALS; SYN; SMOKE; BIRDS; CRAIG, FLEUR DE LYS; BLONDE ON BLONDE; e até JOHN McLAUGHLIN!…
Você conhece a caterva?
A maioria não? Então, melhor ainda!
Há clones e inspirados por THE WHO, PINK FLOYD, BYRDS, STEPPENWOLF, YARDBIRDS… Multidão de bandas exterminadas pelo eterno “CORONAVÍRUS” que sempre assolou o POP. Tipo aquelas músicas legais que você ouviu, não esqueceu e perdeu a referência para sempre?
Podem estar por aqui.
De quebra, há produções de JIMY PAGE e muitos outros bem conhecidos.
Uma verdadeira XEPA do ROCK. É bom e talvez ainda barato. POSTAGEM ORIGINAL: 23/04/2020